sexta-feira, 27 de setembro de 2013

A chuva e as eleições

Chuvada em Patenkirchen (1838).
Heinrich Burkel (1802-1869).
Óleo sobre tela (45 x 61 cm).
Neue Pinakothek, Munique.

Domingo é dia de eleições e pode chover raios e coriscos, já que os políticos não controlam o tempo. Esta ocorrência, ainda que meramente fortuita, não deixará de ter múltiplos reflexos linguísticos. Senão vejamos:
- Se a abstenção for elevada, alguns dirão: A culpa é da chuva. 
- Os que perderem, proferirão a sentença: Quem anda à chuva, molha-se.
- Os que ganharem, proclamarão: O que é preciso é saber navegar em todas as águas.
- Se os que estão no poder ganharem, os da oposição declararão: Vão continuar a navegar em águas turvas.
- Se ganhar a oposição, os que estão no poder expressarão: É uma calamidade. Vão meter água por todos os lados.
- O Zé Povinho, que desde Noé não gosta de dilúvios, dirá simplesmente: Tenho que me pôr no enxuto.