domingo, 26 de julho de 2026
Juramento de fidelidade
sábado, 25 de julho de 2026
Uma carta fora do baralho
Prólogo
Pode parecer um pouco estranho, intitular um texto de barrística de Estremoz, com uma bem conhecida frase idiomática, que aplicada a alguma coisa lhe confere conotação pejorativa por a depreciar. Todavia, a leitura do presente texto, revela que pode não ser assim.
O presente texto ficaria incompleto, se não se atribuísse um nome à figura que está na sua origem. Ora, uma vez que ela é uma parte da bem conhecida figura composta “Maioral e ajuda a comer”, julgo não ser despropositado chamar-lhe “Maioral a comer”.
sábado, 18 de julho de 2026
Artes do Vagar e Mestres do Saber-fazer / 3 - MIGUEL SEROL GOMES
3 - MIGUEL
SEROL GOMES (1957- )
Filho
de Manuel António Capelins (1924-1974) e irmão de Teresa Serol Gomes
(1952-1988). Nasceu na aldeia de São Gregório (Rio de Moinhos), onde viveu até
aos sete anos. Em 1964 passou a residir no Monte Novo da Palma na Fonte do
Imperador, em Estremoz, para onde o seu pai se transferiu com a família e onde
fez a instrução primária. É nessa altura que começa a dar os primeiros passos
na arte pastoril, actividade que desenvolveu até 1986. Cessa então esta
actividade, a qual realizava cumulativamente com a modelação do barro com a sua
esposa, a barrista Célia Freitas. Fá-lo, pois as calosidades e os golpes
frequentes com facas de sapateiro, goivas e formões com que trabalhava, não
eram compatíveis com a modelação do barro.
Na
arte pastoril procurou dar continuidade ao legado artístico do seu pai,
utilizando as mesmas técnicas e tipos de decoração, porém com um cunho pessoal.
Os
materiais utilizados foram cabaças, chifre e madeira: plátano, nogueira e
choupo. Recorreu a utensílios como faca de sapateiro, lima, grosa, formões,
sovela, mini-serrote e lixa.
Executou
trabalhos como cabaças lavradas, cornas azeitoneiras, cornas azeiteiras,
polvorinhos, colheres, talheres, canudos de soprar o lume, caixas, esculturas
em madeira e quadros.
Participou
em feiras como: Mercado da Primavera (Lisboa), Feira de Artesanato do Estoril,
Feira Nacional da Agricultura (Santarém), Casino Estoril, Feira Nacional de
Artesanato de Vila do Conde e FIAPE (Estremoz), entre outras.

terça-feira, 7 de julho de 2026
Palavras do Presidente da Câmara Municipal de Estremoz
A abrir o catálogo da minha exposição A MÚSICA NO FIGURADO DE ESTREMOZ
PALAVRAS DO PRESIDENTE
Os Bonecos de Estremoz são
absolutamente transversais em termos da política cultural do Município de
Estremoz. Com eles dinamizamos a cidade, os museus e inclusivamente, a
hotelaria e o comércio.
Para valorizar os barristas e
a sua produção, convidamos anualmente vários deles a trabalharem connosco nas ações
educativas. Estamos ainda unidos à Confraria do Boneco de Estremoz para levar o
figurado às principais feiras nacionais. Concretizámos recentemente uma rota
cultural sob esta temática e com muito gosto, procuramos unir esforços com colecionadores
de referência, para com estes darmos a conhecer peças
únicas deste património cultural imaterial.
Ora foi exactamente com este
propósito, que surgiu o trabalho com Hernâni Matos, o maior e mais
representativo colecionador de Figurado de Estremoz. Este tem um labor
incomparável no domínio do colecionismo, ao qual une a investigação e um
conhecimento privilegiado dos artesãos do séc. XX e XXI. A exposição que nos
apresenta, demonstra isto mesmo. Temos assim a honra de conhecer e dar a
conhecer, uma pequena parte da maravilhosa coleção deste estremocense, se bem
que apenas sob a temática da música. Juntamos a esta, a memória das dezenas de mostras
que Hernâni Matos já realizou nos espaços da autarquia e assim apercebemo-nos
da maravilha deste trabalho, paciente e apaixonado.
Caro Hernâni Matos, teremos
sempre espaço para mostrar os seus e nossos, Bonecos de Estremoz. Bem-haja pela
partilha e deixo aqui um reconhecimento público pela sua ação na valorização
deste património, que deixou de ser apenas de Estremoz e hoje é da Humanidade.
domingo, 5 de julho de 2026
Artes do Vagar e Mestres do Saber-fazer / 2 - TERESA SEROL GOMES
2 - TERESA
SEROL GOMES (1952-1988)
Filha
de Manuel António Capelins (1924-1974) e irmã de Miguel Serol Gomes (1957- ),
nasceu na aldeia de São Gregório (Rio de Moinhos) e fez a instrução primária na
escola da freguesia. Em 1964 passou a residir no Monte Novo da Palma na Fonte
do Imperador, em Estremoz, para onde o seu pai se transferira com a família. É
nessa altura que começa a trabalhar com o pai. Por falecimento deste em 1974,
dá continuidade ao seu legado artístico, utilizando as mesmas técnicas e tipo
de decoração, porém com um cunho muito pessoal.
Os
materiais utilizados foram cabaças e madeira: plátano, nogueira e choupo. Não
trabalhou em chifre.
Recorreu
a utensílios como faca de sapateiro, lima, grosa, formões, sovela, mini-serrote
e lixa.
Executou
trabalhos como cabaças lavradas, candeeiros de cabaça, colheres, talheres,
canudos de soprar o lume, bases de copos e quadros.
Participou em feiras como: Mercado da Primavera, Feira de Artesanato do Estoril, Feira Nacional da Agricultura (Santarém) e Feira de Arte Popular e Artesanato do Concelho de Estremoz
sábado, 4 de julho de 2026
A MÚSICA NO FIGURADO DE ESTREMOZ / 5 - ASSOBIOS
5 -
ASSOBIOS
Os
assobios são Bonecos de Estremoz com morfologia e funcionalidade muito
próprias, que os tornou simultaneamente instrumentos musicais e brinquedos.
Sob
um ponto de vista morfológico são habitualmente classificados em zoomórficos,
antropomórficos e compostos.
A presente colecção é constituída por um total de 189 assobios dos seguintes barristas: Ana das Peles (5), Sabina Santos (14), José Moreira (7), Maria Luísa da Conceição (13), Maria Inácia (3), Irmãs Flores (57), Jorge da Conceição (14), Ricardo Fonseca (1), João Sousa (1), Carlos Alberto Alves (9), Ana Catarina Grilo (21), Inocência Lopes (4), Manuel J. Broa (3), Inês da Conceição (5), Jorge Carrapiço (32).
Anteriormente às Irmãs Flores, os assobios zoomórficos e antropomórficos tinham uma base cilíndrica de altura diminuta ou em forma de menisco convexo, nos quais estava inserido o bocal de sopro. Desde sempre que este bocal era manufacturado, montando e furando um rolo de barro, tal como era feito para os assobios compostos. Todavia, Maria Inácia Fonseca, uma das Irmãs Flores, introduziu uma técnica diferente: o menisco convexo passa a ser mais alto e dele, por estiramento numa determinada direcção, resulta o indispensável tubo, que é furado da maneira anterior. O bocal de sopro passa então a ser mais curto e a proeminência correspondente, mais suave e mais discreta. Há aqui uma mudança de paradigma que importa sublinhar e registar. Para além disso, as Irmãs Flores reavivaram o coleccionismo de assobios, já que ao contrário dos barristas que as precederam, foram criando inúmeras variantes dum mesmo tipo de assobio, por introdução de diferentes pormenores na modelação e na decoração, a que imprimiram um cromatismo muito vivo, visualmente apelativo.
Os assobios de Jorge da Conceição são caracterizados por uma modelação e uma decoração muito minuciosas, fortemente naturalistas, que os transformam em peças extremamente apelativas. Deste modo, transcendem o âmbito restrito daquilo que podiam ser apenas brinquedos e instrumentos musicais, passando a ser também objectos decorativos, o que está em consonância com a alma do barrista. Jorge da Conceição demanda a beleza, a elegância, o equilíbrio e a harmonia em tudo o que faz. Para além dos modelos tradicionais de assobio, os quais recriou, Jorge da Conceição criou novas figuras de assobio: Cesta de Flores, Galinha e Pintos, Galo no Roseiral, Galo na Azinheira, Galo na Vinha e Galo no Jardim.
Inês da Conceição produziu assobios de base ovóide semelhante à dos assobios de seu pai, com uma expressão mais simplificada, as pintas da base mais miudinhas e um tubo de sopro de cor verde bandeira, igualmente adoçado na embocadura. Dois desses assobios são assobios devocionais (Sagrada Família e Santo António) e três são assobios zoomórficos (galo, gato e cão) com a particularidade de não estarem assentes numa base ovóide, mas sim num “mocho” tradicional alentejano, cujos pés é que assentam nessa base.
Os
assobios de Ana Catarina Grilo chamam a atenção pela
simplicidade, pelo cromatismo suave e harmonioso, pelo tamanho adequado do tubo
de sopro e o não adoçamento da extremidade. Quanto às dimensões são aquelas que
era suposto serem as de um brinquedo de criança. Para além dos tradicionais
assobios que integram o núcleo central do figurado de Estremoz, a barrista
apresenta novas criações como “Palhaço” e 7 exemplares de assobios devocionais (Nossa Senhora,
Nossa Senhora a orar, Berço do Menino Jesus, Menino Jesus Bom Pastor, Milagre
das Rosas, Santo António e São João Baptista).
Tradicionalmente, os assobios de barro vermelho de Estremoz integravam na sua decoração uma figura zoomórfica, antropomórfica ou mista. Porém, Inocência Lopes criou muito recentemente quatros assobios: Pucarinho enfeitado, Candelabro enfeitado, Terrina enfeitada e Arco enfeitado, passando os assobios a incorporar também espécimes de olaria enfeitada como elementos decorativos. Trata-se de uma inovação visualmente harmoniosa, que eu aplaudi e subscrevi, assim que se tornou conhecida.
Os assobios de Jorge Carrapiço inspiraram-se maioritariamente nos assobios de sua bisavó Ana das Peles e de outros mais antigos, pertencentes à colecção do Museu Nacional de Etnologia. Têm um cunho muito popular com modelação e decoração muito simplificadas. Bases com fundo branco, pintalgadas com pintas verdes bandeira e vermelhas, de forma irregular e espaçadas. Extremidade do tubo de sopro não pintada, permanecendo na cor do barro. As figuras estão sempre viradas para o lado oposto do tubo de sopro, de modo que a sua parte frontal esteja virada para os ouvintes e a parte traseira para o apitador.
quarta-feira, 1 de julho de 2026
A MÚSICA NO FIGURADO DE ESTREMOZ / 3 - BANDAS E OUTROS CONJUNTOS / 3.4 – Dia de Sortes
3 - BANDAS E OUTROS CONJUNTOS
3-4. - Dia de Sortes (Carlos
Alberto Alves)
No decurso da guerra colonial
(1961-1974), os jovens eram convocados para as “Inspecções” aos 18/19 anos.
Tratava-se da inspecção militar, que consistia em provas físicas e médicas,
visando determinar se os mancebos estavam ou não aptos para serem incorporados
no Serviço Militar Obrigatório.
Os apurados nas inspecções
eram incorporados no ano em que cumpriam o 20.º aniversário e o tempo de
"tropa" podia chegar a quatro anos ou mais.
O “Dia das Inspecções” era na
gíria popular conhecido por “Dia de Sortes”, designação devida ao facto de ser
nesse dia que cada mancebo inspeccionado ficava a saber qual a “sorte” que lhe
tinha cabido na inspecção militar: apurado, livre ou adiado. A cada sorte
estava associada simbolicamente uma fita colorida, de acordo com a seguinte
convenção: APURADO=VERDE, LIVRE=VERMELHO, ADIADO=BRANCO.
À saída das inspecções cada
jovem identificava-se com a “sorte” que lhe tinha cabido. Para tal exibia a
correspondente fita colorida, pregada no peito, no boné ou no chapéu. À sua
espera um tocador de harmónio contratado que os acompanhava pelas ruas da cidade,
enquanto cada um deles tocava a sua própria pandeireta. Era um modo simples e
tradicional de partilhar com a comunidade, o conhecimento da “sorte” que lhe
tinha cabido. Era de certo modo, um ritual de puberdade que se extinguiu tal
como o Serviço Militar Obrigatório.
O “Dia de Sortes” foi
perpetuado no figurado de Estremoz pelo barrista Carlos Alberto Alves, que para
o efeito criou um grupo alegórico constituído por um tocador de harmónio e 3
tocadores de pandeireta com “sortes” diferentes uns dos outros: um “apurado”,
um “livre” e outro “adiado”.
terça-feira, 30 de junho de 2026
A MÚSICA NO FIGURADO DE ESTREMOZ / 3 - BANDAS E OUTROS CONJUNTOS / 3.3 – Cante Alentejano
3 - BANDAS E OUTROS CONJUNTOS
3-3. - Cante Alentejano (Ana
Bossa)
A identidade cultural do povo alentejano tem a ver com o Cante Alentejano, que de acordo com a tese litúrgica do padre António Marvão teve origem em escolas de canto popular fundadas em Serpa, por monges paulistas do Convento da Serra d’Ossa, os quais tinham formação em canto polifónico.
O Cante Alentejano foi proclamado Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO em 2014.
A barrista Ana Bossa que
nos anos 90 do séc. XX, frequentou o atelier das irmãs Flores, perpetuou no
barro um Grupo de 9 cantadores como expressão do Cante Alentejano.
segunda-feira, 29 de junho de 2026
A MÚSICA NO FIGURADO DE ESTREMOZ / 3 - BANDAS E OUTROS CONJUNTOS / 3.2 – Música Popular Alentejana
3 - BANDAS E OUTROS CONJUNTOS
3-2. Música Popular Alentejana (Carlos Alberto Alves)
Os executantes e
os instrumentos musicais populares alentejanos são parte integrante da
identidade cultural alentejana, a qual urge preservar e valorizar enquanto
memória do povo.
Etno-musicólogos
como Michel Giacometti e Fernando Lopes Graça calcorrearam os campos do
Alentejo nos anos 60 do século passado e efectuaram o registo etno-musical da
região.
Conhecedor deste
registo e daqueles que nele participaram, entre eles o seu tio Aníbal Falcato
Alves, o barrista Carlos Alberto Alves, no mais estrito respeito pela técnica
de produção e pela estética do Boneco de Estremoz, criou um conjunto de figuras
sob a epígrafe “MÚSICA POPULAR ALENTEJANA”, o qual incorpora os tocadores dos
seguintes instrumentos musicais populares alentejanos: adufe, pandeireta,
bombo, tambor, ronca, cana rachada, cântaro, udu, ferrinhos, reque-reque,
tamboril, trancanholas, castanholas, chocalho, guizos, flauta, viola campaniça
e harmónio, num total de 18. Com esta criação procura homenagear todos aqueles
que contribuíram para o registo etno-musical do Alentejo.
domingo, 28 de junho de 2026
A MÚSICA NO FIGURADO DE ESTREMOZ / 3 - BANDAS E OUTROS CONJUNTOS / 3.1 - Bandas Filarmónicas

3 - BANDAS E OUTROS CONJUNTOS
3.1 - Banda
Filarmónica (Jorge Carrapiço e outros)
No
concelho de Estremoz existem 3 Bandas de Música: Sociedade Filarmónica
Luzitana, Sociedade Filarmónica Veirense e Sociedade Filarmónica Artística
Estremocense, que actuam em eventos religiosos (procissões, missas, funerais e
romarias) e eventos civis (concertos, desfiles, festas e touradas).
Um dos
eventos religiosos em que as Bandas participam é a Procissão do Senhor Jesus
dos Passos, perpetuada no barro por Mariano da Conceição nos anos 40 de séc.
XX. Nela o barrista incluiu uma Banda de Música. De então para cá, os barristas
de Estremoz, cada um deles com o seu estilo muito próprio, têm modelado Bandas
de Música, nas quais é variável o número e o tamanho dos executantes, o tipo de
instrumentos usado, bem como o figurino e as cores do fardamento.
Em geral,
as Bandas produzidas pelos nossos barristas e cuja beleza não está em causa,
foram modeladas de um modo ingénuo que já vem detrás e também ao sabor do
momento. Só assim se explica que algumas dessas Bandas possam não apresentar
instrumentos que são fundamentais e incluam outros que pouco sentido fazem numa
Banda (ferrinhos, maracas, pandeiretas), bem como instrumentos cuja definição
não permite saber o que são.
A
presente colecção integra uma Banda de Música de José Moreira (12 figuras) e
outra de Quirina Marmelo (10 figuras), as quais apresentam algumas das
características acima referidas, o que me levou a desejar possuir uma Banda de
Música que traduzisse no barro com naturalismo, todo o contexto que lhe está
associado.
A banda
viria a ser executada pelo barrista Jorge Carrapiço, bisneto de Ana das Peles,
músico e executante de trombone na Sociedade Filarmónica Artística Estremocense.
Na execução da Banda foi fundamental a consultadoria do Maestro Mário Tiago da
Sociedade Filarmónica Artística Estremocense, que definiu o número de
executantes de cada instrumento, bem como a sua posição dentro do conjunto,
como se tratasse de uma Banda real. Os instrumentos que a integram pertencem a
diferentes categorias: PERCUSSÃO [caixa (2), bombo (1), pratos (1)], METAIS
[tuba (1), trombone (1), contrabaixo (1), bombardino (1), trompa (1), trompete
(2)], PALHETAS [clarinete (4), sax alto (1), sax barítono (1), sax tenor (1)] e
FLAUTAS [flauta (2)]. Ao todo são 22 figuras, número que inclui o Maestro e o
Porta-estandarte. O barrista-músico Jorge Carrapiço empenhou-se de alma e
coração na criação daquela que passará agora a ser a sua Banda de Música. À
simplicidade na modelação das figuras, Jorge Carrapiço acrescentou a definição
de todos os instrumentos musicais, à maneira de uma Banda real, sem que cada
figura perdesse o seu cunho verdadeiramente popular. Tudo faz sentido na Banda
de Música de Jorge Carrapiço, a começar pelos instrumentos musicais que ali
estão porque ali não podiam faltar e que estão onde deviam estar.
A Banda
de Música de Jorge Carrapiço passa a partir de agora e por direito próprio a
integrar a História dos Bonecos de Estremoz, visto que com ela ocorreu uma
mudança de paradigma, facto que aqui atesto e registo para memória futura.
sexta-feira, 26 de junho de 2026
A MÚSICA NO FIGURADO DE ESTREMOZ / 2 - ALEGORIAS
2 - ALEGORIAS
Alegoria
da Música (Jorge da Conceição)
A
Alegoria da Música é uma representação simbólica da música como uma mulher bela
e elegante que enverga um vestido com folhos e sandálias que configuram as que
são usadas pelas Primaveras do figurado de Estremoz. Estão lhe associados dois
instrumentos musicais: uma lira apoiada no corpo do lado esquerdo e uma flauta
sustentada pela mão direita, cujos orifícios lhe conferem a funcionalidade de
servir como paliteiro, uma das tipologias mais emblemáticas e práticas da
Barrística de Estremoz, historicamente utilizadas como adornos de mesa.































