Do Tempo da Outra Senhora
A Escrita como Instrumento de Libertação do Homem
quarta-feira, 29 de julho de 2026
A todas as Mulheres do Mundo...
terça-feira, 28 de julho de 2026
Poesia neo-realista
DANIEL FILIPE
- Pátria, lugar de exílio - 3ª canção
EDUARDO VALENTE DA FONSECA
FERNANDO NAMORA
FRANCISCO JOSÉ TENREIRO
JOÃO JOSÉ COCHOFEL
- Vivam apenas
- Viver sempre também cansa
LUÍS VEIGA LEITÃO
MANUEL DA FONSECA
- Antes que seja tarde
- Tu e eu meu amor
MÁRIO DIONÍSIO
- Arte poética
PAPINIANO CARLOS
POLÍBIO GOMES DOS SANTOS
SOEIRO PEREIRA GOMES
SIDÓNIO MURALHA
- Amanhã
VIRGÍLIO FERREIRA
- Veio ter comigo hoje a poesia
domingo, 26 de julho de 2026
Juramento de fidelidade
sábado, 25 de julho de 2026
Uma carta fora do baralho
Prólogo
Pode parecer um pouco estranho, intitular um texto de barrística de Estremoz, com uma bem conhecida frase idiomática, que aplicada a alguma coisa lhe confere conotação pejorativa por a depreciar. Todavia, a leitura do presente texto, revela que pode não ser assim.
O presente texto ficaria incompleto, se não se atribuísse um nome à figura que está na sua origem. Ora, uma vez que ela é uma parte da bem conhecida figura composta “Maioral e ajuda a comer”, julgo não ser despropositado chamar-lhe “Maioral a comer”.
sábado, 18 de julho de 2026
Artes do Vagar e Mestres do Saber-fazer / 3 - MIGUEL SEROL GOMES
3 - MIGUEL
SEROL GOMES (1957- )
Filho
de Manuel António Capelins (1924-1974) e irmão de Teresa Serol Gomes
(1952-1988). Nasceu na aldeia de São Gregório (Rio de Moinhos), onde viveu até
aos sete anos. Em 1964 passou a residir no Monte Novo da Palma na Fonte do
Imperador, em Estremoz, para onde o seu pai se transferiu com a família e onde
fez a instrução primária. É nessa altura que começa a dar os primeiros passos
na arte pastoril, actividade que desenvolveu até 1986. Cessa então esta
actividade, a qual realizava cumulativamente com a modelação do barro com a sua
esposa, a barrista Célia Freitas. Fá-lo, pois as calosidades e os golpes
frequentes com facas de sapateiro, goivas e formões com que trabalhava, não
eram compatíveis com a modelação do barro.
Na
arte pastoril procurou dar continuidade ao legado artístico do seu pai,
utilizando as mesmas técnicas e tipos de decoração, porém com um cunho pessoal.
Os
materiais utilizados foram cabaças, chifre e madeira: plátano, nogueira e
choupo. Recorreu a utensílios como faca de sapateiro, lima, grosa, formões,
sovela, mini-serrote e lixa.
Executou
trabalhos como cabaças lavradas, cornas azeitoneiras, cornas azeiteiras,
polvorinhos, colheres, talheres, canudos de soprar o lume, caixas, esculturas
em madeira e quadros.
Participou
em feiras como: Mercado da Primavera (Lisboa), Feira de Artesanato do Estoril,
Feira Nacional da Agricultura (Santarém), Casino Estoril, Feira Nacional de
Artesanato de Vila do Conde e FIAPE (Estremoz), entre outras.

quinta-feira, 9 de julho de 2026
A “Alegoria da Música” no figurado de Estremoz
UM TEXTO DO BARRISTA JORGE DA CONCEIÇÃO
A ideia de produzir uma figura alegórica
relativa à música partiu do colecionador Prof. Hernâni Matos, amigo e cliente
de há longa data, a propósito de uma exposição que estava a planear fazer,
alusiva à representação do tema Música no figurado de Estremoz.
São sobejamente conhecidas as figuras do mundo rural e urbano a tocar harmónio, a banda de música que acompanha a procissão do Sr. dos Passos (muitas vezes vendida em separado das restantes figuras da procissão), bem como as variadíssimas figuras de assobio. Em todas estas tipologias a coleção de figurado de Estremoz do Prof. Hernâni Matos é rica e variada. Faltava, no entanto, uma figura alegórica alusiva à Música. Com efeito, no conjunto das figuras alegóricas, em que as mais conhecidas são as Primaveras, as Bailadeiras e o Amor é Cego, não existia uma representação alegórica da música, pois a mesma nunca terá sido feita pelos barristas em todos estes séculos de produção de Bonecos de Estremoz.
Jorge da Conceição
Estremoz, Maio de 2026
Hernâni Matos
terça-feira, 7 de julho de 2026
Palavras do Presidente da Câmara Municipal de Estremoz
A abrir o catálogo da minha exposição A MÚSICA NO FIGURADO DE ESTREMOZ
PALAVRAS DO PRESIDENTE
Os Bonecos de Estremoz são
absolutamente transversais em termos da política cultural do Município de
Estremoz. Com eles dinamizamos a cidade, os museus e inclusivamente, a
hotelaria e o comércio.
Para valorizar os barristas e
a sua produção, convidamos anualmente vários deles a trabalharem connosco nas ações
educativas. Estamos ainda unidos à Confraria do Boneco de Estremoz para levar o
figurado às principais feiras nacionais. Concretizámos recentemente uma rota
cultural sob esta temática e com muito gosto, procuramos unir esforços com colecionadores
de referência, para com estes darmos a conhecer peças
únicas deste património cultural imaterial.
Ora foi exactamente com este
propósito, que surgiu o trabalho com Hernâni Matos, o maior e mais
representativo colecionador de Figurado de Estremoz. Este tem um labor
incomparável no domínio do colecionismo, ao qual une a investigação e um
conhecimento privilegiado dos artesãos do séc. XX e XXI. A exposição que nos
apresenta, demonstra isto mesmo. Temos assim a honra de conhecer e dar a
conhecer, uma pequena parte da maravilhosa coleção deste estremocense, se bem
que apenas sob a temática da música. Juntamos a esta, a memória das dezenas de mostras
que Hernâni Matos já realizou nos espaços da autarquia e assim apercebemo-nos
da maravilha deste trabalho, paciente e apaixonado.
Caro Hernâni Matos, teremos
sempre espaço para mostrar os seus e nossos, Bonecos de Estremoz. Bem-haja pela
partilha e deixo aqui um reconhecimento público pela sua ação na valorização
deste património, que deixou de ser apenas de Estremoz e hoje é da Humanidade.








