CÃO QUE PERSEGUE UM
COELHO (2º ou 3º quartel do séc XIV).
Harley 1121, f .
141. Edmund's 'Mireour de seinte
eglise' (ff. 141-156).
British Library, London .
O coelho é uma espécie zoológica homónima do actual primeiro-ministro de Portugal, cuja governação tem desagradado a uma maioria significativa de portugueses, entre os quais eu me incluo.
Como cidadão, assiste-me o direito à
indignação, bem como o direito à sua livre expressão. Daí que como escritor não
dissociado do analista político que também sou, tenha elaborado a seguinte interpretação
pós-moderna do adagiário português sobre coelhos:
- Temos
coelho na toca (O Passos
Coelho está no Palácio de São Bento.).
- Depois de fugir o coelho,
todos dão conselhos (O Coelho não vai fugir. Os caçadores que se
convençam disso.).
- Depois de fugir o coelho,
toma o vilão o conselho (Já disse e repito: o Coelho não vai
fugir. Os caçadores que se convençam disso.).
- Coelho duma cama só, morre depressa (Daí a coligação PSD-CDS.).
- Matar dois coelhos duma
cajadada (Derrubar o governo PSD-CDS.).
- Desta moita não sai coelho (O PS de Tó Zé
Seguro parece pouco empenhado em derrubar o governo.).
- O caçador do coelho deve ser
manso (Se assim é, Tó Zé Seguro é manso demais ou faltam-lhe munições.).
- Os mansos comem coelho (Se assim é,
Tó Zé Seguro anda há muito com falta de apetite.).
- De uma má moita, pode sair um bom
coelho (Alusão a António Costa?).
- O coelho é de quem o
levanta, a lebre é de quem a mata e a perdiz de quem a acha (Há quem
pense que o Coelho será de António Costa.).
- Coelho casa com coelha, não
com ovelha (Esta é a crença de algum PSD, que não gosta de Paulo Portas,
que considera uma “ovelha ronhosa”.).
- Quem corre atrás de dois
coelhos, não pega nenhum (Será uma
advertência ao PCP do Jerónimo de Sousa, que combate igualmente o governo
PSD-CDS e o PS?).
- Antes coelho magro no mato,
que gordo no prato (Adágio equivalente a este outro: Pela boca morre o peixe.).
- Quando o coelho provar que
não é lebre, já está assado (A assadura já começou, mas ainda vai
levar o seu tempo.).
- A coelho ido, conselho vindo
(Adágio equivalente a este outro: Depois da casa roubada, trancas à
porta.).
Esta crónica
é uma história, pelo que como todas as histórias, tem de ter uma moral. Sabem
qual é?
- CHEGA DE COELHO!






