quarta-feira, 7 de maio de 2014

Companheiros de estrada

Passeio de domingo no Bosque de  Boulogne (1899)
Henri Evenepoel (1872–1899)
Óleo sobre tela (190 × 300 cm)
Musée des Beaux-Arts de Liège 

É bem conhecida a minha postura perante o mundo e a vida, bem como a capacidade de trilhar caminhos com quem pensa de maneira distinta da minha. São aqueles a quem chamo os companheiros de estrada. Naturalmente que aquilo que consigo caminhar com cada um deles é diferente, porque eles são diferentes entre si e ninguém pode impor passos a outro.
Sou um homem livre, sem peias nem albardas no pensamento. Não sigo cartilhas, sejam elas da Rua da Palma, da Soeiro Pereira Gomes, do Largo do Rato, da Rua de S. Caetano ou do Largo do Caldas. Sou um franco-atirador, como gosto de dizer. Prezo muito a amizade e lidar com pessoas com carácter. São factores que para mim, valem mais que quaisquer interesses político-partidários e não se veja aqui da minha parte qualquer formulação axiomática contra os partidos, os quais considero pilares da democracia. Veja-se sim a importância que atribuo à amizade e ao carácter das pessoas. Para mim, a palavra é sagrada e os compromissos assumidos devem ser respeitados. Não se pode fazer como alguns miúdos que quando estão a perder, mudam as regras do jogo. Isso é falta de carácter e ao proceder assim, quem o faz perde credibilidade e fiabilidade em acordos futuros. Quando um companheiro de estrada me impõe passos que eu não queria dar, termina o companheirismo de estrada. Sabem porquê? Gato escaldado, de água fria tem medo”.