domingo, 8 de dezembro de 2013

A todas as Mulheres do Mundo...

Camponesa. Manuel Ribeiro de Pavia (1910-1957).


                                     ...mas em especial à Gina Ferro,
                                                   pelo privilégio da sua amizade.

As mulheres são nossas mães, nossas filhas, nossas companheiras, nossas amantes, nossas cúmplices, o bálsamo para os maus momentos, a nossa inspiração para a ode triunfal e o estímulo para a vitória.
Com elas apanhamos bebedeiras de azul, quando não gostam de vinho.
E fartos de azul, por elas bebemos vinho, até dizer basta!
Com elas e por elas, lutamos por amanhãs que não sabemos quando vêm, mas que temos a certeza inabalável que hão de vir.
A elas nos agarramos quando sentimos que estamos a mergulhar no abismo.
Delas gostamos do carinho, do amor e do sexo-porto de abrigo.
Nelas nos fundimos e com elas fazemos filhos, erguemos projectos e por vezes engendramos mudanças de paradigma.
Com elas nos derretemos em sangue, sémen, suor e lágrimas, com gemidos e ais, punhos erguidos e bandeiras vermelhas, raiva incontida que nos vem de baixo e que desfraldamos ao vento, porque somos insurrectos. É um direito que nos assiste!
Para além de sustentarem metade do céu sobre os seus ombros, as mulheres são a metade que nos falta, que nos dá força e que nos faz vacilar, qual travão que adocica o motor.
E mais não digo…

12 comentários:

  1. Mais não fdisse,mas disse tudo e de que forma maravilhosa.
    Bem haja,
    Costa-Pereira.
    Feliz e Santo Natal.

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  2. E já disse muito .............gostei

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    1. Manuela:
      Eu disse o que sei que sei dizer, Porque me está à flor da pele e na massa do sangue. Eu digo sempre o que tenho para dizer, porque sou solar, leónico e Hernâni Matos. De resto, a minha amiga já sabe que eu nunca me rendo, mesmo de fato e gravata.
      Um beijinho para si e um abraço para o Fidalgo.

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  3. Mas eu digo!!! Mulheres que adoram a segurança que os teus abraços transmitem, o amor que os teus lábios sussurram, os olhos (sem falar eles dizem tudo o que queremos ouvir) evidenciam uma emoção que contagia quem sabe o que dizem, e teu corpo junto ao meu é como que um bálsamo para todos os males de que padeço... a saudade que sinto do amor e do desejo de ser tua...e de seres meu para sempre.

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    1. É certo que António Gedeão na sua “Pedra Filosofal” proclamou que “(…) o sonho comanda a vida, (…)”. Porém, “Tudo tem o seu tempo determinado (…).” [Eclesiastes (3:1)]. Igualmente o nosso adagiário ensina-nos que: “Cada coisa tem o seu tempo.” e duma forma sábia conclui que “Com tempo tudo se cura.”.

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  4. Parabéns e obrigada, por esta brilhante ode às mulheres...gostava de ter competências musicais para "colocar " em sinfonia todas as belíssimas palavras com que nos brindou
    Conceição

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    1. Conceição:
      Obrigado pelo seu comentário.
      Como sabe eu tenho as palavras à flor da pele.

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  5. Um texto belíssimo e profundo. Gostei mesmo muito.....
    Parabéns
    Mercedes Santos Almeida

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    1. Mercedes:
      Obrigado pelo seu comentário.
      Volte sempre ao meu blogue, que eu sou sempre igual a mim próprio.
      Os meus cumprimentos.

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  6. Só hoje li e quero agradecer as suas belas palavras. Fiquei encantada e com certeza todas as minhas companheiras mulheres também acham esta música uma delícia para os ouvidos!!

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    1. Madalena:
      Obrigado pelo seu comentário.
      As palavras traduzem a essência do que nos está na massa do sangue.

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