quarta-feira, 10 de junho de 2026

Hernâni Matos e os Bonecos de Estremoz


Hernâni Matos


Alentejano dos barros de Estremoz, onde nasceu em 1946. Professor e guardador de memórias, entre elas as guardadas no barro. Reconhecido como recolector e investigador da Cultura Popular Alentejana, muito em especial de Bonecos e Olaria de Estremoz, Arte Pastoril, Arte Conventual e Cerâmica Vidrada de Redondo.

Coleccionador de Bonecos de Estremoz há mais de 50 anos, tornou-se investigador da Barrística Popular Estremocense, tendo desde os primórdios deste século, dando um forte contributo para o aprofundamento e consolidação da sua História.

Teve um papel entusiasta na promoção do Figurado em Barro de Estremoz, especialmente no contexto da sua elevação a Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO em 2017. Nesse sentido, entre 2014 e 2017, durante 70 números, manteve no jornal regionalista Brados do Alentejo, uma secção dedicada aos Bonecos de Estremoz.

Após a proclamação dos Bonecos de Estremoz como Património Cultural Imaterial da Humanidade, centrou a sua actividade como publicista, divulgador e investigador da Barrística Popular Estremocense, no jornal E de Estremoz, onde desde a primeira hora é colaborador.

Desde Fevereiro de 2010 que mantém o blogue “DO TEMPO DA OUTRA SENHORA”, dedicado à Cultura Portuguesa e muito em especial aos Bonecos de Estremoz, relativamente aos quais já efectuou mais de 300 publicações no blogue desde 2014.

Como corolário natural de um dos seus múltiplos percursos de vida, o de coleccionador e investigador da Barrística Popular Estremocense, publicou o livro BONECOS DE ESTREMOZ, editado em 2018 pelas Edições Afrontamento, por muitos considerado uma bíblia, no sentido metafórico do termo. A obra é um testemunho de amor aos Bonecos de Estremoz. Mas é igualmente e sobretudo um livro de respeito e admiração por todos os barristas do passado e do presente, sem excepção.

Conferências proferidas sobre Bonecos de Estremoz: 

2013

Mestre Mariano da Conceição (O Alfacinha)”. Estremoz, Escola Secundária da Rainha Santa Isabel, 15 de Fevereiro de 2013.

2017

O Figurado de Estremoz como Património Cultural Imaterial da Humanidade em 2017?” nas 2.ªs Jornadas para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial do Alentejo. Elvas, Auditório São Mateus, 16 de Setembro de 2017.

O Figurado de Estremoz como Património Cultural Imaterial da Humanidade em 2017?”. Lisboa, Academia Portuguesa de História, 13 de Novembro de 2017.

2018

“Bonecos de Estremoz, Património Cultural Imaterial da Humanidade” na tertúlia “Uma Conversa Por Mês” da Academia Sénior de Sousel. Sousel, Biblioteca Municipal Dr. António Garção, 24 de Abril de 2018.

2019

“BONECOS DE ESTREMOZ - Bons filhos à casa tornam”. Estremoz, Auditório da Escola Secundária da Rainha Santa Isabel, 28 de Maio de 2019.


Exposições na actualidade:

- A MÚSICA NO FIGURADO DE ESTREMOZ - COLECÇÃO HERNÂNI MATOS. Integrada no Programa das Comemorações do Centenário da Elevação de Estremoz a Cidade. Galria Municipal D. Dinis, 16 de Maio a 6 de Setembro de 2026.

terça-feira, 9 de junho de 2026

EXPOSIÇÃO "ARTES DO VAGAR" - Francisco Ramos


Francisco Martinho Garrido Ramos (Xico de São Bento).
Poeta popular e Presidente da Academia do Bacalhau de Estremoz.

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Décimas dedicadas a Hernâni Matos
pelo poeta popular Xico de São Bento

EXPOSIÇÃO “ARTES DO VAGAR”

 

MOTE
Parabéns, Hernâni Matos,
Por esta bela exposição.
São grandes estes actos
E enchem-nos o coração.


És um recolector dos natos.
Colecionar é tua paixão.
Tens a arte no coração
E na alma os artesanatos.
És conhecedor dos factos.
Da barrística à pintura,
Tu conheces com fartura.
Proporcionaste a ocasião
Para nos dares uma lição.
Parabéns, Hernâni Matos.

Pões nos Bonecos atenção,
Do neorealismo és defensor
E da arte pastoril apreciador.
Colecionas por devoção
Sem qualquer contenção.
Conheces alfarrabistas,
Artesãos e outros artistas.
Compras o que aparece
E que a alma te aquece,
Por esta bela exposição.

De Redondo tens pratos,
Tachos, alguidares e barris,
Panelas, frigideiras e cantis,
E outros modos de artesanatos,
Pinturas, postais e retratos.
Conheces barristas e oleiros
Entre os melhores primeiros,
Tratas as obras de excelência
E aos mestres com referência.
São grandes estes actos.

Expões com dedicação
As obras colecionadas,
Cuidadosamente tratadas,
Com perfeita arrumação
No seio da colecção.
Escolheste com felicidade
O centenário da cidade.
São atitudes de cidadania,
Que nos dão muita alegria
E enchem-nos o coração.


São Bento do Ameixial, Maio de 2026
Com um grande e fraterno abraço
Xico de São Bento

domingo, 31 de maio de 2026

Exposição A MÚSICA NO FIGURADO DE ESTREMOZ - Galeria Municipal D. Dinis

 


CRÉDITOS FOTOGRÁFICOS: Luís Mendeiros (CME) 


IIntegrada no Programa das Comemorações do Centenário da Elevação de Estremoz a Cidade, foi inaugurada pelas 17 horas de sábado, dia 16 Maio, na Galeria Municipal D. Dinis, a exposição A MÚSICA NO FIGURADO DE ESTREMOZ / COLECÇÃO HERNÂNI MATOS.

No evento participaram cerca de 4 dezenas de convidados, os quais foram conduzidos pelo expositor numa visita guiada à exposição.

No certame está patente ao público um total de 281 exemplares seleccionados do acervo pessoal de diferentes tipologias de Bonecos de Estremoz pertencentes à colecção particular do expositor.

Os Bonecos de Estremoz expostos são da autoria de 20 barristas: Ana Bossa, Ana Catarina Grilo, Ana das Peles, Carlos Alberto Alves, Duarte Catela, Fátima Estróia, Inocência Lopes, Irmãs Flores, João Sousa, Jorge Carrapiço, Jorge da Conceição, José Moreira, Liberdade da Conceição, Manuel Broa, Mariano da Conceição, Maria Luísa da Conceição, Mário Lagartinho, Quirina Marmelo, Ricardo Fonseca e Sabina da Conceição Santos.

A mostra estará patente ao público até ao próximo dia 15 de Setembro.

Hernâni Matos











terça-feira, 26 de maio de 2026

O recolector

 

Francisca de Matos. Professora. Foto de Luís Mariano Guimarães.


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Na abertura do catálogo da minha exposição ARTES DO VAGAR

PALAVRAS DA PROFESSORA

FRANCISCA DE MATOS


Conheço o Hernâni Matos há já muitos anos e nunca tive dúvidas de que nasceu para ser recolector, vocábulo de etimologia latina que, em sentido literal, significa aquele que tem por hábito recolher ou reunir. Na verdade, é este o labor que, desde sempre, dá sentido à sua existência, mas não se pense que o faz sem critério, como bem se prova na presente exposição, constituída por uma diversidade de objectos que são, antes de mais, o resultado de muitos anos de busca atenta junto de contactos pessoais que só um verdadeiro conhecedor possui, de acasos felizes que se dão no tempo e no lugar certos e do respeito que sente pelo trabalho destes artesãos que se perpetuaram através da sua arte. É ainda o resultado de um olhar treinado, e sobretudo informado, por muitos anos de leituras e de pesquisas incansáveis em livros e publicações sobre etnografia e etnologia, que foi igualmente reunindo e que são o chão da sua sólida (in)formação neste campo. É isso que lhe permite reconhecer, na sua habitual visita ao mercado de sábado e num simples relance, o valor ou o sentido verdadeiro de objectos incríveis que já poucos reconhecem e menos ainda valorizam.

Esta colecção que agora se apresenta ao público é também uma espécie de galeria de honra muito pessoal, constituída a partir da profunda admiração que o Hernâni Matos sente por cada dos artesãos aqui representados. Eles são para ele - sem desprimor de outros - uma verdadeira elite da chamada Arte Popular e Conventual Alentejana, na sua maioria autodidactas formados na grande escola da vida, mas senhores de grande sensibilidade e de um domínio técnico e artístico que não está ao alcance de qualquer um. Dela fazem parte objectos que contam histórias de outros tempos em que o vagar era coisa preciosa, que aproveitavam para dar largas à sua criatividade e para se abstraírem da aridez dos dias. Objectos que eram, para alguns, a única forma possível de beleza a que podiam aceder: a que eles criavam com as suas próprias mãos e com o auxílio de instrumentos e materiais também eles muito simples, de uso comum e a que tinham fácil acesso: o canivete, a madeira, as cabaças criadas na horta caseira, os chifres dos animais abatidos para alimentação... Objectos que, podendo ser funcionais, retratam tradições e costumes antigos de um povo e de uma região... Outros, de elaboração mais intrincada e exigente, exprimem crenças ou revelam, na graciosidade dos seus rendilhados e volutas, uma perícia técnica que deslumbra o olhar e que funciona, para quem os contempla (e talvez também para quem os fez com tanta mestria), quase como uma mandala de meditação.

Estes objetos fascinantes que o Hernâni Matos, com tanto afã, tem resgatado do esquecimento e da indiferença falam, pois, um dialecto próprio que ele conhece como poucos e que lhe enchem o peito de alegria. E como a maioria dos seus criadores já não está entre nós e não deixou discípulos, pode dizer-se que o fatum escolheu mesmo o nosso recolector para ser fiel depositário deste legado que agora partilha publicamente em forma não só de homenagem aos homens e mulheres que lhe deram origem, mas também à terra alentejana que o viu nascer e que ama de forma incondicional. Em boa hora o faz! 


Francisca de Matos
Estremoz, abril de 2026

Hernâni Matos
Publicado em 26 de Maio de 2026

domingo, 24 de maio de 2026

Palavras do Presidente da Câmara Municipal de Estremoz



CRÉDITOS FOTOGRÁFICOS: Luís Mendeiros (CME) 


A abrir o catálogo da minha exposição ARTES DO VAGAR

PALAVRAS DO PRESIDENTE

DA CÂMARA MUNICIPAL DE ESTREMOZ

 

No âmbito da celebração dos 100 anos de elevação de Estremoz a cidade, procuramos proporcionar aos estremocenses uma oferta cultural diversificada, mas que seja também educativa. O objetivo passa fundamentalmente por dar a conhecer o que foram estes 100 anos na cidade, nas mais diversas vertentes.

Assim, lançámos o desafio ao maior e mais consciente colecionador de Estremoz atualmente, Hernâni Matos, para que nos fizesse a retrospetiva possível, tendo como pano de fundo a sua coleção, destes últimos 100 anos de artesanato na cidade.

O sucesso desta iniciativa é evidente. Para além de conhecermos as melhores peças da coleção de Hernâni Matos, as novas gerações terão acesso ao trabalho de um conjunto de artesãos já falecidos, que de outra forma não fruiriam.

Fazer memória destes homens e mulheres, é um ato de justiça, pois foram estes que nos legaram um Saber-Fazer que herdaram de seus Mestres e, quando tal lhes foi possibilitado, transmitiram a quem quis aprender.

Infelizmente algumas artes perderam-se durante estes últimos 100 anos. Ficaram contudo os testemunhos materiais das mesmas, os quais Hernâni Matos, a quem agradeço a forma entusiástica como recebeu e aceitou o nosso convite, coleciona com devoção e critério científico.

São estes testemunhos materiais que vos apresentamos nesta mostra. Verdadeiras “cápsulas do tempo”, de um passado que não volta, mas que sentimos presente na nossa vida enquanto memória coletiva.


José Daniel Pena Sadio
Presidente da Câmara Municipal de Estremoz


Hernâni Matos
Publicado em 22 de Maio de 2026    

sexta-feira, 22 de maio de 2026

ARTES DO VAGAR: O saber-fazer de há 44 anos atrás

 


CRÉDITOS FOTOGRÁFICOS: Luís Mendeiros (CME) 

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Como tudo começou

Entre 15 e 17 de Julho de 1983 teve lugar em Estremoz, no Rossio Marquês de Pombal, frente aos cafés, a I Feira de Arte Popular e Artesanato do Concelho de Estremoz.

Tratou-se de uma Feira que decorreu sob os auspícios da Câmara Municipal de Estremoz, a qual também integrava a Comissão Organizadora da Feira, liderada pelo Professor Joaquim Vermelho, Director da Biblioteca e Museu Municipal e animador do Núcleo de Dinamização Cultural, integrado entre outros pelos professores Francisco Rodrigues, Vítor Trindade, Maria Luzia Margalho e Manuel Ferreira Patrício.

O Núcleo de Dinamização Cultural de Estremoz vinha efectuando no concelho, há já algum tempo, um levantamento etnográfico nas diferentes freguesias, com especial incidência nas freguesias da Glória e de Santa Vitória do Ameixial, focado sobretudo nas tradições orais e nos ofícios e artes tradicionais.

A realização da I Feira de Arte Popular e Artesanato do Concelho de Estremoz correspondeu na época à revelação dos aspectos mais belos, verdadeiros, identitários e valiosos da nossa cultura popular concelhia.

No catálogo da Feira, logo a abrir, diz o então Presidente da Câmara, José Emílio Guerreiro. “Esta I Feira de Arte Popular e Artesanato do Concelho de Estremoz é o resultado do trabalho colectivo de um grupo de pessoas que ainda acreditam na importância da cultura popular, como forma de desenvolvimento de toda uma sociedade.”

Com a realização da I Feira de Arte Popular e Artesanato do Concelho de Estremoz, ocorre uma mudança de paradigma.

Artesãos e artes tradicionais mais ou menos esquecidas ou ignoradas por muitos, “vêem a luz da ribalta” e adquirem como que uma “carta de cidadania”, perdoem-me a linguagem metafórica.

 A I Feira de Arte Popular e Artesanato do Concelho de Estremoz propagar-se-ia no tempo e no espaço, com novas localizações e novos figurinos, de que não cabe falar hoje aqui. Todavia é legítimo concluir que em termos de cultura popular estremocense, o ano de 1983 foi um ano admirável, excelente, formidável, maravilhoso, o que me levou a adjectivá-lo com a locução latina habitual nestes casos: "annus mirabilis".

Assisti em 1983 ao nascimento da I Feira de Arte Popular e Artesanato do Concelho de Estremoz. Já então era recolector de Bonecos de Estremoz, mas o fascínio que a Feira exerceu sobre mim, levou-me a estender os meus interesses a outros domínios.  E foi assim que descobri artesãos que corresponderam à minha sensibilidade, ao meu gosto pessoal e que me aqueceram a alma, levando-me a adquirir trabalhos seus ao longo dos anos, a partir do “annus mirabilis” de 1983, consensualmente considerado o “o alfa e o ómega” da divulgação do saber-fazer dos nossos artesãos.     


100 anos de elevação de Estremoz a cidade

A convite do Senhor Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, José Daniel Pena Sadio e, na condição de “maior e mais consciente colecionador de Estremoz atualmente” (palavras suas), concebi uma exposição com base na minha colecção, visando dar uma retrospectiva possível dos últimos 100 anos de artesanato no concelho. Naturalmente que tive de fazer opções relativamente à tipologia de artesanato, o que me levou a excluir sem desprimor algum, o Figurado, a Olaria, a Cerâmica Vidrada e a Azulejaria de Estremoz. Cingi-me então à Arte Pastoril e à Arte Conventual (Papel Recortado, Pintura Judaica e Registos e Maquinetas), as quais decidi expor sob a epígrafe “ARTES DO VAGAR – Colecção Hernâni Matos”. 

Foi esta exposição que no passado sábado, dia 16 Maio, foi inaugurada na Sala de Exposições Temporárias do Museu Municipal de Estremoz Prof. Joaquim Vermelho. À “vernissage” compareceram cerca de 6 dezenas de convidados, cuja presença foi para mim gratificante. Presidiu ao evento, o Senhor Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, José Daniel Pena Sadio, que usou da palavra a seguir à Directora do Museu, Isabel Água. Ainda que formalmente distintas, ambas as intervenções convergiram num ponto: reconhecimento da singularidade e qualidade do material exposto, a que aliaram a dedicação da minha actividade como recolector, afirmações que vindo de quem vêem, muito me congratulam e estimulam.

A exposição integra uma selecção de 123 trabalhos pertencentes ao meu acervo pessoal de artesanato de Estremoz, assim distribuídos pelos artesãos: - MANUEL ANTÓNIO CAPELINS (1924-1974) – Arte Pastoril (2 trabalhos); - TERESA SEROL GOMES (1952-1988) – Arte Pastoril (17 trabalhos); - MIGUEL SEROL GOMES (1957 -  )  Arte Pastoril (3 trabalhos); - JOAQUIM CARRIÇO ROLO (1935-2023) – Arte Pastoril (38 trabalhos); - JOSÉ CARRILHO TRONCHO (1910-2003) – Arte Pastoril (7 trabalhos); - ROBERTO CARREIRAS (1930-2017) – Arte Pastoril (4 trabalhos); - JOANA SIMÕES (1912 - 2011) E JOAQUINA SIMÕES (1914 - 2005) – Arte Conventual - Papel Recortado (12 trabalhos); - NATÁLIA SIMÕES (1924 - 2012) – Arte Conventual - Pintura Judaica – (12 trabalhos); - GUILHERMINA MALDONADO (1937-2019) – Arte Conventual – Registos e Maquinetas (28 trabalhos).     

Como nos diz no catálogo da exposição o Senhor Presidente da Câmara, “Fazer memória destes homens e mulheres, é um ato de justiça, pois foram estes que nos legaram um Saber-Fazer que herdaram de seus Mestres e, quando tal lhes foi possibilitado, transmitiram a quem quis aprender.” e acrescenta: “Infelizmente algumas artes perderam-se durante estes últimos 100 anos. Ficaram contudo os testemunhos materiais das mesmas, os quais Hernâni Matos, a quem agradeço a forma entusiástica como recebeu e aceitou o nosso convite, coleciona com devoção e critério científico.” A terminar diz: “São estes testemunhos materiais que vos apresentamos nesta mostra. Verdadeiras “cápsulas do tempo”, de um passado que não volta, mas que sentimos presente na nossa vida enquanto memória coletiva.”   

A exposição tem por objectivos: - Comemorar o Centenário da Elevação de Estremoz a Cidade; - Realçar as artes do vagar como reflexos identitários, pilares fundamentais na construção da memória colectiva; - Homenagear o saber-fazer de mestres artesãos locais do passado nos domínios da Arte Pastoril e da Arte Conventual; - Divulgar trabalhos de excelência de artesãos locais naqueles domínios.

Creio que a exposição atingirá completamente os objectivos visados e outra coisa não seria de esperar, quando se está em presença da “nata” do artesanato de Estremoz ou seja do “filé mignon” como dizem os franceses ou simplesmente do “bife de lombo”, como diz o senhor Jerónimo de Sousa.

Hernâni Matos
Publicado em 22 de Maio de 2026