Figuras de assobio
Os assobios (figuras de
assobio) são Bonecos de Estremoz com morfologia e funcionalidade muito
próprias, que os tornaram simultaneamente instrumentos musicais e brinquedos. Tradicionalmente
eram agrupados em três grandes categorias: zoomórficos, antropomórficos e
compostos.
Os assobios confeccionados por
cada barrista, independentemente das marcas identitárias própria de cada um,
resumiam-se a cerca de 15 exemplares, naturalmente que com variantes e incluíam
apenas aves, cestos de ovos, sargentos, peraltas e senhoras de pezinhos,
montados a cavalo ou apeados. Houve quem achasse isto monótono e talvez tenha
pensado no soneto de Camões que proclama que: “Mudam-se os tempos, mudam-se
as vontades, / Muda-se o ser, muda-se a confiança; / Todo o mundo é composto de
mudança, / Tomando sempre novas qualidades.” Vá daí que, sem fugirem à
técnica de produção e à estética do Boneco de Estremoz, tenham criado novos
exemplares nos quais a decoração das figuras de assobios é de tipo novo: Imagens
devocionais (Ana Catarina Grilo), Peças de Olaria Enfeitada
(Inocência Lopes) e Instrumentos Musicais Populares (Carlos Alberto
Alves). Tratou-se de uma inovação temática, a qual pessoalmente destaco e
valorizo.
À semelhança do que se passa
com o núcleo central do Figurado de Estremoz, também as figuras de assobio podem
de igual modo e muito legitimamente ser designados por Bonecos de Estremoz
liliputianos. Para tal, basta não ultrapassarem os 15 cm de altura.























