quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

Mais esgrafitos no Outeiro?

 

Chaminé do prédio com os nºs 2 e 4 da Travessa do Outeiro, em Estremoz. São visíveis
3 peças oláricas, incrustadas na chaminé e pintadas de branco.

Imóvel de Interesse Municipal
No passado dia 22 de Outubro, a convite do meu amigo Nuno Ramalho, fui observar e fotografar a fachada da casa dos seus pais, localizada nos números 24 e 25 do Largo do Outeiro, em Estremoz. O registo da observação efectuada, permitiu-me interpretar a decoração apotropaica aí patente, trabalho de decifração que foi divulgado nos nºs 299 e 300 do Jornal E. A descoberta e o trabalho de decifração realizados, despertaram o interesse do Município, que solicitou aos correspondentes Serviços, a elaboração de uma proposta de classificação do edifício como Imóvel de Interesse Municipal. Uma tal proposta será submetida a discussão e votação numa próxima reunião do Executivo Municipal. O edifício ficará então com protecção legal que assegurará a preservação do esgrafito recentemente descoberto. Entretanto, no passado dia 24 de Novembro, uma responsável da Direcção Regional de Cultura do Alentejo, deslocou-se a Estremoz para se inteirar da descoberta e fotografar o local.

Não há uma sem duas
Na mesma altura e por sugestão de Nuno Ramalho, fotografei igualmente a chaminé do prédio com os nºs 2 e 4 da Travessa do Outeiro, contíguo pelo lado direito, ao prédio com os nºs 24 e 25 do Largo do Outeiro. A observação da chaminé revelou a existência daquilo que configura ser a incrustação de três recipientes para transporte de líquidos, dois iguais situados ao mesmo nível e outro diferente, situado no eixo central e vertical da chaminé, mas num nível inferior ao dos outros dois. A superfície daquilo que parecem ser recipientes de barro está pintada de branco, tal como o resto da chaminé.
Segundo Nuno Ramalho, trata-se de bilhas de barro, cuja superfície revelava a cor natural deste material, mas que há cerca de 20 anos foram pintadas conjuntamente com a chaminé. Nessa mesma altura, conforme refere, foram também pintados dois anjos esgrafitados na chaminé, virados um para o outro e que seguravam nas mãos as duas vasilhas de barro, situadas no nível superior. Na parte debaixo da chaminé, junto ao recipiente de barro inferior, também haveria vestígios de esgrafitos, cuja natureza não conseguiu precisar. De acordo com ele, tudo tinha sido posto a descoberto pela inclemência do tempo, até que que o proprietário do prédio, o mandou pintar novamente.
Admito que aquilo que Nuno Ramalho diz, possa ser verificado na própria chaminé, a qual a meu ver merecia um estudo mais aprofundado, nomeadamente através da iniciativa de remoção cuidadosa de camadas de pintura, até surgirem os referidos esgrafitos.
A meu ver, devemos estar em presença de outra decoração apotropaica de inspiração cristã. Vejamos porquê.
De acordo com a tradição bíblica e a fé cristã, Deus criou os Anjos da guarda, aos quais é confiada individualmente cada pessoa ao nascer, protegendo-a do mal até onde Deus o determine: “Eis que eu envio um anjo diante de ti, para que te guarde pelo caminho, e te leve ao lugar que te tenho preparado” (Êxodo 23:20).
De acordo com a minha interpretação, na presente decoração apotropaica de inspiração cristã e de época desconhecida, na óptica da crença vigente, os anjos da guarda asseguravam a protecção divina daquela casa, decerto casa de oleiro e/ou olaria e seus moradores e/ou artífices. Tudo estaria, assim, protegido de espíritos malignos que pretendessem entrar pela chaminé, ainda que as portas e janelas estivessem bem fechadas.

Não há duas sem três
As inúmeras indicações e referências que vou recolhendo aqui e ali, parecem fornecer pistas que me levam a crer que os esgrafitos do Largo do Outeiro e da Travessa do Outeiro, possam não ser os únicos por aquelas bandas. São dúvidas que formulo e que só poderão ser respondidas através duma investigação sistemática e profunda a realizar no local, o que exige meios técnicos e materiais, cuja disponibilidade está sempre condicionada pelos meios financeiros e pela oportunidade da sua disponibilização. De qualquer modo, esta é uma reflexão que se impunha e que aqui registo para memória futura.

Publicado no jornal E, nº 301, de 07 de Dezembro de 2022

segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

5.º Aniversário do Boneco de Estremoz como Património da Humanidade

 


Transcrito com a devida vénia de
newsletter do Município de Estremoz,
de 5 de Dezembro de 2022

No próximo dia 7 de dezembro o Município de Estremoz celebra o 5.º aniversário da inscrição do Figurado em Barro de Estremoz na Lista Representativa de Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Estremoz.

Do programa destacamos as seguintes atividades:

- 18:00 - Cerimónia de Celebração do V Aniversário da Inscrição da Produção de Figurado em Barro de Estremoz na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade (UNESCO), com as intervenções de:
  • Hugo Alexandre Nunes Guerreiro - Coordenador técnico da candidatura e responsável pelo Plano de Salvaguarda
  • José Daniel Pena Sádio - Presidente da Câmara Municipal de Estremoz
- 18:20 - Entrega de diplomas de certificação a barristas, pela A. CERTIFICA, Lda;
  • Fátima Estróia
  • Inocência Lopes
- 18:25 - Cerimónia de fundação da "Confraria do Boneco de Estremoz", com as intervenções de:
  • Hugo Alexandre Nunes Guerreiro, Meirinho das Cortes: apresentação dos Estatutos e Usos e Costumes
  • Paulo Azenha, estilista e designer do Trajo da "Confraria": apresentação do trajo da "Confraria" (via Zoom)
  • Pedro Calhordas, designer: apresentação do logotipo da "Confraria"
  • Alexandre Correia, Grão-Mestre da Confraria: apresentação da "Confraria"
  • José Daniel Pena Sádio, Presidente da Câmara Municipal de Estremoz
- 19:30 - I Jantar dos fundadores da "Confraria" e amigos;

- 21:30 - Concerto da Banda Sinfónica da PSP de Angariação de Fundos para a CERCI Estremoz, integrado nestas comemorações, no Teatro Bernardim Ribeiro.


sexta-feira, 25 de novembro de 2022

Câmara Municipal de Estremoz propõe classificação da decoração apotropaica descoberta no Largo do Outeiro

 


LER AINDA

No princípio do mês de Outubro foi posta a descoberto na fachada duma casa do Largo do Outeiro, em Estremoz, a parte residual de uma decoração apotropaica primitiva, datada do séc. XVII, a qual, em data desconhecida do séc. XVIII, foi mutilada para permitir a abertura de uma janela no local onde antes existiu uma chaminé. A decoração apotropaica agora descoberta, é seguramente a mais antiga do Alentejo.
A interpretação da mesma pelo professor Hernâni Matos, levou-o a concluir estar-se em presença de uma representação simbólica de índole cristã, a qual visava invocar a protecção do Poder Divino de Deus para afastar espíritos perversos ou danosos e proteger aquela casa de todos os males. Uma tal interpretação permitiu a extrapolação da decoração apotropaica residual, numa perspectiva de reconstituição do aspecto que a mesma teria antes de ser mutilada, tendo sido criada a respectiva imagem gráfica.
A descoberta foi tema dos dois anteriores números do Jornal E’, apresentado e analisado pelo referido professor Hernâni Matos, colaborador deste Jornal.
Chegado o momento de passar a palavra às entidades públicas com responsabilidade na matéria, o E’ quis saber, junto da Câmara Municipal de Estremoz e da Direção Regional de Cultura do Alentejo qual a importância que dão a esta descoberta arqueológica, quais as medidas que pretendem tomar no sentido de conservar e salvaguardar aquele património cultural do séc. XVII, qual a divulgação para efeitos do turismo, nomeadamente do turismo religioso que entendem merecer.
Ao E’ o Presidente da Câmara Municipal de Estremoz fez saber que o município “está a trabalhar para que numa próxima reunião de Câmara se possa apresentar a classificação do edifício como de “imóvel de interesse municipal”, de acordo com a lei 107/2003, de 8 de setembro”. Segundo o autarca, “o objetivo será o de acrescentar uma proteção legal para preservação do esgrafito descoberto, dado que o mesmo já se encontra salvaguardado, pois o referido imóvel está enquadrado na Zona Especial de Proteção do recinto muralhado de Estremoz”, acrescentando que as demais questões colocadas “carecem de maior aprofundamento e análise”.

Publicado no nº 300 do jornal E, de 24 de Novembro de 2011

quarta-feira, 23 de novembro de 2022

Porta Nova era, Porta Nova ficou

 

ESTREMOZ – Largo do General Graça, cerca de 1900. Bilhete-postal ilustrado, edição de
Faustino António Martins, Lisboa. Chapa fotográfica nº 1206. O local foi designado por
Largo da Porta Nova até 1891, ano a partir do qual passou a ser identificado como Largo
General Graça, topónimo que se manteve até 1911, ano em que foi renomeado como
Largo da República.

Mudam os nomes, mas o local continua
Em Estremoz, o actual Largo da República já se chamou Largo General Graça e antes disso Largo da Porta Nova. Quando e porquê ocorreram tais mudanças de nomes? É uma pergunta a que procurarei dar resposta na presente crónica.

Primórdios da Porta Nova
1492 – No fundo da Santa Casa da Misericórdia de Estremoz, depositado no Arquivo Municipal da cidade, existe entre outros, o Livro de Tombo nº 9, contendo as cópias dos termos originais do livro pequeno de pergaminho com o nº 8 e dele transcrito em 30 de Outubro de 1687. Na folha 9, desse livro pequeno de pergaminho, com data de 12 de Novembro de 1492, constava a carta de aforamento que a Confraria da Misericórdia fez a João Bailhão, carpinteiro, de uns lagares que estavam nos arrabaldes das covas (local que viria a ser designado por Terreiro das Covas), à Porta Nova.
Aquela que parece ser a ocorrência mais antiga do topónimo Porta Nova, corresponde ao ano de 1492, no decurso do reinado de D. João II (1481-1495), que tomou a iniciativa de criar novas muralhas que protegessem as localidades fronteiriças das incursões dos espanhóis. O mesmo se havia já passado no reinado de D. Fernando I (1367-1383). Presume-se que a designação Porta Nova, tenha tido origem numa porta aberta nas muralhas então construídas num daqueles reinados, a qual seria a porta mais recente no conjunto de todas as muralhas existentes naquela época. A expansão da vila terá exigido o derrube dessas muralhas mais recentes, mantendo-se, todavia, o topónimo Porta Nova.
1610 – A Irmandade da Misericórdia, instalada na Igreja de São Miguel (ou do Anjo da Guarda) desde 1534, de acordo com alvará de Filipe II, datado de 6 de Fevereiro de 1610, transfere-se para um edifício existente no Terreiro da Porta Nova, actualmente ocupado pela Sociedade Recreativa Popular Estremocense e pela Sociedade Filarmónica Artística Estremocense.
1648 - Devido á falta de pão que havia na vila, foi eleito Manuel Martins Prioste morador da mesma, para ir à cidade de Lisboa comprar 600 mil reis de trigo, que se obrigava a trazer á Porta Nova para ser vendido á ordem do juiz de fora e dos vereadores (Acta da Sessão da Câmara - 23 de Março de 1648).
1689 - Referência à existência de açougues na Porta Nova (Acta da Sessão da Câmara - 29 de Janeiro de 1689).
1766 - É mandada arrematar a venda da pólvora a Francisco Ferreira, tendeiro, morador á Porta Nova (Acta da Sessão da Câmara – 26 de Fevereiro de 1766).
1885 – A Porta Nova está referenciada na planta da vila, executada em 1855 por Frederico Perry Vidal.
1859 - A Rua da Porta Nova consta da Relação dos bairros, ruas, calçadas, terreiros, travessas e largos da vila de Estremoz que compõem a freguesia de Santo André.

Porta Nova com dragonas de General
1891 - É aprovada por unanimidade a proposta do vereador Domingos Joaquim da Silva para que ao Largo da Porta Nova se dê o nome de Largo General Graça, como forma de reconhecimento e homenagem pelos serviços prestados ao concelho pelo General Manuel Vicente Graça, enquanto Director das Obras Públicas do Distrito de Évora (Acta da Sessão da Câmara – 4 de Março de 1891).

E viva a República!
1911 - Foi deliberado que o Largo General Graça passe a ser denominado Largo da República e que o Largo de D. José I, passe a denominar-se Largo de General Graça (Acta da Sessão da Câmara – 13 de Setembro de 1911).
Com a queda da Monarquia a 5 de Outubro de 1910, tornava-se necessária a afirmação do novo regime. Daí que a nível local tenham ocorrido alterações toponímicas. Entre elas, a aqui referida e que só ocorre após a aprovação da nova Constituição pela Assembleia Constituinte, em 21 de Agosto desse ano.

O peso da tradição oral
A Sociedade Recreativa Popular Estremocense, situada no Largo da República e fundada em 1887, anteriormente à aprovação da designação Largo General Graça (1891), continua a ser popularmente designada como Sociedade da Porta Nova ou simplesmente Porta Nova, o que é revelador do peso da tradição oral. O povo continua a reconhecer-se no topónimo primitivo e inicial, de índole topográfica. Nem um general monárquico nem a República, o fazem esquecer. De resto, a mesma tradição oral regista os provérbios: "O povo é quem mais ordena" e "A voz do povo, é a voz de Deus".

Agradecimentos
Esta crónica não teria sido possível sem o apoio documental do Arquivo Municipal de Estremoz, a quem compete a salvaguarda, valorização e divulgação do espólio documental concelhio, o qual retrata a vida e a história da comunidade e está ao seu serviço.
O Arquivo Municipal de Estremoz conta com uma valiosa equipa de “formiguinhas” que dedicadamente trabalham na sombra, afastadas das luzes da ribalta, assegurando que ele possa cumprir a missão que lhe está atribuída. BEM HAJAM, FORMIGUINHAS!

Publicado no nº 300 do jornal E, de 24 de Novembro de 2011

quarta-feira, 16 de novembro de 2022

Irmãs Flores recebem louvor da Câmara Municipal de Estremoz

 

Fotografia de Bruno Oliveira e Maria Manuela Restivo, recolhida com a devida vénia
no blogue ARTE POPULAR PORTUGUESA  (http://www.artepopularportuguesa.org/ )

Em reunião ordinária da Câmara Municipal de Estremoz, realizada a 16 de novembro de 2022, foi aprovada por unanimidade, após a sua apresentação pela Vice-presidente do Município de Estremoz, Sónia Caldeira, a seguinte:

Proposta de atribuição de Louvor ás Irmãs Flores
"As barristas denominadas por "Irmãs Flores”, Maria Inácia Fonseca, nascida em São Bento do Ameixial no ano de 1957 e Perpetua Fonseca, nascida na mesma freguesia um ano depois, celebraram 50 anos de carreira no passado dia 15 de novembro.
Maria Inácia Fonseca teve o primeiro contacto com os Bonecos de Estremoz a 15 de novembro de 1972, através da artesã Sabina Santos, em cuja oficina, sita na
Brito Capelo, entrou também como colaboradora a sua irmã Perpétua, três anos depois, com o objetivo de pintar peças realizadas pela Mestra.
Na oficina de Sabina Santos ganharam o gosto pela arte bonequeira e aprenderam os fundamentos basilares de modelação, cozedura e pintura, os quais ainda hoje seguem com particular gosto.
Montaram oficina própria em 1987/88, tendo-se mudado da sua antiga oficina sita na Rua das Meiras em 1999, para o Largo da República, dispondo aí de um espaço comercial e oficina.
Desde muito cedo decidiram enveredar pelo caminho da salvaguarda da tradição na modelação e estética do figurado. As portas da sua oficina estão sempre abertas a pedidos de entrevistas, programas de televisão, grupos de estudantes, turistas e a todos aqueles que querem conhecer esta arte que está hoje inscrita na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade.
As Irmãs Flores têm o seu trabalho exposto em diversos museus nacionais e internacionais, figurando ainda nas principais coleções nacionais, deixando descendência no seu sobrinho Ricardo Fonseca.
O Município de Estremoz, pelo trabalho desenvolvido pelas Irmãs Flores em prol desta arte identitária local, que é hoje pertença de toda a Humanidade, quer com esta proposta de atribuição de Louvor, expressar-lhes reconhecimento e gratidão pelos seus 50 anos de dedicação efetiva ao Boneco de Estremoz, pelo apuro técnico e estético do seu trabalho e pela disponibilidade que sempre demonstraram na salvaguarda e valorização desta arte multisecular.”

Como coleccionador e investigador dos Bonecos de Estremoz, considero que se tratou de um oportuno louvor de reconhecimento do mérito da actividade das Irmãs Flores, o qual aplaudo e subscrevo, porque justo e merecido.

Irmãs Flores completam 50 anos de carreira



Transcrito com a devida vénia de
newsletter do Município de Estremoz,
de 15 de Novembro de 2022


O Município de Estremoz felicita no dia de hoje as Barristas Irmãs Flores pelos seus 50 anos de carreira.
As duas irmãs, Maria Inácia Fonseca e Perpétua Fonseca nasceram em São Bento do Ameixial em 1957 e 1958, respetivamente. No dia 15 de novembro de 1972 começaram a trabalhar na oficina da Mestre Sabina Santos como tarefeiras para pintar as peças modeladas por esta. Aqui tomaram gosto pela arte bonequeira e aprenderam as técnicas básicas de modelação, cozedura e pintura, as quais ainda hoje seguem.
Montaram oficina própria entre 1987/88 e desde então têm participado em inúmeras exposições e feiras de artesanato de norte a sul do país, levando mais longe o nome do Boneco de Estremoz. Têm tido, desta forma, um papel muito importante na divulgação e valorização desta arte.
É de realçar a sua participação e disponibilidade para a colaboração em projetos, sejam eles de caráter educativo, de investigação ou de promoção do Boneco.
Entendendo a importância da candidatura da Produção do Figurado em Barro de Estremoz a Património Cultural Imaterial da Humanidade, disponibilizaram-se desde o início a apoiar e colaborar na iniciativa. Também conscientes do grande problema que é a salvaguarda desta arte têm-se preocupado com a sua transmissão, tendo já passado o seu saber-fazer e formado Ricardo Fonseca como seu seguidor assegurando desta forma que a sua oficina deixa sementes para o futuro. Tal como a Mestra Sabina Santos um dia fez com elas.
O Município de Estremoz apresenta o seu reconhecimento e gratidão para com estas barristas que dedicaram os últimos 50 anos da sua vida a produzir esta arte secular, com apuro técnico e respeito pela técnica e estética tradicionais do Figurado de Estremoz