quinta-feira, 17 de março de 2016

45 - Mulher a passar a ferro - 1

Mulher a passar a ferro (Anos 30 do séc. XX).
Ana das Peles [Ana Rita da Silva (1870-1945)].
Colecção particular.

Uma tarefa doméstica
Fruto da sua utilização ou de lavagem, os tecidos de peças de roupa de vestuário, cama, cozinha, banho ou decoração, ficam enxovalhados e criam rugas, vincos ou pregas, o que é inestético. Daí que haja necessidade de os pôr macios e de os alisar. É a chamada operação de “passar a ferro”, a qual utiliza um utensílio chamado “ferro”, também conhecido por “ferro de passar” ou “ferro de engomar”. Na Europa, é no séc. XIV que surge a passagem a quente com ferros maciços, forjados artesanalmente por ferreiros. No séc. XV popularizam-se os ferros maciços fundidos, que são aquecidos em estufas a carvão ou nas placas de aquecimento de fogões a lenha. No séc. XVIII são correntes os ferros ocos a carvão e os ferros ocos com cunha de aquecimento interno, cujo uso se prolonga até ao séc. XX ou seja até à vulgarização dos chamados “ferros eléctricos”.
A passagem a ferro é feita sobre uma superfície horizontal dura e adequada que pode ser dum suporte não especializado como uma mesa ou uma camilha, ou um suporte especializado como a chamada “tábua de passar a ferro”.
Em meados do séc. XX existia ainda o hábito de determinadas peças de roupa, tais como punhos, colarinhos e peitilhos de camisas, após lavagem serem metidos em água com goma e depois de secarem, serem alisados por passagem a ferro. O termo “engomar” passou então a designar a operação que consistia em meter em goma, peças de roupa, que posteriormente eram alisadas com um ferro quente. A mulher que engomava a roupa era conhecida por “engomadeira” e à acção de engomar chamava-se “engomadura”. Aquilo que se engomava dizia-se “engomado”. Por extensão de linguagem, passou a designar-se por “engomado”, qualquer tecido ou peça de roupa que tenha sido passada a ferro.
Nas casas mais ricas havia uma divisão própria para engomar, a qual era conhecida por “quarto dos engomados”.
Literatura portuguesa
A nível de prosa, a referência literária mais antiga que conheço relativa a “passar a ferro” e termos relacionados, é de 1862 e aparece no romance “Coisas Espantosas”, de Camilo Castelo Branco: - ENGOMMAR: Francico Valdez dirigindo-se ao duque, diz: “Minha filha Mathilde é a providencia da casa. Como foi educada no collegio inglez, aprendeu a cozinhar, e tomou a si o encargo da magra panella; as outras meninas cuidam do mais serviço, que pouco é; umas lavam em alguidares, e outras engommam. Graças ao céo, nenhuma se queixa.”; - ENGOMMADEIRA: No livro, relativamente à personagem Carolina, é referido que: “(…) outras, menos generosas em promettimentos, deram-lhe que fazer trabalhos de costura grossa, e obra de engommadeira. Carolina aprimorou-se n'este trabalho, e conseguiu alcançar fama de excellente engommadeira.”.


quarta-feira, 9 de março de 2016

Auto dos pombos promíscuos


Rapariga com pombos (1728).
Antoine Pesne (1683-1757).
Óleo sobre tela (76 x 61 cm).
Gemäldegalerie, Dresden.

Tudo indica que o teatro de cordel se tenha instalado com armas e bagagens na nossa urbe transtagana. Desta feita, é o “Auto dos pombos promíscuos” que está a constituir um autêntico êxito popular. A acção decorre há dois séculos atrás, na praça defronte à Casa das Leis. Aí se divisam os personagens do auto, em número de quatro e que passamos de imediato a descrever:
- CARIZ: Jurisconsulto local. De porte imponente, bigodudo e sempre impecavelmente vestido. Tem ar solene e desloca-se na rua, em passo cadenciado, como quem vai em procissão. Por motivos de natureza profissional, vê-se obrigado a deslocar entre zonas da malha urbana, massacradas pelos indesejáveis pombos aí aquartelados. Mora junto ao Palácio Rocha, tem escritório junto do Convento dos Desregrados e frequenta a Casa das Leis, contígua à rua da Paróquia.
- MISÉRIAS: Septuagenário reformado, antigo assalariado rural que já foi pau para toda a obra. Joga ao chinquilho com os companheiros no Rossio Rustiquês Tribal. De vez em quando, descansa num banco. Aí recebe a visita dos pombos, que lhe fazem companhia e aos quais distribui miolos de pão.
- LELO: Descansador nato, cansado das maçadas da vida, é frequentador da Casa das Leis, onde tem lugar certo no poial da entrada. Ali passa o tempo, sentado, apanhando banhos de sol e tirando umas fumaças.
- VALENTINA: Mulher robusta, de pelo na venta, habituada a lutar pelos seus direitos e por tudo aquilo em que acredita. Pragueja contra aqueles que considera serem responsáveis pelos problemas que a atormentam.
O auto consta de uma cena única, fácil de ser resumida. Cariz sai do seu escritório e surpreende Misérias a dar de comer aos pombos. Desde logo o adverte de que está a violar a legislação vigente, relativa a animais vadios. Acrescenta ainda que, apesar de o Regedor e os meirinhos fazerem vista grossa da lei, esta é para cumprir, doa a quem doer. Após ter deixado Misérias a sentir-se ainda mais pequenino, despede-se com um proverbial “Fique com Deus”. Dirige-se então para a Casa das Leis. À porta desta, Valentina dialoga com Lelo, o qual mostra um ar bastante aborrecido. Este, após ser questionado pelo causídico, confessa que um pombo daqueles avantajados, lhe acaba de fazer um monumental presente nas costas. Nessa altura, Valentina intervém, dizendo que está solidária com Lelo. Também ela vive com o coração nas mãos, sempre que tem roupa a corar ou a secar. Daí que declare a Cariz, que a sorte dos pombos, é ela não voar, senão já os tinha feito em fanicos. Segundo ela, o Regedor não quer saber. Acha que ele e os pombos se tratam por tu e que são unha com carne. Cariz diz estar solidário com ambos, pois no Verão passado viu um belo casaco de linho de primeira, ser bombardeado pelos malditos columbídeos. Desde então que aquela veste só tem serventia para limpar as botas de caça. Daí que Cariz tenha assumido, desde logo, o compromisso de ir falar com o Regedor, alegando que ele tem de aprender a torcer o bigode. Segundo ele, os pombos vivem à tripa forra, a gozar com as pessoas de bem e isso não pode continuar. Despede-se seguidamente dos seus comparsas de infortúnio, com o habitual “Fiquem com Deus”. Estes respondem em uníssono, com um sentido “Obrigado, Senhor Doutor. Deus lhe pague, que a gente anda em crise”.
EPÍLOGO
Qualquer semelhança com a realidade local é mera coincidência, visto que o auto reflecte uma realidade de há duzentos anos atrás.

quarta-feira, 2 de março de 2016

44 – Fuga para o Egipto - 5


Fuga para o Egipto. Oficinas de Estremoz. Finais do séc. XIX –
- princípios do séc. XX. Museu Municipal de Estremoz.

LER AINDA:

Foi Camões que proclamou: “Todo o mundo é composto de mudança, / Tomando sempre novas qualidades. (…)”. A esta máxima acrescento a firme convicção de que “Nada acaba no fim”, tema que animou a última sessão do “Correntes d'Escritas”, um encontro anual de escritores de expressão ibérica que em Fevereiro passado, decorreu na Póvoa de Varzim, minha cidade adoptiva. Vem isto a propósito de, em crónica antecedente, ter dito não ter conhecimento de nenhum exemplar do figurado de Estremoz, de produção local, anterior aos começados a executar por Ana das Peles e Mariano da Conceição, nos anos 30 do séc. XX, na Escola Industrial António Augusto Gonçalves, sob a orientação do Director, o escultor José Maria de Sá Lemos. Acontece que não é assim, já que o Museu Municipal de Estremoz tem no seu acervo e presentemente em exposição, um exemplar cuja presença ali, revoga aquilo que disse então. Trata-se de uma peça das oficinas de Estremoz dos finais do séc. XIX – princípios do séc. XX, a qual reúne, montadas numa única base, as figuras do episódio bíblico de que venho falando. Para além do que já foi dito em crónica precedente, a propósito da interpretação de Mariano da Conceição e pondo de parte, pormenores de decoração, há que referir certas particularidades. A base, sensivelmente rectangular e com os vértices adoçados, não ostenta qualquer marca de autor. São José enverga um manto que lhe protege também a cabeça, à maneira de capuz. A mutilação do braço direito não deixa antever se originariamente empunharia ou não, um bordão encimado por um lírio branco, um dos atributos de São José. Quanto a Nossa Senhora, monta uma burrinha que marcha para o lado esquerdo do observador, à semelhança do que viria a fazer Mariano da Conceição e ao contrário do que faria Ana das Peles e mais tarde, o seu discípulo José Moreira.
A imagem de que venho falando, foi doada ao Museu Municipal de Estremoz em 2002, por Isabel Maria Osório de Sande Taborda Nunes de Oliveira, ex-Vereadora do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Estremoz. Pertencia à Casa da Horta Primeira, onde vivia sua tia, Maria Palmira Osório de Castro Sande Meneses e Vasconcellos Alcaide (1910-1992), grande poetisa estremocense, conhecida por Maria de Santa Isabel, casada com Roberto Augusto Carmelo Alcaide (1903-1979), comerciante, dramaturgo e caricaturista, irmão de Tomaz de Aquino Carmelo Alcaide (1901-1967), tenor lírico de projecção internacional.
A imagem era utilizada por Maria Palmira na montagem do Presépio, através do qual, ciclicamente era evocado naquela Casa, o nascimento de Jesus. A Poetisa sentia na alma a magia irradiada pelos bonecos de Estremoz e deles fala no seu livro “Flor de Esteva” (1948), no poema “Bonecos de Estremoz”: “Bonequinhos de barro de Estremoz! / Floridas cantarinhas! Primaveras! / Figuras dum presépio de quimeras! / Quem foi que lhes deu vida no meu sonho? / Eterna fantasia cor de luz, / Milagre suavíssimo, risonho, / Do Menino Jesus…/(…)”
A nível local, existem também representações eruditas da “Fuga para o Egipto”, que não podem deixar de ser aqui referidas. Uma delas está pintada na porta direita da maquineta do Presépio da Misericórdia de Estremoz. A maquineta, de pau-santo, acomoda um presépio em barro policromado, atribuído às oficinas de Machado de Castro e de António Ferreira. A outra, figura num painel de azulejos, fabrico de Lisboa, do segundo terço do século XVIII, que se encontra na parede da Igreja dos Mártires, do lado da epístola.

Hernâni Matos
Publicado inicialmente em 2 de Março de 2016 
 

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Auto da Calçada Proscrita


Estremoz (1928).
Paulino Montês (1897-1988).
Pintura a pastel sobre papel (32,2 x 24,8 cm).
Museu de José Malhoa, Caldas da Rainha.


Este é o título de uma peça de teatro de cordel que está a constituir um autêntico êxito popular na nossa urbe transtagana. O enredo desenrola-se há dois séculos atrás, no largo fronteiro à Casa das Leis. Aí se encontram os 4 personagens do auto, assim caracterizados:
- Vasco: Seco de carnes, enérgico, voluntarioso, permanentemente mobilizado para a intervenção cívica. Ávido de justiça social, procura despertar consciências. É o arauto dos novos tempos.
- lérias: Balofo, avesso à mudança, senhor das suas conveniências, procura não levantar cabelo, para levar a água ao seu moinho e poder chegar a brasa à sua sardinha.
- Mofina: Avantajada, sem papas na língua. Quando fala até a terra treme. Predisposta a praguejar contra a injustiça social. É aquilo a que se chama uma mulher de armas.
- FERNÃo: Não pára em ramo verde e está quase sempre em movimento de um lado para o outro. Gosta de ouvir o povo, que vê nele o mensageiro da comunidade e o cronista de serviço.
Vejamos um resumo da cena única do auto. Fernão junta-se a Vasco, Lérias e Mofina, que se encontram em animada conversa, frente à Casa das Leis. Ao chegar, toma conhecimento que Vasco organizou uma Petição a entregar ao Regedor, visando a regularização da calçada da Rua da Paróquia, que apresenta covas acentuadas e se encontra parcialmente descalcetada há mais de um ano. A Petição tem o assentimento de Mofina e o desacordo de Lérias, que não ligam tal como o azeite com o vinagre.
Graças ao esforço de Vasco, a Petição já foi subscrita por muitos moradores e frequentadores da Rua da Paróquia. Deles destacamos: Júlia florista, Jorge estalajadeiro, Milenas que empresta dinheiro a juros, Tiras carniceiro, Faladeira das roupas, todo o pessoal da Tapanisca, Baltazar do Crédito Agrário, Pipeta boticário e Tagarela Ourives, bem como pelo Zé Tretas e pelo sargento Patacão e ainda, reparem bem, pelo cónego Ribeiro.
Entusiasmado pela defesa da causa nobre em que se empenhou, Vasco proclama:
- A luta continua, até o Regedor arranjar a rua!
 Mofina, fora de si, porque já torceu o pé numa cova paroquial, grita amotinada:
- O Regedor não pode continuar a fazer ouvidos de mercador! Basta! Basta! Pim!
Fernão, consciente dos seus deveres como cronista independente, promete dar eco daqueles brados, no jornal onde cronista é.
O auto termina sem se antever o desfecho do enredo.
EPÍLOGO
Qualquer semelhança com a realidade local é mera coincidência, visto que o auto reflecte uma realidade de há duzentos anos atrás.



segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

43 – Fuga para o Egipto - 4


Nossa Senhora a Cavalo (Anos 30 do séc. XX). Ana das Peles (1869-1945).

No Museu Nacional de Etnologia existe um exemplar de Nossa Senhora a Cavalo, identificada como sendo de Ana das Peles e de data anterior à que já descrevi, já que a barrista faleceu em 1945. Nele é de realçar que a burrinha marcha para o lado direito do observador e Nossa Senhora está virada para o lado direito da asinina e com as costas viradas em sentido oposto (NSAC – tipo 2).
Quase todos os barristas posteriores compõem Nossa Senhora a Cavalo como o fez Mariano da Conceição (NSAC – Tipo 1). Exceptua-se José Moreira, discípulo de Ana das Peles, que produziu exemplares de Nossa Senhora a Cavalo, quer do tipo 1 como do tipo 2, como nos mostra a colecção Hernâni Matos.
Liberdade da Conceição, talvez por uma questão de afecto, executava as suas figuras à semelhança das de seu marido, Mariano da Conceição. Porém, nos anos 80 do séc. XX, resolve adicionar adereços na composição da Fuga para o Egipto. Assim, a cabeça de São José está rematada por um disco dourado com raios incisos, configurando um resplandor espetado com um arame na cabeça. Por sua vez, Nossa Senhora encontra-se adornada por uma coroa também dourada. Vejamos a razão de ser de tais adornos.
Comecemos pelo resplandor. De acordo com a religião católica, os seres gloriosos emanam luz espiritual ou “aura”, que é um símbolo divino de santidade. Trata-se de um vestígio do culto solar materializado por uma ”auréola” em torno da cabeça e dos corpos, simbolizando a glória para o ser na sua totalidade. Em pintura e escultura, a auréola, resplandor ou resplendor é um disco de raios de metal ou um aro metálico, geralmente dourado, colocado na cabeça das imagens de Cristo e por extensão da Virgem Maria, dos Anjos, dos Santos e dos Mártires.
Vejamos agora a coroa. A intensa devoção dos católicos por Maria, mãe de Jesus, levou-os a atribuir-Lhe inúmeros títulos, entre os quais o de "Rainha do Céu", que remonta ao século XII e que nessa qualidade é invocada doze vezes: Rainha dos Anjos, dos Patriarcas, dos Profetas, dos Apóstolos, dos Confessores, das Virgens, dos Mártires, de Todos os Santos, do Santíssimo Rosário, da Paz, Concebida sem Pecado Original e Levada aos Céus. Ora, a coroa como ornamento que cinge a cabeça, é símbolo de soberania, de nobreza, de dignidade e de glória. A sua forma circular traduz a perfeição e a participação da natureza celeste. A coroa une, através da coroada, o que está acima e abaixo dela: Deus e os homens.
Anteriormente a Liberdade da Conceição, no figurado de Estremoz, o resplandor emergia apenas das cabeças de Santo António e de São João Batista e a coroa da cabeça de Nossa Senhora da Conceição.
A inovação de Liberdade, não foi seguida nem sua filha Marisa Luísa, nem por sua cunhada Sabina. Por sua vez, as Irmãs Flores começaram por confeccionar a Fuga para o Egipto, tal como o fazia Sabina da Conceição, de quem são discípulas. Todavia acabaram por seguir a inovação introduzida por Liberdade, facto a que não será estranho o interesse manifestado pelo público, habituado a reconhecer o resplandor e a coroa como atributos de santidade, que são parte integrante das imagens religiosas veneradas nas Igrejas.

Publicado inicialmente em 22 de Fevereiro de 2016

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Autos vários


Pormenor de "São Mateus o Evangelista", miniatura das "Grandes Horas de
Ana da Bretanha"  (1503-1508), da autoria de Jean Bourdichon  (1457-1521),
pertencente ao acervo  da Biblioteca Nacional de França, Paris.

Auto de Natal (Blogue: 23-12-2020)

Auto das damas dos girassóis (Blogue: 29-11-2020)
Auto dos ganchos de meia (Blogue: 24-11-2020)

Auto do desconfinamento de Santo António (Blogue: 13-06-2020)

Auto dos barristas falecidos (Jornal E nº 167 - 21-12-2016)

Auto das beldroegas (Jornal E nº 162 - 20-10-2016)

Auto do arraial de Santo António (Jornal E nº 157 - 14-07-2016)

Auto do Convento de São Francisco (Jornal E nº 156 - 30-06-2016)

Auto das esplanadas andantes (Jornal E nº 155 - 16-06-2016)

Auto da Feira (Jornal E nº 154 - 02-06-2016)

Auto de Fé  (Jornal E nº 153 - 19-05-2016)

Auto dos caixotões falantes (Jornal E nº 152 - 05-05-2016)

Auto das placas malfadadas (Jornal E nº 151 - 21-04-2016)

Auto do trânsito mal parado (Jornal E nº 150 - 07-04-2016)

Auto da calçada reposta (Jornal E nº 149 - 24-03-2016)

Auto dos pombos promíscuos (Jornal E nº 148 - 10-03-2016)

Auto da calçada proscrita (Jornal E nº 147 - 25-02-2016)


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Afinal não era Ministro!


Um amigo alentejano descobriu no Facebook uma fotografia, onde eu, todo encadernado de fato e gravata, discurso num púlpito, tendo atrás a bandeira de Portugal e a da União Europeia. Lançou-me então a pergunta:
- Muito bem, amigo Hernâni. Qual o tema ? E onde?
Não fosse ele pensar que era eu no Parlamento Europeu, a pedir dinheiro emprestado para a banca portuguesa, lá dei a resposta a que ele tinha direito.
- Em 2005, na Fundação Portuguesa das Comunicações, em Lisboa, na qualidade de Presidente da Associação Nacional de Jornalistas e Escritores Filatélicos – ANJEF, na apresentação da obra em 2 volumes “Os Correios Portugueses entre 1853-1900. Carimbos Nominativos e Dados Postais e Etimológicos”, da autoria do Presidente da Federação Portuguesa de Filatelia – FPF, Pedro Marçal Vaz Pereira.
Entretanto, outro amigo, conhecido e emérito radialista estremocense, de verbo fácil e piada sempre na ponta da língua, resolveu lançar uma bisca:
- Qual é a pasta deste Sr. Ministro?
A resposta imediata, proporcional ao gracejo foi esta:
- Usa o cabelo à escovinha e não tem pasta no cabelo.