Do Tempo da Outra Senhora
A Escrita como Instrumento de Libertação do Homem
sábado, 24 de outubro de 2026
Uma Primavera de Mestre Jorge da Conceição
quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Adagiário das castanhas
- A castanha e o besugo em Fevereiro não têm sumo.
- A castanha em Agosto a arder e em Setembro a beber.
- A castanha tem três capas de Inverno: a primeira mete medo, a segunda é lustrosa e a terceira é amarga.
- A castanha tem uma manha: vai com quem a apanha.
- A castanha veste três camisas: uma de tormentos, outra de estopa e outra de linho.
- A noz e a castanha é de quem a apanha.
- Ao assar as castanhas, as que estouram são as mentiras dos presentes.
- Arreganha-te, castanha, que amanhã é o teu dia.
- As castanhas apanham-se quando caem.
- As castanhas para o caniço e o boneco para o porco.
- As folhas de castanheiro andam sete anos na terra e depois ainda voam.
- Carregadinho de castanha, vai o burrinho para Idanha.
- Castanha assada, pouco vale ou nada, a não ser untada.
- Castanha bichosa, castanha amargosa.
- Castanha peluda, castanha reboluda.
- Castanha perdida, castanha nascida.
- Castanha que está no caminho é do vizinho.
- Castanha quente só com aguardente, comida com água fria causa “azedia”.
- Castanha semeada, p´ra nascer, arrebenta.
- Castanhas boas e vinho fazem as delícias do S. Martinho.
- Castanhas caídas, velhas ao souto.
- Castanhas do Marão, a escolher se vão.
- Castanhas do Natal sabem bem e partem-se mal.
- Castanheiro para a tua casa, corta-o em Janeiro.
- Com castanhas assadas e sardinhas salgadas não há ruim vinho.
- Crescem os reboleiros, morrem os castanheiros.
- Cruas, assadas, cozidas ou engroladas, com todas as manhãs, bem boas são as castanhas.
- Dá-me castanhas, dar-te-ei banhas.
- De bom castanheiro, boa acha.
- De bom castanheiro, bom madeiro.
- De castanha em castanha (roubando) se faz a má manha.
- De castanheiro caído todos fazem lenha.
- Desde que a castanha estoira, leve o diabo o que ela tem dentro.
- Do castanho ao cerejo, mal me vejo.
- Em ano de muito ouriço não faças caniço.
- Em minguante de Janeiro, corta o teu castanheiro.
- Em Setembro, antes de chover, o souto o arado quer ver.
- Folha amarela do castanheiro cai ao chão.
- Mais vale castanheiro, que saco de dinheiro.
- No dia de S. Martinho, come-se castanhas e bebe-se vinho.
- No dia de S. Martinho, lume, castanhas e vinho.
- No dia de S. Martinho, mata o teu porco, chega-te ao lume, assa castanhas e prova o teu vinho.
- No dia de São Julião, quem não assar um magusto não é cristão.
- O castanheiro, para plantar, precisa ir na mão, o carvalho às costas e o sobreiro no carro.
- O céu é de quem o ganha e a castanha de quem a apanha.
- O ouriço abriu, a castanha caiu.
- Oliveira do meu avô, castanheiro do meu pai e vinha minha.
- Os ouriços no São João são do tamanho de um botão.
- Pelo S. Martinho castanhas assadas, pão e vinho.
- Pelo São Francisco, castanhas como cisco.
- Quando gear, o ouriço vai buscar.
- Quando o sol aperta, o ouriço arreganha.
- Quem castanhas come, madeira consome.
- Quem não sabe manhas, não come castanhas.
- Raiz de castanheiro, dá bom braseiro.
- Sete castanhas são um palmo de pão.
- Temporã é a castanha, que em Agosto arreganha.
quarta-feira, 21 de outubro de 2026
A lavadeira
domingo, 18 de outubro de 2026
Artes do Vagar e Mestres do Saber-fazer / 7 - JOANA SIMÕES (1912 - 2011) E JOAQUINA SIMÕES (1914 - 2005)
Exposição ARTES DO VAGAR - Colecção Hernâni Matos
ARTES DO VAGAR / COLECÇÃO HERNÂNI MATOS
ARTES DO VAGAR: Ora agora falo eu!
ARTES DO VAGAR: O saber-fazer de há 44 anos atrás
Palavras do Presidente da Câmara Municipal de Estremoz
O recolector - Francisca de Matos
EXPOSIÇÃO "ARTES DO VAGAR" - Francisco Ramos
Artes do Vagar e Mestres do Saber-fazer / 1 – MANUEL ANTÓNIO CAPELINS
Artes do Vagar e Mestres do Saber-fazer / 2 - TERESA SEROL GOMES
Artes do Vagar e Mestres do Saber-fazer / 3 - MIGUEL SEROL GOMES
rtes do Vagar e Mestres do Saber-fazer / 4 - JOAQUIM CARRIÇO ROLO
Artes do Vagar e Mestres do Saber-fazer / 5 - JOSÉ CARRILHO TRONCHO (1910-2003)
rtes do Vagar e Mestres do Saber-fazer / 6 - ROBERTO CARREIRAS (1930-2017)
Artes do Vagar e Mestres do Saber-fazer / 7 - JOANA SIMÕES (1912 - 2011) E JOAQUINA SIMÕES (1914 - 2005)
Irmãs,
naturais de Pavia. Joana Simões foi durante largos anos professora do ensino
técnico em Estremoz, no qual leccionou lavores femininos. Por sua vez, Joaquina
Simões fez carreira como professora do ensino primário em Pavia, onde cultivou
sempre o gosto pelas artes tradicionais da região.
Após
a aposentação dedicaram-se à arte do papel recortado, procurando recuperar a
fase erudita do mesmo. Só então o fizeram por entenderem que é uma arte que
exige disponibilidade de tempo e tranquilidade de espírito.
Vejamos
qual o procedimento seguido no recorte do papel. Cada irmã desenhava o seu
próprio trabalho numa folha de papel à parte, donde depois era copiado tantas
vezes quantos as necessárias para uma folha de papel branco de tipografia.
Seguia-se o recorte do papel, tarefa que era repartida entre as duas irmãs,
pelo que cada trabalho constitui uma criação a duas mãos. Joana começava por
recortar o papel, mas quem apurava os recortes era Joaquina que tinha uma vista
mais apurada e uma mão mais firme. Havia seguidamente a necessidade de passar
cada trabalho a ferro quente para alisar o papel. Para finalizar cada trabalho
de papel recortado era assente num fundo escuro e emoldurado com vidro.
Para
recortar o papel, as irmãs Simões utilizavam 12 tesouras muito bem afiadas,
umas de bico recurvado, outras para cortar a direito, sobressaindo no conjunto
três muito especiais, vindas da China. Em 1987, o poeta António Simões, num
texto admirável a que deu o título de “JOANA E JOAQUINA SIMÕES E AS TESOURAS DE
VENTO” interroga-se: “Como é possível
recortar-se papel desta maneira?” perguntam-se todos os que contemplam os seus
trabalhos, perplexos perante uma maestria na fronteira do inacreditável.”
As
irmãs Simões começaram por fazer trabalhos que configuravam naperons de renda,
só que esta era de papel. Ao recortarem papel com uma simples tesoura, a
superfície deste animava-se como se agulhas e linhas a estivessem bordando.
Estes trabalhos apresentavam simetria radial. Depois aparecem outros com
simetria axial e mais tarde outros completamente assimétricos.
A
geometria dos trabalhos é em geral circular, quadrangular ou rectangular, tanto
horizontal como vertical.
A
decoração inclui motivos geométricos, fitomórficos, zoomórficos e
antropomórficos, combinados de diferentes modos.
Nos
seus trabalhos figuram pássaros a voar e outros pousados, em especial pavões.
Surgem também flores, entre elas cravos e amores perfeitos, vasos de flores e
campos de flores, letras capitulares de iluminura, desenhos de perfil
filigranado e labirintos em papel rendilhado.
A
dado momento passam a subscrever a autoria do trabalho de papel recortado,
apondo por baixo a assinatura “Simões”, também ela em papel recortado.
Participaram
nas feiras de artesanato de Estremoz desde 1983 e realizaram exposições em
Estremoz, Monforte, Pavia e Festa do Avante.

sábado, 17 de outubro de 2026
Ovelha tresmalhada
Trata-se de uma ovelha que
supostamente se viu afastada das suas congéneres e do respectivo pastor na cena
presepial, com a qual alguém desconhecido, ciclicamente reconstituiu e comemorou
a Natividade. Daí a epígrafe escolhida para o presente texto: Ovelha
tresmalhada, tema central da Parábola Bíblica da Ovelha Perdida, referida
em dois Evangelhos sinópticos do Novo Testamento (Mateus 18:10–14 e Lucas
15:1–79), bem como no Evangelho apócrifo de Tomé (Tomé 107).
Como coleccionador, bem gostaria
de ser capaz de à ovelha tresmalhada que neste momento integra a minha colecção
particular, juntar o resto do primitivo rebanho, assim como o pastor que em
terreno presepial, simbolicamente assegurava o pastoreio. Tal não é possível.
do seu antigo rebanho.
Ovelha que foi achada
sem o pastor d'antanho.
quinta-feira, 15 de outubro de 2026
A olaria tradicional como parte integrante da identidade cultural estremocense
domingo, 11 de outubro de 2026
Santo António dos Pobres, de Isabel Pires
BIBLIOGRAFIA
MUSEU DE LAMAS. Santo António de Lisboa – A Peça do mês. [Em linha]. Disponível em: https://museudelamas.blogspot.com/2011/06/santo-antonio-de-lisboa-peca-do-mes.html [Consultado em 10 de Setembro de 2026].














