terça-feira, 4 de agosto de 2026
O guardador de memórias e o Mercado das Velharias em Estremoz
sábado, 1 de agosto de 2026
Artes do Vagar e Mestres do Saber-fazer / 4 - JOAQUIM CARRIÇO ROLO
4 - JOAQUIM CARRIÇO ROLO
(1935-2023)
Nasceu na Aldeia de Cima (Glória) e só conheceu o mundo das letras aos
trinta e sete anos. Trabalhou no campo, onde foi guardador de porcos, pastor de
ovelhas e tosquiador, entre muitos outros trabalhos agro-pastoris. Trabalhou
também nas pedreiras, foi empregado numa grande unidade de distribuição de
mercadorias, foi enfermeiro no posto médico da sua freguesia, foi sacristão e
pertenceu à Orquestra Típica de Estremoz. De resto tinha jeito para trabalhos
de carpinteiro, canalizador, electricista e pedreiro.
A sua actividade como artesão da madeira e do chifre processou-se numa
pequena oficina junto à sua residência e começou a efectuar-se cerca dos anos
80 do século XX. Toda ela entroncava na técnica e na estética da arte pastoril
com que bordava a madeira e o chifre no decurso da pastorícia.
Os materiais usados foram: cabaças, chifre e madeiras: cedro,
laranjeira, oliveira, cerejeira, cipreste, nogueira, buxo, vimeiro, sabugo e
nespereira. Para os trabalhar recorreu a utensílios como: navalha, goivas,
limas, grosas, serras, serrotes, serra de disco, torno, maceta, escopro.
A decoração das peças é rica e diversificada, recorrendo a motivos
geométricos, fitomórficos, zoomórficos e antropomórficos, os três últimos de
inspiração regional.
Executou trabalhos como cabaças lavradas, colheres, talheres, chavões,
sopradores de lume, bengalas, agulheiros, rosários, argolas de guardanapo,
cigarreiras, caixas, guarda-jóias, brinquedos, dançarinos articulados, gaiolas
para grilos, chamadores de perdizes, quadros em baixo relevo, painéis com
alfaias agrícolas, cornas azeitoneiras, cornas azeiteiras, tabaqueiras e
pulseiras.
O trabalho deste artesão é caracterizado todo ele por uma elevada
qualidade técnica, aliada a uma expressiva e fina individualidade artística de
matriz popular, que sempre apostou na criatividade em detrimento da cópia.
Apesar disso executou as réplicas dos Bonecos de Santo Aleixo com que trabalha
o CENDREV – Centro Dramático de Évora. Participou nas feiras de artesanato de
Estremoz desde 1983 e em várias exposições individuais. Os seus trabalhos
integram colecções museológicas das quais a mais importante é a do Museu
Municipal Professor Joaquim Vermelho, em Estremoz.
quinta-feira, 30 de julho de 2026
Paredes de vidro
quarta-feira, 29 de julho de 2026
A todas as Mulheres do Mundo...
terça-feira, 28 de julho de 2026
Poesia neo-realista
DANIEL FILIPE
- Pátria, lugar de exílio - 3ª canção
EDUARDO VALENTE DA FONSECA
FERNANDO NAMORA
FRANCISCO JOSÉ TENREIRO
JOÃO JOSÉ COCHOFEL
- Vivam apenas
- Viver sempre também cansa
LUÍS VEIGA LEITÃO
MANUEL DA FONSECA
- Antes que seja tarde
- Tu e eu meu amor
MÁRIO DIONÍSIO
- Arte poética
PAPINIANO CARLOS
POLÍBIO GOMES DOS SANTOS
SOEIRO PEREIRA GOMES
SIDÓNIO MURALHA
- Amanhã
VIRGÍLIO FERREIRA
- Veio ter comigo hoje a poesia
domingo, 26 de julho de 2026
Juramento de fidelidade
sábado, 25 de julho de 2026
Uma carta fora do baralho
Prólogo
Pode parecer um pouco estranho, intitular um texto de barrística de Estremoz, com uma bem conhecida frase idiomática, que aplicada a alguma coisa lhe confere conotação pejorativa por a depreciar. Todavia, a leitura do presente texto, revela que pode não ser assim.
O presente texto ficaria incompleto, se não se atribuísse um nome à figura que está na sua origem. Ora, uma vez que ela é uma parte da bem conhecida figura composta “Maioral e ajuda a comer”, julgo não ser despropositado chamar-lhe “Maioral a comer”.






























