sábado, 4 de agosto de 2012

Palavras, para quê?



À Catarina, minha filha

Creio que Agosto não será, porventura, o mês mais propício à escrita ou à leitura de textos extensos e muito menos pretensamente doutrinários ou intelectuais.
Nesta época do ano, criadores e receptores de mensagens, giboiam como podem e sabem, ao mesmo tempo que destilam, mesmo antes da temperatura igualizar aquela a que ferve o ângulo recto.
Compreensivo se torna que alguém como eu, prisioneiro dos encantos da arte pastoril, na sequência da sua última incursão ao Mercado das Velharias em Estremoz, se limite a uma lacónica expressão:
- Palavras, para quê?