terça-feira, 24 de novembro de 2015

Poesia portuguesa - 059


Natal cada Natal

António Manuel Couto Viana (1923-2010)

 

Quando na mais sublime dor, 
A mulher dá à luz, 
Há sempre um Anjo Anunciador 
A murmurar-lhe ao coração — Jesus! 

Cada criança é o Céu que vem 
Pra nos remir do pecado 
E as palhas d’oiro de Belém 
Espalham-se no berço, como um Sol espelhado 

Por sobre o lar presepial , o brilho 
Da estrela abre o convite dos portais: 
— Vinde adorar a floração do filho 
No alvoroço da raiz dos pais. 

António Manuel Couto Viana (1923-2010)