quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Exílio - Sophia de Mello Breyner Andresen




EXÍLIO
Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004)

Quando a pátria que temos não a temos
Perdida por silêncio e por renúncia
Até a voz do mar se torna exílio
E a luz que nos rodeia é como grades

Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004)

Publicado inicialmente em 30 de Setembro de 2015


#Poesia Portuguesa - 04

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Poesia Portuguesa - 003




CANTO DO CEIFEIRO
Eduardo Valente da Fonseca (1928-2003)

Canta ceifeiro canta,
sob o sol de Agosto, canta,
a terra é tão farta e tanta,
que chega para a tua fome
e cresce para a tua manta,

Canta ceifeiro canta
a charneca e não sossobres.
Espanta o medo e o cansaço,
aguenta mais um pedaço
e canta ceifeiro canta
o heroísmo dos pobres.

Canta ceifeiro canta
o Alentejo todo teu,
canta a charneca em flor,
canta o trigo com suor,
canta a lonjura do céu.
Canta ceifeiro canta
em Serpa. Cuba ou Ermidas,
ia que os braços são pequenos
dêem-se as vozes ao menos
que as vozes serão ouvidas.

Canta ceifeiro canta
canta sempre sem espanto
tudo quanto tanto anseias,
que não vem longe o minuto
do teu suor ser enchuto
e tu seres a própria Paz.
Canta ceifeiro canta
e diz de quanto és capaz,

Canta esses sulcos vermelhos
como as tuas maiores veias,
canta a luta e a tua sede
os azinheiros e o trigo,
canta a carne e o desabrigo
por todo o frio do inverno,
canta a morte dos teus filhos
mais a dos teus companheiros,
canta sempre canta, canta
belas canções de ceifeiro,
que o Alentejo cresceu.
dos teus braços de sobreiro
erguidos ao sol de estio,
e de todo o teu suor
Já do tamanho dum rio.

Canta ceifeiro canta
o Alentejo todo teu,
que nele foi que nasceste
com raízes desde o fundo,
e nele os irmãos da terra
vem sendo há muito ofendidos
nos seus sempre sagrados
e humanos cinco sentidos.

Canta ceifeiro canta
canta com ânsia e bravura
e que o canto que se levante
dê mais força á tua altura.

Eduardo Valente da Fonseca (1928-2003)


segunda-feira, 28 de setembro de 2015

33 – As fiandeiras


Mulher dos perus.
José Moreira (1926-2001).
Colecção particular.
  
O núcleo base do figurado de Estremoz inclui três figuras femininas de camponesas, trajando à moda do séc. XIX, as quais conduzem animais a caminho da feira ou do mercado e carregam um cesto na cabeça. Todas elas ostentam uma roca apoiada no lado esquerdo da cintura e empunham um fuso, geralmente na mão direita. Essas imagens são: - MULHER DOS PERUS – Conduz um casal de perus e leva no cesto, ovos destas aves; - MULHER DAS GALINHAS – Leva um galo e duas galinhas, cujos ovos transporta no cesto; - MULHER DOS CARNEIROS – Acompanha dois ovinos e carrega uma cesta com queijos. Qualquer das peças representa uma fiandeira ou seja uma mulher que fia.
A fiação é uma actividade humana de carácter universal, documentada a partir do Mesolítico e que consiste em reduzir a fio, matérias têxteis, como o linho, a lã e o algodão. Com a descoberta do fuso há cerca de 5000 anos, a técnica de fiação aperfeiçoou-se. O fuso é um instrumento de madeira para fiar à roca, que tem simetria cilíndrica, mais encorpado no meio e que se estreita até às duas pontas, terminando em bico. Serve para enrolar o fio que vem a constituir uma “maçaroca”. Quando o fuso está cheio, passa-se o fio para o “sarilho”, a fim de o transformar em “meada”.
Além do fuso, a fiação recorre também à roca. Esta é uma vara de madeira ou cana, encimada por um parte chamada “copo”, que termina numa peça denominada “torre”. A roca fixa-se à cintura, do lado esquerdo, entre o cós da saia e o corpo, inclinada para a frente, com o copo sensivelmente à altura da cara de quem fia. Para carregar a roca, no caso do linho, este é assente ao comprido sobre os joelhos e o copo molhado com saliva é encostado ao linho, rodando-se com a mão direita, ao passo que com a esquerda se agarra o linho, de modo que as fibras não fiquem emaranhadas. Seguidamente, ata-se o linho enleado no copo com uma correia presa na sua extremidade superior, enfia-se o cabo da roca na cintura, molham-se com saliva as pontas dos dedos indicador e polegar da mão esquerda, destacam-se algumas fibras, torcendo-as até formar uma pequena ponta de fio e aproxima-se desta o fuso, imprimindo-lhe de seguida movimento giratório com a mão direita, o qual é gerado com o polegar, indicador e médio. O fuso fica a rodar, suspenso pelo fio que a sua rotação vai torcendo e seguro simultaneamente pelo fio e pelos dedos. De vez em quando, o fio é passado pela boca, a fim de o humedecer. Quando o tamanho do fio afeiçoado obriga a afastar demasiado o braço direito, interrompe-se a fiação e enrola-se essa porção de fio no fuso.
A fiação era um trabalho executado essencialmente por mulheres, em casa ou no trabalho, a caminho dos campos, a apascentar gado ou a caminho de feiras, mercados, etc., aproveitando todo o tempo em que as mãos não estavam ocupadas. Todavia, as transformações sócio–culturais operadas no séc. XX, aliadas às facilidades de comunicação, acabaram com o isolamento dos campos e das aldeias, que foram invadidas por produtos têxteis industriais, conduzindo ao abandono da fiação caseira.
A fiação está presente na nossa literatura de tradição oral. A nível de adagiário destacamos: “A fiandeira laboriosa, nunca faltou pano para camisas.”, “A fiar e a tecer, ganha a mulher de comer.”, “Cada terra com seu uso, cada roca com seu fuso.”, “De linho arestoso, faz camisas a teu esposo.”, “Linho apurado, dá lenço dobrado.”, “Maria fia, fia, fia três maçarocas por dia.” Do vasto cancioneiro popular, destacamos apenas uma quadra maliciosa do cancioneiro de Melgaço: “Quem me dera ser o linho/ Que vós na roca fiais!/ Quem me dera a mim os beijos/ Que vós ao linho le dais!”

Mulher das galinhas.
José Moreira (1926-2001).
Colecção particular.

Mulher dos carneiros.
Sabina Santos (1921-2005).
Colecção particular.

Poesia Portuguesa - 002




ÁRVORES DO ALENTEJO
FLORBELA ESPANCA (1894-1930)
  
Horas mortas... Curvada aos pés do Monte
A planície é um brasido... e, torturadas,
As árvores sangrentas, revoltadas,
Gritam a Deus a bênção duma fonte!

E quando, manhã alta, o sol posponte
A oiro a giesta, a arder, pelas estradas,
Esfíngicas, recortam desgrenhadas
Os trágicos perfis no horizonte!

Árvores! Corações, almas que choram,
Almas iguais à minha, almas que imploram
Em vão remédio para tanta mágoa!

Árvores! Não chorais! Olhai e vêde;
- Também ando a gritar, morta de sede,
Pedindo a Deus a minha gota de água!


FLORBELA ESPANCA (1894-1930)


Publicado inicialmente em 28 de Setembro de 2015

domingo, 27 de setembro de 2015

Poesia Portuguesa - 001



CARTA DE AMOR
JOSÉ RÉGIO (1901-1969)

Ouve-me!, se é que ainda
Me podes tolerar.
Neste papel rasgado
Das arestas da minh'alma,
Ai!, as absurdas intrigas
Que te quisera contar!
Ai os enredos,
Os medos,
E as lutas em que medito,
Quer dê, quer não dê por isso, 
Sem descansar
Um momento...!
Quem sofre - pensa; e o tormento 
Não é sofrer, é pensar.
O pensamento
Faz engolir o vómito de fel... 
Ouve! se sou cruel
Neste papel queimado
Dos incêndios da minh'alma,
é de raiva de que embalde
Te procure dizer sem falsidade
Coisas que, ditas, já não são verdade...
E procuro eu dizê-las,
Ou procuro escondê-las?
E procuro eu dizer-tas,
Ou procuro a vaidade
De mas dizer, a mim, de modo que mas ouçam
Esses mesmos que desprezo,
E cujo louvor me é caro?
Não me acredites!
O que digo,
Antes ou depois, o peso;
E não!, não é a ti que me eu declaro!
Sei que me não entendes.
Sei que quanto melhor te revelar
O meu mundo profundo,
O fundo do meu mar,
Os limos do meu poço,
O antro que é só meu (sendo, apesar de tudo, nosso) 
Menos me entenderás,
Tu..., - a minha metade!
Por isso me não és senão vaidade,
Meu amor!, meu pretexto
Deste miserável texto...
Vês como sou?
Mas sou pior do que isto.
Sabe que, se me acuso,
é só por vício antigo
De me lamber as mãos e agatanhar o peito,
De me exibir a Cristo!
Sabe que a meu respeito
Vou além de quanto digo.
Sabe que os males que ora uso,
Como quem usa
Cabeleira ou dentadura,
São a pintura
Que esconde os mais verdadeiros,
De outro teor...
E sabe que sou pior!:
Sabe (se é que o não sabes)
Que ao teu amor por mim foi que ganhei amor.
Que a ti..., sei lá se te amo.
Sei que me deixam sozinho
Ante o girar dos mundos e dos séculos;
Sei que um deserto é o meu caminho;
Sei que o silêncio
Me há-de sepultar em vida;
Sei que o pavor, a noite, o frio,
Serão jardim da minha ermida;
Sei que tenho dó de mim...
Fica tu sabendo assim,
Querida!,
Porque te chamo.
Mas amar-te?!
Não!, minha vida.
Não! Reduziram-me a isto:
Só a mim amo.
Ama-me tu, se podes,
Sem procurar compreender-me:
Poderias julgar que me encontravas,
E seria eu perder-te e tu perder-me...
Ao menos tu..., desiste!
A sobre-humana prova que te peço,
A mais heróica!,
A mais inglória e a mais triste,
é essa..., - é este o meu preço.
Mais que o despeito, o ódio, a incompreensão 
Dos por quem passei sereno,
Estendendo a mão afável
Ao frio, pérfido, amável
Aperto da sua mão,
Me punge,
Me pesa no coração,
O fruste amor dos que me interpretaram.
Ai!, bem quiseram amar-me!
Bem o tentaram.
Mas nunca me perdoaram
O não serem dominados
Nem poderem dominar-me...
E assim o nosso amor foi uma luta
De cobardes abraçados.
Entre eu e tu,
Tão profundo é o contrato
Que não pode haver disputa.
Não é pacto
Dum pobre aperto de mão:
Entre nós, - ou sim ou não.
Despi-me..., vê se me queres!
Despi-me com impudor,
Que é irmão do desespero.
Vê se me queres,
Sabendo que te não quero,
Nem te mereço,
Nem mereço ser amado
Pela pior
Das mulheres...
Poderás amar-me assim,
(Como explicar-me?!)
Por Qualquer Cousa que eu for, 
Mas não por mim!, não a mim...!

Beijo-te os pés, meu amor.


JOSÉ RÉGIO (1901-1969)

sábado, 26 de setembro de 2015

A Voz do Povo


Mercado (1903).
Artur José de Sousa Loureiro (1853-1932).
Óleo sobre madeira (32 x 40,5 cm).
Museu Nacional de Soares dos Reis, Porto.

Os provérbios populares constituirão porventura um dos géneros mais expressivos e divulgados da nossa literatura de tradição oral. Transmitidos verbalmente de geração em geração, ficaram registados no livro vivo da nossa memória colectiva. Alguns são intemporais, outros ficaram confinados a um espaço e a um tempo que os contextualiza. Todavia há aqueles que atravessaram fronteiras territoriais que não impediram a partilha de saberes entre os povos de cada lado. Muitos conheceram variantes regionais e outros sofreram corruptelas, que em vez de fragilizarem, pelo seu pluralismo enriqueceram a nossa literatura de tradição oral.
Os provérbios, muitas vezes conhecidos por adágios, aforismos, anexins, axiomas, ditados, máximas, rifões, refrães e sentenças, têm tido compiladores ao longo dos tempos. Das mais antigas compilações há que salientar as do Padre António Delicado (1651), do Padre Raphael Bluteau (1712-1728) e de Roland (1780).
Segundo Antero de Figueiredo (1866-1953), os provérbios “encerram em poucas palavras, verdades ou máximas morais, confirmadas no decurso das gerações”. Daí serem considerados a “ voz do povo”.
Alguns desses provérbios revelam a intenção notória do exercício de crítica a quem exerce discricionariamente o poder. Actualmente o exercício da crítica é um direito democrático que os cidadãos exercem individualmente nos órgãos de comunicação social e nas redes sociais, onde dão a cara. Todavia, nem sempre foi assim. Nas autocracias a critica não podia ser exercida individualmente, dando a cara. Se o fosse, conduzia à masmorra, ao pelourinho e mesmo ao cadafalso. Disso se encarregava o rei, o senhor feudal ou os senhores da terra e quejandos. Por isso a crítica era anónima. Era a “vox populi” – voz do povo ou sejam os provérbios. Passemos em revista, algumas dessas pérolas da nossa literatura de tradição oral:
I - A ignorância é atrevida. Quem não é por mim, é contra mim. Ter a faca e o queijo na mão. Levar a água ao seu moinho. Albarde-se o burro à vontade do dono. Quem não tem cabeça, é mais cabeçudo. Todos têm o seu pé de pavão. O pavão, quanto mais levanta a cauda, mais se lhe vê o rabo.
II - Em terra de cegos quem tem um olho é rei. Quando um cego leva a bandeira, ai de quem vai atrás. Como as aves se alimentam de muitos insectos, os velhacos subsistem de muitos tolos. Com doces e bolos se enganam os tolos. Quem diante de ti te elogia, por detrás te critica. As capacidades mesquinhas incham com a adulação. Cada povo tem o governo que merece.
III - O orgulho cega os homens. Pão a uns e pau a outros. Quem tem uma manha, nunca a perde. Cada um é filho das suas obras. Tem o rei na barriga. Em dia de festa, barriga atesta. Não há festa nem festança a que não vá Dona Constança.
IV - A necessidade não tem lei. Onde a força entra, a razão se ausenta. Onde não há honra, há desonra. Os fins não justificam os meios. Uma dignidade desonra aquele que não a honra. Nunca um perde sem outro ganhar. A injustiça feita a um, é uma ameaça para todos. Quem dá e torna a tirar ao inferno vai parar. As injustiças sempre se vêm a pagar. Quem faz mal, por mal espere. Cedo ou tarde, tudo se paga cá neste mundo. O mau, de si próprio é algoz. Quem brinca com o fogo acaba por se queimar. Quem cava um buraco para outro, cai nele. Quem cospe para o ar, na cabeça lhe cai. Sair o tiro pela culatra. Virar o feitiço contra o feiticeiro. Não há bem que sempre dure, nem mal que perdure. Uma onda se vai e outra vem. Não há matreiro que não caia. Um dia cai a casa.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Adágios para o Dia Internacional da Paz


 Paisagem com a Paz e a Justiça abraçando-se (1654).
Laurent de la Hire (1606-1656).
Óleo sobre tela (55 x 76 cm).Toledo Museum of Art, Ohio


“É a guerra aquele monstro que se sustenta das fazendas, do sangue,
 das vidas, e quanto mais come e consome, tanto menos se farta. É a
guerra aquela tempestade terrestre, que leva os campos, as casas, as
vilas, os castelos, as cidades, e talvez em um momento sorve os reinos
e monarquias inteiras. É a guerra aquela calamidade composta de todas
as  calamidades, em que não há mal algum que, ou se não padeça, ou se
não tema, nem bem que seja próprio e seguro. O pai não tem seguro o
filho, o rico não tem segura a fazenda, o pobre não tem seguro o seu suor,
o nobre não tem segura a honra, o eclesiástico não tem segura a imunidade,
religioso não tem segura a sua cela; e até Deus nos templos e nos sacrários
 não está seguro”.

Padre António Vieira (1608-1697)
(Sermão Histórico e Panegírico nos Anos
 da Rainha D. Maria Francisca de Sabóia”, II)
   
A 21 de Setembro celebra-se o Dia Internacional da Paz, proclamado pela Organização das Nações Unidas em 30 de Novembro de 1981, como um dia de cessar-fogo e de não-violência em todo o mundo.
A finalidade da comemoração não é apenas que as pessoas pensem na paz, tem como objectivo a consciencialização pública da importância de que se reveste a necessidade da paz no mundo, bem como a promoção de actos cujo resultado se traduza no fim dos conflitos entre povos e a consagração da paz mundial.
Resolvemos dar um contributo para essa consciencialização, recorrendo à tradição oral e mais particularmente ao adagiário português sobre a paz. Naturalmente que não subscrevemos alguns desses adágios, por porem em causa a igualdade de género, actualmente consagrada na lei.

- A boa guerra faz a boa paz.
- A felicidade consiste em trabalho, paz e saúde.
- A mediania é o refúgio da paz.
- A mulher e o rapaz são pouco amigos de paz.
- A paz é dom de Deus.
- A paz há-de se procurar sempre.
- Antes um ovo com paz que um boi com guerra.
- Boa guerra faz boa paz.
- Boa romaria faz quem em sua casa fica em paz.
- Cada um só goza a paz que o vizinho quer.
- Casa com a filha do rei, que as pazes eu as faço.
- Com os bons te ajuntarás, se quiseres viver em paz.
- Com paz é que se trabalha.
- Comida meada, faca embainhada.
- Da guerra a paz, da paz a abundância, da abundância o ócio, do ócio a malícia, da malícia a guerra.
- Em guerra e em paz, quem mal sai, mal jaz.
- Entre guerra e paz, quem mal sai, mal jaz.
- Família criada, paz arrasada.
- Feliz e boa festa faz, quem em sua casa fica em paz.
- Guerra bem guerreada traz boa paz
- Guerra de S. João paz de todo o ano.
- Hajamos paz, morreremos velhos.
- Livra-te de dever, se queres em paz viver.
- Livra-te de questões, se queres viver em paz.
- Mais vale guerra declarada que paz simulada.
- Mais vale paz que vitória.
- Mais vale vaca em paz do que pombo em guerra.
- Não há paz entre gente, nem entre as tripas da gente.
- Não há paz entre gente, nem entre as tripas do ventre.
- Não há paz onde canta a galinha e cala o galo.
- Não há paz onde canta a galinha e canta o galo.
- No forno se ganha a paz, no forno se perde.
- Nunca existiu uma guerra boa nem uma paz má.
- O fim da guerra é a paz; o do trabalho é o tempo livre.  
- O medo da guerra é a maior garantia da paz.
- O que é de paz cresce por si.
- O segredo da vida alegre e contente é estar em paz com Deus e com a Natureza.
- Onde a mulher reina e governa, raras vezes mora a paz.
- Paz de cajado guerra é.
- Paz e paciência, morte com penitência.
- Paz e saúde, dinheiro a quem o quiser.
- Paz em casa e guerra com todo o mundo.
- Pouco e em boa paz, muito se me faz.
- Pouco e em paz, muito se me faz.
- Prepara-te para a guerra, se queres a paz.
- Quanto sabes, não dirás; quantos vês, não julgarás, e viverás em paz.
- Quem a paz quer conservar, deve ver, ouvir e calar.
- Quem acorda cão dormido, vende paz e compra arruído.
- Quem em paz quiser estar, deve ver, ouvir e calar.
- Quem leva e trás não deixa paz.
- Quem nega e depois faz, quer paz.
- Quem vive em paz, dorme em sossego.
- Saúde e paz, dinheiro atrás.
- Se anelas a paz de tua alma, retém tua paixão em calma.
- Se queres a paz, prepara a guerra.
- Se queres paz, evita a guerra.
- Se queres viver em paz, tuas portas fecharás.
- Sem tempo nada se faz, mas aproveita-o em paz.
- Tenhamos paz e morreremos velhos.
- Tenhamos saúde e paz e teremos assaz.
- Teus ouvidos selarás se quiseres viver em paz.
- Todas as cousas têm cabo; seja paz ou seja guerra.
- Trégua não é paz.
- Vale mais uma sardinha com paz do que galinha com guerra.
- Veste-te em guerra, arma-te em paz.
- Vive bem e em paz quem em sua casa festa faz.

Publicado inicialmente em 21 de Setembro de 2015