domingo, 28 de junho de 2026

A MÚSICA NO FIGURADO DE ESTREMOZ / 3 - BANDAS E OUTROS CONJUNTOS / 3.1 - Bandas Filarmónicas


Banda Filarmónica (Jorge Carrapiço)


3 - BANDAS E OUTROS CONJUNTOS

3.1 - Banda Filarmónica (Jorge Carrapiço e outros)

No concelho de Estremoz existem 3 Bandas de Música: Sociedade Filarmónica Luzitana, Sociedade Filarmónica Veirense e Sociedade Filarmónica Artística Estremocense, que actuam em eventos religiosos (procissões, missas, funerais e romarias) e eventos civis (concertos, desfiles, festas e touradas).

Um dos eventos religiosos em que as Bandas participam é a Procissão do Senhor Jesus dos Passos, perpetuada no barro por Mariano da Conceição nos anos 40 de séc. XX. Nela o barrista incluiu uma Banda de Música. De então para cá, os barristas de Estremoz, cada um deles com o seu estilo muito próprio, têm modelado Bandas de Música, nas quais é variável o número e o tamanho dos executantes, o tipo de instrumentos usado, bem como o figurino e as cores do fardamento.

Em geral, as Bandas produzidas pelos nossos barristas e cuja beleza não está em causa, foram modeladas de um modo ingénuo que já vem detrás e também ao sabor do momento. Só assim se explica que algumas dessas Bandas possam não apresentar instrumentos que são fundamentais e incluam outros que pouco sentido fazem numa Banda (ferrinhos, maracas, pandeiretas), bem como instrumentos cuja definição não permite saber o que são.

A presente colecção integra uma Banda de Música de José Moreira (12 figuras) e outra de Quirina Marmelo (10 figuras), as quais apresentam algumas das características acima referidas, o que me levou a desejar possuir uma Banda de Música que traduzisse no barro com naturalismo, todo o contexto que lhe está associado.

A banda viria a ser executada pelo barrista Jorge Carrapiço, bisneto de Ana das Peles, músico e executante de trombone na Sociedade Filarmónica Artística Estremocense. Na execução da Banda foi fundamental a consultadoria do Maestro Mário Tiago da Sociedade Filarmónica Artística Estremocense, que definiu o número de executantes de cada instrumento, bem como a sua posição dentro do conjunto, como se tratasse de uma Banda real. Os instrumentos que a integram pertencem a diferentes categorias: PERCUSSÃO [caixa (2), bombo (1), pratos (1)], METAIS [tuba (1), trombone (1), contrabaixo (1), bombardino (1), trompa (1), trompete (2)], PALHETAS [clarinete (4), sax alto (1), sax barítono (1), sax tenor (1)] e FLAUTAS [flauta (2)]. Ao todo são 22 figuras, número que inclui o Maestro e o Porta-estandarte. O barrista-músico Jorge Carrapiço empenhou-se de alma e coração na criação daquela que passará agora a ser a sua Banda de Música. À simplicidade na modelação das figuras, Jorge Carrapiço acrescentou a definição de todos os instrumentos musicais, à maneira de uma Banda real, sem que cada figura perdesse o seu cunho verdadeiramente popular. Tudo faz sentido na Banda de Música de Jorge Carrapiço, a começar pelos instrumentos musicais que ali estão porque ali não podiam faltar e que estão onde deviam estar.

A Banda de Música de Jorge Carrapiço passa a partir de agora e por direito próprio a integrar a História dos Bonecos de Estremoz, visto que com ela ocorreu uma mudança de paradigma, facto que aqui atesto e registo para memória futura.


sexta-feira, 26 de junho de 2026

O cabeça de moringue de Luís Santos

 

Cabeça de moringue. Luís Santos (Caricaturas de barro)

Um olhar cirúrgico que num ápice identifica os traços identitários do visado e através das redes neuronais, os transmite instantânea e pantograficamente às suas mãos mágicas, as quais através duma multiplicidade de actos escultóricos, registam no barro aquilo que o seu olhar decifrou.

As caricaturas de barro de Luís Santos são uma ínfima parte do potencial artístico que Luís Santos encerra em si e que lhe brota à flor das mãos, sempre que afeiçoa o barro, qual Deus bíblico do Genesis.

Desta feita, este moringue antropomórfico retrata nada mais nada menos, este cabeça de moringue que sou eu, alentejano dos barros de Estremoz, guardador de memórias, entre elas as guardadas no barro, muito em especial de Bonecos e Olaria de Estremoz, bem como louça vidrada de Redondo.

Obrigado Luís, por me ter recriado com esta sua recreação, a partir de hoje a socializar com os mais belos exemplares do meu acervo e com um lugar muito especial no meu coração.

Bem-haja, Luís.

A MÚSICA NO FIGURADO DE ESTREMOZ / 2 - ALEGORIAS

 

3 - Alegoria da Música (Jorge da Conceição)

2 - ALEGORIAS

Alegoria da Música (Jorge da Conceição)

A Alegoria da Música é uma representação simbólica da música como uma mulher bela e elegante que enverga um vestido com folhos e sandálias que configuram as que são usadas pelas Primaveras do figurado de Estremoz. Estão lhe associados dois instrumentos musicais: uma lira apoiada no corpo do lado esquerdo e uma flauta sustentada pela mão direita, cujos orifícios lhe conferem a funcionalidade de servir como paliteiro, uma das tipologias mais emblemáticas e práticas da Barrística de Estremoz, historicamente utilizadas como adornos de mesa.

Hernâni Matos

quinta-feira, 25 de junho de 2026

A MÚSICA NO FIGURADO DE ESTREMOZ / 1 - IMAGENS DEVOCIONAIS


1 - Berço dos anjinhos (Ricardo Fonseca)

Colecciono Bonecos de Estremoz há mais de 50 anos, ao longo dos quais tenho elaborado uma colecção generalista, abarcando figuras de temas diversos, criadas por diferentes barristas desde o séc. XVIII até aos dias de hoje.

Uma colecção generalista permite a partir dela extrair várias subcolecções temáticas. Daí que tenha efectuado uma selecção de 281 exemplares do meu acervo pessoal de diferentes tipologias de Bonecos de Estremoz e com eles estruturado uma colecção com unidade temática, intitulada “A MÚSICA NO FIGURADO DE ESTREMOZ”. A mesma integra exemplares da autoria de 21 barristas: Ana Bossa, Ana Catarina Grilo, Ana das Peles, Carlos Alberto Alves, Duarte Catela, Fátima Estróia, Inês da Conceição, Inocência Lopes, Irmãs Flores, João Sousa, Jorge Carrapiço, Jorge da Conceição, José Moreira, Liberdade da Conceição, Manuel Broa, Mariano da Conceição, Maria Luísa da Conceição, Mário Lagartinho, Quirina Marmelo, Ricardo Fonseca e Sabina da Conceição Santos.

Com aquela colecção e em parceria com o Museu Municipal de Estremoz foi possível organizar a exposição “A MÚSICA NO FIGURADO DE ESTREMOZ / COLECÇÃO HERNÂNI MATOS”, a qual se integra no Programa das Comemorações do Centenário da Elevação de Estremoz a Cidade e estará patente ao público na Galeria Municipal D. Dinis, entre 16 de Maio e 6 de Setembro de 2026.

A exposição tem por objectivos: - Comemorar o Centenário da Elevação de Estremoz a Cidade; - Divulgar os Bonecos de Estremoz como Património Cultural Imaterial da Humanidade; - Realçar os Bonecos de Estremoz como registos materiais da identidade cultural local; - Homenagear o saber-fazer dos barristas locais.

A exposição que tem como fio condutor o tema “Música”, foi estruturada de acordo com o seguinte plano exposicional:

1 - Imagens Devocionais; 2 - Alegorias da Música; 3 - Bandas e Outros Conjuntos; 4 - Solistas; 5 - Assobios.
Seguidamente passarei em revista cada uma das divisões do presente plano.

1 - IMAGENS DEVOCIONAIS

Berço dos anjinhos (Ricardo Fonseca)

No berço do Menino Jesus (Berço dos anjinhos), o galo está ladeado de dois anjinhos, mensageiros de Deus junto dos homens. Ostentam asas numa alusão clara à sua capacidade de ascensão ao Céu. São em número de dois, já que Jesus Cristo manifesta dois aspectos: o Divino e o humano. Tocam trombeta, instrumento musical usado para anunciar os grandes acontecimentos históricos e cósmicos. As trombetas associam aqui o Céu e a Terra numa celebração única: o nascimento de Jesus Cristo.

Santa Cecília (Ana Catarina Grilo)

Santa Cecília é a Padroeira dos músicos e da música sacra, frequentemente representada com os seus principais atributos: lira, palma do martírio, coroa de rosas e livro. O simbolismo destes é o seguinte: LIRA (ligada à tradição de que cantava no seu interior a Deus, enquanto os instrumentos soavam no seu casamento); - PALMA (Símbolo da vitória sobre o martírio e a morte); - COROA DE ROSAS (Símbolo da sua virgindade e castidade); - LIVRO (Símbolo da palavra de Deus e do Canto Litúrgico).  

Hernâni Matos


2 - Santa Cecília (Ana Catarina Grilo)

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Artes do Vagar e Mestres do Saber-fazer / 1 – MANUEL ANTÓNIO CAPELINS

 

Manuel António Capelins (1924-1974)

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CRÉDITOS FOTOGRÁFICOS:
Armando Alves (Manuel António Capelins)
Flórido de Vasconcelos (peças).

Entre 15 e 17 de Julho de 1983 teve lugar em Estremoz, no Rossio Marquês de Pombal, frente aos cafés, a I Feira de Arte Popular e Artesanato do concelho de Estremoz. Com ela ocorreu uma mudança de paradigma. Artesãos e artes tradicionais mais ou menos esquecidas ou ignoradas, “vêem a luz da ribalta” e adquirem como que uma “carta de cidadania”, de tal maneira que aquela Feira constituiu, “o alfa e o ómega” da divulgação do saber-fazer dos nossos artesãos.    

Naquela Feira descobri artesãos que corresponderam à minha sensibilidade, ao meu gosto pessoal e que me aqueceram a alma, levando-me a adquirir trabalhos seus ao longo dos anos.

Foi com base na minha colecção de Arte Pastoril e de Arte Conventual, que a convite do Senhor Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, José Daniel Pena Sadio, concebi a exposição ARTES DO VAGAR, integrada nas Comemorações do Centenário da Elevação à Categoria de Cidade. A mesma foi inaugurada no passado dia 16 de Maio, na sala de exposições temporárias do Museu Municipal Professor Joaquim Vermelho e ali estará patente ao público até ao próximo dia 6 de Setembro.

O certame é integrado por 123 trabalhos de artesãos naturais do concelho de Estremoz ou que aqui se fixaram e que aqui produziram, os quais na sua esmagadora maioria participaram em várias edições da saudosa Feira iniciada em 1983 no Rossio Marquês de Pombal. 

Uma visita à exposição permite de imediato concluir estar-se em presença da “nata” de artesãos do vagar, pelo que importa enquadrar a obra de cada um deles no contexto do respectivo perfil biográfico. É o que passo a fazer a partir de hoje e durante 9 números nas páginas deste jornal.  

1 - MANUEL ANTÓNIO CAPELINS (1924-1974)

Natural de Santo António de Capelins (Alandroal). Cedo começou a trabalhar como pastor e na calma da paisagem as suas mãos habilidosas aprenderam a esculpir e a rendilhar a madeira e o chifre. Porém, nas pedreiras pagavam melhor e ele tinha mulher e dois filhos. Tornou-se então trabalhador das pedreiras, abandonou a pastorícia e com ela a arte pastoril. Todavia, as coisas não ficaram por aqui. Alguém que conhecera o virtuosismo das suas mãos e a grandeza da sua alma de artista popular, consegue-o subtrair à dureza do trabalho das pedreiras, levando-o a dedicar-se exclusivamente à arte pastoril, o que passou a fazer na sua casa, situada então na aldeia de São Gregório (Rio de Moinhos).

Os materiais utilizados foram cabaças, chifre e madeira: laranjeira, buxo, figueira, aloendro e raiz de oliveira. Serviu-se de utensílios como navalha, goiva de vareta e compasso. A decoração muito rica era variada e de natureza geométrica, fitomórfica, zoomórfica e antropomórfica de inspiração regional. Executou trabalhos como cabaças lavradas, cornas azeitoneiras, cornas azeiteiras, polvorinhos, pulseiras, cáguedas, chavões, colheres, colheres de pastor, talheres, canudos de ceifa, canudos de soprar o lume, tabaqueiras, caixas de segredo, esculturas em madeira, jogos de xadrez e quadros.

Participou em feiras como: Mercado da Primavera em Belém, Feira de Artesanato do Estoril e Feira Nacional da Agricultura em Santarém. Está representado nas colecções do Museu Nacional de Etnologia em Lisboa e no Museu do Artesanato em Évora.

Em Maio de 1963, o pintor Armando Alves organizou uma exposição de trabalhos seus na Escola Superior de Belas Artes do Porto, para a qual foi editado um catálogo com prefácio do Professor J. M. Pereira de Oliveira. O poeta Eugénio de Andrade dedicou-lhe em 1964 o texto “E o pastor, de Alentejo era…”, que veio a ser inserido no livro OS AFLUENTES DO SILÊNCIO (1968).

Em 1964 passou a residir no Monte Novo da Palma, na Fonte do Imperador, em Estremoz. Os seus trabalhos passam mais tarde a ser comercializados na Livraria e Papelaria Aníbal, nesta cidade.

A exposição de Manuel António Capelins na Sociedade Nacional de Belas Artes seria ainda objecto do apreço do historiador de arte Flórido de Vasconcelos, que publicou o texto “Notas de Arte Popular Alentejana“ no nº 21, de Março de 1967 da revista PANORAMA.

Após o falecimento de Manuel António Capelins em 1974, o seu legado artístico foi continuado pela filha Teresa Serol Gomes (1952-1988) e pelo filho Miguel Serol Gomes (1957-  ), cujos perfis biográficos integram igualmente o presente trabalho.

Hernâni Matos  












Publicado no jornal E nº 382, de 19 de Junho de 2026






domingo, 14 de junho de 2026

𝐄𝐒𝐓𝐑𝐄𝐌𝐎𝐙 𝐍𝐎 𝐏𝐑𝐄́𝐌𝐈𝐎 𝐂𝐈𝐍𝐂𝐎 𝐄𝐒𝐓𝐑𝐄𝐋𝐀𝐒 𝐑𝐄𝐆𝐈𝐎̃𝐄𝐒 𝟐𝟎𝟐𝟔 - 𝐄𝐒𝐓𝐑𝐄𝐋𝐀𝐒 𝐍𝐎 𝐀𝐓𝐋𝐀̂𝐍𝐓𝐈𝐂𝐎

 



Transcrito com a devida vénia do
Facebook do Município de Estremoz,
de 13 de Junho de 2026

 

Decorreu, no dia 11 de junho de 2026, na ilha de S. Miguel, nos Açores, no Concelho da Ribeira Grande, a cerimónia da entrega dos Prémios Cinco Estrelas Regiões 2026.

Estremoz foi 𝐯𝐞𝐧𝐜𝐞𝐝𝐨𝐫 nas categorias de 𝐢́𝐜𝐨𝐧𝐞𝐬 𝟓 𝐞𝐬𝐭𝐫𝐞𝐥𝐚𝐬:

Feiras, Festas e Romarias com a FIAPE - Feira Internacional de Agropecuária de Estremoz; Cozinha Tradicional com a Maior Sopa de Tomate do Mundo, em Évora Monte e nas Aldeias e Vilas com Évora Monte.

Este ano, houve a novidade da distinção do 𝐌𝐞𝐫𝐜𝐚𝐝𝐨 𝐓𝐫𝐚𝐝𝐢𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐥 𝐝𝐞 𝐒𝐚́𝐛𝐚𝐝𝐨, enquanto 𝐦𝐚𝐫𝐜𝐚 𝟓 𝐞𝐬𝐭𝐫𝐞𝐥𝐚𝐬, na categoria de Feiras e Mercados.

Estes reconhecimentos reforçam a identidade, a autenticidade e a excelência do nosso concelho, valorizando o que de melhor temos para oferecer a quem nos visita e a quem aqui vive. São distinções que resultam do trabalho, dedicação e orgulho da nossa comunidade, preservando tradições e promovendo o território.

Estremoz continua a afirma-se como um destino de referência, onde a cultura, a gastronomia e as tradições continuam a brilhar.


Hernâni Matos









quarta-feira, 10 de junho de 2026

Hernâni Matos e os Bonecos de Estremoz


Hernâni Matos


Alentejano dos barros de Estremoz, onde nasceu em 1946. Professor e guardador de memórias, entre elas as guardadas no barro. Reconhecido como recolector e investigador da Cultura Popular Alentejana, muito em especial de Bonecos e Olaria de Estremoz, Arte Pastoril, Arte Conventual e Cerâmica Vidrada de Redondo.

Coleccionador de Bonecos de Estremoz há mais de 50 anos, tornou-se investigador da Barrística Popular Estremocense, tendo desde os primórdios deste século, dando um forte contributo para o aprofundamento e consolidação da sua História.

Teve um papel entusiasta na promoção do Figurado em Barro de Estremoz, especialmente no contexto da sua elevação a Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO em 2017. Nesse sentido, entre 2014 e 2017, durante 70 números, manteve no jornal regionalista Brados do Alentejo, uma secção dedicada aos Bonecos de Estremoz.

Após a proclamação dos Bonecos de Estremoz como Património Cultural Imaterial da Humanidade, centrou a sua actividade como publicista, divulgador e investigador da Barrística Popular Estremocense, no jornal E de Estremoz, onde desde a primeira hora é colaborador.

Desde Fevereiro de 2010 que mantém o blogue “DO TEMPO DA OUTRA SENHORA”, dedicado à Cultura Portuguesa e muito em especial aos Bonecos de Estremoz, relativamente aos quais já efectuou mais de 300 publicações no blogue desde 2014.

Como corolário natural de um dos seus múltiplos percursos de vida, o de coleccionador e investigador da Barrística Popular Estremocense, publicou o livro BONECOS DE ESTREMOZ, editado em 2018 pelas Edições Afrontamento, por muitos considerado uma bíblia, no sentido metafórico do termo. A obra é um testemunho de amor aos Bonecos de Estremoz. Mas é igualmente e sobretudo um livro de respeito e admiração por todos os barristas do passado e do presente, sem excepção.

Conferências proferidas sobre Bonecos de Estremoz: 

2013

Mestre Mariano da Conceição (O Alfacinha)”. Estremoz, Escola Secundária da Rainha Santa Isabel, 15 de Fevereiro de 2013.

2017

O Figurado de Estremoz como Património Cultural Imaterial da Humanidade em 2017?” nas 2.ªs Jornadas para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial do Alentejo. Elvas, Auditório São Mateus, 16 de Setembro de 2017.

O Figurado de Estremoz como Património Cultural Imaterial da Humanidade em 2017?”. Lisboa, Academia Portuguesa de História, 13 de Novembro de 2017.

2018

“Bonecos de Estremoz, Património Cultural Imaterial da Humanidade” na tertúlia “Uma Conversa Por Mês” da Academia Sénior de Sousel. Sousel, Biblioteca Municipal Dr. António Garção, 24 de Abril de 2018.

2019

“BONECOS DE ESTREMOZ - Bons filhos à casa tornam”. Estremoz, Auditório da Escola Secundária da Rainha Santa Isabel, 28 de Maio de 2019.


Exposições na actualidade:

- A MÚSICA NO FIGURADO DE ESTREMOZ - COLECÇÃO HERNÂNI MATOS. Integrada no Programa das Comemorações do Centenário da Elevação de Estremoz a Cidade. Galria Municipal D. Dinis, 16 de Maio a 6 de Setembro de 2026.