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segunda-feira, 18 de março de 2013

A Páscoa no adagiário português


Calvário (Primeiro quartel do século XVIII).
Painel de azulejos, fabrico de Lisboa.
Arquidiocese de Évora.

Na “Páscoa” os cristãos celebram a Ressurreição de Jesus Cristo depois da sua morte por crucificação, que ocorreu na “Sexta-Feira Santa” (sexta-feira antes do Domingo de Páscoa), data em que é evocado o julgamento, paixão, crucificação, morte e sepultura de Jesus, através de diversos cerimónias religiosas.
O período de quarenta dias que antecipam o Domingo de Páscoa é conhecido por “Quaresma”. Esta começa na quarta-feira de cinzas (quarta-feira a seguir à terça-feira de Carnaval) e termina na chamada “Quinta-Feira Santa”, data da celebração da última ceia de Jesus Cristo com os doze apóstolos. Após a Quaresma, inicia-se o chamado “Tríduo Pascal”, que finda no “Domingo de Páscoa”. Este é precedido por um domingo conhecido por “Ramos” e sucedido por um domingo conhecido por “Pascoela”.
É diversificado o adagiário português, onde é utilizada explicitamente a palavra “Páscoa”. Há adágios que têm a ver com a contagem do tempo:
- Do Carnaval à Páscoa vão sete semanas.
- Da Páscoa à Assunção, quarenta dias vão.
- Ana, Bagana, Rabeca, Fuzana, Lázaro, Ramos, na Páscoa estamos.
- Lázaro, Ramos, na Páscoa estamos.
- Depois de Ramos, na Páscoa estamos.
A observação do céu levou a criação de adágios relativos à astrologia do tempo, como é o caso destes:
- Não há Cinzas sem Lua vazia, nem Páscoa sem Lua cheia.
- Não há Entrudo sem Lua Nova, nem Páscoa sem Lua Cheia.
Os adágios tecem, por vezes, considerações de natureza meteorológica:
- Carnaval em casa e Páscoa na praça.
- Carnaval na eira, Páscoa à lareira.
- Cinza molhada. Páscoa ombrejada.
- Entrudo borralheiro, Natal em casa, Páscoa na praça.
- Entrudo borralheiro, Páscoa soalheira.
- Natal a assoalhar e Páscoa no mar.
- Natal a assoalhar, Páscoa ao luar.
- Natal à lareira: Páscoa na soalheira.
- Natal a soalhar, Páscoa à volta do lar.
- Natal ao lar. Páscoa a assoalhar.
- Natal ao Sol, Páscoa ao fogo, fazem o ano formoso.
- Natal em casa, Páscoa na praça.
- Natal em casa, Páscoa na praça; Natal na praça, Páscoa em casa.
- Natal em casa. Páscoa na rua.
- Natal em casa: Páscoa na praça.
- Natal na praça e Páscoa em casa.
- Natal na praça. Páscoa em casa, Espírito Santo em campo, faz o ano franco.
- Natal no lar e Páscoa em casa.
- No Natal à janela, na Páscoa à panela.
- Nos bons anos agrícolas, o Natal passa-se em casa e a Páscoa na rua.
- O Natal ao soalhar e a Páscoa ao lar.
- O Natal quer-se na praça, a Páscoa em casa.
- Para o ano ser bom, passar o Natal na rua e a Páscoa em casa.
- Por Natal ao jogo e por Páscoa ao fogo.
- Por Natal Sol e por Páscoa carvão.
- Páscoa a assoalhar: Natal atrás do lar.
- Quando pelo Natal vires verdejar, pela Páscoa à pedra do lar.
- Se a Páscoa é a assoalhar, é o Natal atrás do lar; Se a Páscoa é atrás do lar é o Natal a assoalhar.
- Se Natal é na praça a Páscoa é em casa.
- Se no Natal estás á janela, na Páscoa à volta da panela
- Se o Carnaval é na eira, a Páscoa é à lareira.
Alguns adágios têm a ver com o rendimento das colheitas:
- Os Ramos querem-se molhados.
- Páscoa e Pascoela em Abril, ditoso de quem a vir.
- Páscoa e Pascoela em Março, fome ou mortaço.
- Páscoa em Março, ano de mortaço.
- Páscoa em Março, faz o ano mortalaço.
- Páscoa em Março, fome no regaço.
- Páscoa em Março, muita fome ou mortaço.
- Páscoa em Março, ou fome ou cramaço.
- Páscoa em Março, ou fome ou mortaço.
- Páscoa molhada não dá boas nozes.
- Páscoas de longe desejadas, num dia são passadas.
- Páscoas passadas, moitas criadas.
- Quando a Páscoa cai em Março, ou muita fome ou mortalaço.
- Ramos molhados, anos melhorados.
- Ramos molhados, carros carregados.
- Ramos molhados, carros pesados.
- Ramos molhados, carros quebrados.
O adagiário, dá de resto, orientações relativas ao trabalho:
- Domingo de Ramos enxuga os teus panos, que o que vem, enxugará ou não.
- Na semana de Ramos enxuga os teus panos, que na semana maior ou choverá ou fará sol.
- Na semana de Ramos lava os teus panos, que na da Paixão lavarás ou não.
- Na semana de Ramos lava os teus panos, que na Ressurreição lavarás ou não.
- Na semana de Ramos lava os teus panos; na maior ou choverá ou fará sol.
- No Natal, fiar; no Entrudo, dobar; na Quaresma, tecer; e na Páscoa, coser.
Há de resto outros mais difíceis de sistematizar:
- A Quaresma é muito pequena para quem tem de pagar a Páscoa.
- A Páscoa à Ascensão ainda se dá do coração.
- De Ramos, só se aproveita mesmo o Domingo.
- Deus não se pôs na cruz por um só.
- Domingo da Ressurreição, carne no prato, farinha na mão.
- Judeus em Páscoas, mouros em bodas, cristãos em pleitos, gastam os seus dinheiros.
- Não é cada dia Páscoa nem vindima.
- Os Passos, para serem louvados, têm que ser molhados.
- Páscoa alta, chumbo na malta.
- Quando o Natal tem o seu pinhão, a Páscoa tem o seu tição.
- Sair a Páscoa à segunda-feira.




Hernâni Matos

terça-feira, 17 de abril de 2012

A Crucificação na Pintura Portuguesa


Santíssima Trindade (c. 1530).
Cristovão de Figueiredo (activo de 1515 a 1543).
Museu Nacional Soares dos Reis, Porto.


Segundo os Evangelhos, Jesus foi condenado a morrer na cruz numa sexta-feira e o responsável pela sentença foi Pôncio Pilatos, prefeito da província romana da Judeia entre os anos 26 e 36 d.C. apesar de não ter encontrado nele nenhuma culpa. Todavia os líderes judeus queriam a sua morte, por considerarem blasfémia Jesus dizer-se filho do Messias. Vejamos o que nos dizem os Evangelhos.
Jesus foi preso no Jardim de Getsémani (Marcos 14:43-52) e foi submetido a seis julgamentos – três por líderes judeus e três pelos romanos [João (18:12-14), Marcos (14:53-65), Marcos (15:1), Lucas (23:6-12), Marcos (15:6-15)].
Pilatos tentou negociar com os líderes judeus ao permitir que flagelassem Jesus, mas eles rejeitaram a proposta por não os satisfazer e pressionaram Pilatos a condená-lo à morte. Pilatos entregou-lhes então Jesus a fim de ser crucificado tal como eles pretendiam (Lucas 23:1-25). Os soldados escarneceram Jesus e vestiram-lhe um manto escarlate e impuseram-lhe na cabeça uma coroa de espinhos (Mateus 27:28-31).
Jesus veio a ser crucificado num lugar chamado Gólgota, que quer dizer “Lugar da Caveira”. Por cima da sua cabeça puseram uma tabuleta com o motivo da sua condenação: “JESUS NAZARENO, O REI DOS JUDEUS” [João (19,19), Lucas (23,38)]. Na ocasião foram também crucificados dois ladrões, um à direita e outro à esquerda de Jesus. (Mateus 27:33-38). A escuridão cobriu então o céu durante três horas (Lucas 23:44), até que Jesus deu um forte grito: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito”. Dizendo isto, expirou. (Lucas 23:46). Os relatos evangélicos mostram que Jesus entregou livremente a vida a Deus pela redenção da humanidade.
O sentido espiritual da cruz indicado pelo próprio Jesus (Mateus 10:38), fez com que ela passasse a ser sinal sagrado e objecto de culto.
Na pintura portuguesa, a crucificação foi objecto de quadros pintados por autores como Cristovão de Figueiredo (activo de 1515 a 1543), Vasco Fernandes (activo de 1501 a 1540), Diogo de Contreiras (c.1500-1565), António Nogueira (15??-1575), Pedro Nunes (1586-1637), Baltazar Gomes Figueira (1604-1674) e Josefa de Óbidos (1630-1684). Nas suas obras, Jesus é representado em sofrimento ou no repouso da morte. Passemos em revista essas representações, aqui visualizáveis de uma forma cronológica.



Calvário (c. 1535-40).
Vasco Fernandes (Grão Vasco) (activo de 1501 a 1540).
Óleo sobre madeira (242,3 x 239,3 x 81 cm).
Museu de Grão Vasco, Viseu. 
Calvário (c. 1550).
Diogo de Contreiras (c.1500-1565).
Óleo sobre madeira (122 x 88 cm).
Misericórdia de Abrantes. 
Descida da Cruz (1564).
António Nogueira (15??-1575).
Óleo sobre madeira (115 x 115 cm).
Museu Rainha D. Leonor, Beja.  
Descida da Cruz (1620).
Pedro Nunes (1586-1637).
Óleo e têmpera sobre madeira.
Capela do Esporão da Sé de Évora. 
Calvário (1636).
Baltazar Gomes Figueira (1604-1674).
Óleo sobre tela (169 x 99,5 cm).
Igreja da Santa Casa da Misericórdia, Peniche. 
Calvário (1679).
Josefa de Óbidos (1630-1684).
Óleo sobre madeira (160 x 174 cm).
Santa Casa da Misericórdia, Peniche.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

A Crucificação na Pintura Universal


 Nossa Senhora e o Menino com Santos e Crucificação (1260-70).
Bonaventura Berlinghieri (activo em 1230).
Têmpera sobre madeira (103 x 122 cm).
Galleria degli Uffizi, Florence.

Segundo os Evangelhos, Jesus foi condenado a morrer na cruz numa sexta-feira e o responsável pela sentença foi Pôncio Pilatos, prefeito da província romana da Judeia entre os anos 26 e 36 d.C. apesar de não ter encontrado nele nenhuma culpa. Todavia os líderes judeus queriam a sua morte, por considerarem blasfémia Jesus dizer-se filho do Messias. Vejamos o que nos dizem os Evangelhos.
Jesus foi preso no Jardim de Getsémani (Marcos 14:43-52) e foi submetido a seis julgamentos – três por líderes judeus e três pelos romanos [João (18:12-14), Marcos (14:53-65), Marcos (15:1), Lucas (23:6-12), Marcos (15:6-15)]
Pilatos tentou negociar com os líderes judeus ao permitir que flagelassem Jesus, mas eles rejeitaram a proposta por não os satisfazer e pressionaram Pilatos a condená-lo à morte. Pilatos entregou-lhes então Jesus a fim de ser crucificado tal como eles pretendiam (Lucas 23:1-25). Os soldados escarneceram Jesus e vestiram-lhe um manto escarlate e impuseram-lhe na cabeça uma coroa de espinhos. (Mateus 27:28-31)
Jesus veio a ser crucificado num lugar chamado Gólgota, que quer dizer “Lugar da Caveira”. Por cima da sua cabeça puseram uma tabuleta com o motivo da sua condenação: “JESUS NAZARENO, O REI DOS JUDEUS” [João (19,19), Lucas (23,38)]. Na ocasião foram também crucificados dois ladrões, um à direita e outro à esquerda de Jesus. (Mateus 27:33-38). A escuridão cobriu então o céu durante três horas (Lucas 23:44), até que Jesus deu um forte grito: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito”. Dizendo isto, expirou. (Lucas 23:46). Os relatos evan¬gé¬licos mos¬tram que Jesus entregou livremente a vida a Deus pela redenção da humanidade.
O sentido espiritual da cruz indicado pelo pró¬prio Jesus (Mateus 10:38), fez com que ela passasse a ser sinal sagrado e objecto de culto.
A crucificação de Jesus serviu de tema a grandes nomes da pintura universal, que o representam ora sofredor ora já no repouso da morte. Desses nomes destacamos, associados por épocas/correntes da pintura:
- Idade Média: Bonaventura Berlinghieri (activo em 1230), italiano; Guido da Siena (activo na 2ª metade do séc. XIII), italiano; Pietro Cavallini (activo em 1273-1308), italiano; Duccio di Buoninsegna (c. 1255-1319), italiano; Gioto di Bondone (1267-1337), italiano; Don Silvestro dei Gherarducci (1339-1399), italiano; Andrea da Firenze (activo em 1343-1377), italiano; Francesco di Vannuccio (activo em 1356-89), italiano; Niccolò di Pietro Gerini (activo em 1366-1415), italiano.
- Renascença: Jan van Eyck (antes de 1395-1441), flamengo; Hieronymus Bosh (c. 1450-1516), holandês; Sandro Boticelli (1445-1510), italiano; Lucas Cranach, O Velho (1472-1553), alemão; Albrecht Altdorfer (c. 1480-1538), alemão; Bernardino Luini (1480-1532), italiano; Maerten van Heemskerck (1498-1574), holandês; Lucas Cranach, O Jovem (1515-1586), alemão; Tiziano Vecellio (1490-1576), italiano.
- Maneirismo: Tintoretto (1518-1594), italiano; Paolo Veronese (1528-1588), italiano; El Greco (1541-1614), espanhol; Pieter Brueghel, O Jovem (1564-1638), flamengo.
- Rococó: Annibale Carracci (1560-1609), italiano; Simon Vouet (1590-1649), francês; Sir Anthony van Dyck (1599-1641), flamengo; Nicolas Tournier (1590-c. 1638), francês; Francesco Conti (1681-1760), italiano; Franz Christophe Janneck (1703-1761), austríaco; Franz Anton Maulbertsh (1724-1796), austríaco.
- Romântico: Pierre-Paul Prud'hon (1758-1823), francês.


Crucificação (1270).
Guido da Siena (activo na 2ª metade do séc. XIII).
Têmpera sobre madeira.
Pinacoteca Nazionale, Siena. 
Crucificação (c. 1308).
Pietro Cavallini (activo em 1273-1308).
Fresco.
San Domenico Maggiore, Naples. 
Crucificação (1310).
Duccio di Buoninsegna (c. 1255-1319).
Painel (60 x 38 cm).
City Art Gallery, Manchester. 
Crucificação (1330).
Gioto di Bondone (1267-1337).
Têmpera sobre madeira (39 x 26 cm).
Musées Municipaux, Strasbourg. 
Crucificação (c. 1365).
Don Silvestro dei Gherarducci (1339-1399).
Têmpera sobre painel (137 x 82 cm).
Metropolitan Museum of Art, New York. 
 Crucificação (1370-77).
Andrea da Firenze (activo em 1343-1377).
Têmpera sobre madeira (33 x 22 cm).
Pinacoteca, Vatican.
Crucificação com Doador (1380).
Francesco di Vannuccio (activo em 1356-89).
Madeira de álamo (39 x 23 cm, com moldura).
Staatliche Museen, Berlin. 
 Crucificação com a Virgem e São João (1390-95).
Niccolò di Pietro Gerini (activo em 1366-1415).
Têmpera sobre painel (86 x 53 cm).
The Hermitage, St. Petersburg.
Crucificação (1420-25).
Jan van Eyck (Antes de 1395-1441).
Óleo sobre madeira transferido para tela (56,5 x 19,5 cm).
Metropolitan Museum of Art, New York. 
Crucificação com um Doador (1480-85).
Hieronymus Bosh (c. 1450-1516).
Óleo sobre madeira de carvalho (74,7 x 61 cm).
Musées Royaux des Beaux-Arts, Brussels.
Crucificação (c. 1497).
Sandro Boticelli (1445-1510).
Têmpera sobre tela (73,5 x 50,8 cm).
Fogg Art Museum, Harvard University, Cambridge. 
Lucas Cranach, O Velho (1472-1553).
Crucificação (1500-03).
Óleo e têmpera sobre madeira de tília (59 x 45 cm).
Kunsthistorisches Museum, Vienna. 
Crucificação (c. 1526).
Albrecht Altdorfer (c. 1480-1538).
Painel forrado (29 x 21 cm).
Staatliche Museen, Berlin. 
Crucificação (c. 1530).
Bernardino Luini (1480-1532).
Óleo sobre tela (90 x 74 cm).
The Hermitage, St. Petersburg. 
Crucificação (1543).
Maerten van Heemskerck (1498-1574).
Óleo sobre painel (334 x 270 cm).
Museum voor Schone Kunsten, Ghent. 
 Crucificação (1555).
Lucas Cranach, O Jovem (1515-1586).
Madeira.
Stadtkirche Sankt Peter und Paul, Weimar.
Crucificação (1558).
Tiziano Vecellio (1490-1576).
Óleo sobre tela (371 x 197 cm).
Museo Civico, Ancona. 
 Crucificação (c. 1560).
Tintoretto (1518-1594).
Óleo sobre tela.
Santa Maria del Rosario (Gesuati), Venice.
Crucificação (c. 1582).
Paolo Veronese (1528-1588).
Óleo sobre tela (102 x 102 cm).
Musée du Louvre, Paris. 
Crucificação (1596-1600).
El Greco (1541-1614).
Óleo sobre tela (312 x 169 cm).
Museo del Prado, Madrid. 
Crucificação (1617).
Pieter Brueghel, O Jovem (1564-1638).
Óleo sobre madeira (82 x 123 cm).
Szépmûvészeti Múzeum, Budapest. 
Crucificação (1583).
Annibale Carracci (1560-1609).
Óleo sobre tela (305 x 210 cm).
Santa Maria della Carita, Bologna. 
Crucificação (1622).
Simon Vouet (1590-1649).
Óleo sobre tela (375 x 225 cm).
Chiesa del Gesù, Genova. 
Crucificação (c. 1622).
Sir Anthony van Dyck (1599-1641).
Óleo sobre tela.
San Zaccaria, Venice. 
Crucificação (c. 1635).
Nicolas Tournier (1590-c. 1638).
Óleo sobre tela (422 x 292 cm).
Musée du Louvre, Paris. 
Crucificação (1709).
Francesco Conti (1681-1760).
Óleo sobre tela (320 x 216 cm).
San Lorenzo, Florence. 
Crucificação (1730).
Franz Christophe Janneck (1703-1761).
Óleo sobre tela (50 x 41 cm).
Colecção privada. 
Crucificação (1758).
Franz Anton Maulbertsh (1724-1796).
Fresco.
Parish Church, Sümeg.
Crucificação (1822).
Pierre-Paul Prud'hon (1758-1823).
Óleo sobre tela (278 x 166 cm).
Musée du Louvre, Paris.