sábado, 22 de setembro de 2018

Monumento aos Bonecos de Estremoz


Projecto do pintor Armando Alves para o Monumento aos Bonecos de Estremoz (Uma perspectiva).

Projecto do pintor Armando Alves para o Monumento aos Bonecos de Estremoz (Outra perspectiva).


Quis a Câmara Municipal de Estremoz, assinalar e perpetuar a inscrição do Figurado de Barro de Estremoz na lista representativa do Património Cultural e Imaterial da Humanidade. Para tal pensou em mandar erigir um monumento comemorativo dessa inscrição e encarregou o pintor Armando Alves da elaboração do projecto. De acordo com a memória descritiva, “Este monumento é constituído por um espelho de água, com repuxos iluminados e com passadeiras metálicas e escadas de acesso à plataforma central, revestida a mármore cinza a onde assentam dois grandes maciços de mármore branco, areados, onde são aplicados dois dos mais emblemáticos bo­necos do Figurado de Estremoz, são eles "O Amor é Cego" e "A Primavera", executados em cerâmica policromada. A face posterior do maciço onde se encontra a "A Primavera" tem a seguinte inscrição:
AOS ARTISTAS DO BARRO
QUE DERAM ORIGEM AOS "BONECOS"
E ÀS ARTESÃS E ARTESÃOS,
QUE COM O SEU TRABALHO,
HONRAM E ENGRANDECEM
O NOME DE ESTREMOZ
A face posterior do maciço onde se encontra "O Amor é Cego" tem a seguinte inscrição:
A presença das passadeiras metálicas e dos degraus confere ao monumento uma dimensão arquitectónica e urbana que o seu carácter público convoca. Para responder também a esta dinâmica do espaço, estabeleceu-se uma relação entre os dois grandes maciços de mármore, fazendo avançar um e recuar o outro. Todo o conjunto é iluminado com focos espe­ciais, embutidos na plataforma gerando diferentes leituras em função momento em que for observado.
O sentido simbólico do monumento que aqui se apresenta deve ser entendido, não apenas como celebração e homena­gem aos artesãos do passado e do presente - na função de consagração e memoria que todo o monumento implica - mas como contributo para a permanência dos artistas do barro en­quanto elemento vivo de Estremoz, na cumplicidade que deve estabelecer com a população, que é também uma preocupa­ção do Município e do seu Presidente.”
O monumento será erigido à saída das Portas de Santa Catarina, no local onde estacionam camiões Tires e para o qual a Câmara tem um projecto de reabilitação urbana.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Começou o Outono


José Malhoa (1855-1933).
Óleo sobre tela (46 cm x 38 cm).
Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea, Lisboa.


O Outono (do latim autummus) é uma das quatro estações das zonas temperadas, compreendida entre o Verão e o Inverno, que corresponde aos meses de Setembro, Outubro, Novembro e Dezembro no Hemisfério Norte. Caracteriza-se por um declínio gradual da temperatura e é marcada por tempo chuvoso, ventoso e pouco ensolarado.
Sob o ponto de vista astronómico, no Hemisfério Norte, o Outono boreal vai desde o equinócio de Outono (a 22 ou 23 de Setembro e excepcionalmente 21 ou 24 de Setembro), ao solstício de Inverno (a 21 ou 22 de Dezembro). No Hemisfério Sul, o mesmo período corresponde à Primavera e o Outono austral começa em 20 ou 21 de Março e termina a 20 ou 21 de Junho.
No Outono, as árvores de folha caduca preparam-se para passar ao estado de dormência no Inverno, constituindo reservas a serem utilizadas na produção de botões para a subida da seiva na Primavera. Perdem assim as folhas finas e flexíveis que poderiam congelar, o que as tornaria não funcionais. A árvore recupera substâncias úteis presentes nas folhas, armazena-as e/ou recicla-as a fim de as reutilizar no início da Primavera. As folhas perdem a clorofila, substância responsável pela cor verde, adquirindo a cor de outros pigmentos presentes anteriormente, mas ocultos devido à presença da clorofila. Colorem-se então de amarelo devido à presença de carotenóides ou até mesmo de vermelho devida à presença de antocianinas.
No Hemisfério Norte, o Outono é a época das colheitas, especialmente culturas de Verão: milho, girassol, etc. e todos os tipos de frutos: maçãs, peras, marmelos, etc., frutas secas: castanhas, nozes, avelãs, etc., e uvas. É também o período das lavras.
No adagiário português, a presença implícita do Outono é vasta, já que engloba adágios relativos aos meses de Setembro, Outubro, Novembro e Dezembro. Todavia, a sua presença explícita é muito escassa, já que apenas localizámos a existência de quatro adágios relativos ao Outono:
- Logo que o Outono venha, procura a lenha.
- No Outono o Sol tem sono.
- Quem planta no Outono, leva um ano de abono.
- Um dia de Outono vale por dois de Primavera.

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

O São Mateus em Elvas

Romeiros na Avenida da Piedade, em Elvas, no ano de 2011.
Fotografia recolhida em Linhas de Elvas - Semanário

HISTORIAL
A romaria do Senhor Jesus da Piedade de Elvas, organizada pela Confraria do Senhor Jesus da Piedade tem início no dia 20 de Setembro, principiando com a Procissão dos Pendões. Esta sai da Igreja de Nossa Senhora da Assunção e da Ermida de Nossa Senhora das Dores. No cortejo, com a duração de três horas e com destino ao Santuário do Senhor Jesus da Piedade, incorporam-se estandartes e pendões em representação das paróquias, irmandades e confrarias do concelho de Elvas, bem como da Câmara Municipal, dos Bombeiros Voluntários e doutras colectividades. Quando ali existiam unidades militares, também os seus estandartes integravam o cortejo. Este encerra com o pendão da Confraria do Senhor Jesus da Piedade. Acompanham o cortejo três bandas filarmónicas.
À chegada ao Parque do Piedade tem lugar uma sumptuosa sessão de fogo de artifício. No local decorre de 20 a 30 de Setembro, a tradicional Feira de São Mateus, com animação variada, que atrai romeiros de todo o Alto Alentejo e da raia espanhola. A romaria e a Feira de São Mateus terminam uma semana depois, com a Procissão de Retorno dos Pendões.
A romaria remonta ao Verão de 1736, quando o clérigo elvense Manuel Antunes se dirigia à "Horta dos Passarinhos", da qual era capelão e donde recebia rendimentos. Vinha das Portas da Esquina, montado numa pequena mula e caiu por duas vezes sucessivas, tendo ficado bastante ferido. Quase inconsciente, seguiu a pé, crendo ser capaz de chegar à Horta. Na sua caminhada chegou a um outeiro de pedras onde se erguia uma cruz mal feita e tosca, assinalando a morte do lavrador da Torre dos Arcos. Aí ajoelhado, jurou mandar consertá-la e celebrar uma missa naquele local, se conseguisse chegar à propriedade sem mais contrariedades e se não tivesse consequências funestas das quedas aparatosas que tinha sofrido. Findo o Verão, durante o qual reconquistou a saúde, cumpriu a promessa. Com a constatação do local, muitos daqueles que se encontravam em aflições, temendo pela sua saúde, recorreram ao "Senhor Jesus da Piedade", como lhe passaram a chamar desde então. Mais milagres ocorreram e mais promessas foram cumpridas, o que levou a erigir primeiro uma capela e depois uma igreja, na qual se encontram patentes milhares de ex-votos.
O São Mateus de Elvas era até meados do século passado uma das maiores romarias do Alto Alentejo. Durante meses poupava-se para se poder ir a Elvas, por volta de 21 de Setembro, dia de São Mateus. Era em churriões puxados por mulas que se ia às Festas. Era na altura em que os ganhões que mourejavam nas herdades, iam aquelas Festas gastar a maçaroca amealhada a custo. Lá diz uma quadra do rico cancioneiro popular alentejano:

Ó feira de S. Matheus,
Onde as ganharias vão
A gastarem o dinheiro
Da temporada do v’rão. (1)





Churrião junto ao Aqueduto – Elvas.
Bilhete-postal ilustrado de meados do séc. XX.
Edição da Livraria e Papelaria Rego - Elvas.

Era uma romaria que durava dias, entre o ir e o voltar. E ali os romeiros estacionavam os churriões por zonas, conforme a zona de proveniência. Digam-me lá, se o alentejano é ou não é um tipo organizado?   

Aspecto do Arraial da Feira de S. Mateus – Elvas.
 Bilhete-postal ilustrado do início do séc. XX.
Edição da Tabacaria Costa – Lisboa.

Nas Festas do São Mateus havia para além das cerimónias religiosas, feira e bailaricos populares, longamente aguardados durante o resto do ano:

Ó Senhor da Piedade
Que estaes na vossa egreja,
O povo desta cidade
Bem alegre vos festeja. (2)

O Senhor da Piedade
Vae a ter festas de luxo,
Vão a fazer um bazar
Lá no sítio do repuxo. (2)

Eu também já fui à festa
e fiz promessas a deus
de cá voltar outra vez
a dançar no São Mateus. (3)



Igreja do Senhor da Piedade – Elvas.

Bilhete-postal ilustrado do início do séc. XX.
Edição da Tabacaria Costa – Lisboa.
Bailarico popular no decurso das festas do São Mateus – Elvas.
Bilhete-postal ilustrado do início do séc. XX.
Edição da Tabacaria Costa – Lisboa.

O SÃO MATEUS E OS CICLOS AGRO-PASTORIS
Em meados do século passado, o dia de São Mateus, marcava o início das fainas agro-pastoris, dependentes do início da época das chuvas:
- Águas verdadeiras, por São Mateus as primeiras.
O São Mateus assinalava também o início da lavra dos campos:
- Pelo São Mateus munge as vacas e lavra com Deus.
- Por São Mateus, pega no arado e lavra com Deus.
- Por São Mateus, pega nos bois e lavra com Deus.
Com o chegada das primeiras chuvas e com as terras lavradas para as sementeiras, começavam a aparecer as formigas de asa que atraíam os papa-moscas, aves vulgarmente conhecidas por taralhões, que eram caçadas pelos passarinheiros, especialmente rapazes. A ida à romaria do São Mateus, exigia o abandono temporário da actividade cinegética:
- Pelo São Mateus deixa os taralhões.
O brilhantismo da romaria de São Mateus era incompatível com a chuva que prejudicaria as Festas e muito em especial a feira e os bailaricos. O sol, esse era benvindo, conforme refere o adagiário:
- Não peças a morte a Deus, nem a chuva por São Mateus.
- Pelo São Mateus não peças chuva a Deus.
- Pelo São Mateus não peças água nem morte a Deus.
- Sol pelo São Mateus, chuva até ao Menino Deus.
O São Mateus assinalava a época da vindima:
- Dia de São Mateus, vindimam os sisudos e semeiam os sandeus.
- Pelo São Mateus, vindimam os sisudos e varejam os sandeus.
O São Mateus marcava nas hortas, o início da enxertia das plantas:
- Em Dia de São Mateus, começam as enxertias.
Em termos da pastorícia, o aparecimento das primeiras águas pelo São Mateus, favorecia o crescimento de ervas que alimentarão as crias:
- Pelo São Mateus, conta as ovelhas que os cordeiros são teus.
Pelo contrário, a falta de chuva prejudicava a alimentação e o crescimento das crias:
- Em não chovendo por São Mateus, faz conta com as ovelhas, que os borregos não são teus.

BIBLIOGRAFIA
(1) - PIRES, A. Tomaz. Cantos Populares Portuguezes. Vol. IV. Typographia e Stereotipía Progresso. Elvas, 1910.
(2) - PIRES, A. Tomaz. Cantos Populares Portuguezes. Vol. I. Typographia e Stereotipía Progresso. Elvas, 1909.
(3) -SANTOS, Victor. Cancioneiro Alentejano. Livraria Portugal. Lisboa, 1959.

sábado, 8 de setembro de 2018

Provérbios de Setembro


O Mês de Setembro (c. 1510).
Gerard Horenbout  (c. 1465–1541).
Breviário Grimani (28 cm x 21,5 cm).
Biblioteca Nazionale Marciana, Venice.


- Abril, frio e molhado, enche o celeiro e farta o gado. Agosto, debulhar, Setembro, vindimar.
- Agosto amadura, Setembro derruba.
- Agosto amadurece, Setembro vindimece.
- Agosto arder, Setembro beber.
- Agosto debulhar, Setembro vindimar.
- Agosto madura, Setembro vindima.
- Agosto tem a culpa, e Setembro leva a fruta.
- Agosto tem a culpa, Setembro leva a fruta,
- Águas verdadeiras, por S. Mateus as primeiras.
- Aí pela Senhora da Ajuda, às sete, é sol-posto.
- Arranja bom Setembro, com a burra fico eu.
- Arranja bom Setembro, com a burra te fico eu.
- Chovendo no S. Miguel, faz conta das ovelhas que os borregos são teus.
- Chovendo no São Miguel, faz conta das ovelhas que os borregos não são teus.
- Chuvas verdadeiras, em Setembro as primeiras.
- Corra o ano como for, haja em Agosto e Setembro calor.
- Dia de São Mateus, vindimam os sisudos e semeiam os sandeus.
- Em 29, São Miguel fecha as asas.
- Em Agosto secam os montes e em Setembro as fontes.
- Em Dia de São Mateus, começam as enxertias.
- Em Dia de São Mateus, vindimam os sisudos e semeiam os sandeus.
- Em dia de São Matias, começam as enxertias.
- Em não chovendo por São Mateus, faz conta com as ovelhas, que os borregos não são teus.
- Em Setembro ardem os montes e secam as fontes.
- Em Setembro ardem os montes, secam as fontes.
- Em Setembro cuida da vindima que olhar para a uva não mata a sede.
- Em Setembro lavra, semeia e colhe que é mês para tudo.
- Em Setembro palha no palheiro e meninas ao candeeiro.
- Em Setembro planta, colhe e cava, que é mês para tudo.
- Em Setembro ramo curto, vindima longa.
- Em Setembro S. Mateus, não peças chuva a Deus.
- Em Setembro secam as fontes e a chuva leva as pontes.
- Em Setembro secam as fontes e as chuvas lavam as pontes.
- Em Setembro semeia o teu pão mas escuta o que o teu vizinho diz, porque no dia oito o centeio deve estar da altura da pena da perdiz.
- Em Setembro semeia o teu pão.
- Em Setembro tem Deus a mesa posta.
- Em Setembro, andando e comendo.
- Em Setembro, ardem os montes e secam as fontes.
- Em Setembro, ardem os montes e secam as fontes.
- Em Setembro, ardem os montes, secam-se as fontes.
- Em Setembro, cara de poucos amigos e manhã de figos.
- Em Setembro, colhendo e comendo.
- Em Setembro, palha no palheiro e meninas ao candeeiro.
- Em Setembro, palhas ao palheiro, meninos ao candeeiro.
- Em Setembro, perdizes pequenas só das agostinhas me lembra.
- Em Setembro, planta, colhe e cava que é mês para tudo.
- Em Setembro, S. Miguel soalheiro enche o celeiro.
- Em Setembro, vai andando e correndo, mas às vezes também ardem as moitas e as fontes a secar vêm.
- Em Setembro, vai andando e vai comendo.
- Em tempo de figos não há amigos.
- Em vinte e nove, S. Miguel fecha as asas.
- Guarda prado, criarás gado.
- Lua Nova setembrina sete vezes domina.
- Não peças a morte a Deus, nem a chuva por São Mateus.
- Janeiro gear, Fevereiro chover. Março encanar, Abril espigar, Maio engrandecer, Junho ceifar, Julho debulhar. Agosto engavelar, Setembro vindimar. Outubro revolver. Novembro semear. Dezembro nascer.
- Janeiro gear, Fevereiro chover. Março encanar, Agosto recolher. Setembro vindimar.
- Janeiro gear. Fevereiro chover. Março encanar, Abril espigar, Maio engrandecer. Junho ceifar, Julho debulhar, Agosto engavelar. Setembro vindimar, Outubro revolver. Novembro semear, Dezembro nasceu Deus para nos salvar.
- Lua nova setembrina, sete luas domina.
- Lua nova trovejada, trinta dias é molhada e se for a de Setembro até Março irá chovendo.
- No dia oito de Setembro abalam as merendas, vêm os serões.
- No pó semeia que Setembro to pagará.
- No São Mateus vindimam os sisudos e semeiam os sandeus.
- Nunca se viu nem se há-de ver, Feira Franca sem chover.
- Nuvens em Setembro: chuva em Novembro e neve em Dezembro.
- O São Miguel ou seca as fontes ou leva açudes e pontes.
- Para boas colheitas, pede bom tempo a Deus nas têmporas de São Mateus.
- Para que o ano não vá mal, hão-de encher os rios três vezes entre S. Mateus e o Natal.
- Para vindimar deixa Setembro acabar.
- Para vindimar deixa o Setembro acabar.
- Pela senhora da Ajuda, às sete o sol é posto.
- Pelo S. Mateus não peças chuva a Deus.
- Pelo S. Mateus, pega nos bois e lavra com Deus.
- Pelo São Bernardo seca-se a palha pelo pé.
- Pelo São Gil adoba o teu candil.
- Pelo São Mateus deixa os taralhões.
- Pelo São Mateus faz contas das ovelhas, que os borregos são teus.
- Pelo São Mateus munge as vacas e lavra com Deus.
- Pelo São Mateus não peças água nem morte a Deus.
- Pelo São Mateus não peças chuva a Deus.
- Pelo São Mateus vindimam os sisudos, semeiam os sandeus.
- Pelo São Mateus, conta as ovelhas que os cordeiros são teus.
- Pelo São Mateus, pega nos bois e lavra com Deus.
- Pelo São Mateus, vindimam os sisudos e varejam os sandeus.
- Pelo São Miguel, estão as uvas como mel.
- Pelo São Miguel dá-se as figueiras ao rabisco.
- Pelo São Miguel os figos são mel.
- Pelo São Miguel, estão as uvas como mel.
- Por São Mateus, faz conta das ovelhas que os borregos são teus.
- Por São Mateus pega no arado e lavra com Deus.
- Por São Mateus, pega nos bois e lavra com Deus.
- Quando não chove depois do São Mateus, é por milagre de Deus.
- Quando não chove por São Mateus, é por milagre de Deus.
- Quem planta no S. Miguel, vai à horta quando quer.
- Quem planta no São Miguel, vai à horta quando quer.
- Quem se aluga no S. Miguel, não se senta quando quer.
- São João e São Miguel passados, tanto manda o amo como o criado.
- São Miguel das uvas, tanto tardas e tão pouco duras!
- São Miguel passado, tanto manda o amo como o criado.
- São Miguel passado, todo o amo é mandado.
- São Miguel soalheiro, enche o celeiro.
- Se acaso em Setembro a cigarra cantar, não compres trigo para o vir a guardar.
- Se chover pelo São Mateus, cuida das ovelhas que os borregos são teus.
- Se em Setembro a cigarra cantar, não compres trigo para guardar.
- Se houvesse dois S. Miguéis no ano, não havia moço que parasse no amo.
- Se por acaso em Setembro a cigarra cantar, não compres trigo para o vires a guardar.
- Setembro a comer e a colher.
- Setembro cara de poucos amigos e manhã de figos.
- Setembro cara de poucos amigos, cara de figos.
- Setembro é o Maio do Outono.
- Setembro matou a mãe à sede.
- Setembro molhado, figo estragado.
- Setembro ou seca as fontes ou leva as pontes.
- Setembro ou seca as fontes, ou leva açudes e pontes.
- Setembro que enche o celeiro dá triunfo ao rendeiro.
- Setembro que enche o celeiro, salva o rendeiro.
- Setembro seca os montes, rios e fontes.
- Setembro, andando e comendo.
- Setembro, cara de poucos amigos e manhã de figos.
- Setembro, comendo e colhendo.
- Setembro, molhado, figo estragado.
- Setembro, ou seca as fontes ou leva açudes e pontes.
- Setembro, ou seca as fontes ou leva as pontes.
- Setembro, ou seca os montes ou lava as fontes.
- Setembro, ou seca os montes ou leva as fontes.
- Setembro, que enche o celeiro, dá triunfo ao rendeiro.
- Setembro, vindimar.
- Sol pelo São Mateus, chuva até ao Menino Deus.
- Terra de gramão, terra de pão.
- Trinta dias tem Novembro, Abril, Junho e Setembro; de vinte e oito, só há um, e os mais têm trinta e um.
- Vai-te com Deus e S. Miguel com as almas.
- Vindima molhada, pipa depressa despejada.

domingo, 2 de setembro de 2018

Setembro, mês das vindimas


SETEMBRO - Iluminura (10,8x14 cm) do “Livro de Horas de D. Manuel I” [Século XVI
(1517-1551)], manuscrito com iluminuras atribuídas a António de Holanda, conservado
no  Museu Nacional de Arte Antiga. Pintura a têmpera e ouro sobre pergaminho.

Setembro tem 30 dias e é o nono mês do calendário juliano e também do calendário gregoriano, utilizado na maior parte do mundo e que foi promulgado pelo Papa Gregório XIII a 24 de Fevereiro do ano 1582, para substituir o calendário juliano.
Em latim, septem significa "sete" e septimus significa "sétimo". Setembro foi o sétimo mês do calendário romano até 46 a.C., data em que Júlio César, reformou o calendário romano, acrescentando dois meses, Unodecembris e Duocembris, no final do ano de 46 a.C., deslocando assim Januarius e Februarius para o começo do ano de 45 a.C. Os dias dos meses foram fixados numa sucessão de 31, 30, 31, 30... de Januarius a Decembris, à excepção de Februarius, que ficou com 29 dias e que, a cada três anos, teria 30 dias. Com tais mudanças, o calendário anual passou a ter doze meses que perfaziam 365 dias.
Setembro era conhecido como "mês das colheitas" no calendário de Carlos Magno. Setembro corresponde em parte ao Fructidor (18 de Agosto a 16 de Setembro – Período dos frutos) e em parte ao Vindimário (22 de Setembro a 21 de Outubro – Período das vindimas), no calendário republicano criado durante a revolução francesa.
Setembro é o primeiro mês do Outono no Hemisfério Norte e o primeiro mês da Primavera no Hemisfério Sul. O Outono começa com o Equinócio de Outono, que em 2012 ocorre a 22 de Setembro. O Equinócio é o instante em que o Sol, no seu movimento anual aparente, cruza o equador celeste. A palavra de origem latina significa "noite igual ao dia", uma vez que nesta data, o dia têm duração igual à noite.
No Hemisfério Norte, Setembro é o equivalente sazonal de Março no Hemisfério Sul.
Setembro começa no mesmo dia da semana que Dezembro de cada ano, porque 91 dias separam Setembro e Dezembro, que é um múltiplo de sete (o número de dias da semana). Nenhum outro mês do ano termina no mesmo dia da semana que Setembro.
Os Signos do Zodíaco que correspondem ao mês de Setembro são:
- Virgem (23 de Agosto a 22 de Setembro).
- Balança (23 de Setembro a 23 de Outubro).
A pedra zodiacal de Setembro é a safira.
Como noutros meses há datas especiais a assinalar em Setembro. Temos Dias Internacionais:
- Dia 3 - Dia da Herança Europeia do Conselho da Europa.
- Dia 8 - Dia Internacional da Alfabetização.
- Dia 8 - Dia da Solidariedade das Cidades Património Mundial.
- Dia 15 - Dia Internacional da Democracia.
- Dia 16 - Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozono.
- Dia 21 - Dia Internacional da Paz.
- Dia 22 - Dia Europeu sem Carros.
- Dia 24 - Dia Internacional da Imprensa.
- Dia 27 - Dia Mundial do Turismo.
Temos ainda datas patrióticas:
- Dia 4 de Setembro (1479). É assinado, em Alcáçovas, entre Afonso V de Portugal e os Reis Católicos Isabel de Castela e Fernando de Aragão, um tratado pondo fim à Guerra de sucessão de Castela (1479-1480) e contendo cláusulas sobre o domínio do Oceano Atlântico por ambos os países.
-  Dia 12 (de Setembro (1383) - D. Fernando cria, na dependência dos municípios, o Corpo de Quadrilheiros, considerado a primeira organização policial em Portugal.
-  Dia 18 de Setembro (1499) - Vasco da Gama entra solenemente em Lisboa, onde é recebido pela Corte, no regresso da sua viagem à Índia.
-  Dia 20 de Setembro (1276) - O médico, professor e matemático português Pedro Julião, também conhecido por Pedro Hispano, é entronizado como papa, em Viterbo na Catedral de São Lourenço, tomando o nome de João XXI.
No calendário Mariano, Nossa Senhora, Mãe de Deus, é honrada com muitos e muitos títulos e festejada ao longo do ano. No mês de Setembro temos:
- Dia 8 – Dia da Natividade de Nossa Senhora.
- Dia 15 – Dia de Nossa Senhora das Dores.
Na religião católica, Setembro é considerado o “Mês da Bíblia”, em virtude de no dia 30 de Setembro os católicos comemorarem o dia de São Jerónimo, considerado o padroeiro dos estudos bíblicos.
Setembro marca também o início do ano eclesiástico na Igreja Ortodoxa Oriental, bem como o início do ano escolar em grande número de países.

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Figurado de Estremoz em selo



Os Correios de Portugal emitiram e puseram em circulação no dia 31 Agosto de 2018, uma série de 3 selos, tendo por tema comum, o “Património UNESCO 2018”, qualquer deles da taxa de 0,86 €, destinado ao correio normal para a Europa e com uma tiragem de 125.000 exemplares.
Um dos selos é dedicado ao Figurado de Estremoz, representa o Atelier das Irmãs Flores, com o barrista Ricardo Fonseca em 1º plano e as suas tias Maria Inácia e Perpétua Fonseca – as Irmãs Flores – em 2º plano. Representa igualmente a figura “O Amor é Cego” em diferentes fases da sua manufactura. As fotografias são de Nuno Delícias e o Design é do Atelier Pendão & Prior / Fernando Pendão.
As características técnicas técnicas do selo são as seguintes: - Papel: FSC 110 g/m2 ; - Formato: 80 x 30,6 mm; - Picotagem: 121/4 x 12 e Cruz de Cristo; - Impressão: offset; - Impressora: Imprensa Nacional Casa da Moeda; - Folhas: com 20 exemplares.
Para esta emissão foi criado um sobrescrito de 1º dia, formato C6, uma pagela anunciadora da emissão e uma obliteração de 1º dia de Estremoz, que na loja dos CTT situada na Rua 5 de Outubro nº 32 em Estremoz, será aposta em toda a correspondência franqueada com o selo emitido. 




O autor, filatelista incorrigível, foi a meio  da manhã de 31, abastecer-se de selos, à loja
dos CTT de Estremoz.