quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Manifesto da cor

Imagem de Pedro Madeira (ARTBOX).

Desde sempre as cores traduziram estados de espírito, paixões e emoções. Por isso, os arautos do marketing político e os fazedores de opinião, à semelhança dos estilistas da lusitana praça, que o conúbio com o poder mais ou menos (des)coberto se encarrega de mediatizar, impingem-nos determinadas cores, que é ponto assente terem determinado significado e até mesmo funções específicas de condicionamento psicológico.
Circula a ideia de que:
- O azul simboliza a segurança, a lealdade, a tranquilidade e a honestidade;
- O cor-de-laranja simboliza o movimento, a espontaneidade, a tolerância e a gentileza;
- O cor-de-rosa simboliza a beleza, a saúde, a sensualidade e o romantismo;
- O vermelho simboliza a paixão, a conquista, o orgulho, a força, a coragem, a agressividade e a liderança.
Todavia, por experiência própria com reflexos naturais nas marcas do corpo, da alma e da carteira, já estamos fartos do azul, do cor-de-laranja e do cor-de-rosa, já que foram eles que nos conduziram aos becos esconsos onde nos encontramos, ainda que contra a própria vontade.
Há que encontrar uma saída!
Daqui para a frente, o que nós queremos é vermelho! Passou ele a ser a cor da esperança gorada pelas outras cores.
- Viva o vermelho! Viva!
- Abaixo as outras cores! Pim!