
Desde sempre a direita procurou “Dividir para
reinar”. Todavia esqueceu-se “…que o sonho comanda a vida, / que sempre que um
homem sonha / o mundo pula e avança / como bola colorida entre as mãos de uma
criança.” (António Gedeão). Daí lhes “Sair o tiro pela culatra”. É que as
hostes da esquerda tiveram a capacidade de se afastarem das árvores para verem
a floresta. E porque “A falar é que a gente se entende” tiveram consciência de
que “A união é força, como a divisão é fraqueza”. Daí que PS, BE, PCP e PEV
tenham constituído uma maioria parlamentar, que se assume como alternativa de
esquerda sólida e para a totalidade da legislatura, que visa assegurar uma
"convergência capaz de virar a página das políticas de austeridade",
bem como um "Governo estável, responsável, coerente e duradouro, na
perspectiva de uma legislatura". Daí que o Presidente da República não
tenha tido outra solução que a de convocar António Costa, a fim de o convidar a
formar Governo. Foi um gigantesco sapo que engoliu e cuja digestão lhe custará
o resto da vida. É que sabia antecipadamente que tal Governo iria passar na
Assembleia da República, suportado pela maioria de esquerda.
Anteriormente aquela estava dividida. Porém, “Nunca
é tarde para nos corrigirmos”, o que tem de ser feito com coragem. “A coragem é
meia batalha ganha”. Todos tiveram de meter algumas metas na gaveta e de
assumir compromissos, pois “Palavra é palavra” e “O tratado é sagrado”. As
conversações foram longas, já que “Quem conversa, não conta horas” e “O
trabalho tudo vence”. De resto, “Atrás do tempo, tempo vem” e “Com tempo e
esperança, tudo se alcança”.
Vão ser tempos de mudança: “Mudam-se os tempos,
mudam-se as vontades, / Muda-se o ser, muda-se a confiança: / Todo o mundo é
composto de mudança, Tomando sempre novas qualidades.”; “Continuamente vemos
novidades, / Diferentes em tudo da esperança: / Do mal ficam as mágoas na
lembrança, / E do bem (se algum houve) as saudades.” (Camões).
Acredito que "Enquanto há vida, há
esperança" e "A esperança é a última a morrer", já que “É
horrível assistir à agonia de uma esperança.” (Simone de Beauvoir) e “A
esperança é uma arma poderosa e nenhum poder no mundo pode privar-te dela.”
(Nelson Mandela).
Parafraseando o título do livro de Jorge Amado,
dedicado a Luís Carlos Prestes, é caso para dizer que as políticas do XXI
Governo Constitucional de António Costa, que irão substituir as anteriores
políticas de austeridade da coligação de direita, são “O Cavaleiro da
Esperança” do povo português.
A direita continua a fazer a cena do ladrão que
grita “Agarra que é ladrão”, mesmo depois de ter perdido tanto no “terreno” como
na “secretaria”.
A direita é torta e ignora que “Quem tem direito a
ser torto é o anzol”. A direita embriaga-se com as suas próprias palavras,
esquecida de que “Pela boca morre o peixe”.