sexta-feira, 7 de junho de 2019

Bonecos de Estremoz: Quirina Alice Marmelo


Fig. 1 - Quirina Marmelo (1922-2009) a trabalhar na sua oficina perante o olhar
embevecido de uma admiradora, a minha madrinha de baptismo Maria da
Conceição Carmelo Figueira. Fotografia de autor desconhecido, c. 2000.
 Arquivo fotográfico do autor.

Nasceu a 10 de Janeiro de 1922 numa casa dos montes da Igreja, na freguesia de São Lourenço de Mamporcão, concelho de Estremoz. Filha legítima de Silvestre António Marmelo, de 50 anos, trabalhador, natural da freguesia de Santo António da Terrugem do concelho de Elvas e de Joaquina de Jesus, de 40 anos, doméstica, natural da freguesia de São Lourenço de Mamporcão, concelho de Estremoz (6).
A 3 de Março de 1973, com 51 anos de idade, casou catolicamente com António Lino de Sousa, de 54 anos, oleiro, natural da freguesia de Redondo, concelho de Redondo. O casamento ficou sujeito ao regime imperativo de separação de bens, nos termos da alínea b) do nº 1 do artº 1920 do Código Civil. A celebração do matrimónio decorreu na Igreja Matriz de Santa Maria de Estremoz e foi presidida pelo Padre Júlio Luís Esteves (3).
Quirina começou a trabalhar no campo aos 11 anos, onde trabalhou até ingressar como cozinheira no refeitório da Escola Industrial e Comercial de Estremoz, em 15 de Novembro de 1962, na qualidade de contratada. O Contracto Individual de Trabalho foi assinado a rogo de Quirina, visto esta não saber ler. Em 25 de Setembro de 1981 deixa de ser cozinheira e passa à condição de servente contratada, tendo sido dispensada da habilitação (4ª classe) por certidão passada pela Direcção-geral de Educação de Adultos. De 3 de Novembro de 1982 até à sua aposentação, em 29 de Outubro de 1986, teve a categoria de contínua de 2ª classe. A última classificação de serviço que teve foi Bom (5).
Quirina enviuvou a 5 de Junho de 1982, com a idade de 60 anos, tendo o marido sido vítima de insuficiência cardíaca – edema agudo do pulmão. (1)
Ainda em vida do marido, Quirina confeccionava Bonecos com ele e pintava os de ambos, visto que a pintura não era uma tarefa que agradasse ao marido. Após se ter aposentado como cozinheira, Quirina (Fig. 1) dedicou-se em exclusivo à manufactura de Bonecos na sua oficina-loja na Rua Arco de Santarém, nº 4, onde também comercializava louça do Redondo e de São Pedro do Corval. Outro ponto de venda dos seus Bonecos era o Museu Municipal de Estremoz.
A cozedura dos Bonecos era feita inicialmente num forno a lenha que o marido António Lino construíra no quintal da sua residência. Só nos últimos anos da sua vida é que Quirina passou a cozer numa mufla eléctrica, actualmente utilizada por seu neto, Duarte Catela.
As suas figuras tanto antropomórficas como zoomórficas têm um aspecto por um lado vigoroso e por outro lado simplificado quando comparado com as de outros barristas. A esta manufactura sui-generis está associada uma pintura que utiliza cores não convencionais. Tudo isto torna inconfundíveis os seus Bonecos.
Enquanto foi viva, Quirina participou primeiro na Feira de Arte Popular e Artesanato do Concelho de Estremoz e na FIAPE depois, bem como na Feira de São Mateus, em Elvas. Participou ainda em exposições individuais e colectivas, promovidas pelo Museu Municipal de Estremoz. Viria a falecer no dia 23 de Setembro de 2009, com 87 anos de idade. Morava então na Rua Alexandre Herculano, nº 100, em Estremoz (4), (2).

BIBLIOGRAFIA
(1) - António Lino de Sousa - Assento de Óbito nº 87 de 1982, da Conservatória do Registo Civil de Estremoz.
(2) - QUIRINA ALICE MARMELO – Agradecimento in Brados do Alentejo nº 721, 01/10/2009. Estremoz, 2009 (pág. 2).
(3) - Quirina Alice Marmelo - Assento de Casamento nº 18 de 1973, da Conservatória do Registo Civil de Estremoz.
(4) - Quirina Alice Marmelo - Assento de Óbito nº 181 de 2009, da Conservatória do Registo Civil de Estremoz.
(5) - Quirina Alice Marmelo - Processo Individual de funcionária nº 748.
(6) - Quirina Alice Marmelo - Registo de Nascimento nº 81 de 1922, da Conservatória do Registo Civil de Estremoz.
Hernâni Matos
Publicado inicialmente em 7 de Junho de 2019


Presépio de 3 figuras.

Presépio de 3 figuras.

Pastor ofertante com um borrego ao colo.

Nossa Senhora da Conceição.

São João Baptista com flores.

Ceifeira.

Mulher da azeitona.

Mondadeira.

Pastor de tarro e manta.

Pastor de tarro e manta.

Pastor a dormir debaixo da árvore.

Pastor do harmónio.

Porqueiro.

Mulher dos enchidos.

Coqueira.

Amazona dos ovos.

Amazona dos ovos.

Leiteiro.

Leiteiro.

Peralta.

Amor é cego.

Amor é cego.

Banda.

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Bonecos de Estremoz: António Lino de Sousa


Fig. 1 – Operação de desenfornar na Olaria Alfacinha nos anos 50 do séc. XX.
Ao centro António Lino de Sousa (1918-1982) com cerca de 40 anos. À sua
esquerda Caetano da Conceição e à sua direita Jerónimo da Conceição.
Fotografia de Rogério de Carvalho (1915-1988). Arquivo fotográfico do autor. 

Nasceu a 4 de Junho de 1918 numa casa da rua do Poço Novo, na freguesia da Anunciação, concelho de Redondo. Filho legítimo de José Arnaldo de Sousa Meneses, de 24 anos, oleiro, natural da freguesia da Conceição, concelho de Vila Viçosa e de Isabel Maria Lopes, de 19 anos, doméstica, natural da freguesia da Anunciação, concelho de Redondo (3).
Aos 12 anos entrou como aprendiz na Olaria Alfacinha, onde chegou a rodista. Era popularmente conhecido por duas alcunhas “Mouco” e “Redondeiro”.
A 3 de Março de 1973, com 54 anos de idade, casou catolicamente com Quirina Alice Marmelo, de 51 anos, cozinheira, natural da freguesia de São Lourenço, concelho de Estremoz. O casamento ficou sujeito ao regime imperativo de separação de bens, nos termos da alínea b) do nº 1 do artº 1920 do Código Civil. A celebração do matrimónio decorreu na Igreja Matriz de Santa Maria de Estremoz e foi presidida pelo Padre Júlio Luís Esteves, pároco da freguesia (4).
Foi na Olaria Alfacinha (Fig. 1) que, com Mestre Mariano da Conceição, aprendeu a manufactura de Bonecos de Estremoz, visando reforçar o seu magro salário. A isso se dedicava nos dias de folga, no que era acompanhado por Quirina, que além de manufacturar os seus próprios Bonecos, pintava os de ambos, visto que ao marido não lhe agradava pintar. O barro utilizado por António Lino era por ele recolhido nos Barreiros e preparado para modelar. A cozedura dos Bonecos era feita num forno a lenha que construíra no quintal da sua residência.
Por motivos de saúde, António Lino teve em 1976 de deixar a Olaria Alfacinha, dedicando-se então em exclusivo à confecção de Bonecos na sua oficina-loja na Rua Arco de Santarém, nº 4, onde igualmente comercializava louça do Redondo e de São Pedro do Corval. Outro local de venda dos seus Bonecos era o Museu Municipal de Estremoz, próximo da sua casa. Nunca frequentou feiras.
Uma coisa chama desde logo a atenção nas suas figuras: as dimensões diminutas das suas bases.
António Lino viria a falecer no dia 5 de Junho de 1982, com 64 anos de idade, vítima de insuficiência cardíaca – edema agudo do pulmão. Morava na Rua Arco de Santarém, nº 4 (2), (1).

BIBLIOGRAFIA
(1) - AGRADECIMENTO - António Lino de Sousa in Brados do Alentejo nº 67, 25/06/1982. Estremoz, 1982 (pág. 2).
(2) - António Lino de Sousa - Assento de Óbito nº 87 de 1982, da Conservatória do Registo Civil de Estremoz.
(3) - António Lino de Sousa - Registo de Nascimento nº 185 de 1918, da Conservatória do Registo Civil do Redondo.
(4) - António Lino de Sousa - Assento de Casamento nº 18 de 1973, da Conservatória do Registo Civil de Estremoz.

Hernâni Matos

Mulher da azeitona.

Pastor com um borrego ao ombro.


Pastor ofertante das pombas.

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Bonecos de Estremoz: Os Militares


Lanceiro. Sabina da Conceição.

No conjunto dos “Bonecos da Tradição” existem figuras que têm a ver com a realidade local, nas quais se insere um sub-conjunto de imagens que são os militares: Lanceiro (Fig. 1), Lanceiro com bandeira (Fig. 2), Sargento (Fig. 3) e Sargento no Jardim (Fig. 4).
Estremoz foi desde sempre uma praça militar com alguma importância estratégica, daí que a comunidade local se tenha habituado a conviver com a instituição militar e alguns dos seus membros estejam representados nos “Bonecos da Tradição”. Desde 5 de Abril de 1875 que o Regimento de Cavalaria n.º 3 se encontra definitivamente instalado em Estremoz. O RC3 é herdeiro das tradições e património do Regimento dos Dragões de Olivença e do Regimento de Lanceiros n.º 1.

 Lanceiro com bandeira. Ana das Peles.

Sargento. Isabel Carona.

Sargento no jardim. Mariano da Conceição.

domingo, 2 de junho de 2019

Poesia Portuguesa - 091



GARRAS DOS SENTIDOS
AGUSTINA BESSA LUÍS (1922-2019)

Não quero cantar amores,
Amores são passos perdidos,
São frios raios solares,
Verdes garras dos sentidos.

São cavalos corredores
Com asas de ferro e chumbo,
Caídos nas águas fundas,
não quero cantar amores.

Paraísos proibidos,
Contentamentos injustos,
Feliz adversidade,
Amores são passos perdidos.

São demências dos olhares,
Alegre festa de pranto,
São furor obediente,
São frios raios solares.

Dá má sorte defendidos
Os homens de bom juízo
Têm nas mãos prodigiosas
Verdes garras dos sentidos.

Não quero cantar amores
Nem falar dos seus motivos.

AGUSTINA BESSA LUÍS (1922-2019)

quarta-feira, 29 de maio de 2019

Poesia Portuguesa - 090


PEQUENINA
FLORBELA ESPANCA (1894-1930)

És pequenina e ris ... A boca breve 
É um pequeno idílio cor-de-rosa ... 
Haste de lírio frágil e mimosa! 
Cofre de beijos feito sonho e neve! 

Doce quimera que a nossa alma deve 
Ao Céu que assim te faz tão graciosa! 
Que nesta vida amarga e tormentosa 
Te fez nascer como um perfume leve! 

O ver o teu olhar faz bem à gente ... 
E cheira e sabe, a nossa boca, a flores 
Quando o teu nome diz, suavemente ... 

Pequenina que a Mãe de Deus sonhou, 
Que ela afaste de ti aquelas dores 
Que fizeram de mim isto que sou! 

FLORBELA ESPANCA (1894-1930)

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Bonecos de Estremoz: morfologia e cromática dos assobios compostos


No conjunto dos Bonecos da Tradição incluem-se os assobios compostos: Amazona (Fig. 1), Peralta a cavalo (Fig. 2) e Sargento a cavalo (Fig. 3). Procederei aqui ao estudo das formas que os assobios antropomórficos podem ter, bem com a arte de neles combinar as cores.

Fig. 1 - Amazona – Sabina Santos (sd).
Figura composta (antropomórfica e zoomórfica).
A figura antropomórfica feminina está montada de lado num cavalo, com as mãos na anca. Na cabeça, o cabelo é castanho e está parcialmente coberto por chapéu amarelo, levantado do lado esquerdo. Os olhos são dois pontos negros, encimados por dois arcos igualmente negros, simulando as pestanas e as sobrancelhas. A boca está pintada de vermelho e as rosetas são cor-de-rosa. O nariz é uma pequena saliência. Traja um vestido cor de zarcão que apresenta na parte inferior uma linha horizontal azul-escuro, na qual incidem pequenas linhas verticais e paralelas, da mesma cor, simulando uma franja. O lenço do pescoço, a abertura e a abotoadura do peito, os punhos e respectiva abotoadura, são igualmente azul-escuro.
A figura zoomórfica é um cavalo de cor castanha com malhas negras nas patas cilindriformes e com cascos igualmente negros. Na cabeça do animal figuram duas orelhas cónicas, um focinho alongado de forma cilíndrica, no qual é visível uma linha recta incisa a vermelho, que representa a boca e dois buracos dispostos paralelamente, figurando as narinas. Os olhos são duas pintas brancas inscritas em dois círculos negros. O pescoço, de formato espalmado, mostra de cada lado uma série de pintas negras que representam a crina. Na parte traseira do animal é visível uma cauda cilíndrica, de cor castanho-escuro e que constitui o bocal de sopro.
A figura composta assenta numa base rectangular com orla em zarcão, de cor verde e pintalgada de branco, amarelo e zarcão.

Fig. 2 - Peralta a cavalo – Sabina Santos (sd).
Figura composta (antropomórfica e zoomórfica).
A figura antropomórfica masculina está montada num cavalo, com as mãos na anca e botas negras. Na cabeça, o cabelo é castanho e está parcialmente coberto por chapéu amarelo, levantado à frente. Os olhos são dois pontos negros, encimados por dois arcos igualmente negros, simulando as pestanas e as sobrancelhas. A boca está pintada de vermelho e as rosetas são cor-de-rosa. O nariz é uma pequena saliência. Traja um fato-de-macaco azul. O lenço do pescoço, a abertura e a abotoadura do peito, os punhos e respectiva abotoadura, são vermelhas.
A figura zoomórfica é um cavalo de cor castanha com malhas negras nas patas cilindriformes e com cascos igualmente negros.
Na cabeça do animal figuram duas orelhas cónicas, um focinho alongado de forma cilíndrica, no qual é visível uma linha recta incisa a vermelho, que representa a boca e dois buracos dispostos paralelamente, figurando as narinas. Os olhos são duas pintas brancas inscritas em dois círculos negros. O pescoço, de formato espalmado, mostra de cada lado uma série de pintas negras que representam a crina. Na parte traseira do animal é visível uma cauda cilíndrica, de cor castanho-escuro e que constitui o bocal de sopro.
A figura composta assenta numa base rectangular com orla em zarcão, de cor verde e pintalgada de branco, amarelo e zarcão.

Fig. 3 - Sargento a cavalo – Irmãs Flores (2018).
Figura composta (antropomórfica e zoomórfica).
A figura antropomórfica masculina está montada num cavalo, com as mãos na anca e botas negras. Na cabeça, o cabelo é castanho e está parcialmente coberto por barrete circular azul-escuro, com lista castanha com dois botões amarelos nas extremidades e que descai para o lado esquerdo. A farda é azul escura. parcialmente coberto por chapéu amarelo, levantado à frente. Os olhos são dois pontos negros, encimados por dois arcos igualmente negros, simulando as pestanas e as sobrancelhas. A boca está pintada de vermelho e as rosetas são cor-de-rosa. O nariz é uma pequena saliência. Traja um fato-de-macaco cor-de-laranja. A gola, os punhos e a respectiva abotoadura são azuis. A figura assenta numa base circular, de cor branca
A abotoadura do peito e dos punhos é amarela. Os olhos são dois pontos negros, encimados por dois arcos igualmente negros, simulando as pestanas e as sobrancelhas. A boca está pintada de vermelho e as rosetas são cor-de-rosa. O nariz é uma pequena saliência.
A figura zoomórfica é um cavalo de cor castanha com malhas negras nas patas cilindriformes e com cascos igualmente negros.
Na cabeça do animal figuram duas orelhas cónicas, um focinho alongado de forma cilíndrica, no qual é visível uma linha recta incisa a vermelho, que representa a boca e dois buracos dispostos paralelamente, figurando as narinas. Os olhos são duas pintas brancas, encimadas por dois riscos negros, arqueados. O pescoço, de formato espalmado, mostra de cada lado uma série de riscos negros que representam a crina. Na cabeça sobressaem também, linhas de cor castanho-escuro que representam a cabeçada e as rédeas. Na parte traseira do animal é visível uma cauda cilíndrica, de cor castanho-escuro e que constitui o bocal de sopro.
A figura composta assenta numa base rectangular com orla em zarcão, de cor verde e pintalgada de branco, amarelo e zarcão.


sexta-feira, 24 de maio de 2019

Bonecos de Estremoz: morfologia e cromática dos assobios antropomórficos


No conjunto dos Bonecos da Tradição incluem-se os assobios antropomórficos: Senhora (Fig. 1), Peralta (Fig. 2) e Sargento (Fig.  3). Procederei aqui ao estudo das formas que os assobios antropomórficos podem ter,  bem com a arte de neles combinar as cores.

Fig. 1 - Senhora – Irmãs Flores (2010).
Figura antropomórfica feminina, de pé e com as mãos na anca. Na cabeça, o cabelo é castanho e está parcialmente coberto por chapéu amarelo, levantado à frente, com orla e fita vermelha. Os olhos são dois pontos negros, encimados por dois arcos igualmente negros, simulando as pestanas e as sobrancelhas. A boca está pintada de vermelho e as rosetas cor-de-rosa. O nariz é uma pequena saliência. Das orelhas pendem duas arcadas amarelas. Enverga um vestido comprido até aos pés, cor-de-rosa. O lenço atado ao pescoço, a abotoadura do peito, os punhos e a respectiva abotoadura, bem como a fita da cintura são azuis. A figura assenta numa base circular, de cor branca e pintalgada de verde, azul, amarelo, laranja e vermelho. Bocal de sopro castanho escuro.

Fig. 2 - Peralta – José Moreira (sd).
Figura antropomórfica masculina, de pé, com as mãos na anca e sapatos negros. Na cabeça, o cabelo é castanho e está parcialmente coberto por chapéu amarelo, levantado à frente. Os olhos são dois pontos negros, encimados por dois arcos igualmente negros, simulando as pestanas e as sobrancelhas. A boca está pintada de vermelho e as rosetas são cor-de-rosa. O nariz é uma pequena saliência. Traja um fato-de-macaco cor-de-laranja. A gola, os punhos e a respectiva abotoadura são azuis. A figura assenta numa base circular, de cor branca e pintalgada de verde, amarelo e zarcão. Bocal de sopro cor de barro.

Fig. 13 - Sargento – José Moreira (sd).
Figura antropomórfica masculina, de pé, com as mãos na anca e sapatos negros. Na cabeça, o cabelo é castanho e está parcialmente coberto por barrete circular azul-escuro e com lista amarela, o qual descai para o lado esquerdo. A farda é azul escura. A gola, a abertura e a abotoadura do peito, os punhos e respectiva abotoadura, bem como as divisas na parte superior das mangas são vermelhas. Os olhos são dois pontos negros, encimados por dois arcos igualmente negros, simulando as pestanas e as sobrancelhas. A boca está pintada de vermelho e as rosetas são cor-de-rosa. O nariz é uma pequena saliência. A figura assenta numa base circular, de cor branca e pintalgada de verde, amarelo e zarcão. Bocal de sopro castanho.