sábado, 11 de abril de 2020

Bonecos de Estremoz: Miguel Gomes e Célia Freitas


Miguel Gomes (1957-  ) e Célia Freitas (1966-  ).

Miguel Gomes (1957- ) e Célia Freitas (1966- ): Miguel Joaquim Serol Gomes é natural da freguesia de Rio de Moinhos, concelho de Borba, onde nasceu em 1957. Com o seu pai Manuel António Capelins, que se viria a fixar em Estremoz na freguesia de Santa Maria, aprendeu a confeccionar artefactos de arte pastoril. Sua mulher, Célia Maria Costa Freitas nasceu em Estremoz em 1966. Só depois de se casar começa a executar o mesmo tipo de artefactos que o seu marido Miguel Gomes. O interesse manifestado por Célia Freitas na modelação do barro, aliado a algumas condicionantes de natureza pessoal, estiveram na origem de o casal, a partir de 1986, se dedicar apenas à modelação de Bonecos, o que fizeram em grande parte por autoformação. Participaram desde sempre na FIAPE em Estremoz e na Feira Nacional de Artesanato em Vila do Conde. Motivos de natureza pessoal levaram-nos a transferir a sua oficina, primeiro para Elvas e depois para Monte Gordo, onde residem na actualidade. O seu “Atelier Memórias e Tradições”, situa-se na Rua Pedro Álvares Cabral, nº 30, loja 1. Aqui comercializam os seus Bonecos. Em Estremoz fazem-no na loja “Artesanato José Saruga”, no Rossio Marquês de Pombal, 98 A, assim como no Artesanato Santo André, na Rua da Misericórdia, 2.


Hortelão no mercado de Estremoz (Homenagem a Isaurindo Figueiredo).
Miguel Gomes (1957-  ). Recolhido com a devida vénia da página do
Facebook "A Horta do Ti Henrique".

Namoro no poço. Miguel Gomes (1957-   ) e Célia Freitas (1966-  ).

O Amor é Cego. Miguel Gomes (1957-   ) e Célia Freitas (1966-  ).

sábado, 4 de abril de 2020

Poesia Portuguesa - 097



Salgueiro Maia
Manuel Alegre (1936-  )

Ficaste na pureza inicial
do gesto que liberta e se desprende.
Havia em ti o símbolo e o sinal
havia em ti o herói que não se rende.

Outros jogaram o jogo viciado
para ti nem poder nem sua regra.
Conquistador do sonho inconquistado
havia em ti o herói que não se integra.

Por isso ficarás como quem vem
dar outro rosto ao rosto da cidade.
Diz-se o teu nome e sais de Santarém

trazendo a espada e a flor da liberdade. 

Manuel Alegre (1936-  )

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Bonecos de Estremoz: Fátima Lopes


A barrista Fátima Lopes a ensinar os mais novos a trabalhar com a roda. Actividade
incluída na iniciativa  “VIRVER MUSEUS - SEMANA DOS MUSEUS EM ESTREMOZ”. Fotografia
de Maio de 2008, recolhida com a devida vénia no blogue do Museu Municipal de Estremoz.

Em 2017, Fátima Alves Lopes (1974- ), natural de São Bento do Cortiço, ceramista e formadora certificada, realiza uma breve incursão na feitura de Bonecos de Estremoz, tendo produzido um número diminuto de exemplares e tipos, os quais comercializou na FIAPE e no Museu Municipal de Estremoz.


Senhora de pézinhos.

Senhora a servir o chá.

domingo, 29 de março de 2020

Bonecos de Estremoz: Paulo Cardoso


Paulo Cardoso (1968- ) na actualidade.
Fotografia recolhida com a devida vénia no Facebook do ex-barrista.


Nos anos 80-90 do séc. XX, Paulo Jorge Menino de Ouro Cardoso (1968- ), que foi oleiro na Olaria Alfacinha, manufacturou Bonecos após aprendizagem com Quirina Alice Marmelo. A comercialização dos mesmos era feita na loja “Artesanato Isabel”, na Rua da Frandina, n.º 8, em Estremoz.
Actualmente é industrial de restauração, em Évora.

Hernâni Matos

Pastor.

Bailadeira grande.

Bailadeira grande.

quinta-feira, 26 de março de 2020

Bonecos de Estremoz: Jorge Carrapiço


Jorge Carrapiço (1968-   ), barrista e músico.

LER AINDA

Jorge Manuel Garrido Carrapiço (1968- ) nasceu a 29 de Agosto de 1968 na freguesia Santo André, do concelho de Estremoz. Filho legítimo de Júlio dos Prazeres Carrapiço, de 32 anos, pintor de construção civil, natural da freguesia de Santo André no concelho de Estremoz e de Gertrudes Maria Carrapiço, de 33 anos, doméstica, natural da freguesia de São Bento do Mato no concelho de Arraiolos.
Frequentou o 2º ano do Curso Preparatório e cedo começou a trabalhar como pintor de construção civil. Na actualidade é funcionário do produtor de vinhos “Quinta do Carmo”, em Estremoz.
Aprendeu a modelar o barro, não só com o seu vizinho e pintor de construção civil, Óscar Cavaco, mas também com o seu professor de Trabalhos Manuais, Aníbal Falcato Alves. A sua motivação na modelação do barro entroncará, porventura, no facto de ser bisneto de Ana das Peles, de quem sempre ouviu a família falar.
Modela nas horas vagas numa arrecadação da sua residência, situada na Travessa do Outeiro nº 6, em Estremoz. Coze em mufla eléctrica localizada noutra divisão da sua casa. Tem manufacturado figuras, umas à maneira de Estremoz e outras não. Tem participado em exposições de presépios, promovidas anualmente pelo Museu Municipal de Estremoz.

 Mulher dos carneiros

  Mulher das galinhas

 Mulher dos perús

Mulher a lavar a roupa.

Mulher a passar a ferro.

Mulher das castanhas.

Senhora de pézinhos.

Senhora ao toucador.

Primavera de arco.

Bailadeira grande.
 Bailadeira pequena

 Galo na árvore

 Galo no disco.

terça-feira, 24 de março de 2020

Bonecos de Estremoz: Isabel Pires


Isabel Pires (1955-  ).

Maria Isabel Dias Catarrilhas Pires (1955- ) é natural de Vila Boim (Elvas) e radicou-se em Estremoz nos anos 80 do séc. XX, visto o seu marido ser funcionário da Pousada da Rainha Santa Isabel. Começou a modelar o barro em 1986 por auto-aprendizagem e com alguma orientação de Quirina Alice Marmelo. Inspirou-se nos modelos expostos no Museu Municipal de Estremoz, mas conferindo ao seu trabalho um cunho muito pessoal. Dá um tratamento naturalista às suas figuras, fruto da importância que concede aos pormenores na execução das mesmas. Nesse sentido distancia-se do estilo tradicional de Estremoz. A sua oficina situa-se na sua residência, situada na Rua Nossa Senhora do Carmo lote n.º 37, Bairro da Salsinha, em Estremoz, local onde comercializa os seus Bonecos. Estes são também vendidos na loja “Artesanato José Saruga”, no Rossio Marquês de Pombal, 98 A, bem como no Artesanato Santo André, na Rua da Misericórdia, 2, em Estremoz. Tem participado na FIAPE e em exposições individuais e colectivas organizadas pelo Museu Municipal de Estremoz. Em 2018 participou na Feira de Artesanato em Pendik, Istambul, na Turquia.

Publicado inicialmente em 24 de Março de 2020

 Berço do Menino Jesus - 1.

 Berço do Menino Jesus - 2.

 Presépio de 3 figuras.

  Presépio.

  Presépio de trono.

  Reis Magos.

  Presépio alentejano.

 Última Ceia.

  Santo António.

  São João Baptista.

 São Miguel.

 Rainha Santa Isabel.

Pastor e ceifeira.

 Coqueira.

 Grupo de alentejanos e alentejanas.

 Grupo de cante alentejano.

 Casal de velhotes.

 Jogo do pião.

  Grupo de "Amor é cego".

 Reis negros.

 Cantarinhas e pucarinhos.

 Galo (assobio).

 Pombas no arco (assobio).

 Primavera (assobio).

quinta-feira, 19 de março de 2020

Aos devotos de São Roque


Gravura de São Roque mandada imprimir pela Irmandade. "S. Roque. Advogado
contra a peste q'se venera na sua Igr.ª e Caza da Miz.ª desta Corte. Anno 1800".
Água-forte, 1800. IMSRL.

Estou numa aflição. Não pela pandemia, mas pela sequela açambarcadora que lhe segue as pegadas.
Na terra onde vivo, o papel higiénico e o álcool sanitário desapareceram sem deixar rasto.
Resisto na minha trincheira, municiado apenas com quatro rolos de papel higiénico e um frasco com algumas pingas de álcool. Aqui reside a minha aflição. É que utilizo diariamente o álcool sanitário como remate do barbear matinal, bem como anti-séptico epidérmico em caso de corte ou picadela de insecto.
Decerto haverá alguém com excesso de álcool a rezar a São Roque para que este lhe conceda a graça de lhe arranjar papel higiénico que lhe permita assear-se após as obrigações fecais, ainda que tenha que abrir mão de parte do álcool que açambarcou.
São Roque decerto que ouvirá as suas preces, pelo que poderá informar que eu estou disponível para trocar um frasco de álcool sanitário por quatro rolos de papel higiénico. Assim poderei continuar a barbear-me diariamente sem correr o risco de ser confundido com um taliban. Poderei também continuar a assear-me após os alívios fecais, substituindo o papel higiénico por folhas de um jornal cujo nome não digo, já que é sobejamente conhecido.

Estremoz, 17 de Março de 2020


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