Integrada no Programa das
Comemorações do Centenário da Elevação de Estremoz a Cidade, terá lugar pelas
16 horas do próximo dia 16 de Maio, na Sala de Exposições Temporárias do Museu
Municipal de Estremoz Prof. Joaquim Vermelho, a inauguração da exposição de
artesanato estremocense ARTES DO VAGAR / COLECÇÃO HERNÂNI MATOS.
Na mostra estará patente ao
público uma selecção de 123 trabalhos pertencentes ao acervo pessoal de
artesanato estremocense do Professor Hernâni Matos.
As obras expostas são da autoria
de 10 artesãos: José Carrilho Troncho (1910-2003), Joana Simões (1912-2011),
Joaquina Simões (1914-2005), Natália Simões (1924-2012), Manuel António
Capelins (1924-1974), Roberto Carreiras (1930-2017), Joaquim Carriço Rolo
(1935-2023), Guilhermina Maldonado (1937-2019), Teresa Serol Gomes (1952-1988)
e Miguel Serol Gomes (1957 - ).
Trata-se de artesãos naturais do
concelho de Estremoz ou que aqui se fixaram e que aqui produziram, os quais na
sua esmagadora maioria participaram em várias edições da saudosa Feira de Arte
Popular e Artesanato do Concelho de Estremoz, iniciada em 1983 no Rossio
Marquês de Pombal.
Os trabalhos expostos
distribuem-se por duas grandes áreas: - ARTE PASTORIL (Trabalhos em madeira e
em chifre); - ARTE CONVENTUAL (Papel recortado, Pintura judaica e Registos e
maquinetas).
A exposição tem por objectivos: -
Comemorar o Centenário da Elevação de Estremoz a Cidade; - Realçar as artes do
vagar como reflexos identitários, pilares fundamentais na construção da memória
colectiva; - Homenagear o saber-fazer de mestres artesãos locais do passado nos
domínios da Arte Pastoril e da Arte Conventual; - Divulgar trabalhos de
excelência de artesãos locais naqueles domínios.
Hernâni Matos nasceu em Estremoz
há 80 anos atrás e é um conhecido recolector e investigador da Cultura Popular
Alentejana, muito em especial de Bonecos e Olaria de Estremoz, Arte Pastoril,
Arte Conventual e Cerâmica Vidrada de Redondo.
Hernâni Matos teve o privilégio
de conhecer e interactuar com os artesãos cujos trabalhos integram a presente
exposição e pelos quais nutriu e nutre uma incomensurável estima e admiração
pelo seu saber-fazer. Daí não ser de estranhar que se tenha sentido motivado a
reunir um conjunto de trabalhos desses artesãos a partir do “ano maravilhoso de
1983”, o qual indubitavelmente constituiu “o alfa e o ómega” da divulgação do
saber-fazer dos nossos artesãos.
Os trabalhos expostos são
registos de memória providos das marcas identitárias dos seus criadores. Para
além disso são também memórias guardadas pelo respigador que agora as partilha
com o público.
Da parte do coleccionador é
claramente assumida a intenção de homenagear os artesãos que corresponderam à
sua sensibilidade, ao seu gosto pessoal e que lhe aqueceram a alma, levando-o a
adquirir trabalhos seus ao longo dos anos.
O certame ficará patente ao
público até ao próximo dia 6 de Setembro.

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