Entre nós vivem pessoas relativamente às quais a Comunidade nutre profunda estima e admiração, pelas mais diversas e respeitáveis razões: o seu desempenho ou êxito profissional, o seu exemplo de vida, a sua participação cívica ou aquilo que criam, que é o caso da Senhora que é objecto do presente post.
domingo, 19 de abril de 2026
Arte Conventual - O falar das mãos de Guilhermina Maldonado
Entre nós vivem pessoas relativamente às quais a Comunidade nutre profunda estima e admiração, pelas mais diversas e respeitáveis razões: o seu desempenho ou êxito profissional, o seu exemplo de vida, a sua participação cívica ou aquilo que criam, que é o caso da Senhora que é objecto do presente post.
sábado, 18 de abril de 2026
Repórter de concertos de violino
quarta-feira, 25 de março de 2026
Bonecos de Estremoz de Sara Sapateiro
O Centro Interpretativo para a
Valorização e Salvaguarda do Boneco de Estremoz inaugura no dia 28 de março às
16:00 horas, na sua Sala de Exposições Temporárias, a Exposição “Moldar o
Legado”, Bonecos de Estremoz de Sara Sapateiro.
Sara Sapateiro (1995) é uma
jovem, natural de Estremoz, que iniciou o seu percurso na produção de Figurado
em Barro de Estremoz em 2018 pelas mãos da Barrista Isabel Pires, sua Mestra,
com quem aprendeu grande parte das técnicas e processos desta arte.
No final de 2019, frequentou o I
Curso de Técnicas de Produção de Bonecos de Estremoz promovido pelo CEARTE em
parceria com o Município de Estremoz.
Sempre com o apoio e incentivo da
Mestra, tem vindo a dar continuidade ao seu trabalho e criando a sua própria
identidade estética. Sara é hoje a mais jovem Barristas a produzir o Figurado
em Barro de Estremoz, inscrito desde 2017, na Lista Representativa de
Património Cultural Imaterial da UNESCO.
A mostra poderá ser visitada até
dia 21 de junho.
Não falte, venha conhecer o "Legado" de Sara
Sapateiro.
sábado, 14 de março de 2026
A Banda de Música de Jorge Carrapiço
domingo, 22 de fevereiro de 2026
Fotografias inéditas de Mário Lagartinho, Mestre Oleiro de Estremoz
A memória mais antiga que guardo de Mestre Mário Lagartinho (1935-2016) é a da sua participação no Cortejo Etnográfico de 1963 em Estremoz, integrado nas Festas da Exaltação da Santa Cruz desse ano. Tratou-se de um evento histórico de grande impacto, o qual celebrou as profissões tradicionais do Alentejo, com especial destaque para a Olaria e os Bonecos de Estremoz. Num dos carros alegóricos à olaria e que desfilavam pela Avenida 9 de Abril, Mário Lagartinho, então com 28 anos (eu tinha 17) ia modelando peças oláricas.
Só após a minha saída da Universidade viria a ter uma relação mais
próxima com Mário Lagartinho, o que aconteceu nos anos 70 do séc. XX. O Mestre
viria então a conceder-me o privilégio da sua amizade, o que me permitiu
organizar em 1999, uma jornada de divulgação da Olaria de Estremoz na Escola
Secundária da Rainha Santa Isabel. Fi-lo na condição de coordenador do Centro
de Recursos da Escola. O evento designado por “Encontro com a Olaria
Alentejana” e realizado no átrio consistiu basicamente numa exposição de peças
oláricas de Estremoz pertencentes à minha colecção pessoal e ainda, o que foi o
mais importante, um workshop orientado por Mário Lagartinho. O público
alvo foi a comunidade escolar e muito em especial, os alunos da área das Artes.
São dessa época as fotografias inéditas de Mário Lagartinho aqui
divulgadas e das quais naturalmente estou ausente, já que estava por detrás da
objectiva.
De salientar que o magnífico painel de azulejos patente no átrio da
Escola é da autoria da artista plástica Estrela Faria (1910-1976).
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
Pedro Alves - O despontar de uma estrela
quarta-feira, 3 de dezembro de 2025
8.º Aniversário dos Bonecos de Estremoz enquanto Património da UNESCO
No domingo,
dia 7 de dezembro de 2025, comemora-se o 8.º aniversário da Inscrição da
Produção de Figurado em Barro de Estremoz, na Lista Representativa de
Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO.
Para celebrar
a data, o Município de Estremoz organizou as seguintes atividades:
Centro
Interpretativo do Boneco de Estremoz
- 16:00 horas
- Discursos institucionais
- 16:15 horas
- Entrega da Certificação à barrista Ana Godinho
- 16:20 horas
- Apresentação da Rota do Boneco de Estremoz, Hugo Guerreiro Chefe da Divisão
de Cultura, Desporto e Juventude
- 16:40 horas
- A Confraria do Boneco de Estremoz: 2025 e 2026, Alexandre Correia,
Grão-Mestre da Confraria
Estremoz Hotel
- 17:30 horas
- Inauguração da exposição "Figurado em Barro de Estremoz",
fotografia de Francisco Matias
Venha celebrar conosco!
Entrada
gratuita.
terça-feira, 2 de dezembro de 2025
XIX Exposição de Presépios de Artesãos de Estremoz
A Galeria Municipal D. Dinis irá receber, a partir do dia 29
de novembro, a XIX Exposição de Presépios de Artesãos de Estremoz.
Esta mostra contará com cerca de 30 Presépios, produzidos
com diversos materiais, dos artesãos: Afonso Ginja, Ana Catarina Grilo, Ana
Godinho, António Moreira, Carlos Alberto Alves, Conceição Perdigão, Fátima
Lopes, Francisca Carreiras, Henrique Painho, Inocência Lopes, Irmãs Flores,
Isabel Pires, Jorge Carrapiço, Jorge da Conceição, Luísa Batalha, Madalena
Bilro, Manuel Broa, Maria José Camões, Perfeito Neves, Ricardo Fonseca, Sara
Sapateiro, Sandra Cavaco e Vera Magalhães.
A exposição poderá ser visitada até dia 6 de janeiro de
2026, com entrada gratuita, numa organização da Câmara Municipal de Estremoz.
Não perca!
domingo, 23 de novembro de 2025
Tenores de Redondo
O número e a diversidade destes
grupos corais, pode levar os leitores a pensarem que o objecto da presente
crónica é falar dos coralistas redondenses que integrem o naipe dos tenores ou
seja as vozes masculinas com a voz mais aguda. Mas tal não é o caso, pois o
termo “tenor” pode também designar um “aparador de aguardente”, isto é um
recipiente outrora utilizado nas adegas para recolher a aguardente obtida por
destilação do vinho nos alambiques.
Redondo é simultaneamente terra
de vinho e terra de oleiros, pelo que é natural que o vasilhame usado
tradicionalmente nas adegas fosse de barro, recurso local disponível. Assim se
evitava comprar vasilhame confeccionado com materiais que não constituíssem
recursos locais disponíveis (vidro ou metal) o qual seria mais caro.
Daí que as olarias locais
manufacturassem aparadores de aguardente (tenores) em barro vidrado (pelo menos
no interior), de base circular e plana, com morfologia variável com ou sem
asas. Eram os chamados “tenores de Redondo”, objectos oláricos actualmente
caídos em desuso.
A opção dos adegueiros pelo uso
de vasilhame de barro ecoou na cultura popular, a qual regista adágios aqui
aplicáveis: “No poupar é que está o ganho", “A necessidade é
mestra de engenho” e “Quem não tem cão, caça com gato."
A terminar e como está frio,
brindo-vos com alguns adágios sobre a aguardente. Dois deles, recomendam a sua ingestão: "Aguardente, para o frio é quente”, "Uma pinga de aguardente,
faz bem a toda a gente". Pelo contrário, dois outros consideram o seu
consumo contra-indicado: "Pela manhã, a aguardente afugenta a gente”
"Aguardente não mata, mas ajuda a morrer".
Digam lá se a cultura popular é ou não é uma cultura democrática? É claro que é. Há adágios que advogam uma coisa e outros que apregoam exactamente o contrário, o que sugere que a opção fica ao livre arbítrio de cada um. Há até um adágio que proclama: "Cada um sabe as linhas com que se cose". Permito-me aqui opinar sobre o assunto, propondo como que uma correcção: “sabe ou não”. Acho mais prudente fazer passar esta ideia.
Hernâni Matos
sábado, 1 de novembro de 2025
A génese da arte pastoril
O Alentejo é terra de vagares. Na
charneca, o tempo cresce e recresce para o pastor de ovelhas. Nesse contexto,
os palpites de alma fazem das suas. Logo um impulso criador detona e pelas
redes neuronais é transmitido às mãos calejadas. Estas manobram com destreza uma
navalha afiada com a qual entalha, grava ou filigrana, o material nativo que
recolheu na Terra Mãe, mesmo ali à mão de semear.
Com a magia dum alquimista, transmuta
a madeira, a cortiça e o chifre, em autênticas Obras de Arte, graças a um nato
saber-fazer, aliado a um refinado bom gosto, pautado por ideias ancestrais que
lhe povoam a mente.
Cruzes, estrelas, flores,
signo-saimões, hexafólios e corações, integram a simbologia, a maioria das
vezes apotropaica ou mesmo sagrada, com que lavra a superfície dos materiais e
que nos transmitem mensagens e estórias codificadas que o artífice compôs,
visando homenagear o destinatário ou a destinatária da sua Obra: a conversada,
a mulher amada, o patrão ou a patroa que lhe asseguram o ganha-pão.
Não se trata, pois, de artefactos
confeccionados para matar o tempo, como alvitra a proclamação rifoneira: “Quem
não tem que fazer, faz colheres”. Pelo contrário, são manufactos criados
graças à generosidade do tempo que cresce e recresce nesta terra de vagares.
terça-feira, 28 de outubro de 2025
Marcas de autor nos Bonecos de Estremoz de Mário Lagartinho
|
MARCA MANUSCRITA |
FIGURAS |
FIGURAS EM QUE FOI IDENTIFICADA |
|
M. L. |
1 |
Rei mago em pé
(Belchior) e Rei mago em pé (Gaspar) – Figuras de presépio de trono |
|
M. L / ESTR |
2 |
Nossa Senhora
ajoelhada – Figura de presépio de trono |
|
M.L. / E. P. |
3 |
Mulher a vender
chouriços |
|
ML / ES |
4 |
Pastor ofertante das
pombas – Figura de presépio de trono |
|
M. L. / Estrems |
5 |
Pastor ofertante com
um borrego ao colo, Pastor ofertante ajoelhado e Rei mago em pé (Baltasar) –
Figuras de presépio de trono |
|
Mário / Lagartinho /
Estremoz |
6 |
Pastor das migas e
São José ajoelhado – Figura de presépio de trono |
|
Mario / Lagartinho /
Estremoz 86 |
7 |
??? |
|
Mário / Lagartinho /
Estremoz 93 |
8 |
Mulher dos perus |
|
Mário
/ Lagartinho / Estremoz / Portugal |
9 |
Nossa
Senhora ajoelhada - Figura de presépio com base poligonal |
|
Mario / Lagartinho /
88 Estremoz |
10 |
Senhora de pezinhos
com base |
|
Mario / Lagartinho 80
/ mL |
11 |
Mulher a vender
chouriços |
|
Mario LAG / M.L. |
12 |
Trono |
|
CARIMBO |
FIGURAS |
FIGURA EM QUE FOI IDENTIFICADA |
|
Carimbo “ESTREMOZ”, inserido no contorno de marca denteada de “carica”. |
13 |
Matança do porco |
|
MARCA MISTA (manuscrita e carimbo) |
FIGURAS |
FIGURA EM QUE FOI IDENTIFICADA |
|
Carimbo “ESTREMOZ” /
Marca manuscrita “M. L.”. |
14 |
Pastor do harmónio |
3. O seguro morreu de velho















































