Um olhar cirúrgico que num ápice identifica os traços identitários do visado e através das redes neuronais, os transmite instantânea e pantograficamente às suas mãos mágicas, as quais através duma multiplicidade de actos escultóricos, registam no barro aquilo que o seu olhar decifrou.
As caricaturas de barro de Luís
Santos são uma ínfima parte do potencial artístico que Luís Santos encerra em
si e que lhe brota à flor das mãos, sempre que afeiçoa o barro, qual Deus
bíblico do Genesis.
Desta feita, este moringue
antropomórfico retrata nada mais nada menos, este cabeça de moringue que sou
eu, alentejano dos barros de Estremoz, guardador de memórias, entre elas as
guardadas no barro, muito em especial de Bonecos e Olaria de Estremoz, bem como
louça vidrada de Redondo.
Obrigado Luís, por me ter
recriado com esta sua recreação, a partir de hoje a socializar com os mais
belos exemplares do meu acervo e com um lugar muito especial no meu coração.
Bem-haja, Luís.
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