domingo, 29 de março de 2020

Bonecos de Estremoz: Paulo Cardoso


Paulo Cardoso (1968- ) na actualidade.
Fotografia recolhida com a devida vénia no Facebook do ex-barrista.


Nos anos 80-90 do séc. XX, Paulo Jorge Menino de Ouro Cardoso (1968- ), que foi oleiro na Olaria Alfacinha, manufacturou Bonecos após aprendizagem com Quirina Alice Marmelo. A comercialização dos mesmos era feita na loja “Artesanato Isabel”, na Rua da Frandina, n.º 8, em Estremoz.
Actualmente é industrial de restauração, em Évora.

Hernâni Matos

Pastor.

Bailadeira grande.

Bailadeira grande.

quinta-feira, 26 de março de 2020

Bonecos de Estremoz: Jorge Carrapiço


Jorge Carrapiço (1968-   ), barrista e músico.

Jorge Manuel Garrido Carrapiço (1968- ) nasceu a 29 de Agosto de 1968 na freguesia Santo André, do concelho de Estremoz. Filho legítimo de Júlio dos Prazeres Carrapiço, de 32 anos, pintor de construção civil, natural da freguesia de Santo André no concelho de Estremoz e de Gertrudes Maria Carrapiço, de 33 anos, doméstica, natural da freguesia de São Bento do Mato no concelho de Arraiolos.
Frequentou o 2º ano do Curso Preparatório e cedo começou a trabalhar como pintor de construção civil. Na actualidade é funcionário do produtor de vinhos “Quinta do Carmo”, em Estremoz.
Aprendeu a modelar o barro, não só com o seu vizinho e pintor de construção civil, Óscar Cavaco, mas também com o seu professor de Trabalhos Manuais, Aníbal Falcato Alves. A sua motivação na modelação do barro entroncará, porventura, no facto de ser bisneto de Ana das Peles, de quem sempre ouviu a família falar.
Modela nas horas vagas numa arrecadação da sua residência, situada na Travessa do Outeiro nº 6, em Estremoz. Coze em mufla eléctrica localizada noutra divisão da sua casa. Tem manufacturado figuras, umas à maneira de Estremoz e outras não. Tem participado em exposições de presépios, promovidas anualmente pelo Museu Municipal de Estremoz.


Mulher a lavar a roupa.

Mulher a passar a ferro.

Mulher das castanhas.

Senhora de pézinhos.

Senhora ao toucador.

Primavera de arco.

Bailadeira grande.

terça-feira, 24 de março de 2020

Bonecos de Estremoz: Isabel Pires


Isabel Pires (1955-  ).

As fotografias aqui apresentadas são reproduzidas
com a devida vénia
da página do Facebook de Isabel Pires

Maria Isabel Dias Catarrilhas Pires (1955- ) é natural de Vila Boim (Elvas) e radicou-se em Estremoz nos anos 80 do séc. XX, visto o seu marido ser funcionário da Pousada da Rainha Santa Isabel. Começou a modelar o barro em 1986 por auto-aprendizagem e com alguma orientação de Quirina Alice Marmelo. Inspirou-se nos modelos expostos no Museu Municipal de Estremoz, mas conferindo ao seu trabalho um cunho muito pessoal. Dá um tratamento naturalista às suas figuras, fruto da importância que concede aos pormenores na execução das mesmas. Nesse sentido distancia-se do estilo tradicional de Estremoz. A sua oficina situa-se na sua residência, situada na Rua Nossa Senhora do Carmo lote n.º 37, Bairro da Salsinha, em Estremoz, local onde comercializa os seus Bonecos. Estes são também vendidos na loja “Artesanato José Saruga”, no Rossio Marquês de Pombal, 98 A, bem como no Artesanato Santo André, na Rua da Misericórdia, 2, em Estremoz. Tem participado na FIAPE e em exposições individuais e colectivas organizadas pelo Museu Municipal de Estremoz. Em 2018 participou na Feira de Artesanato em Pendik, Istambul, na Turquia.

 Berço do Menino Jesus - 1.

 Berço do Menino Jesus - 2.

 Presépio de 3 figuras.

  Presépio.

  Presépio de trono.

  Reis Magos.

  Presépio alentejano.

 Última Ceia.

  Santo António.

  São João Baptista.

 São Miguel.

 Rainha Santa Isabel.

Pastor e ceifeira.

 Coqueira.

 Grupo de alentejanos e alentejanas.

 Grupo de cante alentejano.

 Casal de velhotes.

 Jogo do pião.

  Grupo de "Amor é cego".

 Reis negros.

 Cantarinhas e pucarinhos.

 Galo (assobio).

 Pombas no arco (assobio).

 Primavera (assobio).

quinta-feira, 19 de março de 2020

Aos devotos de São Roque


Gravura de São Roque mandada imprimir pela Irmandade. "S. Roque. Advogado
contra a peste q'se venera na sua Igr.ª e Caza da Miz.ª desta Corte. Anno 1800".
Água-forte, 1800. IMSRL.

Estou numa aflição. Não pela pandemia, mas pela sequela açambarcadora que lhe segue as pegadas.
Na terra onde vivo, o papel higiénico e o álcool sanitário desapareceram sem deixar rasto.
Resisto na minha trincheira, municiado apenas com quatro rolos de papel higiénico e um frasco com algumas pingas de álcool. Aqui reside a minha aflição. É que utilizo diariamente o álcool sanitário como remate do barbear matinal, bem como anti-séptico epidérmico em caso de corte ou picadela de insecto.
Decerto haverá alguém com excesso de álcool a rezar a São Roque para que este lhe conceda a graça de lhe arranjar papel higiénico que lhe permita assear-se após as obrigações fecais, ainda que tenha que abrir mão de parte do álcool que açambarcou.
São Roque decerto que ouvirá as suas preces, pelo que poderá informar que eu estou disponível para trocar um frasco de álcool sanitário por quatro rolos de papel higiénico. Assim poderei continuar a barbear-me diariamente sem correr o risco de ser confundido com um taliban. Poderei também continuar a assear-me após os alívios fecais, substituindo o papel higiénico por folhas de um jornal cujo nome não digo, já que é sobejamente conhecido.

Estremoz, 17 de Março de 2020


#coronavírus#covid-19

terça-feira, 17 de março de 2020

Bonecos de Estremoz: Duarte Catela


Duarte Catela (1988-  ). Fotografia de 2018 da autoria de Joana Serrano.
Arquivo fotográfico do autor. 

Duarte Miguel Menezes Catela nasceu a 4 de Fevereiro de 1988, nas traseiras da Rua Alexandre Herculano, n.º 33 em Estremoz. Filho legítimo de Luís Miguel Ramalho Catela, de 22 anos e de Helena Maria Lopes Bravo Menezes Catela, de 22 anos. É bisneto dos barristas António Lino de Sousa (1918-1982) e Quirina Alice Marmelo (1922-2009). Frequentou a Escola Secundária Rainha Santa Isabel, em Estremoz, na qual concluiu em 2006, o 12º do Agrupamento 1 – Curso de Carácter Geral. Tem o curso de Hotelaria da Escola Profissional de Hotelaria e Turismo de Lisboa, concluído em 2009.  Começou a trabalhar na Pousada de Sagres e passou a sub-chefe de cozinha nas Pousadas de Portugal, permanecendo nessa condição na Pousada de Queluz. Actualmente é chefe de cozinha na Pousada de Palmela e no Restaurante Cozinha Velha (Palácio Nacional de Queluz). O seu interesse pelos Bonecos de Estremoz remonta à juventude quando, à guarda da bisavó, a observava na modelação e pintura dos Bonecos, acabando por seguir o seu padrão de execução, ao mesmo tempo que utiliza os moldes das faces que dela herdou. Cozinheiro de profissão, procura conciliar a actividade profissional com a arte bonequeira que herdou da família. Modela os Bonecos na sua residência em Lisboa e estes depois de secos, são transportados para Estremoz onde são cozidos na mufla eléctrica que pertenceu à sua bisavó Quirina Marmelo e se encontra na antiga oficina-loja na Rua Arco de Santarém, nº 4, onde moram os seus avós. Em Estremoz, a sua mãe Helena Catela, colabora na pintura dos Bonecos. A venda dos seus Bonecos é feita no Museu Municipal de Estremoz, na Mercearia Figo no Rossio Marquês de Pombal n.º 73 em Estremoz e directamente a clientes que lhe fazem encomendas. Em Estremoz tem participado na FIAPE, já expôs individualmente e tem participado em exposições colectivas, bem como em feiras onde não estando presente, está representado no stand da Câmara Municipal de Estremoz.

Presépio de 3 figuras.

 Nossa Senhora da Conceição.

 Nossa Senhora dos Mártires.

 Matança do porco - 1.

Matança do porco - 2.
  
Pastor de tarro e manta.
  
 Homem do harmónio.

 Pastor debaixo da árvore.

 Ceifeiro.

Cozinha dos ganhões.
  
 Mondadeira.

 Mulher das castanhas.

 Senhora ao toucador.

 Primavera de arco.

Amor é cego.