sábado, 29 de janeiro de 2011

A caça aos grilos - 2ª edição

Esta é a 2ª edição do post A CAÇA AOS GRILOS, editado em 21 de Fevereiro de 2010, agora revisto, reformulado e ampliado com apontamentos de literatura oral, bem como pela adição de uma nova ilustração e de um novo vídeo.

 Gaiola paras grilos, feita de cana, cortiça e cordão (Colecção do autor).

EU E OS GRILOS
Íamos apanhar grilos cuja toca localizávamos pelo som. Feito isto, o grilo estava perdido. Obrigávamo-lo a sair à força com uma palhinha que metíamos na toca. Porém, se não saía a bem, saía a mal. Para grandes males, grandes remédios. Víamo-nos então forçados a dar uma mijadela na toca, o que tinha o condão de persuadir o grilo a sair. Apanhávamo-lo depois com as mãos postas em concha e metíamo-lo numa caixa de fósforos das grandes, nas quais previamente tínhamos feito uns pequenos respiradouros, não fosse o caso de o bicho, salvo da morte por afogamento, viesse a morrer de asfixia. Depois, já em casa, o grilo era metido numa gaiola, havendo as feitas só de cana e as de arame e cortiça ou de arame e madeira.
Alimentávamos o grilo com folhas de serralha ou de alface, que íamos renovando para o “cantor” ter permanentemente alimentação fresca.
Os grilos que cantavam bem eram chamados de “realistas”.
As gaiolas estavam geralmente junto às janelas.
Tivemos conhecimento que, por vezes, os trabalhadores rurais prendiam na camisa uma gaiola de “bunho” com um grilo lá dentro, que cantava para eles o dia inteiro.
OS GRILOS NA LITERATURA ORAL
A caça aos grilos era uma traquinice dos putos da minha laia e da minha geração. Decorridos mais de cinquenta anos sobre a última mijadela numa toca, resta a saudade dos tempos que já lá vão. Esta, aliada à memória dos nossos ancestrais, tornou-me arqueólogo da oralidade com a missão explícita de escavar os múltiplos géneros da nossa literatura popular. Daí que tenha registado a presença dos grilos no adagiário português:
- “Anda a raposa aos grilos.“
- “Fica melhor a mulher no seu lar, ouvindo o grilo cantar. “
- “Infeliz da raposa que anda aos grilos.“
- “Mal vai a raposa quando anda aos grilos e ao juiz quando vai à forca. “
- “Mal vai a raposa quando anda aos grilos e pior quando anda aos ovos.“
- “Mal vai a raposa quando anda aos grilos.” [13]
- ”Quando a raposa anda aos grilos, a mulher dama fia e o escrivão não sabe quantos são do mês, mal deles três.“
- “Quando a raposa anda aos grilos, mal da mãe, pior dos filhos.“
- “Quando a raposa anda aos grilos, vai mal para a mãe e pior para os filhos.“
- “Quando o grilo grilar, está a seara a aloirar.“
- “Se queres um grilo, vai pari-lo.“
- “Tomai a sorte do grilo, que é comer e cantar.“
A presença dos grilos no reportório das adivinhas portuguesas é vasto e na maioria delas, a solução é obviamente: “Grilo”. Eis uma:  

“Eu canto ao desafio
Como a cigarra no Verão.
Gosto muito de alfaces
E não trabalho ao serão.” [10]   

Eis outra:                        

“Lá no deserto onde vivo
Me vão buscar da cidade.
Nascendo em dias grandes
É mui curta a minha idade.
Cantar sem abrir a boca
É o meu divertimento.
Como leigo que sou
Pertenço a certo convento.
Dão-me uma pequena cela
Onde só posso habitar,
E uma ração em cru
Até na cela acabar.” [5]                           
    
Mais uma:                                 

“Não sou frade, nem sou monge,
Nem sou de nenhum convento;
Meu fato é de franciscano,
E só de ervas me sustento.” [7]  

E ainda mais uma:           
                       
“Seja de noite ou de dia
um pequeno bailarino
oferece serenatas
sem guitarra ou violino.” [1]                    
                  
Todavia a solução da adivinha pode envolver mais que um animal, como acontece nesta:  
 
“Quem é quem é
Que canta
Sem ser com a garganta?” [3]                                  

A solução agora é “A cigarra e o grilo” .                               
     
A adivinha pode, de resto, aparentemente envolver cálculo mental:              

“Bão três grilos p’la estrada fora.
Vem um carro mata um.
Quantos ficam?” [9].                             
                   
Naturalmente que a solução é: “Ficou aquele que morreu. Os outros andaram sempre.”                                                                    
No âmbito das alcunhas alentejanas são conhecidas as seguintes:                             
GRILA - A receptora, em criança, andava sempre aos pulos (Barrancos). [12]
GRILA ESPANHOLA – Alcunha outorgada a um individuo que fala muito e é espanholado (Elvas). [12]
GRILO – Designação atribuída a um indivíduo que gosta muito de cantar (Odemira, Portel, Viana do Alentejo, Santiago do Cacém, Almodôvar, Serpa e Grândola). [12]
GRILO – o alcunhado herdou a alcunha da mãe (Borba). [12]
GRILO – O receptor, em criança, tinha o hábito de apanhar grilos (Cuba e Santiago do Cacém). [12]
GRILO – O visado, em criança, sempre que via uma gaiola com grilos à porta de alguém, começava a logo a assobiar (Moura). [12]
GRILO – Os visados são de baixa estatura e muito cantadores (Alandroal). [12]                     
A nível de gíria portuguesa são conhecidos os termos:                                 
“Grilo = Relógio = Apito” [2]    
“Grilo = Telefone = Relógio de bolso = Coração” [11] [8]
“Grila = Ponta de Cigarro = Pirisca” [11] [6]
Finalmente, no sector da toponímia são de assinalar os seguintes topónimos:
- “GRILA – Lugar da freguesia de S. Pedro, concelho da Covilhã.“ [4]
- “GRILO – Freguesia do concelho de Baião.“ [4]
- “GRILO – Lugar da freguesia de Fornos, concelho de Castelo de Paiva.“ [4]
- “GRILO – Lugar da freguesia de S. Vicente do Paul, concelho de Santarém.“ [4]
- “GRILO – Lugar da freguesia de Vale de Figueira, concelho de Santarém.“ [4]
- “GRILOS - Lugar da freguesia Arazede, concelho de Montemor-o-Velho.“ [4]
A TERMINAR
Só os grilos machos produzem sons, o que fazem visando atrair as fêmeas para a reprodução. Para o efeito, possuem uma série de pelos nas bordas das asas, alinhados como pentes, produzindo sons quando roçam uma asa contra a outra. O som emitido tem a frequência de 4 as 5 KHz e pode ser ouvido a quilómetro e meio de distância.
Em muitos paises como Portugal, o grilo sempre foi considerado como animal de estimação, sendo mantido em cativeiro dentro de gaiolas, pelo que como param de cantar quando alguérm se aproxima, funcionam como detectores de ladrões.
A Biblia contém referências ao grilo:
- “Poderão comer toda espécie de gafanhotos e grilos.” [Levítico 11:22]
- “Aí o fogo te devorará, a espada te exterminará; ela te devorará como o gafanhoto, ainda que fosses numeroso como o gafanhoto, e te multiplicasses como o grilo.” [Naum 3:15]
Nalguns países, os grilos são criados em larga escala para serem vendidos como alimento vivo e serem usados como isca em pescarias ou consumido como iguaria em restaurantes exóticos. Pela nossa parte, habituados à excelência da gastronomia alentejana, dispensamos tais iguarias e preferimos ouvir cantar os grilos nos campos e em liberdade, o que é cada vez mais difícil, dado o uso intensivo de pesticidas e herbicidas. A vida está cada vez mais difícil no planeta Terra, mesmo para os grilos.
BIBLIOGRAFIA 
[1] - ARTMUSICA .
[2] - BESSA, Alberto. A Gíria Portugueza. Gomes de Carvalho- Editor. Lisboa, 1901.
[3] – CARDOSO, Fernando. Novíssimas Flores para Crianças. Editora Portugal Mundo.Lisboa,
[4] – FRAZÃO, A. C. Amaral. Novo Dicionário Corográfico de Portugal. Editorial Domingos Barreira. Porto, 1981.
[5] - GUERREIRO, M. Viegas. Adivinhas Portuguesas. Fundação Nacional Para A Alegria No Trabalho. Lisboa, 1957.
[6] – LAPA. Albino. Dicionário de Calão. Edição do Autor. Lisboa, 1959.
[7] - LIMA, Fernando de Castro Pires de. Qual é a coisa qual é ela? Portugália Editora. Lisboa, 1957.
[8] - NOBRE, Eduardo. Dicionário de Calão. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1986.
[11] - PRAÇA, Afonso. Novo Dicionário de Calão. Editorial Notícias. Lisboa, 2001.
[12] – RAMOS, Francisco Martins & SILVA, Carlos Alberto da. Tratado das Alcunhas Alentejanas. 2ª edição. Edições Colibri. Lisboa, 2003.
[13] - ROLAND, Francisco. ADAGIOS, PROVERBIOS, RIFÃOS E ANEXINS DA LINGUA PORTUGUEZA. Tirados dos melhores Autores Nacionais, e recopilados por ordem Alfabética por F.R.I.L.E.L. Typographia Rollandiana. Lisboa, 1841.
[14] - SIMÕES, Guilherme Augusto. Dicionário de Expressões Populares Portuguesas. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1993.    



Gaiolas de bunho, cana e arame (Colecção de Manuela Mendes).

Querem ver um grilo em liberdade?
Querem ouvir um grilo cantar?
Cliquem na imagem abaixo:


Querem assistir a uma caçada aos grilos?
Querem ouvir um grilo cantar?
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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Os candeeiros a petróleo (2ª edição)

Esta é a 2ª edição do post OS CANDEEIROS A PETRÓLEO, editado em 27 de Fevereiro de 2010, agora revisto, reformulado e ampliado com apontamentos de literatura oral, bem como pela adição de três novas ilustrações.

Um elegante candeeiro a petróleo.
EU E O PETRÓLEO
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Nascido em 1946, sou duma geração que nasceu e viveu iluminada pelo candeeiro a petróleo. À luz do petróleo se jantava em casa dos meus pais e à luz do candeeiro se seroava e se contavam histórias desse dia e histórias de família, a perder no tempo.
À luz do petróleo aprendi a juntar as primeiras letras, assim como a ler e a escrever.
Os sessenta e três anos que atravessam longitudinalmente a minha vida, levaram-me a conhecer sucessivamente as lâmpadas incandescentes, as lâmpadas de halogéneo, as lâmpadas fluorescentes, as lâmpadas de descarga e os leds.
A minha costela de coleccionador, aliada à necessidade de registar materialmente a memória do passado, levou ao gosto pela iluminária popular, o que se traduziu em ter reunido ao longo dos anos, um razoável conjunto de candeeiros de petróleo. Especímenes diferentes no tamanho, no material (vidro, loiça, metal, mistos), na geometria, na cor do vidro, na decoração, nas chaminés, porém todos eles com um elo comum: o serem candeeiros a petróleo. Este meu gosto pelos candeeiros tem a ver com memórias de infância, nas quais o combustível era para mim o mal amado.
Ainda hoje me lembro do cheiro pestilento a petróleo, que me era assaz desagradável, ao ponto de ainda hoje o ter entranhado nas narinas, talvez por desde sempre ter sido dotado de um razoável faro de perdigueiro.
Deu-se ainda o caso de uma certa vez, aí pelos doze anos de idade, ter esparramado petróleo para cima dos sapatos. Como? A minha mãe mandou-me ao petróleo à drogaria da D. Virgínia, a cerca de vinte metros da casa onde então morávamos na Rua da Misericórdia, em Estremoz. E a garrafa teve que ir embrulhada em papel de jornal, porque ela queria assim e assim tinha que ser. No regresso, já do lado de fora da drogaria, resolvi pegar na garrafa pelo gargalo, mas não sei como é que me arranjei, que quando dei por mim, tinha a rolha e a o papel de jornal na mão direita. A garrafa, farta de me estar nas mãos, libertara-se do meu jugo e armada em S. João Baptista, baptizara-me os sapatos, que assim ficaram bentos para o resto da vida. Todavia, fiquei dispensado de os usar, enquanto estes retiveram os odores nauseabundos do seu baptismo forçado. O que não fiquei livre, foi de ter de ir logo de seguida, comprar novamente petróleo à mesma drogaria. E que julgam? Mais uma vez numa garrafa embrulhada em papel de jornal. Porém, desta feita, com uma séria advertência:
- "Vê lá bem o que fazes! "
Bom, mas então tive mais sorte e tal como uma formiga no carreiro, lá fui direitinho a casa, onde cheguei vitorioso com a garrafa incólume, toda embrulhadinha como a minha mãe gostava. Pude então mudar de sapatos e lavar os pés com sabão azul e branco. Num alguidar de zinco, é claro. Porque nessa época, banheiras e bidés só na casa de ricos.
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EDISON E OS CANDEEIROS A PETRÓLEO
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Mais tarde, vim a perceber porque é que Thomas Edison (1847-1931), o mais prolífico dos inventores americanos, entre as 1093 patentes das suas descobertas, incluía a lâmpada eléctrica de incandescência, mostrada ao público em 31 de Dezembro de 1879, no seu laboratório em Nova Jersey. É que sendo o filho mais novo de uma família de sete irmãos, enquanto rapaz tinha a seu cargo a manutenção dos candeeiros de petróleo lá de casa, tarefa para si abominável. Lá diz o rifão: “A necessidade é mestra de engenho”. Como eu o compreendo: atestar os depósitos com o líquido de execrável cheiro, aparelhar as torcidas, limpar as chaminés enegrecidas pelo fumo, era, de facto, uma tarefa desagradável.
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OS CANDEEIROS NA LITERATURA ORAL
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Liberto de ir ao petróleo mal-amado, comecei por me apaixonar primeiro pelo coleccionismo de candeeiros e depois já arqueólogo da oralidade da língua e da literatura portuguesas, tornei-me colector de registos presenciais dos candeeiros nos diversos géneros de literatura popular. No que respeita à presença dos candeeiros no adagiário português, esta é algo escassa:
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- “Agosto, candeeiro posto. “
- “Em Agosto candeeiro posto. “
- “Em Setembro palha no palheiro e meninas ao candeeiro. “
- “O pé do candeeiro é o pior iluminado. “
- “Um bom companheiro alumia como um candeeiro. “
- “Um bom conselheiro alumia como um candeeiro.”
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O mesmo se passa com o seu registo no cancioneiro popular, algumas vezes associado ao amor:
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“Candeeiro ao meio da sala,
Alumia os quatro cantos,
Meu amor, a tua fala
dá por aí dias santos.” [8]
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“Candeeiro, que estás tão alto,
Desce e vem para baixo.
O meu par é pequenino,
Já sei que o perco aqui.” [2] - Cantiga de pé-quebrado – Vale de Santiago-Odemira.
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O candeeiro aparece ainda comparado ao astro rei:
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“Alumiar duas salas
Como pode um candeeiro?
Também o Sol sozinho
Alumia o dia inteiro.” [2] - Beja
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Aparece igualmente em composições de escárnio e mal dizer:
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“Cala-te ahi bocca aberta,
Rodilha de candeeiro,
Tens-te por espertalhão,
Tu és um pantomineiro.” [6]
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Os candeeiros estão igualmente presentes no corpo de adivinhas portuguesas, cuja solução é, como não podia deixar de ser, o candeeeiro:
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"Burro de ferro
Albarda de linho
Tic tic como um passarinho.” [9]
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“Qual é coisa, qual é ela, que tem um furo e não rebenta?” [9]
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No domínio das alcunhas alentejanas são conhecidas as seguintes:
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- CANDEEIRO = Alcunha outorgada a um indivíduo que é proprietário dum café homónimo (Alter do Chão). [7]
- CANDEEIRO DAS CABANAS = designação atribuída a um indivíduo que é trigueiro (Moura). [7]
- CANDEEIRO DE BOLA = O visado recebeu esta designação porque é alto e tem a cabeça muito redonda (Ourique). [7]
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No âmbito da toponímia são de registar os seguintes topónimos:
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- "CANDEEIRA – Lugar da Freguesia de Avelã de Cima, concelho de Anadia." [3]
- "CANDEEIRA - Lugar da Freguesia de Ribeirão, concelho de Vila Nova de Famalicão." [3]
- "CANDEEIRA – Lugar da Freguesia de Sandim, concelho de Vila Nova de Gaia." [3]
- "CANDEEIROS – Lugar da Freguesia de Benedita, concelho de Alcobaça." [3]
- "CANDEEIROS – Serra com 487 metros de altitude e que abrange os concelhos de Rio Maior, Alcobaça e porto de Mós." [3]
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NOTA FINAL
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Que ninguém fique com a ideia errada de que a substituição do candeeiro a petróleo pela lâmpada eléctrica, empobreceu a literatura oral. Pelo contrário, dado o seu carácter dinâmico, esta não deixa de registar o aparecimento de inovações tecnológicas, o que se traduz afinal num enriquecimento da própria literatura oral. Nesse contexto de inovação tecnológica, exemplificamos com uma adivinha, cuja solução,é obviamente a lâmpada eléctrica de incandescência:
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- “O que é, que tem a barriga de vidro e a tripa de arame?” [4]
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BIBLIOGRAFIA
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[1] – DELGADO, Manuel Joaquim Delgado. Subsídio para o Cancioneiro Popular do Baixo Alentejo. Vol. I. Instituto Nacional de Investigação Científica. Lisboa, 1980.
[2] - DELICADO, António. Adagios portuguezes reduzidos a lugares communs / pello lecenciado Antonio Delicado, Prior da Parrochial Igreja de Nossa Senhora da charidade, termo da cidade de Evora. Officina de Domingos Lopes Rosa. Lisboa, 1651.
[3] – FRAZÃO, A. C. Amaral. Novo Dicionário Corográfico de Portugal. Editorial Domingos Barreira. Porto, 1981.
[4] - LIMA, Fernando de Castro Pires de. Qual é a coisa qual é ela? Portugália Editora. Lisboa, 1957.
[5] – MEADOWCROFT, Enid Lamonte. Edison.7ª edição. Livraria Civilização. Porto 1981.
[6] - PIRES, A. Thomaz. Cantos Populares Portugueses, vol. IV. Typographia e Stereotypia Progresso. Elvas, 1910.
[7] – RAMOS, Francisco Martins & SILVA, Carlos Alberto da. Tratado das Alcunhas Alentejanas. 2ª edição. Edições Colibri. Lisboa, 2003.
[8] - SANTOS, Victor. Cancioneiro Alentejano – Poesia Popular. Livraria Portugal. Lisboa, 1959.
[9] TOPA, Francisco. “ADIVINHAS — Duas colecções particulares da primeira metade do século” in Encontros, n.º 1. Sociedade de Estudos e Intervenção Patrimonial. Porto, 1995.



Parte da minha colecção de iluminária popular, com os candeeiros a petróleo à esquerda.

Edison assegurando a manutenção dos candeeiros de petróleo da casa de seus pais. Ilistração de Harve Stein para o livro [5] citado na bibliografia.
  
Uma moderna lãmpada de incandescência.