domingo, 8 de junho de 2014

Interpretação pós-moderna do adagiário sobre coelhos

Painel direito (220 cm x 97,5 cm) de “O Jardim das Delícias Terrenas”(1504), tríptico – óleo sobre
madeira ( 220 cm × 389 cm), de Hieronymus Bosch (1450-1516). Museu do Prado, Madrid. O tríptico
descreve a História do Mundo a partir da Criação, apresentando o Paraíso Terrestre e o Inferno nas
abas laterais. O painel direito é conhecido como "O inferno musical", pelas múltiplas representações de
instrumentos musicais. Aí, Bosch pintou os tormentos do inferno, aos quais fica exposta a  Humanidade. Descreve um mundo onírico, demoníaco, opressivo, de inumeráveis tormentos. Na parte inferior do
painel direito, os instrumentos musicais aparecem transformados em instrumentos de tortura. Vê-se
um coelho a tocar trompa e um homem abraçado por um porco, simbolizando o que acontece às
pessoas, devido ao seu comportamento.

De acordo com o “Correio da Manhã” de hoje, no próximo dia 15 de Agosto tem início a caça ao coelho. Tal facto, levou-nos a fazer uma interpretação pós-moderna do adagiário português sobre coelhos, a qual apresentamos de seguida:  

Temos coelho na toca.
O Passos Coelho está no Palácio de São Bento.

Depois de fugir o coelho, todos dão conselhos.
O Coelho não vai fugir. Os caçadores que se convençam disso.

Depois de fugir o coelho, toma o vilão o conselho.
Já dissemos e repetimos: o Coelho não vai fugir. Os caçadores que se convençam disso.

Matar dois coelhos duma cajadada.
Derrubar o governo PSD-CDS. 

Desta moita não sai coelho.
O PS do Tó Zé Seguro parece pouco empenhado em derrubar o governo.

O caçador do coelho deve ser manso.
Se assim é, o Tó Zé Seguro é manso demais ou faltam-lhe munições.

Os mansos comem coelho.
Se assim é, o Tó Zé Seguro anda há muito com falta de apetite.

O coelho é de quem o levanta, a lebre é de quem a mata e a perdiz de quem a acha.
Há quem pense que o Coelho será do António Costa.

Coelho casa com coelha, não com ovelha.
Esta é a crença de algum PSD, que não gosta de Paulo Portas, que considera uma “ovelha ronhosa”.

Quem corre atrás de dois coelhos, não pega nenhum.
Será uma advertência ao PCP do Jerónimo de Sousa, que combate igualmente o governo PSD-CDS e o PS?

Antes coelho magro no mato, que gordo no prato.
Adágio equivalente a este outro: Pela boca morre o peixe.

Quando o coelho provar que não é lebre, já está assado.
A assadura já começou, mas ainda vai levar o seu tempo.

A coelho ido, conselho vindo.
Adágio equivalente a este outro: Depois da casa roubada, trancas à porta.