sexta-feira, 27 de setembro de 2013

A chuva e as eleições

Chuvada em Patenkirchen (1838).
Heinrich Burkel (1802-1869).
Óleo sobre tela (45 x 61 cm).
Neue Pinakothek, Munique.

Domingo é dia de eleições e pode chover raios e coriscos, já que os políticos não controlam o tempo. Esta ocorrência, ainda que meramente fortuita, não deixará de ter múltiplos reflexos linguísticos. Senão vejamos:
- Se a abstenção for elevada, alguns dirão: A culpa é da chuva. 
- Os que perderem, proferirão a sentença: Quem anda à chuva, molha-se.
- Os que ganharem, proclamarão: O que é preciso é saber navegar em todas as águas.
- Se os que estão no poder ganharem, os da oposição declararão: Vão continuar a navegar em águas turvas.
- Se ganhar a oposição, os que estão no poder expressarão: É uma calamidade. Vão meter água por todos os lados.
- O Zé Povinho, que desde Noé não gosta de dilúvios, dirá simplesmente: Tenho que me pôr no enxuto.

8 comentários:

  1. Não sendo tanta a chuva que caiu. ou está caindo; comparada com a da imagem que o amigo Hernâni teve o ensejo de enviar, certamente que já impediu a realização da tourada que estava prevista para hoje. Pelo menos não noto que a mesma prossiga pois não vejo qualquer movimento que me leve a concluir o contrário. Fazendo a chuva muita falta também trás os seus inconvenientes! Nunca poderá estar ao gosto de todos.

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    1. Amigo Fonseca:
      Obrigado pelo seu comentário.
      Lá iremos votar no domingo, nem que chovam picaretas.
      Um abraço para si e cumprimentos para todos os seus.

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  2. Está muito bem visto, tem mesmo muita graça e muito sentido da oportunidade.
    parabéns e vote bem, ou, pelo menos, não vote mal.
    Abraço

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    1. Creia que votarei com as armas que tenho na mão e que são as armas da razão.
      Um abraço.

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  3. Chova ou não chova, lá estarei a votar! e viva PORTUGAL.

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  4. Bom dia caro Hernâni,

    Penso que não foi a chuva que levou a que cerca de 50% dos portugueses não tivessem ido votar! Os portugueses estão desencantados com os políticos e têm razão para tal. Se as coisas continuarem assim, é natural que os independentes venham a substituir os partidos a breve trecho. E os partidos merecem esse castigo! Ninguém deve estar acima dos interesses do povo!
    Abraço
    Abilio

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    1. Abílio:
      Obrigado pelo seu comentário.
      Todavia os independentes continuam a não fazer diminuir o elevado grau de abstenção. As pessoas estão desiludidas.
      Um abraço para si, Abílio.

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