quarta-feira, 10 de outubro de 2012

O Outono na Bíblia Sagrada


Alegoria ao Outono (c. 1740). Painel de azulejos que faz parte do conjunto das “Quatro Estações”,
situado na Quinta das Carrafouchas, Loures.

São múltiplas as referências bíblicas ao Outono:
- Eu dar-vos-ei chuva no seu tempo: chuvas de Outono e de Primavera. Deste modo, poderás recolher o teu trigo, o teu vinho novo e o teu azeite. (Deuteronómio 11,14)
- Pudesse eu reviver os dias do meu Outono, quando Deus era íntimo na minha tenda, (Jó 29,4)
- Quem armazena no Outono é prudente; quem dorme no tempo da colheita cobre-se de vergonha. (Provérbios 10,5)
- No Outono o preguiçoso não lavra, e na colheita vai procurar e nada encontra. (Provérbios 20,4)
- Não pensaram: "Vamos temer a Javé nosso Deus, que nos dá a chuva do Outono e da Primavera no tempo certo; e ainda estabeleceu as semanas certas para a colheita". (Jeremias 5,24)
- Alegrai-vos, filhos de Sião, e rejubilai em Javé, vosso Deus. Pois Ele mandou no devido tempo as chuvas do Outono e fez cair chuvas abundantes: as chuvas do Outono e da Primavera, como antigamente. (Joel 2,23)
- Irmãos, sede pacientes até à vinda do Senhor. Vede como o agricultor espera pacientemente o fruto precioso da terra, até receber a chuva do Outono e da Primavera. (São Tiago 5,7)
- São eles que participam descaradamente nas vossas refeições fraternas, apascentando-se a si mesmos com irreverência. São como nuvens sem água, levadas pelo vento, ou como árvores no fim do Outono que não dão fruto, duas vezes mortas e arrancadas pela raiz. (São Judas 1,12)

Publicado inicialmente a 10 de Outubro de 2012

Alegoria ao Outono (c. 1876). Painel de azulejos de Luís Ferreira,
o Ferreira das Tabuletas (1807-?). Cervejaria da Trindade, Lisboa.

Alegoria ao Outono (1922). Painel de azulejos, estilo Arte Nova,
do edifício das “Quatro Estações”, situado na Rua Manuel
Firmino, n.ºs 47 e 49, Aveiro.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Big-Bang

BIG BANG
Imagem recolhida em ONE MIND - ONE ENERGY
 
O Homem e com ele a Mulher, são dois vectores distintos e algumas vezes divergentes na procura incessante de construção dum Mundo melhor.
Para o materialismo dialéctico será a luta de contrários que os anima, que eventualmente, permitirá consumar uma síntese dialéctica.
Pela minha parte tenho dúvidas que seja assim, como tenho dúvidas da existência, não só de Deus, como também do Big-Bang.
Fóssil sobrevivente dum paradigma que encarno e assumo, recuso a render-me.
Já tive a minha batalha de Maratona e a minha Aljubarrota caseira.
O meu posto é aqui. A minha dúvida é cartesiana, não é pirrónica.
Parafraseando o ateniense Sócrates, apenas posso clamar “Só sei que nada sei”.


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Sócrates, filósofo.


SOCRATES PHILOSOPHORUM FONS (SÓCRATES FONTE DOS FILÓSOFOS)
Esta a inscrição latina que encima o painel de azulejos barrocos joaninos (1744-1749) da Aula de Filosofia Grega do Colégio do Espírito Santo, inaugurado em 1553. Actualmente é a sala 119 da Universidade de Évora. Sócrates ocupa o eixo central da composição, numa clara alusão ao papel fundamental que desempenhou na tradição filosófica grega. A seu lado, o discípulo Platão e grupos de ouvintes discutindo.

Sócrates (470 a.C.-399 a.C) foi um filósofo ateniense que em determinado momento da sua vida terá começado a interessar-se sobre o conhecimento de si próprio e do homem em geral, o que o leva a proclamar a célebre máxima: “Só sei que nada sei”.
Em torno de si gravita um grupo de discípulos e amigos, dos quais sobressai Platão (428/427 a.C. - 348/347 a.C.).
Depois de uma vida inteira votada a questionar os seus concidadãos, em obediência a uma voz interior (daimon), é acusado de corromper a juventude ateniense com a sua filosofia moral, contrária à religião e às leis da cidade.
Condenado por um tribunal a beber cicuta, morre numa prisão em Atenas, rodeado de amigos e discípulos.
Aquele que disse “O verdadeiro conhecimento vem de dentro” é considerado o pai da Filosofia Grega.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Bandeira portuguesa desrespeitada


No tempo da outra Senhora eu fui educado no respeito por valores que devem ser intemporais, como é o caso de símbolos pátrios, como o Hino e a Bandeira, sejam eles monárquicos ou republicanos. Independentemente do regime, os símbolos pátrios são isso mesmo.
Decorridos 60 anos, esses valores continuam perenes na minha alma. Por isso não posso admitir que nas cerimónias oficiais do 5 de Outubro de 2012, a nossa bandeira tenha sido hasteada ao contrário. Daí a minha repulsa pelo que aconteceu hoje. Face ao que aconteceu e utilizando uma linguagem restaraucionista, eu proclamo:
- O Miguel de Vasconcelos de hoje é o Passos Coelho. A Duquesa de Mântua é o resto do (des)Governo.
- E nós? Nós somos os conjurados da hora que passa. O 1640 de ontem, é o 2012 de hoje. A diferença é que não temos os espanhóis a espezinharmos, mas a troika e o (des)Governo que está a seu soldo. É legítima, a indignação que agita as redes sociais:
“Que vergonha, nem a nossa bandeira são capazes de honrar e respeitar. Em tempos de guerra, bandeira hasteada ao contrário significa que o território foi tomado pelo inimigo, e foi o que aconteceu: o inimigo está no poder.”
- Chegou a altura de dizer basta! É preciso pôr na rua, esta canalha que não taxa o capital e não suprime as gorduras do estado, apenas ataca nos seus direitos democráticos, por via dos impostos, os trabalhadores, os pensionistas e a classe média.
- FORA COM ESTA CANALHA!
Eles violaram o Código Penal, mais precisamente o “Artigo 332.º - Ultraje de símbolos nacionais e regionais:
1 - Quem publicamente, por palavras, gestos ou divulgação de escrito, ou por outro meio de comunicação com o público, ultrajar a República, a Bandeira ou o Hino Nacionais, as armas ou emblemas da soberania portuguesa, ou faltar ao respeito que lhes é devido, é punido com pena de prisão até dois anos ou com pena de multa até 240 dias.
2 - Se os factos descritos no número anterior forem praticados contra as Regiões Autónomas, as Bandeiras ou Hinos Regionais, ou os emblemas da respectiva autonomia, o agente é punido com pena de prisão até um ano ou com pena de multa até 120 dias.”
- FORA COM ESTA CANALHA!


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Outubro, mês das colheitas tardias


OUTUBRO - Iluminura (10,8x14 cm) do “Livro de Horas de D. Manuel I (1517-1551), 
manuscrito com iluminuras atribuídas a António  de Holanda,  conservado no Museu
 Nacional  de Arte Antiga. Pintura a têmpera e ouro sobre pergaminho.

Outubro tem 31 dias e é o décimo mês dos calendários gregoriano e juliano e a sua designação provém do latim october (de octo, oito), uma vez que era o oitavo mês do calendário romano. Nos países europeus que seguem a hora de Verão, é no último domingo de Outubro que se passa à hora de Inverno, regressando à hora normal do fuso horário. Em certos países do hemisfério sul, esse mesmo domingo é o da passagem à hora de Verão.
O mês de Outubro é vulgarmente associado ao Outono no hemisfério norte e à Primavera no hemisfério sul, onde é o equivalente sazonal para Abril no hemisfério norte e vice-versa.
Nos anos comuns, Janeiro começa no mesmo dia da semana que Outubro, mas em anos bissextos, nenhum outro mês começa no mesmo dia da semana que Outubro. Em anos comuns, Outubro termina no mesmo dia da semana que Janeiro e Fevereiro.
Outubro é o mês das colheitas tardias, em particular de maçãs e de glandes. É neste mês que se começa a colher a azeitona. É também o mês dos rituais bruxos.
Os Signos do Zodíaco que correspondem ao mês de Outubro são:
- Libra (23 de Setembro e 22 de Outubro).
- Escorpião (23 de Outubro a 21 de Novembro).
A pedra zodiacal de Outubro é a opala.
Como noutros meses há datas especiais a assinalar em Outubro. Temos Dias Internacionais:
- Dia 1 - Dia Internacional da Música.
- Dia 1 - Dia Internacional do Idoso.
- Dia 5 - Dia Internacional do Professor.
- Dia 9 - Dia Mundial do Correio .
- Dia 16 - Dia Mundial da Alimentação.
- Dia 17 - Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza.
- Dia 24 - Dia das Nações Unidas.
- Dia 24 - Dia Mundial da Informação sobre o Desenvolvimento.
- 1ª segunda-feira de Outubro - Dia Mundial do Habitat.
- 2ª quarta-feira de Outubro - Dia Internacional da Prevenção das Catástrofes Naturais.
Temos ainda datas patrióticas:
- 5 de Outubro (1143) - Data da independência de Portugal e de início da dinastia afonsina. Nela foi celebrado o Tratado de Zamora, diploma resultante da conferência de paz entre D. Afonso Henriques e seu primo, Afonso VII de Leão e Castela.
- 5 de Outubro (1910) - Derrube da Monarquia e implantação da República Portuguesa, que cerca das 10 horas da manhã é proclamada nos Paços do Concelho de Lisboa. As instituições e símbolos monárquicos (Rei, Cortes, Bandeira Monárquica e Hino da Carta) são proscritos e substituídos pelas instituições e símbolos republicanos (Presidente da República, Congresso da República, Bandeira Republicana e A Portuguesa), o mesmo se passando com a moeda e as fórmulas de franquia postais.
No calendário Mariano, Nossa Senhora, Mãe de Deus, é honrada com muitos e muitos títulos e festejada ao longo do ano. No mês de Outubro temos:
- Dia 7 – Dia de Nossa Senhora do Rosário.
- Dia 8 – Dia de Nossa Senhora do Parto. Fia da Imaculada Conceição.
- Dia 12 – Dia de Nossa Senhora da Conceição Aparecida.
Na religião católica, Outubro é considerado o mês de Mês do Rosário e das Missões.

Publicado inicialmente a 1 de Outubro de 2012

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Manifesto da cor


Imagem de Pedro Madeira (ARTBOX).

Desde sempre as cores traduziram estados de espírito, paixões e emoções. Por isso, os arautos do marketing político e os fazedores de opinião, à semelhança dos estilistas da lusitana praça, que o conúbio com o poder mais ou menos (des)coberto se encarrega de mediatizar, impingem-nos determinadas cores, que é ponto assente terem determinado significado e até mesmo funções específicas de condicionamento psicológico.
Circula a ideia de que:
- O azul simboliza a segurança, a lealdade, a tranquilidade e a honestidade;
- O cor-de-laranja simboliza o movimento, a espontaneidade, a tolerância e a gentileza;
- O cor-de-rosa simboliza a beleza, a saúde, a sensualidade e o romantismo;
- O vermelho simboliza a paixão, a conquista, o orgulho, a força, a coragem, a agressividade e a liderança.
Todavia, por experiência própria com reflexos naturais nas marcas do corpo, da alma e da carteira, já estamos fartos do azul, do cor-de-laranja e do cor-de-rosa, já que foram eles que nos conduziram aos becos esconsos onde nos encontramos, ainda que contra a própria vontade.
Há que encontrar uma saída!
Daqui para a frente, o que nós queremos é vermelho! Passou ele a ser a cor da esperança gorada pelas outras cores.
- Viva o vermelho! Viva!
- Abaixo as outras cores! Pim!

sábado, 22 de setembro de 2012

Acordai

Fotografia de Manuel Vicente recolhida em www.ionline.pt

"Acordai", “canção heróica” com letra de José Gomes Ferreira e música de Fernando Lopes Graça foi cantada ontem por manifestantes, junto ao Palácio de Belém, no decurso da reunião do Conselho de Estado.
A iniciativa, promovida pelas cantoras líricas Ana Maria Pinto e Mónica Monteiro e pela professora de música Sofia Cosme, foi convocada através das redes sociais e tinha como objectivo funcionar como apelo à consciência colectiva. É a seguinte a letra da canção:

Acordai
acordai
homens que dormis
a embalar a dor
dos silêncios vis
vinde no clamor
das almas viris
arrancar a flor
que dorme na raíz

Acordai
acordai
raios e tufões
que dormis no ar
e nas multidões
vinde incendiar
de astros e canções
as pedras do mar
o mundo e os corações

Acordai
acendei
de almas e de sóis
este mar sem cais
nem luz de faróis
e acordai depois
das lutas finais
os nossos heróis
que dormem nos covais
Acordai!

Aqui fica o registo e o aplauso por uma postura cívica que se subscreve.