sexta-feira, 7 de junho de 2013

O Alentejo somos todos nós.

GUARDANDO O REBANHO (1893).
Silva Porto (1850-1893).
Óleo sobre tela (160×200 cm).
Museu Nacional de Soares dos Reis, Porto.

O Alentejo está-nos na massa do sangue.
Cada um de nós está em sintonia com o Alentejo que lhe vai na Alma.
O Alentejo é a síntese dialéctica de tudo isso, de todos os nossos sentires e de um Amanhã que há de vir, sem manajeiros nem mourais, nem tão pouco controleiros e outros que tais.
O Alentejo está-nos na braguilha de semear filhos com as mulheres que amamos. O Alentejo tem a ver com a nossa forma de empinar o Amor. O Alentejo é todo o tesão de termos nascido onde nascemos. É o cheiro dos orégãos e o olor do azeite virgem, o sabor da sopa de tomate ou duma friginada, o som hierático do cante ou o ritmo arrebitado das saias. É também o volume terno e aconchegado dos seios que afagamos e da textura macia da pele de mulher, que nos sabe a mel e a vinho tinto.
O Alentejo somos todos nós.