quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O Inverno no adagiário português

DEZEMBRO - Iluminura (10,8x14 cm) do “Livro de Horas de D. Manuel I”
[Século XVI (1517-1551)], manuscrito com iluminuras atribuídas a António
de Holanda, conservado no Museu Nacional de Arte Antiga.
Pintura a têmpera e ouro sobre pergaminho.

No adagiário português a presença do Inverno é abundante, já que abarca adágios relativos aos meses de Dezembro, Janeiro, Fevereiro e Março. Todavia, para além disso, a sua presença explícita é igualmente vasta, já que identificámos a existência de inúmeros adágios relativos ao Inverno:
- De Inverno ao fogo, de Verão ao jogo.
- De Inverno ou de Verão não deixes o teu gabão.
- Dos Santos ao Natal é Inverno natural
- Dos Santos ao Natal, Inverno cruel.
- Dos Santos ao Natal, Inverno geral.
- Dos Santos ao Natal, Inverno natural.
- Dos Santos ao Natal, perde a padeira o cabedal.
- Dos Santos ao Natal, perde o marinheiro o cabedal
- Em tempo de Inverno não há em que fiar.
- Em tempo de Inverno ninguém se fie em Deus.
- Inverno chuvoso, verão abundoso.
- Inverno geral, um mês antes do Natal.
- Inverno laborioso, Verão venturoso.
- Inverno nevoso, ano formoso.
- Inverno que não vem em Janeiro, vem em dois de Fevereiro.
- Nem Inverno sem capa, nem no Verão sem cabaça.
- Nem Inverno sem capa, nem no Verão sem cabaça.
- Nem Inverno sem capa, nem Verão sem cabaça.
- Nem no Inverno nem no Verão, largues o teu gibão.
- Nem no Inverno sem capa, nem no Verão sem borracha.
- Nem no Inverno sem capa, nem no Verão sem cabaça.
- Nem no Inverno sem copos, nem no Verão sem cabaça.
- Nem por Agosto caminhar, nem por Dezembro marear.
- Nem por Agosto comprar, nem por Dezembro arear.
- No Inverno forneira e no Verão taberneira.
- No Inverno não fiar em Deus.
- No Inverno no fogo, no Verão ao jogo.
- No Inverno romeira e no Verão taberneira.
- No Verão, taberneira, no Inverno, padeira.
- Nove meses de Inverno e três de Inferno.
- O Inverno natural é um mês antes do Natal
- O sol de Inverno, sai tarde e põe-se cedo.
- Se o Inverno não faz o seu dever em Janeiro, fá-lo em Fevereiro.
- Seca de Março e invernia de Abril, põe o lavrador a pedir.
- Sol de Inverno e chuva de Verão, não me enganarão.
- Sol de Inverno sai tarde e põe-se cedo.
- Sol de Inverno sai tarde no outeiro e põe-se cedo no viso.
- Sol de Inverno sempre anda de trás do outeiro.
- Sol de Inverno tarde sai e cedo vai.
Sol de Inverno, chuva de Verão, amor de puta e palavrinhas doces do meu capitão, a mim não me enganarão.
Sol de Inverno, chuva de Verão, amor de rameira e palavrinhas doces de meu capitão, a num não me enganarão.
- Sol de Inverno, chuva de Verão, choro de mulher e palavra de ladrão, ninguém caia, não.
- Sol nascente desfigurado, no Inverno frio, no Verão molhado.
- Três semanas antes do Natal, Inverno geral.
- Trovão no Invemo, tempo moderno.
- Se o Inverno não erra caminho, tê-lo-ei pelo São Martinho.
- Trovoada de baixo, Inverno de cima e palavra de gente do Bilhó, tudo é uma coisa só.
- Trovoada de baixo. Inverno de cima e homem de Curralim, todos três são coisa ruim.
- Vento suão, água na mão; de Inverno sim, que de Verão não.
- Vento suão, chuva na mão, de Inverno sim, de Verão não.
- Vento suão, molha no Inverno e seca no Verão.
- Verão fresco. Inverno chuvoso. Estio perigoso.