segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

O Inverno na Pintura Universal

INVERNO (Finais do séc. XIV). Iluminura de mestre desconhecido, pertencente ao “Tacuinum
Sanitatis”, livro medieval sobre o bem-estar, com base no Taqwin al sihha تقوين الصحة ("Quadros
de Saúde"), tratado do século XI da autoria  do médico árabe Ibn Butlan de Bagdad, o qual 
pertence à Biblioteca Casanatense, em Roma.

O Inverno é o tema central de telas criadas por grandes nomes da pintura universal, dos quais destacamos, associados por épocas/correntes da pintura:
- IDADE MÉDIA: Autor desconhecido (Finais do séc. XIV).
- RENASCENTISMO: Pieter Bruegel, “ O Velho (c. 1525-1569), flamengo.
- MANEIRISMO: Tintoretto (1518-1594), italiano; Antoine Caron (1521-1599), francês; Jacob Grimmer (c. 1525-1590), flamengo; Giuseppe Arcimboldo (1526-1593), italiano; Francesco Bassano (1549-1592), italiano; Abel Grimmer (c. 1570-c. 1619), flamengo.
- BARROCO: Joos de Momper (1564-1634/35), flamengo; Abraham Bloemaert (1566-1651), holandês; Denis van Alsloot (1570-1626), flamengo; Francesco Albani (1578-1660), italiano; Joost Cornelisz Droochsloot (1586-1666), holandês; Gijsbrecht Leytens (1586-1642/57), flamengo; Jan Wildens (1586-1653), flamengo; Adriaen Pietersz. van de Venne (1589-1662), holandês; Jacques Fouquier (1590-1659), flamengo; Nicolas Poussin (1594-1665), francês; Lucas van Uden (1595-1672), flamengo; Jan van Goyen (1596-1656), holandês; Simon de Vlieger (1601-1653), holandês; Aert van der Neer (1603/04-1677), holandês; Harmenszoon van Rijn Rembrandt (1606-1669), holandês; Hendrick Avercamp (1612-1679), holandês; Caesar van Everdingen (1617-1678), holandês; Philips Wouwerman (1619-1668), holandês; Isaack van Ostade (1621-1649), holandês; Jan Abrahamsz Beerstraten (1622-1666), flamengo; Jan van de Capelle (1626-1679), holandês; Jacob Isaackszon van Ruisdael (c. 1628-1682), holandês; Klaes Molenaer (c. 1630-1676), holandês; Esaias van de Velde (1636-1672), holandês; Johann Heiss (1640-1704), alemão; Rosalba Carriera (1675-1757), italiano; Jacques de Lajoue (1686-1761), francês; Nicolas Lancret (1690-1743), francês; Jacob de Wit (1695-1754), holandês; Anton Kern (1709-1747), alemão; Jan van Os (1744-1808), holandês; Abraham van, I Strij (1753-1826) holandês.
- RÓCÓCÓ: François Boucher (1703-1770), francês.
- ROMANTISMO: Caspar David Friedrich (1774-1840), alemão; Ernst Ferdinand Oheme (1797-1855), alemão; Karl Blechen (1797-1840), alemão; Heinrich Burkel (1802-1869), alemão; Barend Cornelis Ó Koekkoek (1803-1862), holandês.
- NEOCLASSICISMO: Auguste Raffet (1804-1860), francês.
E que nos mostram estes mestres da pintura universal?
Céu muitas vezes carregado como prenúncio de tempestade ou limpo se já choveu ou nevou. Paisagens em que quase sempre chove, neva ou há nevoeiro. Rios e lagos gelados. Solo coberto de gelo, no qual pessoas escorregam ou se enterram por ser pouco espesso e onde é necessário deslocar-se de patins ou de trenó. Casas com telhado coberto de neve, a qual também cobre o solo, onde a deslocação se faz com recurso a raquetes e esquis. Brincadeiras e jogos de crianças e de adultos, no gelo e na neve. Casas com lareiras acesas e chaminés fumegantes para onde se dirigem pessoas carregando lenha às costas ou de trenó. Árvores despidas de folhas. Actividades agro-pastoris praticamente inexistentes. Cenas de caça ou de regresso dela. Pessoas que vestem roupas da época ou até mesmo peles que as protegem do frio e que quando ao ar livre têm sempre a cabeça coberta.
Em suma: É Inverno!

Hernâni Matos
Publicado inicialmente em 12 de Dezembro de 2011

INVERNO (?).
Jacob Grimmer (c. 1525-1590).
Óleo sobre madeira (36,5 x 59,5 cm).
Szépmûvészeti Múzeum, Budapest.

INVERNO (1563).
Giuseppe Arcimboldo (1526-1593).
Óleo sobre painel (67 x 51 cm).
Kunsthistorisches Museum, Vienna.

INVERNO (c. 1564).
Tintoretto (1518-1594).
Óleo sobre tela (diâmetro 90 cm).
Scuola Grande di San Rocco, Venice.

PAISAGEM DE INVERNO COM PATINADORES
E UMA ARMADILHA DE AVES (1565).
Pieter Bruegel, “ O Velho (c. 1525-1569).
Óleo sobre painel.
Musées Royaux des Beaux-Arts, Brussels.

O TRIUNFO DO INVERNO (c. 1568).
Antoine Caron (1521-1599).
Óleo sobre tela (103 x 179 cm).
Colecção privada.

INVERNO (1577-78).
Francesco Bassano (1549-1592).
Óleo sobre tela (115 x 184 cm).
The Hermitage, St. Petersburg.

INVERNO NUMA CIDADE HOLANDESA (?).
Joost Cornelisz Droochsloot (1586-1666).
Óleo sobre painel (51 x 75 cm).
The Hermitage, St. Petersburg.


INVERNO (1607).
Abel Grimmer (c. 1570-c. 1619).
Óleo sobre painel (33 x 47 cm).
Koninklijk Museum voor Schone Kunsten, Antwerp.


PAISAGEM DE INVERNO COM PATINADORES (C. 1608).
Hendrick Avercamp (1612-1679).
Óleo sobre madeira (78 x 132 cm).
Rijksmuseum, Amsterdam.


INVERNO (1614).
Adriaen Pietersz. van de Venne (1589-1662).
Óleo sobre carvalho (43 x 68 cm).
Staatliche Museen, Berlin.


PAISAGEM DE INVERNO COM CAÇADORES (?)
Lucas van Uden (1595-1672).
Óleo sobre tela (41 x 66 cm).
Colecção privada.


“INVERNO” OU “O TRIUNFO DE DIANA” (1616-17).
Francesco Albani (1578-1660).
Óleo sobre tela (diâmetro 154 cm).
Galleria Borghese, Rome.

PAISAGEM DE INVERNO NA FLORESTA DE SOIGNES,
COM A FUGA PARA O EGIPTO (c. 1616).
Denis van Alsloot (1570-1626).
Óleo sobre painel de carvalho (49 x 67 cm).
Colecção privada.

PAISAGEM DE INVERNO (1617).
Jacques Fouquier (1590-1659).
Óleo sobre painel (58 x 77 cm).
Fitzwilliam Museum, Cambridge.

PAISAGEM DE INVERNO (1620-40).
Gijsbrecht Leytens (1586-1642/57).
Óleo sobre painel (72 x 89 cm).
The Hermitage, St. Petersburg.

PAISAGEM DE INVERNO (c. 1620).
Joos de Momper (1564-1634/35).
Óleo sobre painel (49,5 x 82,5 cm).
Colecção privada.

PAISAGEM DE INVERNO COM CAÇADOR (1624).
Jan Wildens (1586-1653).
Óleo sobre tela (194 x 292 cm).
Gemäldegalerie, Dresden.

ALEGORIA DO INVERNO (1625-30).
Abraham Bloemaert (1566-1651).
Óleo sobre tela (70 x 57 cm).
Musée du Louvre, Paris.

PAISAGEM DE INVERNO (1629).
Esaias van de Velde (1636-1672).
Óleo sobre carvalho (11,2 x 14,9 cm).
Wallraf-Richartz Museum, Cologne.

PAISAGEM DE INVERNO COM PONTE DE MADEIRA(?).
Philips Wouwerman (1619-1668).
Óleo sobre carvalho (29 x 37 cm).
Staatliche Museen, Berlin.


ALDEIA DE NIEUKOOP NO INVERNO COM FUNERAL DE CRIANÇA (?).
Jan Abrahamsz Beerstraten (1622-1666).
Óleo sobre tela (91,5 x 128,8 cm).
Szépmûvészeti Múzeum, Budapest.

PAISAGEM DE INVERNO (c. 1643).
Isaack van Ostade (1621-1649).
Óleo sobre madeira (72 x 114 cm).
The Hermitage, St. Petersburg.

VISTA DE HAIA NO INVERNO (1645).
Jan van Goyen (1596-1656).
Óleo sobre painel (52 x 70 cm).
The Hermitage, St. Petersburg.

RIO NO INVERNO (c. 1645).
Aert van der Neer (1603/04-1677).
Óleo sobre painel (36 x 62 cm).
The Hermitage, St. Petersburg.

O LADO NOROESTE DA PORTA DE ROTTERDAM
EM DELFT NO INVERNO (1645-50).
Simon de Vlieger (1601-1653).
Giz preto, pincel e tinta cinzenta (148 x 233 mm).
Rijksmuseum, Amsterdam.

INVERNO (1646).
Caesar van Everdingen (1617-1678).
Óleo sobre tela (97 x 81 cm).
Rijksmuseum, Amsterdam.

PAISAGEM DE INVERNO (1646).
Harmenszoon van Rijn Rembrandt (1606-1669).
Óleo sobre carvalho (17 x 23 cm).
Staatliche Museen, Kassel.


PAISAGEM DE INVERNO (1650).
Jan van de Capelle (1626-1679).
Óleo sobre Madeira.
Rijksmuseum Twenthe, Enschede.

PAISAGEM DE INVERNO (1660).
Klaes Molenaer (c. 1630-1676).
Óleo sobre tela (77 x 110 cm).
Colecção privada.

INVERNO (1660-64).
Nicolas Poussin (1594-1665).
Óleo sobre tela (118 x 160 cm).
Musée du Louvre, Paris.

ALEGORIA DO INVERNO (1665).
Johann Heiss (1640-1704).
Óleo sobre cobre (29 x 37 cm).
The Hermitage, St. Petersburg.


PAISAGEM DE INVERNO (c. 1670).
Jacob Isaackszon van Ruisdael (c. 1628-1682).
Óleo sobre tela (66 x 97 cm).
Museo Thyssen-Bornemisza, Madrid.

INVERNO (?)
Jacques de Lajoue (1686-1761).
Caneta e pincel, tinta indiana e aguarela sobre
 desenho a lápis de preparação (274 x113 mm).
The Hermitage, St. Petersburg.

INVERNO (c. 1725).
Rosalba Carriera (1675-1757).
Pastel sobre papel cinza colado no cartão (24 x 19 cm).
The Hermitage, St. Petersburg.

INVERNO (1735).
François Boucher (1703-1770).
Óleo sobre tela (55,3 x 71,3 cm).
Frick Collection, New York.

INVERNO (1738).
Nicolas Lancret (1690-1743).
Óleo sobre tela (69 x 89 cm).
Musée du Louvre, Paris.

OUTONO E INVERNO (1747).
Anton Kern (1709-1747).
Óleo sobre tela (165 x 126 cm).
The Hermitage, St. Petersburg.

ALEGORIAS DAS QUATRO ESTAÇÕES –
- INVERNO (1751-52).
Jacob de Wit (1695-1754).
Óleo sobre tela (216 x 146 cm).
Staatliche Museen, Kassel.

PAISAGEM DE INVERNO (?).
Jan van Os (1744-1808).
Óleo sobre painel (27 x 35 cm).
Colecção privada.

UMA CENA DE INVERNO (?).
Abraham van, I Strij (1753-1826)
Óleo sobre painel (61 x 55 cm).
Colecção privada.

PAISAGEM DE INVERNO (1811).
Caspar David Friedrich (1774-1840).
Óleo sobre tela (32 x 45 cm).
National Gallery, London.

CATEDRAL NO INVERNO (1821).
Ernst Ferdinand Oheme (1797-1855).
Óleo sobre tela (127 x 100 cm).
Gemäldegalerie, Dresden.

CEMITÉRIO DE SÃO PEDRO NO INVERNO (?).
Heinrich Burkel (1802-1869).
Óleo sobre tela (43 x 44 cm).
Residenzgalerie, Salzburg.

DOIS HUSSARDS FRANCESES EM PATRULHA NO INVERNO (?).
Auguste Raffet (1804-1860).
Óleo sobre tela (45 x 54 cm).
The Hermitage, St. Petersburg.

PASSAGEM ALPINA COM MONGES (1833).
Karl Blechen (1797-1840).
Aguarela sobre papel (230 x 320 mm).
Staatliche Graphische Sammlung, Munich.

PAISAGEM DE INVERNO (1838).
Barend Cornelis Ó Koekkoek (1803-1862).
Oleo sobre tela (62 x 75 cm).
Rijksmuseum, Amsterdam.

sábado, 10 de dezembro de 2011

A Caça


CENAS DE CAÇA (1670).
Pormenor de painel de azulejos (158 x 286cm), fabrico de Lisboa.
 Museu de Lamego.

 
A necessidade de sobreviver levou o homem primitivo a caçar, isto é, a perseguir outras espécies animais, com a finalidade de os abater e consumir na alimentação. Provavelmente o homem terá começado por caçar sem armas, às quais terá começado a recorrer em certo estágio da sua evolução. E naturalmente com a evolução do homem, vão evoluindo igualmente as armas usadas na caça. Estas classificam-se em:
- Armas de arremesso de mão: o dardo, a azagaia e o arpão.
- Armarremesso de engenho: as de  a funda, o arco, a besta e a zarabatana.
- Armas de choque: o cajado, a moca, o machado, o punhal, a faca, a espada, o sabre e a lança.
- Armas de choque e arremesso de mão: o machado, o punhal e a lança.
- Armas de fogo: mosquete de pederneira, espingarda, pistola, revólver, etc.
Na caça, o homem pode também utilizar armadilhas diversas, tais como gaiolas, laços e redes. Pode igualmente ser auxiliado pelo cavalo em quer se faz transportar ou por animais como o cão e o furão, assim como por aves de rapina como o falcão e o açor, usados na caça de altanaria.
A caça é um tema que tem sido profusamente abordado na arte. Começando na arte rupestre e marcando presença assinalável nas iluminuras dos livros de horas medievais e renascentistas, a caça é um tema que foi também bastante retratado nos painéis azulejares portugueses de composição figurativa do século XVIII, com os quais ilustramos o presente post. Nesses painéis os caçadores trajam à moda do século, destacando-se o uso do chapéu tricórnio. A caça é efectuada a pé ou a cavalo, com recurso a lança ou mosquete de pederneira e o auxílio de cães.
O contexto da caça nos séculos XVII-XVIII está registado no adagiário português referido por autores das época, em alguma da bibliografia indicada ([1], [2], [4]), com o qual termino o presente post:
- A galgo velho deita-lhe a lebre e não coelho.
- A lebre é de quem a levanta e o coelho de quem o mata.
- A pássaro dormente, tarde entra o cevo no ventre.
- À porta de caçador, nunca grande monturo.
- Andar com furão morto à caça.
- Aquela ave é má, que em seu ninho suja.
- As folósas querem dar nos grous.
- Às vezes, corre mais o Demo que a lebre.
- Bem sabe a rola em que mão pousa.
- Bom cão de caça, até à morte dá ao rabo.
- Caça, guerra e amores, por um prazer muitas dores.
- Caçar e comer, começo quer.
- Cão azeiteiro, nunca bom coelheiro.
- Com este cajado mataste já outro coelho.
- De casta lhe vem ao galgo ter o rabo longo.
- De má mata, nunca boa caça.
- Do gavião maneiro se faz o çafaro; e do çafaro o maneiro, segundo a têmpora do cetreiro.
- Em Dezembro, a uma lebre galgos cento.
- Em Janeiro, nem galgo lebreiro, nem açor perdigueiro.
- Galgo, comprá-lo e não creá-Io.
- Galgo, que muitas lebres levanta, nenhuma mata.
- Gavião temporão, Santa Marinha na mão.
- Inda que a garça voe alta, o falcão a mata.
- Ir à guerra, nem caçar, não se deve aconselhar.
- Levantas a lebre, para que outrem medre.
- Mal haja o caçador doido, que gasta a vida com um pássaro.
- Mentiras de caçadores são as maiores.
- Metes os cães à moita, arredaste-a fora.
- Não cava de coração, senão o dono do furão.
- Não crie cão quem lhe não sobeje pão.
- Não é regra certa, caçar com besta.
- Não levantes lebre, que outrem leve.
- Nem de cada malha peixe, nem de cada mata feixe.
- Nunca bom gavião de francelho, que vem à mão.
- O açor e o falcão, na mão.
- O galgo, à larga, lebre mata.
- Porfia mata caça.
- Porfia mata veado, e não besteiro cansado.
- Quando o lobo vai por seu pé, não come o que quer.
- Quem pássaro há-de tomar, não o há-de enxotar.
- Quem quiser caça, vá á praça.
- Se assim corres como bebes, vamo-nos às lebres.
- Se caçares, não te gabes; e, se não caçares, não te enfades.
- Se esta cotovia mato, três me faltam para quatro.
- Sede de caçador, e fome de pescador.
- Tenho-te no laço, pombo torcaz.

BIBLIOGRAFIA
[1] - BLUTEAU, Raphael. Vocabulario Portuguez e Latino. Vol. I a X. Officina de Pascoal da Sylva. Coimbra, 1712-1728.
[2] - DELICADO, António. Adagios portuguezes reduzidos a lugares communs / pello lecenciado Antonio Delicado, Prior da Parrochial Igreja de Nossa Senhora da charidade, termo da cidade de Euora. Officina de Domingos Lopes Rosa. Lisboa, 1651.
[3] - EDITORIAL ENCICLOPÉDIA. Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. Editorial Enciclopédia, Limitada. Lisboa, s/d.
[4] - ROLAND, Francisco. ADAGIOS, PROVERBIOS, RIFÃOS E ANEXINS DA LINGUA PORTUGUEZA. Tirados dos melhores Autores Nacionais, e recopilados por ordem Alfabética por F.R.I.L.E.L. Typographia Rollandiana. Lisboa, 1780.
Publicado inicialmente em 10 de Dezembro de 2011

CENA DE CAÇA (1670).
Painel de azulejos (154 x 286cm), fabrico de Lisboa.
Museu de Lamego.

CENA DE CAÇA (1670).
Pormenor da metade esquerda de painel de azulejos (154 x 286cm), fabrico de Lisboa.
Museu de Lamego. 

CENA DE CAÇA (1670).
 Pormenor da metade direita de painel de azulejos (154 x 286cm), fabrico de Lisboa.
 Museu de Lamego. 

CENA DE CAÇA (1670-75).
Painel de azulejos (166 x 517 cm), fabrico de Lisboa.
Museu Nacional do Azulejo. 

CAÇA AO LEOPARDO (3º quartel do séc. XVII).
 Painel de azulejos (150 x 189,5 cm), fabrico de Lisboa.
Museu Nacional do Azulejo, Lisboa. 

FRONTAL DE ALTAR / EMBLEMA CARMELITA E CENA DE CAÇA (c. 1670).
Painel de azulejos (95 x 156 cm), fabrico de Lisboa.
 Museu Nacional de Machado de Castro. 

CENA DE CAÇA (c. 1680).
Pormenor central de painel de azulejos (166 x 517 cm), fabrico de Lisboa.
 Museu Nacional do Azulejo, Lisboa. 

CENA DE CAÇA (1750 – 1760).
Painel de azulejos/silhar (83 x 167,5 cm), fabrico da Real Fábrica de Louça (Rato?), Lisboa.
Museu Nacional do Azulejo, Lisboa.

CENA DE CAÇA (séc. XVIII).
Painel de azulejos da Igreja de São José dos Carpinteiros, Lisboa.

CENA DE CAÇA (séc. XVIII).
Painel de azulejos da Igreja de São José dos Carpinteiros, Lisboa.

CENA DE CAÇA (séc. XVIII).
Painel de azulejos da Igreja de São José dos Carpinteiros, Lisboa.

CENA DE CAÇA (séc. XVIII).
Painel de azulejos. Igreja de Vilar de Frades, Barcelos. 

CENA DE CAÇA (séc. XVIII).
Painel de azulejos, Palácio Biscainhos, Braga. 

CENA DE CAÇA (séc. XVIII).
Painel de azulejos, Sé, Porto. 

CENA DE CAÇA (Séc. XVIII).
Painel de azulejos nos claustros do Mosteiro de S. Vicente de Fora, Lisboa.

CENA DE CAÇA (séc. XVIII). Painel de azulejos.
Convento de Nossa Senhora da Conceição dos Congregados de S. Filipe Nery,
actual edifício dos Paços do Concelho de Estremoz.

 CENA DE CAÇA (séc. XVIII).
 Painel de azulejos da Igreja da Ordem Terceira Secular de São Francisco da Bahia.

CENA DE CAÇA (séc. XVIII).
 Painel de azulejos do Palácio do Marquês de Marialva, Lisboa.
 Museu do Açude, Rio de Janeiro. 

 CENA DE CAÇA (séc. XVIII).
 Painel de azulejos da Capela Dourada, Recife.

 CENA DE CAÇA (1881).
 Azulejo (12 x 33 cm) da autoria de D. Fernando de Sax Coburgo.
 Palácio Nacional de Mafra.

 CENA DE CAÇA (1881).
Azulejo (12 x 33 cm) da autoria de D. Fernando de Sax Coburgo.
Palácio Nacional de Mafra.

CENA DE CAÇA (1881).
Azulejo (12 x 33 cm) da autoria de D. Fernando de Sax Coburgo.
Palácio Nacional de Mafra.

CENA DE CAÇA (1881).
Azulejo (12 x 33 cm) da autoria de D. Fernando de Sax Coburgo.
Palácio Nacional de Mafra.

domingo, 4 de dezembro de 2011

O frio

A "MONA LISA" COM FRIO.
Imagem recolhida em http://www.freakingnews.com

Hoje na minha cidade natal, que é Estremoz, esteve aquilo a que um friorento como eu, já apelida de dia frio. Uma temperatura mínima de 4º C e uma máxima de 15º C. Por isso fiquei em casa, de roda dos meus escritos e escolhi o frio como tema deste post.
Uma breve revisão do adagiário português do frio, levou-me a concordar com a sentença de que “Quem tem brio não tem frio”, bem como “Frio a valer, trabalhar para aquecer”. Mas será que é verdade que “Calcanhar de homem, cu de mulher e nariz de cão, três coisas frias são”?
Que pensa o leitor?