domingo, 16 de dezembro de 2018

MONUMENTO COMEMORATIVO DA INSCRIÇÃO DOS BONECOS DE ESTREMOZ NA LISTA REPRESENTATIVA DO PATRIMÓNIO CULTURAL IMATERIAL DA HUMANIDADE


Fotografia reproduzida com a devida vénia, a partir do Facebook de Hugo Guerreiro.

Na passada sexta-feira, dia 7 de Dezembro, comemorou-se o 1.º aniversário da inscrição dos Bonecos de Estremoz na Lista Representativa do Património Cultural e Imaterial da Humanidade da UNESCO.
Para assinalar a efeméride, o Município de Estremoz promoveu uma sessão comemorativa que decorreu a partir das 18 horas, no Salão Nobre da Câmara Municipal.
Uma das componentes da cerimónia foi a apresentação pública da maquete do projecto que visa assinalar e perpetuar a inscrição dos Bonecos de Estremoz na lista representativa do Património Cultural e Imaterial da Humanidade. O monumento será erigido à saída das Portas de Santa Catarina, no local onde actualmente estacionam camiões Tires e para o qual a Câmara tem um projecto de reabilitação urbana.
Este monumento, concebido pelo pintor Armando Alves, é integrado por um espelho de água, com repuxos iluminados e com passadeiras metálicas e escadas de acesso à plataforma central, revestida a mármore cinza e na qual assentam dois grandes maciços de mármore branco, areados, nos quais serão aplicados painéis cerâmicos policromos, representando dois dos mais emblemáticos Bonecos de Estremoz: “O Amor é Cego” e “A Primavera”.
Na parte detrás do maciço onde se encontra “A Primavera” pode-se ler a inscrição:

AOS ARTISTAS DO BARRO
QUE DERAM ORIGEM AOS BONECOS
E ÀS ARTESÃS E ARTESÃOS,
QUE, COM O SEU TRABALHO,
HONRAM E ENGRANDECEM
O NOME DE ESTREMOZ

Por sua vez, o maciço onde se encontra “O Amor é Cego”, apresenta na sua face posterior a inscrição:


Hugo Guerreiro, Director do Museu Municipal de Estremoz, a quem cabe o mérito da classificação pela UNESCO, editou muito legitimamente no seu Facebook, a imagem da maquete, que agradou à esmagadora maioria dos visitantes da sua página. Todavia, houve quem não gostasse e fizesse comentários, a meu ver desajustados e que o Armando não merece. Em primeiro lugar, por ser seguramente, um dos maiores artistas plásticos portugueses contemporâneos. Em segundo lugar, porque trabalha por objectivos e sabe qual a imagem que é importante transmitir. Em terceiro e último lugar, porque tem profundo respeito pelo Público, alvo da sua mensagem.
Foi uma atitude inteligente da parte do Município, convidá-lo a projectar o MONUMENTO AOS BONECOS DE ESTREMOZ, o que em termos de concretização é uma mais valia para o Município e por arrastamento para todos nós.
É um projecto que está devidamente fundamentado nos múltiplos aspectos que uma obra desta envergadura exige, que foi aprovada pelo poder autárquico legitimado pelo voto popular e que naturalmente ostenta as legítimas marcas identitárias do autor.
Naturalmente que cada um(a) é senhor(a) do seu nariz, o que conferindo legitimidade a palavras por vezes proferidas irreflectidamente, não é, todavia, um certificado de autenticidade daquilo que se diz.