quarta-feira, 27 de julho de 2016

Receita para fazer uma geringonça


Invenções de Leonardo da Vinci: Modelos cinemáticos do Codex Madrid I.
Biblioteca Nacional de Madrid.

A gestão autárquica do MIETZ a nível concelhio é rejeitada unanimemente pelo PS, pela CDU e pelo BE. Daí não ter constituído surpresa, o comunicado de imprensa da Assembleia-geral de Militantes da Secção de Estremoz do Partido Socialista, reunida a 25 de Junho de 2016, na freguesia de Veiros. Nele são tornadas públicas 7 conclusões, das quais me permito destacar duas:
- UMA DE ÂMBITO NACIONAL: “Analisar de forma muito positiva a acção do Governo de Portugal e o empenho de todos os partidos que compõem a solução governativa, cujo trabalho contribuiu para a melhoria da qualidade de vida dos portugueses, para a renovação da esperança aos jovens e desempregados e para a devolução de direitos, salários e pensões aos reformados, idosos e cidadãos em geral.”
- OUTRA DE ÂMBITO LOCAL: “Ao nível local, o PS manifesta disponibilidade para iniciar um período de diálogo democrático, com todos os partidos e movimentos, para numa lógica de futuro, reflectir sobre os problemas e soluções autárquicas.”
No seio da esquerda local, há quem creia que esta última conclusão é para inglês ver. Tal convicção, longe de constituir uma dúvida pirrónica, pode ser apenas consequência do facto de que “gato escaldado, de água fria tem medo”. Todavia, eu não penso assim. Não encontro motivo algum, que me leve a duvidar da seriedade das intenções do PS local, ao qual reconheço respeitabilidade, como de resto reconheço à CDU e ao BE.
Estou certo que o PS local, inspirado pelos bons exemplos que lhe vêm de cima, não deixará de oportunamente e em tempo útil, levar à prática a intenção manifestada de construção duma geringonça local que afaste o MIETZ da gestão autárquica.
Eu não sou político, mas como pensador, escrevo aquilo que penso. Daí que “como treinador de bancada” me permita divulgar uma receita para fazer uma geringonça local. A meu ver, a construção desta, deve ter em conta os seguintes quesitos:
1 – A geringonça é para percorrer caminho comum e este faz-se caminhando. Contudo, o percurso não pode ser feito à toa.
2 – A aceitação do direito à diferença, o debate frontal e fraternal na elaboração de um projecto de gestão autárquica alternativa à do MIETZ e que possa ser sólido, coerente, estável e duradouro. Sempre na convicção de qualquer das partes envolvidas, terá de deixar algumas ideias na gaveta, a fim de possibilitar a negociação.
3 – Sem esquecer os calcanhares de Aquiles que cada um tem, estes não podem inviabilizar a esperança que se pretende construir.
4 – Que cada um, com a convicção da força que tem, tenha a humildade de a reservar para a pôr ao serviço exclusivo da alternativa que se deseja construir.
5 – Primeiro a construção do projecto de gestão autárquica, alternativo ao do MIETZ. Só depois a escolha da equipa para o levar à prática.
6 – A geringonça terá de ser pré-eleitoral, pois claro!
O CONCELHO FICA À ESPERA!
Hernâni Matos