quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Estremoz - Defesa do Património - 2

MÁQUINA DEBULHADORA - Rés-do-chão do Museu da Alfaia Agrícola de Estremoz, quando este
se situava na Rua Serpa Pinto e era visitável, o que aconteceu até Abril de 2004, data a partir
da qual e por recomendação de engenheiros da CME, deixou de receber visitas, por motivos
de segurança. Só em 15 de Julho de 2010 e na sequência de um assalto, começou a transferência
do seu recheio, para o local onde está actualmente alojado: um pavilhão junto aos silos da EPAC.

Outras estruturas associativas de defesa do património cultural em Estremoz foram:
Comissão da Alfaia Agrícola
A chamada “Comissão da Alfaia Agrícola”, liderada por Joaquim Vermelho e dependente da CME, entre 1987 e 1996 geriu o Museu da Alfaia Agrícola, então instalado em edifício devoluto da FNPT, na Rua Serpa Pinto, arrendado pela CME e que veio a acolher mais de 4000 peças da faina agro-pastoril, recolhidas pelo campaniço e encarregado de pessoal da CME, Crispim Vicente Serrano. Peças encontradas em lixeiras, em casões devolutos ou abandonadas ao ar livre, peças doadas por 23 agricultores e também peças depositadas por 24 agricultores à guarda da CME e que foram recuperadas na Horta do Quiton.
Associação Etnográfica e Cultural de Estremoz (ETM0Z)
Fundada em 1996 e hoje inactiva, era liderada pelo Eng.º José Mantero Morais e a ela pertenceram também, entre outros, Henrique Reynolds de Sousa, Pedro Borges, Ruy Zagallo Pacheco, Pedro Nunes da Silva, José Varge e Isabel Taborda Nunes de Oliveira. Os seus objectivos incluíam: - Apoiar e incentivar a recolha, conservação, valorização e investigação do Património Cultural e Ambiental das Comunidades da Região; - Promover um centro de actividades de animação cultural, de extensão educativa e de atracção turística; - Fomentar pólos de investigação científica interdisciplinar, estabelecendo protocolos para o efeito; - Incrementar relações com organizações nacionais, estrangeiras e internacionais, que prossigam fins semelhantes. Graças a um protocolo com a CME, a ETMOZ passou a gerir em Janeiro de 1996, o Museu da Alfaia Agrícola (edifício e recheio), situação que se manteve até 2003, ano em que a gestão transitou novamente para a CME, passando aquela unidade museológica a constituir um pólo museológico do Museu Municipal de Estremoz. A ETMOZ editou em 1997 “Colecção da Alfaia Agrícola (Catálogo Descritivo)”, elaborado pelos seus associados Ruy Zagallo Pacheco e Pedro Nunes da Silva.
(Continua)