segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Estamos fartos de circo

Palhaços
Larousse du XX siècle, 1928.

É sobejamente conhecida a minha natureza leonina com ascendente de touro. Significa isto que marro a direito. Esta é uma forma eufemística de dizer que escrevo direito por linhas tortas, já que o caminho se faz caminhando.
Farto de malabaristas, contorcionistas e fantoches de circos de terceira categoria, estou sempre de pé atrás, relativamente aos embustes que nos querem impingir como se de coisas sérias se tratasse.
Igualmente me sinto ludibriado por títeres e por palhaços, sejam eles o palhaço magrizela com cara de alvaiade ou o palhaço barrigudo faz-tudo e desgraçado, que há muito e tal como o primeiro perdeu a graça.
Nós não precisamos de circo. Estamos fartos de malabaristas, de contorcionistas, de fantoches, de títeres e de palhaços. Nós precisamos é de coisas sérias que não nos desviem do que é essencial a troco do acessório. Temos necessidade urgente de dar passos seguros e firmes que nos tirem deste atoleiro onde fomos metidos, muitos de nós sem dar por isso. Temos que pôr fim ao circo. E que não haja medos. Os novos actores temos que ser nós próprios. Não podemos permitir que o futuro nos escape das mãos. Vamos a isso?