sexta-feira, 8 de maio de 2015

Arte pastoril alentejana


Colher (Dimensões: 31 x 8,5 cm; Peso: 82 g)Executada em 1974 em pau de bucho,
levou 35 horas a ser confeccionada e custou na época, 350$00, o que corresponde
hoje a 53,6 €. Colecção particular.

Tão certo como o Alentejo não ter sombra, senão a que vem do céu, é que sem sombra de dúvida, a arte pastoril alentejana é uma das mais ricas e expressivas manifestações de arte popular portuguesa.
Com uma simples navalha, ora se escava a madeira em baixo ou alto-relevo, ora se borda artística filigrana que nos faz lembrar o ouro minhoto. O motivo é fruto do imaginário do artista popular e tem sempre um significado expresso na pauta, muitas vezes de madeira, mas também de cortiça e de chifre, tal como um virtuoso violinista que com o seu preciso arco, faz vibrar as tensas cordas do seu violino. A sinfonia é a mesma. A peça executada tem sempre uma função para a qual foi concebida e executada: a de poder ser utilizada ou como forma de expressar a paixão nutrida pela mulher amada ou o respeito e consideração pelo patrão que dá trabalho. São certezas ancestrais que remontam à memória dos tempos. São estados de alma e convicções profundas que registam magistralmente naquilo que a terra dá, os traços indeléveis da identidade cultural alentejana.

Publicado inicialmente em 8 de Maio de 2015

Garfo (dimensões: (24 x 3,5 cm; Peso: 26 g).  Executado em 1973 em pau de
bucho. Em 1985 era vendido por 2000$00, o que corresponde hoje a 112,5 €.
Colecção particular.

Bonecos de Estremoz já constam no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial

Amor é cego.
Afonso Ginja.
Colecção particular.

Transcrevo com regozijo e com a devida vénia, 
a Notícia do Município de Estremoz, nº 2066,
de 7 de Maio de 2015.
                                                                                                                                                                   
Foi publicado hoje, 7 de maio, em Diário da República, o parecer favorável da Direção-Geral do Património Cultural sobre o pedido apresentado pelo Município de Estremoz para a inscrição da «Produção de Figurado em Barro de Estremoz» no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.
A decisão da Direção-Geral do Património Cultural, tomada a 17 de dezembro de 2014, sobre o pedido de inventariação da «Produção de Figurado em Barro de Estremoz» teve por fundamento a importância de que se reveste esta manifestação do património cultural imaterial enquanto reflexo da identidade da comunidade de Estremoz em que esta tradição se pratica; a importância pela sua profundidade histórica, com origens que remontam pelo menos ao século XVII, assim como pela sua forte ancoragem social na comunidade de Estremoz; a produção e reprodução efetivas que caracterizam esta manifestação do património cultural na atualidade, não obstante as atuais ameaças expressas na dificuldade de formação de novos praticantes da tradição no âmbito da própria comunidade; a importância de que se reveste o pedido de inventariação em apreço, em virtude de ter resultado de investigação desenvolvida pelo Museu Municipal de Estremoz; e as medidas de salvaguarda e valorização preconizadas para a salvaguarda e viabilidade futura da tradição em apreço, designadamente as de âmbito patrimonial, científico e educativo.
A decisão da Direção-Geral do Património Cultural sobre o pedido de inventariação da «Produção de Figurado em Barro de Estremoz», teve ainda por fundamento a conformidade do pedido de inventariação com os requisitos definidos; a ausência de pareceres contrários à conclusão do procedimento de inventariação, quer em sede da fase de consulta direta sobre o procedimento de inventariação, quer em sede da fase de consulta pública; e o facto de que o pedido de inventariação resultou da iniciativa da comunidade no âmbito da qual se realiza a «Produção de Figurado em Barro de Estremoz», tendo em vista a valorização desta manifestação do património cultural imaterial à escala nacional.
Em resultado da conclusão do procedimento de inventariação a respetiva Ficha de Inventário é disponibilizada publicamente na página eletrónica de acesso ao Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, através do endereço web: www.matrizpci.dgpc.pt.
A inventariação da «Produção de Figurado em Barro de Estremoz» é objeto de revisão ordinária em períodos de 10 anos, sem prejuízo de revisão em período inferior sempre que sejam conhecidas alterações relevantes, sendo que qualquer interessado pode suscitar, a todo o tempo, a revisão ou a atualização do respetivo inventário.
Está assim concluído o primeiro grande objetivo do Plano de Salvaguarda e Valorização do Boneco de Estremoz, a inscrição neste inventário, situação que potencia o conhecimento desta arte, mas também será factor de promoção junto da comunidade científica de um património único no mundo. De salientar que é a primeira tradição cerâmica nacional a ser incluída neste inventário.
Brevemente o Plano terá mais ações concluídas, como a renovação museográfica do Museu Municipal (a decorrer) e a entrega da proposta de integração na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade (UNESCO).
Entretanto, desde o início da colocação em prática deste Plano, que perto de 2 mil crianças e jovens já tiveram a oportunidade de conhecer e modelar um Boneco ao modo de Estremoz, por intermédio de ações educativas realizadas no âmbito do Museu Municipal. Para a concretização destas atividades, foi adquirida uma mufla para este mesmo Museu, que potenciou a capacidade de acolhimento destas oficinas de Bonecos. Assim, através da prática, acompanhada de teoria, pretende-se criar junto dos mais novos o gosto pela arte bonequeira e potenciar o despertar de futuros (as) bonequeiros(as).                                                                                                                                       

quarta-feira, 6 de maio de 2015

25 - Os bonecos de Estremoz na literatura oral


Amazona (apito). Ana das Peles  (1870-1945)]. Colecção particular.

O núcleo tradicional do figurado de Estremoz incorpora entre outros apitos, três figuras a cavalo: Peralta a cavalo, Sargento a cavalo e Amazona. Estas imagens têm base rectangular e o apito está localizado na cauda do cavalo. Um rolo de barro foi aí colado com barbutina e depois furado com um arame grosso da base exterior do rolo para o interior, até cerca de metade do comprimento. Na parte superior do rolo foi depois efectuado outro furo, até encontrar o primeiro. Esta particularidade da manufactura dos apitos induziu a que no domínio dos ditos e ápodos colectivos, aplicados aos estremocenses, se dissesse “Têm o apito no cú” (DAVID DE MORAIS 2006). Daí que quando alguém disparava um traque, acompanhando ou não de pestilenta semeadura de fedores fecais, se dissesse: “És como os de Estremoz: tens o apito no cú” (DAVID DE MORAIS 2006). Outro dito e ápodo colectivo aplicado aos estremocenses era o de “Bonecos” (SOEIRO DE BRITO 1938) numa clara alusão à produção do figurado de Estremoz. De acordo com este autor, quando faltava qualquer coisa, costumava dizer-se. “Então o que quer que lhe faça? Quer que o mande vir de Estremoz?”
A nível de cancioneiro popular é conhecida a moda alentejana “Se eu quisesse amar bonecos”, recolhida em Reguengos de Monsaraz (POMBINHO JÚNIOR 1936):

Se eu quisesse amar bonecos,
Mandav’òs vir de ‘Stremôris,
Vergonha da minha cara
Se eu contigo tinha amôris.

Se eu contigo tinha amôris,
Se eu era o namorado,
Mandav’òs vir de ‘Stremôris,
Mandav’òs vir do Chiado!

Os exemplos apontados mostram bem como os bonecos de Estremoz estão perpetuados na literatura oral, um filão com potencial que urge explorar, para bem da cultura popular.

 BIBLIOGRAFIA
– DAVID DE MORAIS, J.A. Ditos e Ápodos Colectivos. Edições Colibri. Lisboa, 2006.
- POMBINHO JÚNIOR, J.A. Cantigas Populares Alentejanas e seu subsídio para o léxico  português. Edições Maranus. Porto, 1936.
- SOEIRO DE BRITO, J.M. Ditados Tópicos Alentejanos. Tipografia Progresso. Elvas, 1938.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

25 de Abril


 
Uma imagem de 25 de Abril de 1974, que correu mundo.

Abril trouxe-nos a Liberdade, como nos disse Sophia de Mello Breyner Andresen em “25 de Abril”: “Esta é a madrugada que eu esperava / O dia inicial inteiro e limpo / Onde emergimos da noite e do silêncio / E livres habitamos a substância do tempo”. Testemunho análogo nos deu António Simões em “25 de Abril, 1974: a primeira manhã”: “foste pranto e crime e viuvez – / que bom dizer-te: “Foste, já não és, / Abril deu liberdade a todos nós!” .Por sua vez, José Fanha em “Eu sou Português Aqui”, referiu-se à liberdade, dizendo: “Nasci / aqui / no mês de Abril /quando esqueci toda a saudade / e comecei a inventar / em cada gesto / a liberdade”. Daí a importância de comemorar Abril no exercício diário da cidadania e na defesa dos valores que lhe estão associados. Abril é quando um homem quiser e como quiser, porque Abril é plural, tal como proclamou Manuel Alegre em “Abril de Abril”: “Era um Abril na praça Abril de massas / era um Abril na rua Abril a rodos / Abril de sol que nasce para todos”.
Não existem receitas nem fórmulas mágicas para comemorar ou sentir Abril. No meu caso, Abril está-me na massa do sangue, que o transporta do coração até à flor da pele. Aqui brota com cheiro a cravos vermelhos, a papoilas, a esteva e a rosmaninho, que são plantas desta terra transtagana, que foi de Florbela, mas também de Catarina e muitos outros mais, cuja memória todos nós registamos na nossa Alma Alentejana.
Cabe-nos a missão histórica e inescapável de transmitir aos vindouros, o testemunho de Abril. Convenhamos que muitas vezes não é fácil, dado o facilitismo que se instalou na sociedade, com a crença errónea de que é desnecessário lutar por aquilo a que temos direito, já que alguns crêem que compete aos timoneiros do (des)governo de ocasião, decidir se, de facto, temos ou não direito e quando é que temos direito. Paralelamente, Abril tem sido ritualizado pelo poder que o acantona e espartilha em comemorações oficiais, repletas de pompa e circunstância, confinadas ao hemiciclo de São Bento. Mas, Abril não é isso. Abril é sair à rua como um mar de gente, em comunhão de ideais e ânsia de justiça social, como bem expressou Jorge de Sena em “Cantigas de Abril”: “Saem tanques para a rua, / sai o povo logo atrás: / estala enfim altiva e nua, / com força que não recua, / a verdade mais veraz”. A mesma ideia foi partilhada por José Carlos Ary dos Santos em “As Portas que Abril Abriu”: “Foi então que Abril abriu / as portas da claridade / e a nossa gente invadiu / a sua própria cidade”. E o povo saiu à rua, empunhando cravos vermelhos, como relatou Armindo Rodrigues, em “Portugal, cravo vermelho”: “Mal rompeu o dia novo, / logo por ruas e praças, / das cidades às aldeias, / floriram cravos vermelhos”. Porque a rua é o palco onde se julgam os algozes e se esconjuram os fantasmas do passado, tal como verbalizou José Carlos Ary dos Santos em “As Portas que Abril Abriu”: “Quando o povo desfilou / nas ruas em procissão / de novo se processou / a própria revolução”. E concluiu: “Agora que já floriu / a esperança na nossa terra / as portas que Abril abriu / nunca mais ninguém as cerra”.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Provérbios de Maio


MAIO - Iluminura do “Livro de Horas do Duque de Berry” (Século XV), manuscrito
com iluminuras dos irmãos Paul, Jean et Herman de Limbourg, conservado no
Museu Condé, em Chantilly, na França.

- A água que no Verão há-de regar, em Abril e Maio há-de ficar.
- A água, Maio a dá, Maio a leva.
- A boa cepa, Maio a deita.
- A erva, Maio a dá, Maio a leva.
- A geira de Maio vale os bois e o carro, a de Julho vale os bois e o jugo.
- A melhor cepa, Maio a deita.
- A melhor cepa, para Maio a guardes.
- A ti chova todo o ano e a mim, Abril e Maio.
- A velha, em Maio, come castanhas ao borralho.
- Abril chove para os homens e Maio para as bestas.
- Abril chuvoso e Maio ventoso fazem o ano formoso.
- Abril chuvoso, Maio ventoso e Junho amoroso, fazem um ano formoso.
- Abril e Maio, chaves do ano.
- Abril frio, pão e vinho. Maio come o trigo e Agosto bebe o vinho.
- Abril, espigar; Maio, engrandecer; Junho, ceifar; Julho, debulhar; Agosto, engravelar; Setembro, vindimar.
- Abril, queijos mil e em Maio, três ou quatro.
- Agua d'Ascensão, tira o vinho e dá o pão.
- Água de Maio e três de Abril valem por mil.
- Água de Maio, pão para todo o ano.
- Água de Maio, pão tremês, não o percas nem o dês.
- Águas de regar, de Abril e Maio hão-de ficar.
- Ainda não nasceu nem há-de nascer, quem em Maio o Sete-estrelo há-de ver.
- As favas, Maio as dá e Maio as leva.
- Boa cepa, Maio a deita.
- Borreguinho de Maio, se to pedirem, dai-o.
- Chovam trinta Maios e não chova em Junho.
- Chova-te o ano todo, mas a mim, Abril e Maio.
- Chuva da Ascensão, das palhinhas faz pão,
- Chuva de Ascensão não dá palhas nem pão.
- Chuva de Maio faz as novas ranhosas e as velhas formosas.
- Chuvas da Ascensão, bebem vinho e comem pão.
- Chuvinha da Ascensão, até da palha faz pão.
- De Maio a Abril, ainda que te pese, me hei-de rir.
- De Maio a Abril, há muito que pedir.
- De Maio a Abril, não há muito que rir.
- De Maio a Abril, pouco vai que rir.
- Deixa lenha para Maio, que a fome de Maio sempre veio e há-de vir.
- Depois de Maio, a lampreia e o sável dai-o.
- Dia de Maio, dia de má ventura, mal amanhece, logo escurece.
- Dias de Maio, dias de amargura, ainda não é dia, já é noite escura.
- Dias de Maio, dias de amargura, mal amanhece é logo noite escura.
- Diz Maio a Abril: ainda que te pese, me hei-de rir.
- Do mês de Maio o calor, de todo o ano, o valor.
- Em Abril, águas mil e em Maio, três ou quatro.
- Em Abril dorme o moço ruim e em Maio dorme o moço e o amo.
- Em Abril e Maio, moenda para todo o ano.
- Em Abril queijos mil e em Maio, três ou quatro.
- Em Abril queima a velha o carro e o carril e deixa um tição para Maio, para comer as cerejas ao borralho.
- Em Abril queima a velha o carro e o carril e o que ficou, em Maio o queimou.
- Em Abril, queijos mil e em Maio, três ou quatro.
- Em casa vazia, Maio depressa se avia.
- Em Dezembro, descansar; em Janeiro, trabalhar.
- Em Janeiro junta a perdiz ao parceiro, em Fevereiro faz um rapeiro, em Março faz o covacho, em Abril enche o covil, em Maio, pi-pi-pi para o mato.
- Em Maio a quem não tem basta-lhe o saco.
- Em Maio bonitão, come-se vinho e muito pão
- Em Maio come a velha as cerejas ao borralho e ainda guarda o canhoto para Junho.
- Em Maio, a chuvinha da Ascensão dá palhinhas e dá pão.
- Em Maio, a quem não tem basta-lhe o saco.
- Em Maio, ainda os bois estão oito dias ao ramalho.
- Em Maio, as cerejas uma a uma, leva-as o gaio; em Junho a cesto e a punho.
- Em Maio, as cerejas, come-as a velha ao borralho.
- Em Maio, até a unha do gado faz estrume.
- Em Maio, bebe o boi no rego.
- Em Maio, canta o gaio.
- Em Maio, cerejas ao borralho.
- Em Maio, chocai-o.
- Em Maio, com sono caio.
- Em Maio, come a velha a cereja ao borralho.
- Em Maio, deixa a mosca o boi e toma o asno.
- Em Maio, espetam-se as rocas e sacham-se as portas.
- Em Maio, gradai-o.
- Em Maio, há muito ceifão, mas em Junho é que se vê quem eles são.
- Em Maio, iguala o pão com o mato, a noite com o dia, o Sol com a Lua e o Manei com a Maria.
- Em Maio, já a velha aquece o palácio.
- Em Maio, lava-se com água pelo rego.
- Em Maio, nem à porta de casa saio.
- Em Maio, o calor, a todo o ano dá valor.
- Em Maio, o rafeiro é galgo.
- Em Maio, onde quer eu caio.
- Em Maio, passarinho em raio.
- Em Maio, queima-se a cereja ao borralho.
- Em Maio, vai e torna com recado.
- Em Maio, verás a água com que regarás.
- Em princípio de Maio, corre o lobo e o veado
- Entre Abril e Maio, moenda para lodo o ano.
- Enxames em Abril, mil; em Maio, apanhai-os; pelo São João, apanhai-os ou não.
- Favas, Maio as dá, Maio as leva.
- Fevereiro couveiro faz a perdiz ao poleiro; Março, três ou quatro; Abril, cheio está o covil; Maio, pio-pio pelo mato; Junho, como um punho; em Agosto as tomarás a cosso.
- Fevereiro couveiro, faz a perdiz ao poleiro; Março, três ou quatro; Abril, cheio está o covil; Maio pio, pio pelo mato.
- Fevereiro faz o rapeiro; Março põe três ou quatro; Abril enche o covil; Maio, pi-pi pelo mato.
- Fevereiro ricoqueiro, faz a perdiz ao poleiro; Março, três ou quatro; Abril, cheio está o covil; Maio, pio, pio, pelo mato; Junho, como um punho; em Agosto, as tomarás em cosso.
- Fiandeira não ficaste, pois em Maio não fiaste.
- Fraco é o Maio que não rompe uma croça.
- Fraco é o Maio que não rompe uma palhoça.
- Fraco é o Maio se o boi não bebe na pegada.
- Guarda pão para Maio, lenha para Abril e o melhor tição para o S. João.
- Guarda pão para Maio, lenha para Abril, o melhor bicão para o São João.
- Guarda para Maio o teu melhor saio.
- Janeiro geadeiro. Fevereiro aguadeiro. Março chover cada dia seu pedaço. Abril águas mil coadas por um funil. Maio pardo celeiro grado. Junho foice em punho.
- Janeiro gear. Fevereiro chover. Março encanar. Abril espigar. Maio engrandecer. Junho ceifar. Julho debulhar. Agosto engavelar. Setembro vindimar. Outubro revolver. Novembro sêmea., Dezembro nasceu Deus para nos salvar.
- Janeiro gear. Fevereiro chover. Março encanar. Abril espigar. Maio engrandecer. Junho ceifar. Julho debulhar. Agosto engavelar. Setembro vindimar. Outubro revolver. Novembro semear. Dezembro nascer.
- Janeiro geoso. Fevereiro nevoso. Março frio e ventoso. Abril chuvoso e Maio pardo, fazem um ano abundoso. Julho, debulhar. Agosto, engravelar. Julho é o mês das colheitas, Agosto o mês das festas.
- Maio alaga a fonte e passa a ponte.
- Maio às pedradas, deita por terra as searas.
- Maio chocoso e Junho claroso, fazem o ano formoso.
- Maio chocoso, ano formoso.
- Maio chuvoso ou pardo, faz pão vistoso e grado.
- Maio chuvoso torna o ano formoso
- Maio chuvoso, ano formoso.
- Maio claro e ventoso, faz o ano rendoso.
- Maio come o pão, Agosto bebe o vinho.
- Maio come o trigo, Agosto bebe o vinho.
- Maio come o trigo, Junho bebe o vinho.
- Maio couveiro não é vinhateiro.
- Maio é o mês em que canta o cuco.
- Maio engrandecer, Junho ceifar, Julho debulhar.
- Maio faz o pão e Agosto bebe o vinho que o tira do covil.
- Maio faz o pão e Agosto o milhão.
- Maio frio e Junho quente fazem o lavrador valente.
- Maio frio e Junho quente, trás o diabo no ventre.
- Maio frio e Junho quente: bom pão, vinho valente.
- Maio frio e ventoso, faz o ano formoso.
- Maio hortelão, muita parra e pouco pão.
- Maio jardineiro, enche o celeiro.
- Maio louro, mas nem muito louro e São João claro como olho-de-gato.
- Maio me molhou, Maio me enxugou.
- Maio não dá capote ao marinheiro.
- Maio não dá capote.
- Maio o deu, Maio o leva.
- Maio pardo e Junho claro podem mais que os bois e o carro.
- Maio pardo e ventoso, faz o ano formoso.
- Maio pardo e ventoso, faz o ano venturoso.
- Maio pardo, faz o ano farto.
- Maio pardo faz o lavrador honrado.
- Maio pardo, ano claro.
- Maio pardo, ano farto e ventoso, ano formoso.
- Maio pardo, ano farto.
- Maio pardo, centeio grado.
- Maio pardo, enche o saco.
- Maio pardo, faz o pão grado.
- Maio pardo, Junho claro, fazem o lavrador honrado.
- Maio pardo, Junho claro.
- Maio pardo. Junho claro, fazem pão grado.
- Maio pedrado destrói os pastos e não farta o gado.
- Maio pequenino, de flores enfeitadinho.
- Maio que não der trovoada, não dá coisa estimada.
- Maio que não rompe uma croça, não é Maio.
- Maio que seja de gota e não de mosca.
- Maio rompe uma croça.
- Maio serôdio ou temporão, espiga o grão
- Maio ventoso, ano formoso.
- Maio ventoso, ano rendoso.
- Maio venturoso, ano venturoso.
- Maio, ao princípio chuvoso e no meio pardo, enche o saco.
- Maio, cava de raio.
- Maio, come o trigo e Agosto, bebe o vinho.
- Maio, engrandecer; Junho, ceifar.
- Mal vai ao Maio se o boi não bebe na pegada.
- Março amoroso, Abril chuvoso, Maio ventoso, São João calmoso, fazem o ano formoso.
- Março amoroso, Abril ventoso e Maio remeloso, fazem o ano formoso.
- Mês de Maio, mês de má aventura, apenas anoitece é logo noite escura.
- Mês de Maio, mês das flores, mês de Maria, mês dos amores.
- Não há luar como o de Maio, mas lá virá o de Agosto que lhe dará no rosto.
- Não há Maio sem trovões, nem homem sem calções.
- O Maio me molha, o Maio me enxuga.
- Peixe de Maio, a quem vo-lo pedir dai-o.
- Pela Ascensão coalha a amêndoa e nasce o pinhão.
- Pela Ascensão nasce o pinhão.
- Por Abril dorme o moço madraceirão e por Maio, dorme o moço e o patrão.
- Por Abril, dorme o moço ruim e por Maio, dorme o moço e o amo.
- Por onde Abril e Maio passou, tudo espigou.
- Por onde Maio passou nado, tudo deixou espigado.
- Por Santo Urbão (25 de Maio), gavião na mão.
- Primeiro de Maio molhado, fruta bichada.
- Primeiro de Maio, corre o lobo e o veado.
- Quando chove na Ascensão, até as palhinhas dão pão.
- Quando em Maio arrulha a perdiz, ano feliz.
- Quando em Maio não troa, não é ano de broa.
- Quando em Maio relva, nem pão, nem erva.
- Quando Maio acha nado, deixa tudo espigado.
- Quando Maio chegar, é preciso enxofrar.
- Quando Maio chegar, quem não arou tem de arar.
- Quem em Abril não varre a eira e em Maio não rega a leira, anda todo o ano em canseira.
- Quem em Maio não merenda, aos finados se encomenda.
- Quem em Maio relva, não tem pão nem erva.
- Quem me vir e ouvir, guarde pão para Maio e lenha para Abril.
- Quem quer mal à sua vizinha, dá-lhe em Maio uma sardinha e em Agosto a vindima.
- Sardinha de Maio não vale um zangaio.
- Sáveis em Maio, maleitas todo o ano.
- Se chover em Maio, carregará el-rei o carro e em Abril, carril e entre Abril e Maio, o carril e o carro.
- Se chover entre Maio e Abril, carregará o lavrador o carro e o carril.
- Se não chover em Maio, carregará el-rei o carro e em Abril o carril e, entre Abril e Maio, o carril e o carro.
- Se não chover em Março e Abril, dará el-rei o carro e o carril por uma fogaça e um funil e a filha a quem a pedir.
- Se não chover entre Maio e Abril, dará a velha o carro e o carril, por uma fogaça e um funil e a filha a quem lha pedir.
- Se não chover entre Maio e Abril, dará el-rei o carro e o carril, por uma fogaça e a filha a quem a pedir.
- Sol de Maio e boa terra, fazem melhor gado que o pastor mais afamado.
- Tantos dias de geada terá Maio, como de nevoeiro teve Fevereiro.
- Tantos dias de geada terá Maio, quantas vezes de nevoeiro teve Janeiro.
- Tantos dias de geada terá Maio, quantos de nevoeiro teve Fevereiro.
- Trovoada de Maio depressa passa.
- Trovões em Maio, morte de padre.
- Uma água de Maio e outra de Abril, valem por mil.
- Uma água de Maio e três de Abril valem por mil.
- Vai-te embora mês de Maio, mês de pouca ventura: mal amanhece é logo noite escura.
- Vento de Março, chuva de Abril, fazem o Maio florir.
- Vinho que nasce em Maio, é para o gaio; se nasce em Abril, vai ao funil; se nasce em Março, fica no regaço.
- Viva o Maio carambola, que lá se vai jogando à bola.

Publicado inicialmente em 1 de Maio de 2015

terça-feira, 28 de abril de 2015

Efemérides de Maio (Nova versão)

31 de Maio 
A 31 de Maio de 1469 nasce El-Rei Manuel I de Portugal (1469-1521), cognominado
o “Venturoso”. No seu reinado foi descoberto o caminho marítimo para a Índia,
para  o Brasil e para as Molucas. Promulgou as Ordenações Manuelinas e autorizou
a instalação da Inquisição em Portugal. Com a prosperidade resultante do comércio,
em especial o de especiarias, realizou numerosas obras cujo estilo arquitectónico
ficou conhecido como estilo manuelino.
30 de Maio
 
A 30 de Maio de 1834, Joaquim António de Aguiar (1792-1884), apelidado
de “O Mata-Frades”, promulga uma lei que extingue “todos os conventos,
mosteiros, colégios, hospícios, e quaisquer outras casas das ordens religiosas
regulares" ficando os seus bens incorporados na Fazenda Nacional.
29 de Maio 
A 29 de Maio comemora-se o “Dia Mundial e Internacional da Energia”. CENTRAL
SOLAR FOTOVOLTAICA DA AMARELEJA (MOURA) – A maior central solar do mundo.
Ocupa uma área de 250 hectares e é constituída por 2.520 seguidores solares
“Buskil”, de tecnologia Acciona, cada um com 140 m2 de superfície (13 metros
de  comprimento por 10,8 metros de altura). Cada seguidor solar alberga 104
módulos de silício policristalino, de 170 e 180 Wp de potência, o que significa
um total de 262.080 módulos fotovoltaicos no conjunto da central solar. O
seguidores desenvolvem um movimento azimutal de 240º de volta seguindo a
parábola do sol, com uma inclinação fixa de 45º. Os seguidores solares azimutais
são dispositivos mecânicos que orientam os painéis solares perpendiculares ao sol,
desde a alvorada, a leste, até ao poente, a oeste. Com 46 MWp de potência, produz
93 milhões de kWh, energia suficiente para suprir o consumo de mais de 30 mil lares
portugueses, e evita a emissão de 89.383 toneladas anuais de CO2.
28 Maio 
A de 28 de Maio de 1926 tem lugar em Braga, um golpe militar comandado pelo
general Gomes da Costa, seguido de imediato em cidades como Porto, Lisboa,
Évora, Coimbra e Santarém. O pronunciamento militar, de cariz nacionalista e
anti-parlamentar, pôs termo à I República Portuguesa, levando à implantação da
Ditadura Militar, depois auto-denominada Ditadura Nacional e por fim transformada,
após a aprovação da Constituição de 1933, em Estado Novo, regime que se manteve
no poder em Portugal até 25 de Abril de 1974. ACAMPAMENTO DE TROPAS QUE
PARTICIPARAM NO GOLPE MILITAR DE 28 DE MAIO.
27 de Maio
 A 27 de Maio de 1923 é fundado em Braga o Corpo Nacional de Escutas (CNE) –
Escutismo Católico Português. ROBERT BADEN-POWELL (1857-1941) – Fundador
do "Movimento Escutista Mundial".
26 de Maio
A 26 de Maio de 1664 foi travada a batalha de Montijo, em Espanha, na qual o
exército português comandado por Matias de Albuquerque venceu o exército
espanhol, chefiado pelo Marquês de Terrecusa.  BATALHA DE MONTIJO –
pormenor de um painel do biombo dos Marqueses de Fonte Arcada (SÉC. XVII).
Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa.
25 de Maio
Em 25 de Maio de 1625, Isabel de Aragão (1270-1336) é canonizada pelo Papa
Urbano VIII (1568-1644). RAINHA SANTA ISABEL – Aguarela sobre papel da autoria
de Alberto de Souza (1880-1961). Colecção particular.
24 de Maio
A 24 de Maio comemora-se o “Dia Europeu dos Parques Naturais”. PARQUE
NATURAL DO SUDOESTE ALENTEJANO E COSTA VICENTINA.
23 de Maio
A 23 de Maio de 1905 teve lugar a fundação do Museu Nacional dos Coches, em
Lisboa. MUSEU NACIONAL DOS COCHES.
22 de Maio
A 22 de Maio comemora-se o “Dia do Autor Português”.
Florbela Espanca (1894-1930), poetisa alentejana.
21 de Maio
A 21 de Maio de 1998 é inaugurada a Exposição Mundial de Lisboa (Expo 98),
dedicada aos oceanos. VISTA GERAL DO ZONA CENTRAL DA EXPO'98. 
20 de Maio
Em 20 de Maio de 1498, a armada de Vasco da Gama chegou a Calicute, ficando
estabelecida a Rota do Cabo e aberto o caminho marítimo para a Índia. A CHEGADA
DE VASCO DA GAMA A CALICUTE EM 1498. Alfredo Roque Gameiro (1864–1935).
Litografia ( 28,5x43,2 cm) de José Bastos, [ca. 1900?]. Companhia Nacional Editora).
Lisboa. Biblioteca Nacional de Portugal.  
19 de Maio
 A 19 de Maio de 1954, na sequência de uma greve de assalariados rurais
alentejanos por melhores remunerações, a ceifeira portuguesa Catarina
Eufémia foi assassinada, a tiro, pelo tenente Carrajola, da Guarda Nacional
Republicana. O mais novo dos seus três filhos, com oito meses, estava ao seu
colo quando foi baleada. Este triste acontecimento transformou Catarina
Eufémia num ícone da resistência dos trabalhadores alentejanos contra o
regime ditatorial imposto por Salazar, que não permitia qualquer tipo de
manifestação por melhores condições de vida.
18 de Maio
A 18 de Maio comemora-se desde 1977, o Dia Internacional dos Museus. A
efeméride visa permitir visitar exposições em horário alargado e com entrada
gratuita, bem como participar em debates, ver filmes, assistir a concertos e
usufruir de uma série de eventos que pretendem dinamizar e alertar o público
para os espaços, as colecções e os desafios destas instituições. Em Estremoz,
existe o Museu Municipal Professor Joaquim Vermelho, com colecções de forte
componente etnográfica, muito em especial de Bonecos e Olaria de Estremoz.
Ali se pode observar também a reconstituição de uma casa típica alentejana,
bem como uma colecção de arqueologia composta por estelas funerárias
medievais e peças que vão do calcolítico à romanização. É um  Museu que
é ponto de visita obrigatória para turistas nacionais e estrangeiros.
17 de Maio
A 17 de Maio celebra-se o Dia Mundial da Hipertensão. A data foi instituída e é
apoiada internacionalmente pela Liga Mundial de Hipertensão (LMH) e em Portugal
pela Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH). O objectivo é divulgar a importância
da prevenção, da detecção e do tratamento da hipertensão.
16 de Maio
A 16 de Maio de 1832 é criado o Supremo Tribunal de Justiça, cujas competências
actuais incluem: - Julgar o Presidente da República, o Presidente da Assembleia da
República e o Primeiro-ministro pelos crimes praticados no exercício das suas funções;
- Uniformizar a jurisprudência; - Julgar recursos; - Julgar processos por crimes cometidos
por juízes do Supremo Tribunal de Justiça, juízes dos Tribunais da Relação e magistrados
do Ministério Público de Portugal.
15 de Maio
A 15 de Maio de 1906, nasce, em Brogueira, Torres Novas, Humberto Delgado
(1906-1965), que viria a ser General da Força Aérea Portuguesa, o qual
corporizou o principal movimento de tentativa de derrube do regime salazarista
num processo eleitoral fraudulento que deu a vitória ao candidato do regime vigente,
Almirante Américo Tomás (1894-1987). A 10 de Maio de 1958, Humberto Delgado, candidato
da Oposição Democrática à Presidência da República Portuguesa, numa conferência
de imprensa da campanha eleitoral, realizada em 10 de Maio de 1958 no café Chave
de Ouro, em Lisboa, quando lhe foi perguntado por um jornalista que postura tomaria
em relação ao Presidente do Conselho Oliveira Salazar, no caso de ser eleito, respondeu
com a frase "Obviamente, demito-o!". UMA MULTIDÃO RECEBE HUMBERTO DELGADO NA
PRAÇA DE CARLOS ALBERTO, NO PORTO, EM 1958. 
14 de Maio
A 14 de Maio de 1147a cidade de Lisboa é tomada aos Mouros por D. Afonso
Henriques (1109-1185), auxiliado por cruzados. O CERCO DE LISBOA – Aguarela
de  Alfredo Roque Gameiro (1864–1935), publicada na obra “Quadros das História
 Portugal” (1917).
13 de Maio
A 13 de Maio de 1917 ocorre o relato da primeira aparição de Nossa Senhora de
Fátima, segundo os pastores Lúcia, Jacinta e Francisco Marto. OS TRÊS PASTORINHOS.
12 de Maio
A 12 de Maio celebra-se o Dia Internacional do Enfermeiro. A data foi escolhida
em homenagem a Florence Nightingale (1820-1910), nascida a 12 de Maio de 1820,
em Florença, na Itália e considerada, a nível mundial, precursora da Enfermagem
Moderna. A efeméride visa homenagear todos os enfermeiros e relembrar a
importância destes profissionais na prestação de cuidados de saúde à população.
A data costuma ser assinalada por uma reflexão profunda de todos os profissionais
de enfermagem sobre as dificuldades enfrentadas e os desafios lançados no exercício,
em plenitude da sua profissão. FLORENCE NIGHTINGALE ASSISTINDO MILITARES FERIDOS.
11 de Maio
A 11 de Maio de 1937, morre exilado em Paris, Afonso Augusto da Costa
(1871-1937), advogado, professor universitário, político republicano e
Estadista português, um dos principais obreiros da implantação da República
em Portugal e uma das figuras dominantes da Primeira República.
10 de Maio
A 10 de Maio de 1958, Humberto Delgado (1906-1965), candidato da Oposição
Democrática à Presidência da República Portuguesa, numa conferência de
imprensa da campanha eleitoral, realizada em 10 de Maio de 1958 no café
Chave de Ouro, em Lisboa, quando lhe foi perguntado por um jornalista que
postura tomaria em relação ao Presidente do Conselho Oliveira Salazar, no
caso de ser eleito, respondeu com a frase "Obviamente, demito-o!"
9 de Maio
A 9 de Maio de 1858, nasce no Porto, Ricardo de Almeida Jorge (1858-1939),
que viria a ser notável médico, investigador e higienista, professor de Medicina
e introdutor em Portugal das modernas técnicas e conceitos de saúde pública.
8 de Maio
A 8 de Maio de 1782, morre em Pombal, Sebastião José de Carvalho e Melo,
primeiro  Conde de Oeiras e depois Marquês de Pombal, nobre, diplomata e
estadista português. Viveu num período marcado pelo iluminismo, tendo
iniciado várias reformas administrativas, económicas e sociais. Acabou com a
escravatura em Portugal Continental a 12 de Fevereiro de 1761, com os autos
de fé em Portugal e com a discriminação dos cristãos-novos, apesar de não ter
extinguido oficialmente a Inquisição portuguesa, que vigorou até 1821. Durante
o reinado de D. João V foi embaixador em Londres e Viena. A sua administração
ficou assinalada pelo Terramoto de Lisboa de 1755, um desafio que o conduziu à
renovação arquitectónica da cidade, bem como pelo Processo dos Távoras e a
Expulsão dos jesuítas de Portugal e colónias. RETRATO DO MARQUÊS DE POMBAL
(1766). Óleo sobre tela de Louis-Michel van Loo (1707–1771) e Claude Joseph
Vernet (1714–1789). Museu da Cidade, Lisboa.
7 de Maio
A 7 de Maio de 1857, nasce na Vila de Frades (Vidigueira), o escritor português
José Valentim Fialho de Almeida (1857-1911), jornalista e escritor pós-romântico
português, autor entre outras das seguintes obras: Contos (1881), A cidade do
Vício (1882), Os Gatos (1889-1894),  Lisboa Galante (1890), O País das Uvas (1893),
Galiza (1905), Saibam Quantos... (1912), Aves Migradoras (1914). RETRATO DE
FIALHO DE ALMEIDA (1891). Columbano Bordalo Pinheiro (1857-1929). Óleo sobre
tela (65 × 54 cm). Museu Nacional de Arte Contemporânea, Lisboa./
6 de Maio
A 6 de Maio de 1542, São Francisco Xavier (1506-1552), chega a Goa em missão de
evangelização por solicitação de El-rei rei Dom João III (1502-1557), “O Piedoso”.
SÃO FRANCISCO XAVIER (séc. XVII). Retrato japonês do período Nanban. Museu da
cidade de Kobe.
5 de Maio
A 5 de Maio de 1835, Almeida Garrett (1799-1854) cria o Conservatório de Lisboa,
no âmbito da reforma do Governo Liberal. O ensino da Música é dirigido pelo
compositor João Domingos Bomtempo (1775-1842).
4 de Maio 
A 4 de Maio, comemora-se o Dia de São Gregório, o Iluminador  (c. 540 – 604),
santo padroeiro e primeiro líder oficial da Igreja Apostólica Arménia, líder
religioso a quem é creditada a conversão da Arménia do paganismo arménio
ao cristianismo, conferindo ao país a distinção de ter sido o primeiro a adoptar
o cristianismo como religião oficial em 301 d.C.
3 de Maio
A 3 de Maio celebra-se o Dia do Sol. A efeméride foi criada no âmbito do
Programa das Nações Unidas para o Ambiente e visa alertar para os benefícios
do sol e salientar a importância desta importante fonte de energia para o
funcionamento dos ecossistemas da Terra.
2 de Maio
A 2 de Maio de 1458 nasce em Beja, a Infanta D. Leonor de Lencastre (1458-1525),
filha do Infante D. Fernando (1433-1470), Duque de Beja e Viseu e Condestável do
Reino e da Infanta D. Beatriz de Portugal (1430-1506), Duquesa de Viseu. Seria
rainha de Portugal a partir de 1481, pelo casamento com seu primo João II de
Portugal, o Príncipe Perfeito. Pela sua vida exemplar, pela prática constante da
misericórdia, e mais virtudes cristãs, alcançou de alguns historiadores o cognome
de "Princesa Perfeitíssima". Esteve ainda na origem da fundação do Hospital Termal
das Caldas da Rainha, cuja construção e funcionamento custeou, e que dela tira o
seu nome. RAINHA D. LEONOR (1926). José Malhoa (1855-1933). Óleo sobre tela
(205 x 137,5 cm). Museu José Malhoa, Caldas da Rainha.
1 de Maio
A 1 de Maio comemora-se o Dia Mundial dos Trabalhadores, que é assinalado
por manifestações, comícios e festas de carácter reivindicativo.
1º DE MAIO DE 1974, EM LISBOA.