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domingo, 26 de abril de 2020

Bonecos de Estremoz: Mário Lagartinho


FIg. 1 - Mestre Mário Lagartinho (1935-2016), decano da olaria e o último oleiro de
Estremoz. Fotografia do Arquivo Fotográfico Municipal de Estremoz / BMETZ –
Colecção  Joaquim Vermelho.

Nasceu a 22 de Junho de 1935 na Rua Magalhães de Lima, nº 15, freguesia de Santo André, concelho de Estremoz. Filho legítimo de Marcolino Augusto Lagartinho, de 26 anos, natural da mesma freguesia, e de Leonilde da Conceição Raleiro, de 30 anos, natural da freguesia de Alcáçova, concelho de Elvas (2). Começou a modelar o barro aos 12 anos de idade, na Olaria Regional, situada na Rua do Afã, em Estremoz e que era propriedade de Mestre José António Ourelo – Zé Russo (1916-1980), formado na Olaria Alfacinha e que adquirira a oficina a Mestre Cassiano, fundador da Regional, já avançado na idade. A 2 de Maio de 1958, com 23 anos de idade, casou catolicamente na Igreja Paroquial de Santa Maria com Ana Pascoal Ourelo, de 22 anos, doméstica, natural da freguesia de Santo André, concelho de Estremoz, onde nasceu a 11 de Janeiro de 1936, filha de César Augusto Pascoal e de Albertina de Jesus Carrapiço, moradores na Rua dos Carvoeiros nº 6, da mesma freguesia. Pelo casamento, a noiva adoptou o apelido Lagartinho de seu marido (1). A Olaria Regional viria a passar das mãos de José Ourelo para Mário Lagartinho, que nunca deixou os seus créditos em mãos alheias e foi um oleiro de nomeada.
A necessidade de aumentar os seus rendimentos levou Mestre Lagartinho (Figs. 1 e 2), nos anos 70-90 do século passado, a confeccionar Bonecos de Estremoz, o que fez por auto-aprendizagem a partir de exemplares que lhe foram emprestados por José Marcelino Moreira. Tenho, na minha colecção, alguns desses exemplares que me foram cedidos pela sua esposa, Ana Pascoal Ourelo Lagartinho. Mestre Lagartinho reproduziu então os exemplares do conjunto dos “Bonecos da Tradição”. Foi bonequeiro, mas era sobretudo oleiro e era ele que cavava o barro dos barreiros e o preparava, até este estar capaz de ser afeiçoado pela suas mãos. Os Bonecos eram também cozidos em forno de lenha, prática que foi abandonada. Sua mulher (Fig. 2), além de pintar a produção do marido, também confeccionava os seus próprios Bonecos. Uns e outros eram comercializados no stand da Olaria Regional, no Rossio Marquês de Pombal, em Estremoz. Para além da mulher, Ana Pascoal Ourelo Lagartinho (1936- ), Mestre Lagartinho transmitiu os seus saberes a Arlindo Ginja (1938-2018), que viria a ser seu discípulo. Em termos pessoais, Mário Lagartinho nunca conseguiu recuperar do abalo causado em 2011 pela morte do filho, também ele Mário Lagartinho, ex-jogador de hóquei do Clube de Futebol de Estremoz, do qual foi treinador, assim como do Hóquei Clube Vasco da Gama, de Sines, cidade onde foi o grande impulsionador daquela modalidade. Foi assim que, a 4 de Setembro de 2016, na sua casa da Rua João de Sousa Carvalho, lote 25, 1º esqdº, em Estremoz, se regista o falecimento com a idade de 81 anos, de Mestre Mário Lagartinho, decano da olaria e o último oleiro de Estremoz, o que constituiu uma tragédia cultural, numa cidade que já foi um dos maiores centros oleiros do Alto Alentejo. Estremoz ficou luto e, com a cidade, a Cultura Popular Alentejana, da qual o Mestre foi um ícone (3), (5). Mestre Mário Lagartinho partiu, mas deixou connosco as suas criações: bilhas, moringues, garrafas de água, barris e púcaros que, entre outros, saíram das suas mãos mágicas de oleiro. Os seus Bonecos estão dispersos por colecções particulares, como é o caso da minha. Também o Museu Municipal de Estremoz conta no seu acervo com exemplares, tanto de olaria como de Bonecos de Estremoz, afeiçoados pelas suas mãos. Por iniciativa daquele Museu, a sua obra foi objecto de destaque recente nas exposições: “Mário Lagartinho - Olaria de Estremoz” (2004) e “Motivos decorativos na olaria de Estremoz do século XX” (2013), às quais há que acrescentar  “O vasilhame de barro  de Estremoz” (2012), graças à iniciativa da Associação Filatélica Alentejana. Pessoalmente, Mário Lagartinho, a quem conhecia desde os anos 70 do século passado, concedeu-me o privilégio da sua amizade, o que permitiu organizar, em 1999, uma jornada de divulgação da olaria de Estremoz na Escola Secundária, quando era director do seu Centro de Recursos. Foi um evento que nos marcou a todos, Mestre Mário, professores e alunos, já que as raízes da Escola entroncam na antiga Escola Industrial de António Augusto Gonçalves, por onde paira a memória do Curso de Olaria e de Mestre Mariano da Conceição (o Alfacinha) que, conjuntamente com ti Ana das Peles e sob a acção do Director Sá Lemos, fizeram com que os Bonecos de Estremoz, em processo de extinção, se tornassem numa Fénix renascida das cinzas. Morreu Mário Lagartinho, o último oleiro de Estremoz. Pessoalmente, como não tenho espírito sebastianista, não estou à espera de um novo Sá Lemos, que venha a reactivar a extinta olaria de Estremoz. Apenas me resta o registo da sua Memória, que me leva a proclamar, alto e bom som:
- MÁRIO LAGARTINHO, PRESENTE!

BIBLIOGRAFIA
(1) - Mário Augusto Raleira Lagartinho - Assento de Casamento Informatizado nº 633 de 2015, da Conservatória do Registo Civil de Estremoz.
(2) - Mário Augusto Raleira Lagartinho - Assento de Nascimento Informatizado nº 351 de 2014, da Conservatória do Registo Civil de Estremoz.
(3) - Mário Augusto Raleira Lagartinho - Assento de Óbito nº 487 de 2016, da Conservatória do Registo Civil de Estremoz.
(4) - MATOS, Hernâni. Mário Lagartinho, bonequeiro de Estremoz in Brados do Alentejo nº 890, 29/09/2016. Estremoz, 2016 (pág. 15).
(5) - MATOS, Hernâni. Mário Lagartinho, o último oleiro de Estremoz in Brados do Alentejo nº 889, 15/09/2016. Estremoz, 2016 (pág. 1 e 6).

Fig. 2 - Mestre Mário Lagartinho (1935-2016) e sua mulher Ana Lagartinho (1936- ),
bonequeiros. Fotografia do Arquivo Fotográfico Municipal de Estremoz /
BMETZ – Colecção Joaquim Vermelho.

Pastor com tarro.

Pastor das migas.

Mulher a vender chouriços.

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Bonecos de Estremoz: Fátima Lopes


A barrista Fátima Lopes a ensinar os mais novos a trabalhar com a roda. Actividade
incluída na iniciativa  “VIRVER MUSEUS - SEMANA DOS MUSEUS EM ESTREMOZ”. Fotografia
de Maio de 2008, recolhida com a devida vénia no blogue do Museu Municipal de Estremoz.

Em 2017, Fátima Alves Lopes (1974- ), natural de São Bento do Cortiço, ceramista e formadora certificada, realiza uma breve incursão na feitura de Bonecos de Estremoz, tendo produzido um número diminuto de exemplares e tipos, os quais comercializou na FIAPE e no Museu Municipal de Estremoz.


Senhora de pézinhos.

Senhora a servir o chá.

domingo, 29 de março de 2020

Bonecos de Estremoz: Paulo Cardoso


Paulo Cardoso (1968- ) na actualidade.
Fotografia recolhida com a devida vénia no Facebook do ex-barrista.


Nos anos 80-90 do séc. XX, Paulo Jorge Menino de Ouro Cardoso (1968- ), que foi oleiro na Olaria Alfacinha, manufacturou Bonecos após aprendizagem com Quirina Alice Marmelo. A comercialização dos mesmos era feita na loja “Artesanato Isabel”, na Rua da Frandina, n.º 8, em Estremoz.
Actualmente é industrial de restauração, em Évora.

Hernâni Matos

Pastor.

Bailadeira grande.

Bailadeira grande.

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Lembrança da Olaria


Moringue com decoração fitomórfica. Manufactura da
Olaria Alfacinha, Estremoz. Colecção do autor.
   
A Memória do Passado
A actividade de um coleccionador não se desenrola na maioria das vezes num mar de rosas. O coleccionador navega por entre escolhos, os quais terá de ser capaz de ultrapassar, a fim de poder levar a bom porto, a missão que a si próprio atribuiu. É o que se passa comigo, enquanto coleccionador de louça de barro vermelho de Estremoz. É que a olaria local extinguiu-se há algum tempo. Foi o fecho da crónica de uma morte prevista. Todavia, ela permanece bem viva no registo quântico da minha memória.
Vale-me ser um respigador nato e usufruir da capacidade de fazer um rápido reconhecimento da infinidade de objectos que aos sábados povoam o Mercado das Velharias, em Estremoz. Valem-me ainda os vendedores que sabendo dos meus gostos, me arranjam peças sem o compromisso de eu ter de ficar com elas. Valem-me também os “olheiros” amigos, que me dão conhecimento onde é que determinada peça que me possa interessar, se encontra à venda. Por vezes, a meu pedido e como meus mandatários, compram aquilo que me interessa. E tudo isto parece muito e de facto é, mas não é tudo.
A Lei de Lavoisier
Hoje existe um vasta profusão de vendas “on line”, nas quais se podem comprar objectos, não só a vendedores profissionais, mas também a quem, por um motivo ou por outro, os pôs à venda. Algumas vezes, por necessidade de fazer dinheiro, outras para reciclar coisas que já não lhes interessam e que ao transformarem em dinheiro, lhes permitem adquirir bens ou serviços nos quais de momento estão interessados. É uma aplicação prática da Lei de Lavoisier: “Na Natureza nada se perde, nada se cria, tudo ser transforma“. Trata-se de um enunciado que trocado por miúdos e em português corrente, pode ser expresso assim: “O que não te interessa a ti, pode-me interessar a mim e vice-versa. Por isso, toma lá e dá cá”. Daí que os eco-militantes que negam a existência de um plano B, proclamem “Desperdício zero, já!”.
A viagem
Não estranhem pois que um exemplar da Olaria de Estremoz, residente em Beja, tenha mudado de ares e vindo até Estremoz, onde se instalou na minha casa, com direito a todas as mordomias. Bastou-lhe viajar através do serviço dos Correios, depois de eu ter ressarcido o anterior proprietário no acto de se ver livre do espécime. Tratou-se de uma viagem que não foi isenta de riscos, pois por vezes ocorrem descuidos por parte dos transportadores. Daí a necessidade de uma embalagem meticulosa e paciente, realizada com o jeito de carinhosos cuidados maternais. Foi o que aconteceu desta vez, pelo que ao abrir a embalagem normalizei a respiração, os batimentos cardíacos e a tensão arterial. O recipiente de barro estava bem de saúde e recomendava-se como vão ver.
O moringue
O viajante foi um moringue, recipiente para água com uma asa na parte superior e um gargalo em cada extremidade desta. O gargalo da extremidade mais larga destina-se a introduzir água e o da extremidade afunilada destina-se à saída da mesma. Para a beber, vira-se esta última extremidade para a boca e dá-se ao recipiente a inclinação adequada, de modo a que o esguicho que dela brota vá cair na boca do bebedor. A direcção de alinhamento dos gargalos é perpendicular à direcção de implantação da asa.
O moringue é em barro vermelho, fabrico de Estremoz, firmado pela marca incisa linear “OLARIA ALFACINHA ESTREMOZ” na superfície exterior, junto à base.
A decoração com motivos fitomórficos em alto-relevo, configura ramos de sobreiro, povoados de folhas serradas e de glandes. Trata-se de elementos decorativos, obtidos por moldagem, a que se segue uma colagem na superfície, recorrendo a barbutina.
A superfície do moringue onde assenta a decoração em relevo é lisa e nela se destacam, igualmente espaçadas, quatro faixas polidas, entre a base e o topo do bojo. Os gargalos são igualmente lisos e ostentam faixas polidas.
A asa configura um galho de sobreiro bifurcado nas duas extremidades. As bifurcações assentam no topo convexo do moringue, onde também se inserem os gargalos.
No bojo, a legenda “LEMBRANÇA / DE / ESTREMOZ “, distribuída por três filas paralelas com texto centralizado.
Significados da legenda
Trata-se de uma legenda que encerra em si múltiplos significados:  
- Em primeiro lugar que o moringue é um artefacto de barro, manufacturado em Estremoz.
- Em segundo lugar que tanto pode ter sido comprado por um forasteiro como por um autóctone para uso próprio ou para oferecer a alguém, com a mensagem expressa que é uma lembrança de Estremoz e de nenhum outro local.
- Em terceiro lugar e para além de lembrança de Estremoz é, sobretudo, uma lembrança da Olaria de Estremoz.
- Em quarto lugar, atesta a magia das mãos do oleiro que lhe deu forma, repetindo gestos ancestrais, herdados de Mestre ou de familiares ascendentes.
- Em quinto lugar, a Memória das mãos pacientes e hábeis das “polideiras” que ao decorarem a superfície, reforçaram toda a beleza que na morfologia, na volumetria e nas proporções, o moringue já ostentava em si.
- Em sexto lugar, a mensagem de que a Olaria de Estremoz é “sui generis” e por isso mesmo inconfundível.
- Em sétimo lugar, a afirmação orgulhosa de uma identidade cultural popular, local e regional, que encerra em si e é deveras notória.
- Em oitavo lugar, a lembrança de que Estremoz já foi terra de olarias, que por fatalidade ou talvez não, se extinguiram.
- Em nono lugar, a mensagem de que parafraseando o poeta João Apolinário, cantado por Luís Cília, “É preciso, imperioso e urgente” recuperar, preservar e salvaguardar a Olaria de Estremoz, como modo de produção artesanal que integra o nosso património cultural imaterial.
- Em décimo lugar, a chamada de atenção àqueles que detendo as rédeas do poder local, andam embriagados pela inclusão da manufactura dos Bonecos de Estremoz na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade. Tornaram-se autistas em relação à Olaria de Estremoz e não revelam quaisquer sinais de estar interessados na sua recuperação. Onde é que já se viu isto? Só nesta terra. E depois ainda proclamam que “Estremoz tem mais encanto!”.
Acordai!
Nada mais adequado que evocar aqui um excerto do poema “Acordai” de José Gomes Ferreira, que musicado por Fernando Lopes Graça, constituiu, porventura, uma das mais apelativas “Canções Heróicas”, que serve para despertar consciências: “Acordai, / homens que dormis / a embalar a dor / dos silêncios vis!”.
Fala o Passado
A referência mais antiga aos barros e à Olaria de Estremoz remonta ao foral de D. Afonso III, datado de 1258, seguindo-se o foral de D. Manuel I, de 1512. Daqui para diante as referências histórico - literárias aos barros de Estremoz são múltiplas: António Caetano de Sousa (1543), Giovanni Battista Venturini (1571), Francisco de Morais (1572), Inventário de D. Joana (irmã de Filipe II), correspondência de Filipe II, Padre Carvalho (1708), Francisco da Fonseca Henriques (1726), João Baptista de Castro (1745), Duarte Nunes de Leão (1785), D. Francisco Manuel de Melo, Alexandre Brongniart (1854), Carolina Michaëlis de Vasconcellos (1925).
Os barros de Estremoz têm sido cantados por poetas como: António Sardinha, Celestino David, Maria de Santa Isabel, Guilhermina Avelar, Maria Antónia Martinez, Joaquim Vermelho, António Simões, Mateus Maçaneiro e Georgina Ferro. Mas não só os poetas eruditos têm tomado a Olaria como tema de composições. Também ao longo dos anos, os nossos poetas populares têm feito quadras e décimas que integram o valioso Cancioneiro Popular Alentejano. Não resistimos a divulgar aqui duas dessas quadras, recolhidas no início do século passado por António Tomaz Pires, de Elvas, nos seus Cantos Populares Portugueses. São quadras com um conteúdo algo jocoso. Eis uma: “Minha mãe não quer que eu case / Com homem que seja oleiro; / Mas eu faço nisso gosto, / Pois tudo é ganhar dinheiro.”. Eis a outra: “Se tens pele grossa, / Põe-lhe pós de arroz. / Que eu vou ser oleiro / Para Estremoz”.
A herança do Passado
De acordo com a Mitologia Grega, Atlas foi um dos Titãs condenado por Zeus a sustentar os céus eternamente, após o assalto gorado ao Olimpo com a finalidade de alcançar o poder supremo do Mundo. Pela nossa parte, herdámos do Passado tradições que não se podem perder, porque integram o conjunto das marcas da nossa identidade cultural popular, local e regional. Por isso, tal como Atlas, transportamos sobre os ombros uma pesada responsabilidade: a de recuperar, preservar e salvaguardar a Olaria de Estremoz. É claro que pelo cargo que ocupam, a responsabilidade de uns é maior que a de outros.

Estremoz, 18 de Outubro de 2019
(Jornal E nº 231, de 31-10-2019)

O oleiro Jerónimo Augusto da Conceição, membro do clã Alfacinha, a modelar uma
bilha. Fotografia de Artur Pastor, dos anos 40 do séc. XX.

Amélia, mulher de Jerónimo, a efectuar a decoração fitomórfica dum jarro.
Fotografia de Artur Pastor, dos anos 40 do séc. XX.

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Bonecos de Estremoz: Mariano da Conceição (2.ª parte)


Berço do Menino Jesus (dos putto).

A extensão do texto e o considerável
número de ilustrações, aconselhou que
fosse dividido em duas partes,
 que foram publicadas sucessivamente.
Esta é a 2.ª parte.

CRÉDITOS
Fotografias de Luís Mariano Guimarães (2012).
 Procissão pertencente ao Museu Municipal de Estremoz e
os restantes Bonecos propriedade do Museu Rural de Estremoz.


Já vimos que a velha bonequeira Ana das Peles (1.ª parte e 2.ª partefoi o instrumento primordial da recuperação da extinta tradição de manufactura dos Bonecos de Estremoz, empreendida pelo escultor José Maria de Sá Lemos (1892-1971) nos anos 30 do séc. XX. Vimos igualmente que Mestre Mariano da Conceição (1.ª parte) foi o instrumento de continuidade dessa recuperação. Chegou a altura de conhecer alguns dos seus Bonecos. 


Presépio de trono ou de altar.

 Santo António.


Procissão.

Pastor de tarro e manta.

Pastor das migas.

Pastor a comer.

Maioral e ajuda a comer.

Pastor do harmónio.

Ceifeira.

Mulher dos perus.

Matança do porco.

Mulher dos enchidos.

Aguadeiro.

Mulher das castanhas.

Peralta.

Homem do harmónio.

Cavaleiro.

Amazona.

Lanceiro.

Frade a cavalo.

Mulher a lavar a roupa.

Mulher a passar a ferro.

Senhora a servir o chá.

Senhora ao toucador.

Senhora de pézinhos.

Preta florista.

Preto a cavalo.

Primavera.

Bailadeira pequena.

Barbeiro sangrador.

Púcaro enfeitado (ou Fidalguinho).

Cantarinha enfeitada.

Peralta a cavalo (assobio).

Estremoz, 11 de Outubro de 2019

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Mariano da Conceição (1903-1959)


Mariano Augusto da Conceição - o Alfacinha (1903-1959)

O que de essencial escrevi sobre Mariano da Conceição, pode ser lido aqui:
Mariano da Conceição partiu há 60 anos
  
De 12 de Outubro a 30 de Novembro de 1019,
estará patente ao público no
Museu Municipal de Estremoz,
a exposição
 BONECOS DE ESTREMOZ DE MESTRE MARIANO DA CONCEIÇÃO

Estremoz, 10 de Outubro de 2019