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domingo, 18 de agosto de 2019

E vão quantos?




E vão quantos?
A resposta a esta sacramental pergunta é unívoca: 73. Fui parido no ano de 1946. No que respeita às centúrias: 1 e 9 são 10, noves fora 1. No referente a decénios, 4 e 6 são 10, noves fora 1. Também no que concerne à idade, 7 e 3 são 10, noves fora 1. Como estão a ver, a minha cronologia assenta no 1. É a revelação de que sou único, singular, excepcional e sem igual. Acontece ainda que nasci em Agosto. Daí que seja leónico e solar. O resto vem por acréscimo, tanto defeitos como qualidades.

E que tenho sido eu?                      
A sinopse da minha vida pessoal regista como marcos principais os seguintes: Parido, bebé de fraldas, puto de bibe e peão. Gaiato de calções, usei a opa da Igreja e como lusito marquei passo nas formaturas da Mocidade Portuguesa. Revoltado na Instrução Primária porque tive um professor que nunca o devia ter sido. Miúdo de Liceu, tornei-me um jovem descrente por tudo aquilo que via à minha volta. Corredor de fundo e saltador em altura, fui amputado para me deixar dessas coisas. Todavia, reaprendi a marchar, a andar de bicicleta e a dançar, já que nadar nunca se esquece. Concluí o Curso Liceal e fiquei livre da tropa, sem necessidade de fugir à guerra colonial. Na época já tinha consciência política, graças a alguns professores, ao meu pai e a amigos mais velhos com os quais acompanhava. Entrei na Universidade e no movimento associativo estudantil, fiz greves e manifestei-me, já que se vivia em plena crise académica e eu tinha o Maio de 68 na massa do sangue. Estudei que era por isso que por ali andava, fiz poesia e integrei o movimento desintegracionista. Quando dei por mim tinha acabado o curso. Físico, tornei-me professor sem querer e fui mestre-escola durante 36 anos.  
Pelo meio, amei, casei, fui pai e muitas vezes fui feliz. Recentemente, os meus alicerces deram de si e cheguei a estar do outro lado. Vagueei entre aquilo que dizem ser o céu, o inferno e o purgatório. Em todos estes locais fui rejeitado. Dai a razão de estar hoje aqui.
Falta-me plantar uma árvore, tarefa adiada porque me doem as costas. Para o ano logo se vê. E se Deus não quiser? - perguntarão alguns. A resposta é simples. Fica a árvore por plantar e eu curado das costas.

E que mais?
Desde os longínquos tempos do bibe e do pião que sou recolector de objectos materiais que me enchem as medidas. Assim me tornei filatelista, cartofilista, bibliófilo e ex-librista. Para além disso, o fascínio da ruralidade e o culto da tradição oral, levaram-me a reunir objectos que integram o registo da identidade cultural alentejana. Daí que por necessidade me tenha tornado investigador, historiador, etnógrafo e etnólogo com interesses pessoais na história local e na arte popular alentejana, muito em especial a arte pastoril e a barrística popular estremocense. Tenho montado exposições iconográficas, apresentado comunicações e como escritor, jornalista e blogger, tenho publicado livros e textos que constituem o reflexo da minha intervenção cívica. Para além disso, sou ambientalista, libertário, igualitário, solidário, livre pensador e, é claro, franco-atirador.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Ontem foi dia de aniversário


Este blogue fez ontem dois anos, pois surgiu a 19 de Fevereiro de 2010, como blogue pessoal, no qual assumi “A escrita como Instrumento ao Serviço da Libertação do Homem” e centrei a escrita em conteúdos que têm a ver com a Cultura Portuguesa, bem como com o Alentejo, muito particularmente os Usos e Costumes, a Arte Popular e a Identidade Cultural Alentejana. O meu campo de acção centra-se nas coisas “DO TEMPO DA OUTRA SENHORA”. Não todas, mas aquelas que me tocam a alma.
Decorridos  que são dois anos de vida, é novamente altura de fazer um balanço, pelo que faz sentido apresentar alguns números relativos a este blogue:


O blogue tem como retaguarda de apoio:
1) Uma página pessoal no Facebook com 4.227 amigos;
2) No Facebook um Grupo de Fãs homónimo do blogue, integrado até ao presente por 1.774 membros;
3) A divulgação dos textos editados no blogue, realizada através de edições efectuadas nos murais daquelas páginas do Facebook, bem como no Twitter.
O blogue tem 329 seguidores através do “Google Rede Social” e 207 através dos “Networked Blogs”, Este blogue é transversal à política, ao regime e às capelinhas estético-literárias que por aí há. E assim continuará com o apoio crescente dos amigos e leitores que nos estimulam através dos seus comentários. É pela motivação que temos dentro de nós e pensando neles, que continuaremos o caminho iniciado.
A todos vós, amigos e leitores, o meu muito obrigado pelo interesse manifestado, que procurarei não desmerecer.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Ontem foi dia de aniversário


Este blogue fez ontem anos, pois surgiu a 19 de Fevereiro passado, como blogue pessoal, com posts originais, fruto da criação literária e da recolha etnográfica do seu autor.
Aqui assumi “A escrita como Instrumento de Libertação do Homem” e centrei a escrita em conteúdos que têm a ver com a Cultura Portuguesa, bem como com o Alentejo, muito particularmente os Usos e Costumes, a Arte Popular e a Identidade Cultural Alentejana. O meu campo de acção, centra-se nas coisas “DO TEMPO DA OUTRA SENHORA”. Não todas, mas aquelas que me tocam a alma.
Decorrido um ano de vida, é altura de fazer um balanço, pelo que faz sentido apresentar alguns números relativos a este blogue:


Como comentário pessoal seja-me permitido dizer o seguinte:
1) O número de comentários revela interactividade com o leitor;
2) O número de visitas, bom para um blogue de âmbito local, é fraco para um blogue que se assume como de âmbito nacional.
O blogue tem como rectaguarda de apoio:
1) Uma página pessoal no Facebook com 4.030 amigos;
2) No Facebook um Grupo de Fãs homónimo do blogue, integrado até ao presente por 1.599 membros;
3) A divulgação dos posts editados no blogue é realizada através de postagens efectuadas naquelas páginas do Facebook, bem como no Twitter.
O blogue tem 128 seguidores através do “Google Rede Social” e 41 através dos “Networked Blogs”, o que muitos blogues de âmbito nacional não têm.
O blogue aposta forte na selecção de links para outros blogues e tem ao longo do tempo solicitado permuta de links, visando suscitar a conectividade, a fim de facilitar a divulgação da sua existência, a circulação de informação e a interactividade. Tem sido uma tarefa difícil e mal sucedida. A esmagadora maioria dos blogues de âmbito nacional contactados, nem sequer se dignaram responder. A sua resposta foi um petulante e olímpico silêncio. É uma atitude que pode ser classificada como bloqueio de informação e que em termos éticos é deselegante. O se poderá ser compreensível em blogues que falam “politiquez”, é menos compreensível em blogues da área cultural como este. Mas eles lá saberão porquê.
Este blogue é trasnsversal à política, ao regime e às capelinhas estético-literárias que por aí há. E assim continuará com o apoio crescente dos amigos e leitores que nos estimulam através dos seus comentários. É pela motivação que temos dentro de nós e pensando neles, que continuaremos o caminho iniciado.
A todos vós, amigos e leitores, o meu muito obrigado.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Nós por cá todos bem




COMUNICAÇÃO "ON LINE"
A comunicação “on-line” está na ordem do dia. Qualquer um de nós é protagonista diário de uma saga que tem a ver com rotinas diárias que passam pela utilização da www, nos seus múltiplos aspectos:
- Motores de busca para recolha de informação;
- Correio electrónico para difusão de mensagens;
- Blogues e web sites para editar textos, imagens e sons;
- Redes sociais como o Facebook, para convívio e partilha de informação.
Hoje os eventos ocorrem à escala planetária e a sua divulgação processa-se à velocidade de um click.
Somos cidadãos do Mundo e neste ano de 2010, em que se comemora o Centenário da I República Portuguesa, quer queiramos ou não, somos os herdeiros lusitanos da Revolução Francesa, arautos dos valores da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade entre os homens.
Pesem embora alguns desvios de percurso, aqueles são valores que permanecem actuais e que urge honrar e revitalizar, porque os grandes valores são eternos. Têm a dimensão do Homem e/ou de Deus. A opção fica ao critério de cada um, porque é isso que é ser um Homem Livre.
PROBLEMÁTICAS SUSCITADAS PELA COMUNICAÇÃO “ON-LINE”
Hoje não podemos estar de costas viradas uns para os outros. A Liberdade exige Responsabilidade e não pode ser Anarquia em nome do combate à Tirania. A Cidadania exige que cada um de nós dê a cara e se assuma de corpo inteiro, não se refugiando no anonimato ou o que é pior do que isso, não se mascarando cobardemente atrás de um pseudónimo, que muitas das vezes não é mais que o auto-reconhecimento da incapacidade de ser um Homem Livre.
Hoje, comunicar é importante. Tão importante como respirar ou comer. É igualmente um acto que deve ser assumido de uma forma ética. Hoje, não é admissível que ninguém, em nome de nenhuns pseudo-valores, tente rebaixar os outros, para se elevar a si próprio. Hoje e muito bem, fala-se em Ética da Comunicação.
Hoje, que somos Homens Livres, devemos ter respeito pela Dimensão dos Outros, bem como respeito pela Propriedade e entre ela a Propriedade Intelectual. Um acto de comunicação na www, não pode ser um mero acto de corte e colagem. São atitudes que devem ser reprovadas pela Comunidade. A Elevação do Homem é fruto necessariamente do Trabalho e do Aperfeiçoamento, mas nunca da facilidade, nem do facilitismo.
São estes alguns dos valores em que acredito. Por eles dou a cara no blogue ESTREMOZ NET (http://estremoznet.blogspot.com), no qual, como diria Ives Montand, sou “compagnon de route” de amigos que não pensam como eu, mas que eu respeito na sua individualidade, porque como Homens de Corpo Inteiro, dão a Cara, na defesa dos ideais em que acreditam. Posso discordar deles, mas respeito-os.
Essa a Postura que será sempre a minha, nesse blogue cujos membros, numa atitute tipicamente cristã, ali resolveram partilhar o seu amor a Estremoz.
BLOGUE “ESTREMOZ NET”
“ESTREMOZ NET“ é um espaço de Encontro e de Caminhada, para quem ama Estremoz, o qual assumiu a forma de um blogue de âmbito local e regional, generalista e que se orienta pelos princípios da liberdade, do pluralismo e da independência, procurando assegurar a todos o direito ao debate construtivo e responsável. Como tal, respeita os direitos, deveres, liberdades e garantias consignadas na Constituição da República Portuguesa. Por isso, assume-se como independente de todos os poderes políticos e económicos, bem como de qualquer credo, de qualquer doutrina ou ideologia, respeitando todas as opiniões ou crenças. As opiniões políticas, doutrinárias ou ideológicas ali veiculadas, apenas vinculam os respectivos autores.
“ESTREMOZ NET" é integrado por bloggers que validarão sempre com o seu nome, os respectivos posts e tem a particularidade de não publicar comentários anónimos, mas unicamente os comentários de leitores devidamente identificados.
"ESTREMOZ NET" considera a sua acção como de serviço público, com respeito total pelos seus leitores, em prol do desenvolvimento da identidade e da cultura local, regional e nacional, da promoção do progresso económico, social e cultural das populações e do reforço da independência nacional e da paz. Estes são de resto, os princípios consignados no Estatuto Editorial do blogue.
Criado a 27 de Março de 2010, é integrado por 27 membros e tem como administradores António José Ramalho, José Capitão Pardal e Hernâni Matos. Da equipa de 27 bloggers, 7 ainda não chegaram a postar, provavelmente porque se dividem por múltiplas tarefas e outros têm postado espaçadamente. Todavia há um “núcleo duro” que assegura a continuidade e a permanência do blogue colectivo que veio para ficar. A sua saúde está bem e recomenda-se. De resto, não se trata de uma federação de blogues locais contra ou a favor de alguém, mas apenas de um espaço de Encontro e de Caminhada, para quem ama Estremoz, onde se valorizam questões como: Liberdade versus responsabilidade; - Anonimato e Identificação; - Ética da comunicação; - Propriedade Intelectual.
Outros números: até à presente data foram postadas 186 mensagens e verificaram-se 10849 visitas, o que corresponde a uma média de 35 por dia. O que não é mau, se atendermos a que é um blogue que entronca na realidade local.
BLOGUE “DO TEMPO DA OUTRA SENHORA”
Tem endereço http://dotempodaoutrasenhora.blogspot.com . Surgido a 20 de Fevereiro passado, trata-se do meu blogue pessoal, de autor, com posts originais, fruto da criação literária e da recolha etnográfica. Aí como blogger assumo “A escrita como Instrumento de Libertação do Homem” e centro a escrita em conteúdos que têm a ver com Estremoz e o Alentejo, muito particularmente os Usos e Costumes, a Arte Popular e a Identidade Cultural Alentejana. E sobretudo muito, mas muito humor, humor às carradas, com base em factos da vida real, que são “do tempo da outra senhora”.
Alguns números relativos a este blogue: até à presente data foram postadas 75 mensagens, o que corresponde a uma média de 1,8 mensagens por semana. Verificaram-se até agora 25527 visitas, o que corresponde a uma média de 148 por dia. O que seria bom para um blogue de âmbito local, mas que é fraco para um blogue que se assume como de âmbito nacional. De qualquer modo, a visualização do blogue tem vindo a consolidar-se e é caso para dizer que “Roma e Pavia não se fizeram num dia”. O blogue que aposta forte na selecção de links para outros blogues, tem 108 seguidores através do “Google Rede Social” e 33 através dos “Networked Blogs”. Até agora os seus 75 posts receberam 295 comentários, o que corresponde a uma média de 3,9 comentários por post e é revelador da interactividade que este blogue suscita.
Este blogue tem como rectaguarda no Facebook um Grupo de Fãs homónimo do blogue, integrado até ao presente por 1534 membros, número que cresce diariamente.
MENSAGEM FINAL
Contra aquilo que apregoam alguns profetas da desgraça, apetece-nos parafraser o cineasta Fernando Lopes, dizendo:“NÓS POR CÁ TODOS BEM!”

sábado, 20 de março de 2010

Um mês de vida



Contrariamente ao que o seu nome possa levar a supor, DO TEMPO DA OUTRA SENHORA, não é um blog com barbas. Na verdade e pelo contrário, é um neófito entre os blogs, uma vez que completou agora um mês de vida, para gáudio de todos aqueles que nele se revêem.
Os dados relativos à edição e leitura de posts, estão sintetizados no quadro seguinte:


Os posts editados distribuem-se por cinco temas, pelo que tendo em conta que os posts podem abordar mais do que um tema, a distribuição dos posts por temas, está sistematizada no seguinte quadro:


Neste momento está a decorrer uma sondagem entre os leitores do blog, que visa saber quais os posts e os temas preferidos.
Como franco-atirador da escrita, o autor deste blog já deixou inúmeras marcas por aí, uma vez que já dispara na imprensa regionalista desde os anos 60 do século passado, na imprensa especializada desde os anos 80, na web desde Julho de 2002 e na blogosfera desde Junho de 2009.
Os temas abordados neste blog correspondem aos seus principais interesses, os quais são todavia mais vastos. São porém aqueles que, a seu ver, reúnem estrategicamente mais potencial para estabelecer pontes de união entre as pessoas, umas de esquerda, outras de direita, outras do centro, outras nem tanto. Umas republicanas, outras monárquicas, para não falar já dos republicanos com simpatias monárquicas e de monárquicos com simpatias republicanas. Uns mais altos e outros mais baixos. Uns mais gordos e outros mais magros. Porém, na sua esmagadora maioria, cidadãos de corpo inteiro, cuja Pátria é a Língua Portuguesa, os quais de uma forma ou de outra, se revêem na revisitação de memórias dos tempos idos, nos traços da identidade cultural alentejana e no espírito positivo com que se tem de enfrentar a adversidade e a crise, o que só pode ser feito com determinação e tenacidade, mas sobretudo com muito, mas muito humor, humor às carradas, com base em factos da vida real, que são “do tempo da outra Senhora”.
È para aqueles que se revêem na Alma Alentejana que o autor deste blog escreve com prazer e paixão, temperados pelo sentido da responsabilidade. Esta passa pela consciência de que a Alma Alentejana foi cromaticamente fixada na tela por um Silva Porto, um D. Carlos de Bragança ou um Dordio Gomes. Perpetuada na prosa por um Fialho de Almeida, um Manuel Ribeiro ou um Antunes da Silva, bem como registada poeticamente por um Conde de Monsaraz, uma Florbela Espanca ou um Manuel da Fonseca. São exemplos de alto gabarito, que nos obrigam a curvar e a tirar o chapéu, como sempre fez o camponês alentejano, em sinal de respeito. Daí que seja grande a responsabilidade do autor deste blog. Todavia ele espera não desiludir os seus leitores, pois decerto é isso que eles esperam de si. Para eles um abraço do tamanho da heróica planície alentejana.