sexta-feira, 28 de junho de 2013

Quem semeia ventos…


Uma tempestade com o naufrágio de um navio (1770).
Claude Joseph Vernet (1714-1789).
Óleo sobre tela (114 cm x 163 cm).
Alte Pinakothek, Munich.

A Cidadania exige que cada um de nós dê a cara e se assuma de corpo inteiro, não se escudando com almofadas protectoras de conveniência dúbia.
Eu sou daqueles que dá sempre a cara. Está-me na massa do sangue e assumo sempre as consequências daquilo que escrevo, blindado pela verdade inabalável dos factos.
Não sou como aqueles miúdos que deitam a língua de fora aos crescidos e depois com medo, vão-se esconder debaixo das saias da mãe. E o que é mais grave ainda é que teimam em querer esconder o sol com a peneira.
Não basta à mulher de César ser séria. É preciso parecê-lo. Em política, o que parece é. Quem semeia ventos, colhe tempestades.