domingo, 10 de maio de 2015

Efemérides de Junho (Nova versão)


30 de Junho
Em 30 de Junho de 1487 é publicado "Pentateuco", o primeiro livro impresso em
Portugal. A obra, de carácter religioso, constituída pelos cinco livros de Moisés
que compõem a “Torá”, foi impressa em 110 fólios, com composição de 30 – 32
linhas. De acordo com o colófon, saiu do prelo de Samuel Gacon, editor judeu,
operador da primeira oficina tipográfica, situada em Faro. Foram utilizados tipos
metálicos móveis com caracteres hebraicos, letras quadradas e elegantes, de dois
tamanhos, sendo a maior usada no texto e a outra, mais larga, nas rubricas. O
único exemplar conhecido da obra encontra-se na British Library, em Londres.
Foi roubada em Portugal no ano de 1596, no decurso da ocupação filipina, quando
a cidade de Faro foi saqueada e incendiada pelas tropas inglesas sob o comando de
Robert Devereux, 2.º Conde de Essex (1566-1601), favorito da Rainha Isabel I de
Inglaterra (1533-1603). A obra integra um conjunto de 65 títulos (de um total de
91 volumes), que pertenciam à biblioteca do então bispo do Algarve, D. Fernando
Martins de Mascarenhas (1594-1616). Em 1600, Robert Devereux doou o saque ao
seu amigo, o erudito e diplomata Thomas Bodley (1545-1613), pelo que este valioso
espólio se encontra depositado na Bodleian Library da Universidade de Oxford desde
a sua inauguração em 1602. FRONTISPÍCIO DO PENTATEUCO HEBRAICO (FARO, 1487).
29 de Junho
A 29 de Junho de 1840 é inaugurado o Museu Portuense, actual Museu Nacional
Soares dos Reis, instalado no Palácio dos Carrancas, construção de finais do
séc. XVIII. As suas colecções incluem cerâmica, escultura, gravura, joalharia,
mobiliário, ourivesaria, pintura, têxteis e vidros.
28 de Junho 
A 28 de Junho de 1867 é inaugurado em Lisboa, o monumento a Luís Vaz de
Camões, da autoria do escultor Victor Bastos (1830–1894), projectado a partir
de 1860 e inaugurado em 1867, na presença do rei D. Luís I (1838-1889) e de
seu pai D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gota-Koháry (1816-1885), rei consorte.
A estátua evocativa do poeta é de bronze e mede 4 metros de altura. Assenta
num pedestal oitavado, de mármore branco, com 7,5 metros de altura. Em seu
redor, oito estátuas, de pedra lioz, de 2,40 metros de altura, representam vultos
notáveis da cultura portuguesa: Fernão Lopes, Pedro Nunes, Gomes Eanes de
Azurara, João de Barros, Fernão Lopes de Castanheda, Vasco Mouzinho de
Quevedo, Jerónimo Corte-Real e Francisco de Sá de Meneses. ARCHIVO
PITTORRESCO – Tomo X, nº 28, 1867.
27 de Junho
A 27 de Junho comemora-se o Dia Nacional do Guarda Prisional.
26 de Junho
 A 26 de Junho de 1982 morre Alfredo Marceneiro (1891-1982), glória portuguesa
do fado, conhecido por cantar de boné e lenço ao pescoço. Foi o mais castiço
fadista e um dos maiores intérpretes, no cantar e sentir o fado. Dos muitos temas
que cantou destaca-se a Casa da Mariquinhas,  da autoria do poeta Silva Tavares.
Compôs 22 fados: Aida, Laranjeira, Eu lembro-me de ti, Bailado, Bailarico, Balada,
Cabaré, Cravos, CUF, Moda, Traição, Louco, Marcha do Alfredo Marceneiro, Maria
Alice, Maria do Anjos, Maria Marques, Menor, Mocita dos Caracóis, Odéon, Pajem,
Pierrot e Vestido Azul. Retirou-se oficialmente dos palcos em 1980, com 89 anos,
tendo-lhe sido outorgada pela Câmara Municipal a Medalha de Ouro da Cidade de
Lisboa. Em 10 de Junho de 1984, foi condecorado, a título póstumo, com a
Comenda da Ordem do Infante D. Henrique pelo Presidente da República
Portuguesa, General Ramalho Eanes.
25 de Junho
A 25 de Junho de 1948 morre em Lisboa, Bento de Jesus Caraça (1901-1948),
natural de Vila Viçosa, matemático, professor catedrático do Instituto Superior
de Ciências Económicas e Financeiras, etnocientista, pedagogo e divulgador
científico, militante comunista, dirigente do Movimento Nacional de Unidade
Anti-fascista e do Movimento de Unidade Democrática. BENTO DE JESUS CARAÇA 
Fotografia de autor não identificado. Biblioteca Nacional de Portugal.
24 de Junho
A 24 de Junho de 1360 nasce em Cernache do Bonjardim ou Flor da Rosa, Nuno
Álvares Pereira (1360-1431), filho ilegítimo de D. Álvaro Gonçalves Pereira, prior
do Hospital. Foi para a Corte aos 13 anos, sendo armado cavaleiro por Dona Leonor
Teles com o arnês do Mestre de Avis, de quem se torna amigo. Adere à causa do
Mestre, que o nomeia fronteiro da comarca de Entre Tejo e Odiana. Vencedor da
Batalha dos Atoleiros (6 de Abril de 1384), de Aljubarrota (14 de Agosto de 1385) e
de Valverde (15 de Outubro de 1385), D. Nuno Álvares Pereira desempenhou um
papel fundamental na resolução da crise de 1383-1385 com Castela e na consolidação
da independência. Por isso sempre foi, desde sempre, muito justamente considerado
como um símbolo da independência nacional. Nomeado 2º Condestável do Reino e 38º
Mordomo-mor,  recebeu ainda de D. João I, os títulos de 3º conde de Ourém, de 7º
conde de Barcelos e de 2º conde de Arraiolos. Em 1388 iniciou a edificação da capela
de São Jorge de Aljubarrota e, em 1389, a do Convento do Carmo, em Lisboa, onde s
instalaram os frades da Ordem do Carmo, no ano de 1397. Após a morte de sua esposa,
Leonor de Alvim, com quem casara em 1376, torna-se Carmelita em 1423, recolhendo
ao Convento do Carmo, em Lisboa, onde ingressa sob o nome de Irmão Nuno de Santa
Maria. Ali permanece até à sua morte em 1 de Novembro de 1431, aos 71 anos de idade
e já com fama de Santo. D. Nuno Álvares Pereira foi beatificado em 23 de Janeiro de
1918 pelo Papa Bento XV e é desde 26 de Abril de 2009, mais um Santo português,
após a cerimónia de canonização em Roma, do Beato Nuno de Santa Maria. O anúncio
fora feito pela Santa Sé, no final do Consistório de 21 de Fevereiro de 2009, presidido
por Sua Santidade o Papa Bento XVI. D.NUNO ÁLVARES PEREIRA – xilogragruva da
“Coronica do condestabre de purtugal Nuno Aluarez Pereyra: principiador da casa
que agora he do Duque de Bragãça. 1. ed. Lisboa: Germão Galharde, 1526”. A obra
pertence à Biblioteca Nacional de Portugal e é a versão mais antiga conhecida da
crónica composta por autor anónimo após a morte do Condestável D. Nuno Álvares
Pereira, em 1431. A imagem é pois a imagem mais antiga a representar o Condestável.
23 de Junho
A 23 de Junho de 1940 é inaugurada a Exposição do Mundo Português, organizada
Pelo Estado Novo para comemorar o Duplo Centenário da Independência (1140) e
da Restauração (1640) de Portugal. Bilhete-postal ilustrado, comemorativo da
Exposição do Mundo Português.
22 de Junho
A 22 de Junho de 1633, Galileo Galilei (1564-1642) é condenado pelo Tribunal do
Santo Ofício pela publicação do livro “Diálogos sobre os Dois Máximos Sistemas do
Mundo”  que defendia a teoria heliocêntrica. A pena consiste em: abjuração, proibição
do livro, residência fixa e penitências religiosas. A humilhante condenação de Galileu
foi uma  tentativa desesperada da Igreja para salvar o sistema cosmológico geocêntrico,
peça-chave da escolástica, a grande síntese da filosofia aristotélica (século IV a.C.) e da
doutrina cristã, que dominou o pensamento europeu durante a Baixa Idade Média
(séculos XI a XIV). RETRATO DE GALILEO (1636). Jost Sustermans (1597-1681).
Óleo sobre tela. Galleria degli Uffizi, Firenze.
21 de Junho
Em 21 de Junho ou próximo a este dia, o Sol atinge o ponto mais ao norte na
sua trajectória pelo céu. É o solstício de Verão, momento em que o Sol, no seu
movimento aparente na esfera celeste, atinge a maior declinação em latitude,
medida a partir da linha do equador. A duração do dia é então a mais longa do
ano. VERÃO (1607) - Abel Grimmer (c. 1570-c. 1619). Óleo sobre painel
(33x47 cm). Koninklijk Museum voor Schone Kunsten, Antwerp.
20 de Junho
A 20 de Junho de 1921, nasce Matilde Rosa Araújo (1921-2010), que viria a ser
pedagoga e escritora especializada em literatura infantil e que enquanto cidadã
se dedicou ao longo da sua vida, aos problemas da criança e à defesa dos seus
naturais direitos. Foi distinguida com diversos prémios literários e em 2004 foi
agraciada com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.
FOTO: Matilde Rosa Araújo, Sebastião da Gama e Maria Alice Botelho Moniz,
em Dezembro de 1947, momentos depois de Sebastião da Gama ter levantado
da tipografia os primeiros exemplares de “Cabo da Boa Esperança”.
19 de Junho
A 19 de Junho de 1731, nasce em Coimbra, Joaquim Machado de Castro
(1731-1822), um dos maiores e mais célebres escultores portugueses, que
exerceu enorme influência na Europa do século XVIII e princípio do século XIX
O seu trabalho de maior projecção foi a estátua equestre do Rei D. José I de
Portugal, datada de 1775. Em sua homenagem abriu ao público em 11 de
Outubro de 1913, em Coimbra, o Museu Nacional de Machado de Castro, um
dos mais importantes museus de Belas Artes e Arqueologia de Portugal.
18 de Junho
A 18 de Junho de 1953, o empresário e mecenas Calouste Sarkis Gulbenkian
(1869-1955), assina o testamento que determina a criação da Fundação Calouste
Gulbenkian, em Lisboa, que ficou herdeira do remanescente da sua fortuna,
e que tem fins caritativos, artísticos, educativos e científicos.
17 de Junho
A 17 de Junho de 1665 travou-se a Batalha de Montes Claros num local perto
de Borba, a meio caminho entre Estremoz e Vila Viçosa. Nela pelejaram mais
de quarenta mil homens: 20.500 do lado português sob o comando do Marquês
de Marialva e 22.600 do lado espanhol sob o comando do Marquês de Caracena.
Morreram nesse dia, 700 combatentes portugueses, registando-se ainda 2.000
feridos. Do lado espanhol, tombaram 4.000 homens e foram feitos 6.000
prisioneiros. Esta foi a última das cinco grandes batalhas ganhas pelos
portugueses na Guerra da Restauração, iniciada a 1 de Dezembro de 1640.
Três anos depois, em 1668, seria finalmente assinada a paz com a Espanha,
que pelo Tratado de Lisboa, reconheceu decisivamente a restauração da
independência de Portugal. BATALHA DE MONTES CLAROS – Gravura
seiscentista italiana. Biblioteca Nacional, Lisboa.
16 de Junho
A 16 de Junho de 1853 é aprovado o projecto de construção da linha ferroviária
entre Lisboa e Porto. Comboio em Lisboa (zona de Xabregas), no século XIX.
15 de Junho
 A 15 de Junho de 1970 morre José Sobral de Almada Negreiros (1893-1970).
“Pela sua obra plástica, que o classifica entre os primeiros valores da pintura
moderna; pela sua obra literária, que vibra de uma igual e poderosa originalidade;
pela sua acção pessoal através de artigos e conferências - Almada-Negreiros,
pintor, desenhador, vitralista, poeta, romancista, ensaísta, crítico de arte,
conferencista, dramaturgo, foi, pode dizer-se que desde 1910, uma das mais
notáveis figuras da cultura portuguesa e uma das que mais decisivamente
contribuíram para a criação, prestígio e triunfo de uma mentalidade
moderna entre nós". Assim o apresenta Jorge de Sena (1919-1978), no
primeiro volume das “Líricas Portuguesas”, antologia da poesia lírica
portuguesa contemporânea por ele organizada e publicada em 1958.
ALMADA NEGREIROS -  Teatro da República, Lisboa, 1917.
14 de Junho 
A 14 de Junho de 1910, no crepúsculo da Monarquia Portuguesa, a Maçonaria
constitui a comissão de resistência, encarregada de colaborar com a Carbonária.
SALA DA COMISSÃO DE RESISTÊNCIA DA MAÇONARIA - Sala de visitas de José de

Castro, onde se reuniu pela primeira vez a Comissão de Resistência da Maçonaria.
Ao fundo, a bandeira da Carbonária Portuguesa e um busto da República. Fundo:
Arquivo Mário Soares - Fotografias da Exposição Permanente.
13 de Junho
A 13 de Junho de 1231, morre em Pádua, Santo António de Lisboa (1195-1231),
frade franciscano português que ao longo da sua vida desenvolveu intensa vida
religiosa e apostólica. Canonizado em Maio do ano seguinte pelo papa Gregório IX,
foi declarado oficialmente Padroeiro de Portugal em 1932 e proclamado por Pio XII,
Doutor da Igreja, em 1946. É venerado pela Igreja Católica, que o considera um
grande taumaturgo e lhe atribui um extraordinário número de milagres. A
circunstância de o dia festivo de Santo António (13 de Junho) coincidir com as
festas do Solstício de Verão, faz com que seja celebrado em Portugal como um dos
santos mais populares. SANTO ANTÔNIO COM O MENINO JESUS (séc. XVIII) –
Francisco de Matos Vieira (1699 -1783), mais conhecido por Vieira Lusitano.
Óleo sobre tela (44,2 x 35 cm). Museu Nacional de Arte Antiga. Lisboa.
12 de Junho
A 12 de Junho de 1850 nasce Roberto Ivens (1850-1898), oficial da Armada,
administrador colonial e explorador do continente africano que participou
com Hermenegildo Capelo (1841-1917) na célebre travessia entre Angola e
a costa do Índico, descrita no livro conjunto De Angola à Contra-Costa”.
11 de Junho
A 11 de Junho de 1557 morre no Paço da Ribeira, em Lisboa, D. João III (1502-1557),
“O Piedoso” que permitiu a introdução da Inquisição em Portugal e em cujo reinado
se inicia uma crise que se amplifica sob o governo do seu neto e sucessor, o rei
D. Sebastião (1554-1578). D. JOÃO III (1552) -  Retrato do pintor Flamengo António
Moro (c. 1519 – c. 1576-78), Museo Lázaro Galdiano, Madrid).
10 de Junho
A 10 de Junho de 1580 morre na mais absoluta pobreza, Luís Vaz de Camões
(c.1524-1580), o maior poeta do Classicismo português, autor de "Os Lusíadas",
a epopeia portuguesa que canta os feitos guerreiros e marítimos de Portugal.
9 de Junho
 A 9 de Junho de 1879 verifica-se o regresso a Lisboa de Serpa Pinto (1846-1900)
após a travessia de África iniciada a 7 de Julho de 1877 com Roberto Ivens
(1850-1898) e Hermenegildo Capelo (1841-1917). SERPA PINTO COM DOIS
INDÍGENAS, NO DECURSO DA TRAVESSIA DE ÁFRICA.
8 de Junho
A 8 de Junho de 1663 trava-se a Batalha do Ameixial entre o exército espanhol
comandado por D. João José de Áustria e o exército português sob o comando
de D. Sancho Manoel, Conde de Vila Flor. A refrega saldar-se-ia por um êxito
retumbante para as forças portuguesas. BATALHA DO AMEIXAL - gravura do
séc. XVII.  Biblioteca Nacional, Lisboa.
7 de Junho
A 7 de Junho de 1801 verifica-se a assinatura do Tratado de Badajoz, com data
de 6 de Junho. Através dele, Portugal perde a cidade e o termo de Olivença.
PORTAL MANUELINO DO SÉC. XVI NOS PAÇOS DO CONCELHO DE OLIVENÇA.
 6 de Junho
 A 6 de Junho de 1789 é decretada a deserção de Manuel Maria Barbosa du Bocage
(1765-1805), tenente de infantaria da 5ª Companhia da guarnição da Praça de Damão.
5 de Junho
A 5 de Junho comemora-se o “Dia Mundial do Ambiente”. PRIMAVERA (1882).
António Carvalho de Silva Porto (1850-1893), Óleo sobre madeira (37,2 cm x 55 cm).
Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves, Lisboa.
4 de Junho
 A 4 de Junho comemora-se o “Dia Internacional das Crianças Vítimas Inocentes
da Violência e Agressão”.
3 de Junho
A 3 de Junho comemora-se o Dia Internacional para a Segurança em Passagens de
Nível,o qual visa consciencializar os utilizadores das passagens de nível para

as medidas de segurança que devem adoptar para evitar acidentes. 
2 de Junho
A 2 de Junho de 1940 verificou-se a abertura oficial das Comemorações dos
Centenários da Fundação e da Restauração da Nacionalidade, anunciadas pelo
Presidente da Comissão Executiva dos Centenários, Júlio Dantas.
1 de Junho
A 1 de Junho comemora-se o “Dia Mundial da Criança”.