sexta-feira, 8 de maio de 2026

Exposição ARTES DO VAGAR - Colecção Hernâni Matos

 


Integrada no Programa das Comemorações do Centenário da Elevação de Estremoz a Cidade, terá lugar pelas 16 horas do próximo dia 16 de Maio, na Sala de Exposições Temporárias do Museu Municipal de Estremoz Prof. Joaquim Vermelho, a inauguração da exposição de artesanato estremocense ARTES DO VAGAR / COLECÇÃO HERNÂNI MATOS.

Na mostra estará patente ao público uma selecção de 123 trabalhos pertencentes ao acervo pessoal de artesanato estremocense do Professor Hernâni Matos.

As obras expostas são da autoria de 10 artesãos: José Carrilho Troncho (1910-2003), Joana Simões (1912-2011), Joaquina Simões (1914-2005), Natália Simões (1924-2012), Manuel António Capelins (1924-1974), Roberto Carreiras (1930-2017), Joaquim Carriço Rolo (1935-2023), Guilhermina Maldonado (1937-2019), Teresa Serol Gomes (1952-1988) e Miguel Serol Gomes (1957 -   ).

Trata-se de artesãos naturais do concelho de Estremoz ou que aqui se fixaram e que aqui produziram, os quais na sua esmagadora maioria participaram em várias edições da saudosa Feira de Arte Popular e Artesanato do Concelho de Estremoz, iniciada em 1983 no Rossio Marquês de Pombal.

Os trabalhos expostos distribuem-se por duas grandes áreas: - ARTE PASTORIL (Trabalhos em madeira e em chifre); - ARTE CONVENTUAL (Papel recortado, Pintura judaica e Registos e maquinetas).

A exposição tem por objectivos: - Comemorar o Centenário da Elevação de Estremoz a Cidade; - Realçar as artes do vagar como reflexos identitários, pilares fundamentais na construção da memória colectiva; - Homenagear o saber-fazer de mestres artesãos locais do passado nos domínios da Arte Pastoril e da Arte Conventual; - Divulgar trabalhos de excelência de artesãos locais naqueles domínios.

Hernâni Matos nasceu em Estremoz há 80 anos atrás e é um conhecido recolector e investigador da Cultura Popular Alentejana, muito em especial de Bonecos e Olaria de Estremoz, Arte Pastoril, Arte Conventual e Cerâmica Vidrada de Redondo.

Hernâni Matos teve o privilégio de conhecer e interactuar com os artesãos cujos trabalhos integram a presente exposição e pelos quais nutriu e nutre uma incomensurável estima e admiração pelo seu saber-fazer. Daí não ser de estranhar que se tenha sentido motivado a reunir um conjunto de trabalhos desses artesãos a partir do “ano maravilhoso de 1983”, o qual indubitavelmente constituiu “o alfa e o ómega” da divulgação do saber-fazer dos nossos artesãos.

Os trabalhos expostos são registos de memória providos das marcas identitárias dos seus criadores. Para além disso são também memórias guardadas pelo respigador que agora as partilha com o público.

Da parte do coleccionador é claramente assumida a intenção de homenagear os artesãos que corresponderam à sua sensibilidade, ao seu gosto pessoal e que lhe aqueceram a alma, levando-o a adquirir trabalhos seus ao longo dos anos.

O certame ficará patente ao público até ao próximo dia 6 de Setembro.

Hernâni Matos

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