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sábado, 25 de julho de 2020

Museu Berardo Estremoz


Museu Berardo Estremoz. Fotografia da Câmara Municipal de Estremoz. 


A inauguração do Museu Berardo Estremoz na presente data, culmina um longo processo que envolve Berardo e Companhia, do qual fui dando conta na imprensa local e neste blogue. Continuo a pensar que o sujeito deu um chouriço a quem lhe deu um porco. Para que conste aqui fica compilado tudo o que disse sobre aquela dupla:

- COLECÇÕES BERARDO: Cama, mesa e roupa lavada (15-05-2019)
Berardo e Companhia (13-07-2017)
O Palácio Tocha na Belle Époque (07-07-2014)

À margem da dupla e porque eu andei por ali:

 Eu e o Palácio Tocha (13-07-2014)

domingo, 17 de maio de 2020

COVID - 19




Textos publicados no decurso da pandemia de COVID-19


Coronavírus COVID-19 (Blogue: 15 de Março de 2020)
Aos devotos de São Roque (Blogue: 19 de Março de 2020)
Bonecos de Estremoz e pandemia: São Roque (Blogue: 13 de Maio de 2020)
São Roque em Portugal (Blogue: 16 de Maio de 2020)
Adagiário de São Roque (Blogue: 19 de Maio de 2020)
Santo António e COVID-19 (Blogue: 26 de Maio de 2020)
Bonecos de Estremoz e Pandemia: Peralta e Sécia (Blogue: 28 de Maio de 2020)
Bonecos de Estremoz e pandemia: Ricardo Jorge (Blogue: 11 de Junho de 2020)
Auto do desconfinamento de Santo António (Blogue: 13 de Junho de 2020)



Hernâni Matos

quinta-feira, 19 de março de 2020

Aos devotos de São Roque


Gravura de São Roque mandada imprimir pela Irmandade. "S. Roque. Advogado
contra a peste q'se venera na sua Igr.ª e Caza da Miz.ª desta Corte. Anno 1800".
Água-forte, 1800. IMSRL.

Estou numa aflição. Não pela pandemia, mas pela sequela açambarcadora que lhe segue as pegadas.
Na terra onde vivo, o papel higiénico e o álcool sanitário desapareceram sem deixar rasto.
Resisto na minha trincheira, municiado apenas com quatro rolos de papel higiénico e um frasco com algumas pingas de álcool. Aqui reside a minha aflição. É que utilizo diariamente o álcool sanitário como remate do barbear matinal, bem como anti-séptico epidérmico em caso de corte ou picadela de insecto.
Decerto haverá alguém com excesso de álcool a rezar a São Roque para que este lhe conceda a graça de lhe arranjar papel higiénico que lhe permita assear-se após as obrigações fecais, ainda que tenha que abrir mão de parte do álcool que açambarcou.
São Roque decerto que ouvirá as suas preces, pelo que poderá informar que eu estou disponível para trocar um frasco de álcool sanitário por quatro rolos de papel higiénico. Assim poderei continuar a barbear-me diariamente sem correr o risco de ser confundido com um taliban. Poderei também continuar a assear-me após os alívios fecais, substituindo o papel higiénico por folhas de um jornal cujo nome não digo, já que é sobejamente conhecido.

Estremoz, 17 de Março de 2020


#coronavírus#covid-19

domingo, 15 de março de 2020

Coronavírus COVID-19



O surto da doença causada pelo coronavírus surgiu em 31 de Dezembro de 2019 na cidade de Wuhan na China, foi declarado pela OMS como Emergência de Saúde Pública em 30 de Janeiro de 2020 e como pandemia em 11 de Março de 2020.
Os maiores cartoonistas mundiais, cada um deles com o seu tipo próprio de sentido de humor e especial modo de o tratar graficamente, debruçou-se sobre os múltiplos aspectos suscitados pela pandemia. Os seus cartoons foram publicados na imprensa mundial e encontram-se disseminados pela Internet. Aí recolhi e seleccionei 40 desses cartoons, os quais revelam a preocupação dos seus autores com a transmissão do vírus, os comportamento pessoais a adoptar no seu combate, os oportunismos surgidos na sequência da pandemia e uma forte crítica à China e a Trump.
Os cartoons escolhidos foram em número de quarenta, número cuja escolha não foi acidental, já que é o número que corresponde à quantidade designada correntemente por “quarentena”, palavra que designa igualmente o período de isolamento a que devem ser submetidos, pessoas, animais ou mercadorias provenientes de um país onde grassa uma epidemia.






































sábado, 15 de fevereiro de 2020

Veiros: quem protege os moradores da Eira da Pedra Alçada?


Veiros: Bairro da Eira da Pedra Alçada

Veiros:
quem protege os moradores da Eira da Pedra Alçada?

Maria Helena Figueiredo
Membro da Mesa Nacional e da Comissão Coordenadora
Distrital de Évora do Bloco de Esquerda
Texto transcrito com a devida vénia,
do jornal Brados do Alentejo, de Estremoz,
do dia 13 de Fevereiro de 2020

Fotografias enviadas
     por um morador do local 


A construção da barragem de Veiros, em meados de 2015 e a que correspondeu um investimento público de cerca de 25 de milhões de Euros, veio responder a uma aspiração antiga e com ela a água tornou-se acessível à agricultura.

Ao contrário do que seria uma vantagem para Veiros com a água vêm os projectos de agricultura intensiva e super intensiva, os impactos negativos para o ambiente e um pesadelo para muitos dos que lá vivem.

Junto ao Bairro da Eira da Pedra Alçada, está a ser preparado o terreno para instalação de um olival intensivo ou super intensivo, numa propriedade que chega mesmo junto às casas ali existentes, o que está a preocupar, com razão, quem lá vive.

Escassos 10 ou 15 metros separam os muros das habitações que ali existem dos terrenos que estão já a ser preparados para o futuro olival intensivo.

A plantação de olival intensivo vai chegar perto das casas e há um conjunto de questões de saúde pública que se levantam e que, com razão, preocupam a população ali residente e relativamente às quais as entidades responsáveis parecem não dar qualquer importância.

Como todos sabemos estas culturas desenvolvem-se de forma rentável pelo recurso a um elevadíssimo consumo de água, da ordem dos 4.000 a 7.000 m3 por ha, e à aplicação de adubos e de fitofármacos que produzem fortíssimos impactos no ar que se respira, no solo e nas águas de superfície e subterrâneas.

Mesmo nos casos em que a produção é desenvolvida em modo integrado, ou seja, seguindo regras menos danosas para o ambiente, a instalação de um olival intensivo (e mais ainda super intensivo) implica sempre a aplicação adubos, de fungicidas e pesticidas e pulverizações regulares, que sujeitarão a população a respirar o ar contaminado com estes produtos.

Muitos destes produtos são glifosatos, muito perigosos para a saúde humana e vão ser aplicados junto às habitações.

Também a utilização de fertilizantes e pesticidas vai poluir as águas superficiais e subterrâneas, águas de poços que muita desta população utiliza.

De acordo com a legislação em vigor, a aplicação destes produtos em zonas urbanas é sujeita a um conjunto de regras, mas neste caso, como será numa exploração agrícola, nenhuma dessas precauções será aplicável, apesar de as casas estarem a escassos 10 ou 15 metros.

Legitimamente os moradores estão muito preocupados e receosos. Quais as consequências para a sua saúde e a dos seus filhos e netos por estarem a respirar regularmente ar contaminado pelas pulverizações de químicos? Como vão garantir que a qualidade da água dos poços e furos não é afectada pela drenagem dos fitofármacos e adubos e como vão continuar a comer a produção dos seus quintais? Quem quererá viver com um olival intensivo à porta de casa e quem quererá comprar as suas casas se quiserem ou tiverem que as vender?

O que está em causa já não é apenas o impacto ambiental destas culturas super intensivas, o consumo excessivo de água ou a salinização e sodificação dos solos. O que está em causa em Veiros é, no imediato, a saúde pública destes moradores e nenhum argumento tornará admissível que se instalem culturas intensivas a 10 ou 20 metros das habitações, seja em Veiros seja noutro qualquer local.

As entidades públicas questionadas pelos moradores não tem dado respostas ou quando as dão  pouco adiantam,  como foi o caso da Junta de Freguesia, que questionou os promotores do projecto, os quais, naturalmente, terão defendido que o mesmo não constituía qualquer perigo para a população, tendo a Junta concluído que se tudo for como os promotores dizem não haverá prejuízo, incómodo ou perigo para os moradores.

E se não for assim?

Hoje sabemos, pela experiência de muitas populações, em particular no Baixo Alentejo, que a sua qualidade de vida e a sua saúde estão fortemente ameaçadas com a instalação de olivais e amendoais intensivos e super intensivos perto das habitações.

E porque sabemos, não é admissível que os poderes públicos fechem os olhos a situações destas, omitindo a sua obrigação primeira que é a protecção das populações.

Exige-se, por isso que, quer a Câmara Municipal de Estremoz, quer a Junta de Freguesia de Veiros, quer os Ministérios da Agricultura e da Saúde, desenvolvam todas as acções ao seu alcance para proteger os moradores de Veiros, em especial da Eira da Pedra Alçada.

E que o façam agora, enquanto é tempo.


Veiros: Bairro da Eira da Pedra Alçada

Veiros: Bairro da Eira da Pedra Alçada

Veiros: Bairro da Eira da Pedra Alçada

terça-feira, 26 de novembro de 2019

José Mário Branco homenageado pela Assembleia Municipal de Estremoz



Na Sessão Ordinária da Assembleia Municipal de Estremoz realizada no passado dia 22 de Novembro de 2019, sob proposta do Grupo Municipal da CDU, foi aprovado por maioria absoluta (28 votos a favor e 1 abstenção) o seguinte: 
VOTO DE PESAR

José Mário Branco, nascido em 1942 no Porto, revelou-se desde cedo um espírito inconformado e rebelde, sendo a campanha eleitoral do General Humberto Delgado para a Presidência da República de 1958 o momento-chave para o início da intervenção política e cívica que iria marcar toda a sua vida.
Jovem militante do PCP ilegalizado, opta por emigrar a salto para França em 1963 de maneira a evitar o serviço militar obrigatório e a consequente mobilização para Guerra Colonial. Exilado até à revolução de Abril de 1974, é neste país que inicia a produção musical, acompanhado por outros nomes maiores da música portuguesa como Sérgio Godinho ou José Afonso, é com este último que mantém uma relação mais profícua e profunda, plasmado na produção e arranjos do disco “Cantigas do Maio” onde se baseia na cadência e estrutura do cante alentejano para assegurar a direcção musical daquele que seria o tema que para sempre será associado ao 25 de Abril, Grândola Vila Morena. É ainda no ano de 1971 que lança o seu disco mais marcante “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”.
Regressado a Portugal 4 dias depois da mais importante data da história contemporânea portuguesa, imediatamente retoma a sua intervenção artística e política com um fulgor e energia contagiantes. Funda o GAC Grupo de Acção Cultural – Vozes da Luta, colectivo de músicos que desenvolve um trabalho notável de divulgação e recolha musical que percorre o país, com mais de 1000 concertos, levando a música aos mais recônditos locais e localidades apresentando gratuitamente o que de melhor se fazia musicalmente a uma população que, de outro modo, nunca teria acesso a esta realidade e produção cultural.
Continuou a cantar, criar, produzir, fazer arranjos para teatro, filmes e para inúmeros músicos que vão desde os velhos companheiros de estrada até aos novos nomes sonantes da música portuguesa. Com o projecto Maio Maduro Maio volta a revisitar o legado de José Afonso, altura em que actua em Estremoz, no Teatro Bernardim Ribeiro.
Conjuntamente com a actividade profissional como músico, continua a intervir política e partidariamente, primeiro integrando a UDP – União Democrática Popular, e já nos anos 90 é um dos nomes primordiais aquando da criação do Bloco de Esquerda.
Nos últimos anos afirma sentir-se desencantado com o estado do mundo e do país, considerando que Abril nunca foi verdadeiramente concretizado, afasta-se dos palcos, mas nem por isso deixa de ser extraordinariamente activo em estúdio, nomeadamente na qualidade de produtor e arranjador.
Falecido no passado dia 19, a CDU vem por este meio, apresentar esta homenagem da Assembleia Municipal de Estremoz a um dos maiores nomes do panorama musical português. Pela relevância ímpar, pelo brilhantismo da sua produção lírica e musical, pela influência marcante que deixou na vida cultural nacional e ainda pela participação cívica pautada de uma lucidez e assertividade únicas.
Sempre recusando honrarias, homenagens e exposição pública desnecessária e fútil, fica uma frase quando foi surpreendido no Coliseu de Lisboa com um prémio carreira atribuído pela Revista BLITZ, exclamando: “O que é que eu fiz para merecer isto?!””

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Dia Internacional pelo fim da Violência contra a Mulher



Dia 25 de Novembro é Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher. Em Portugal foram convocadas em 2019 manifestações para:
- Aveiro, 18h30, Praça Joaquim Melo de Freitas:
- Braga, 18h30, Avenida Central
- Coimbra, 16h30, Praça 8 de Maio
- Lisboa, 17h30, Largo do Intendente
- Porto, 18h00, Praça da Cordoaria:
- Viana do Castelo, 17h30, Praça da República
- Viseu, 17h30, Rua Dom António Alves Martins - Junto à PSP
Em Vila Real, às 22h, no Club de Vila Real, realiza-se o Debate "Quem matou Eloá?" .
A convocatória das manifestações foi efectuada pelas seguintes organizações feministas: Colectiva, ANIMAR, ILGA, CABE, Feminismos sobre Rodas, Feministas em Movimento, Festival Feminista de Lisboa, Juntas, Plataforma Já Marchavas, Rede 8 de Março e UMAR.
Origem histórica
O Dia Internacional pelo fim da Violência contra a Mulher comemora-se anualmente no dia 25 de Novembro e a sua convocação foi iniciada pelo movimento feminista da América Latina, visando assinalar o assassinato das três irmãs Mirabal1, em 25 de Novembro de 1960 pela ditadura de Trujillo na República Dominicana.
Em 1981, o I Encontro Feminista Latino-Americano e Caribenho aprovou a consagração do dia 25 de Novembro como o dia Latino-Americano e Caribenho de luta contra a violência contra a mulher.
Em 1999, a Assembleia-geral da ONU deliberou que o dia 25 de Novembro passasse a ser consagrado à eliminação da violência contra a mulher.
Portugal 2019
De acordo com o diário “Público” de 3 de Outubro de 2019, no ano em curso já foram assassinadas 23 mulheres, oito homens e uma criança em contexto de violência doméstica. Estes dados foram confirmados pela Procuradoria-Geral da República e difundidos pelo semanário “Expresso” de 23 de Novembro. O jornal destaca: “entre os homens assassinados apenas dois foram mortos por mulheres. Não há uma inversão de papéis. Este é um crime de género”.
No dia 25 de Novembro é dia de sair à rua contra todos os tipos de violência para com a mulher. Nos últimos 15 anos, foram 500 as mulheres assassinadas em Portugal em contexto de violência doméstica. Este ano as mulheres saem à rua em várias cidades do país para lembrar as vítimas e gritar: nem mais uma!
  
Aveiro

Braga

Coimbra

Lisboa

Porto

Viana do Castelo

Viseu