terça-feira, 8 de outubro de 2013

Efemérides de Novembro


30 de Novembro
A 30 de Novembro de 1935 morre em Lisboa, com 47 anos de idade, Fernando
Pessoa (1888-1935), poeta, filósofo e escritor português. Enquanto poeta,
escreveu sob múltiplos heterónimos, como Ricardo Reis, Álvaro de Campos
e Alberto Caeiro.  É considerado um dos maiores poetas da língua portuguesa
e da literatura universal. FERNANDO PESSOA (1988) – Painel de azulejos de
Júlio Pomar (1926 - ) na estação do metro do Alto dos Moinhos, Lisboa.
29 de Novembro
A 29 de Novembro de 1926, o General António Óscar de Fragoso Carmona
(1869-1951) assume a Presidência da República no âmbito da Ditadura
Nacional saída do Golpe de 28 de Maio desse ano. Desde 9 de Julho que
Carmona (1869-1951), como Presidente do Ministério passara a desempenhar
as funções de Presidente da República, após a demissão do General Manuel
de Oliveira Gomes da Costa (1863-1929). Viria a ser nomeado interinamente
para o cargo, por decreto de 16 de Novembro de 1926. Foi o décimo primeiro
Presidente da República Portuguesa (primeiro da Ditadura e primeiro do Estado
Novo). Painel de azulejos do Parque Marechal Carmona, em Cascais.
28 de Novembro
A 28 de Novembro de 1520, ao serviço do rei de Espanha Carlos V (1500-1558),
o navegador português Fernão de Magalhães (1840-1521), atinge o Oceano
Pacífico  no decurso da primeira viagem de circum-navegação. ELEMENTOS
LIGADOS AO MAR (1998) – Painel de azulejos do pintor, escultor e ilustrador
argentino Antonio Seguí (1934-  ).Ocupa as duas paredes do topo Sul da estação
da cada lado da linha-férrea da Estação Oriente do Metro de Lisboa. Fotografia
reproduzida com a devida vénia do blogue http://azulejosnaminhaterra.blogspot.pt
27 de Novembro
A 27 de Novembro de 1199 é fundada a cidade da Guarda, através de carta
Foral de D. Sancho I (1154-1212), com o propósito de servir de centro
administrativo, de comércio e de defesa da fronteira da Beira contra os
 Reinos da Meseta do centro da Península Ibérica: primeiro, o Reino de Leão;
depois, o Castela e finalmente, Espanha. Foi este propósito que deu origem
ao nome de Cidade da Guarda. SÉ DA GUARDA – Painel de azulejos da estação
da CP de Marvão-Beira, no Ramal de Cáceres.
26 de Novembro
A 26 de Novembro de 1949, é publicado o primeiro número do jornal diário
desportivo “Record”. Painel de azulejos publicitando a realização da Meia-
Maratona “Cidade de Ovar”, existente naquela cidade, considerada  a capital
do azulejo.  
25 de Novembro
A 25 de Novembro de 1845, nasce na Póvoa de Varzim, o escritor e diplomata
português José Maria Eça de Queiroz (1845-1900), autor entre muitas outras
obras, de  "Os Maias" e "A Ilustre Casa de Ramires".  EÇA DE QUEIROZ - Painel
de azulejos de Fernando da Silva Gonçalves, Póvoa de Varzim.
24 de Novembro
A 24 de Novembro celebra-se o Dia Nacional da Cultura Científica. A efeméride
foi instituída em 1996, por proposta do então Ministro Mariano Gago, em
homenagem a Rómulo de Carvalho, professor, metodólogo, investigador e autor
de manuais escolares, de livros de investigação científica e de poesia, estes
últimos sob o pseudónimo de António Gedeão. Nessa data, Rómulo de Carvalho
completava 90 anos e em notícia do jornal “Público” de 24 de Novembro de 1996,
Mariano Gago propôs que aquele dia do ano se tornasse Dia da Cultura Científica,
data que devia ser “momento privilegiado, todos os anos, de balanço, de reflexão
e de acção sobre o papel do conhecimento no nosso futuro”. Painel de azulejos
historiados, de meados do séc. XVIII. Hospital de S. José, Lisboa.
23 de Novembro
A 23 de Novembro celebra-se o Dia da Floresta Autóctone, que visa assinalar
a importância ambiental e económica da conservação das florestas naturais.
Neste dia arranca a “Semana da Reflorestação Nacional”, uma acção que
pretende levar-nos ao encontro da floresta com o objectivo de a vivenciarmos,
protegermos e plantarmos com respeito pela biodiversidade e pelas espécies
autóctones. CARREGO DA CORTIÇA NO MONTADO. Painel de azulejos da Estação
da CP de Santiago de Cacém.
22 de Novembro
A 22 de Novembro de 1497, Vasco da Gama na procura de um caminho marítimo
para a Índia, dobra o Cabo da Boa Esperança que marca a transição do Atlântico
para o Índico.  O ADAMASTOR - Painel de azulejos do pintor, ceramista, ilustrador e
caricaturista Jorge Colaço (1868-1942), no Centro Cultural Rodrigues de Faria, Forjães
(Esposende) e executados na Fábrica de Cerâmica Lusitânia, em Lisboa, entre 15 de
Junho e 30 de Setembro de 1933. 
21 de Novembro

A 21 de Novembro de 1857 nasce em Lisboa, o pintor naturalista e realista,
Columbano Bordalo Pinheiro (1857-1929), irmão de Rafael Bordalo Pinheiro
(1846-1905). Azulejos"Arte Nova" de Rafael Bordalo Pinheiro.
20 de Novembro
A 20 de Novembro de 1807, as tropas napoleónicas de Junot (1771-1813)
alcançam a fronteira portuguesa, iniciando a 1º Invasão Francesa de Portugal
no âmbito da Guerra Peninsular (1807-1814).  A invasão insere-se no plano de
Napoleão (1769-1821) para impor o Bloqueio Continental a toda a Europa,
visando derrotar o Reino Unido. Enquadra-se ainda na dinâmica expansionista
da França Napoleónica. A 21 de Agosto de 1808 foi travada a Batalha do Vimeiro,
na qual se defrontaram as forças luso-britânicas comandadas pelo tenente-general
Sir Arthur Wellesley (1769-1852) e as forças francesas chefiadas pelo general
Jean-Andoche Junot (1771-1813). A batalha saldou-se por uma vitória para as
forças luso-britânicas e determinou o fim da 1ª Invasão Francesa de Portugal.
Painel de azulejos da autoria de Salvador (2000), alusivo ao desembarque das
tropas luso-britânicas, na Praia de Paimogo, em 19 de Junho de 1808, antes da
batalha do Vimeiro. Centro de Interpretação da Batalha do Vimeiro, localizado
na colina do Vimeiro.
19 de Novembro
A 19 de Novembro celebra-se desde 1999, o Dia Internacional do Homem.
Segundo Ingeborg Breines, directora da Secretaria de Mulheres e Cultura de
Paz da UNESCO, “…a criação da data é uma excelente ideia para equilibrar
os  géneros". Os objectivos principais do Dia Internacional do Homem são:
- Promover a saúde do homem e seu bem-estar: social, emocional, físico e
espiritual; - Melhorar a relação entre géneros e promover a igualdade de
género; - Destacar as contribuições masculinas positivas para a sociedade,
comunidade, família e meio ambiente; - Promover modelos masculinos
positivos, não apenas de estrelas de cinema ou de desporto, mas de
homens do dia-a-dia, cujas vidas são decentes e honestas; - Criar um
mundo melhor, onde as pessoas possam se sentir seguras e crescer para
alcançar seu pleno potencial; - Destacar a discriminação profissional
contra os homens nas áreas de serviços sociais, nas atitudes e expectativas
sociais e no direito; O Dia Internacional do Homem é celebrado a nível
mundial com seminários, actividades escolares, programas de rádio e
televisão, debates, desfiles e mostras de arte. TOCADOR DE HARMÓNIO -
Painel de azulejos da estação da CP de Fronteira. 
18 de Novembro
A 18 de Novembro celebra-se o Dia Europeu dos Antibióticos. Trata-se de uma
iniciativa europeia no domínio da saúde pública que visa sensibilizar para a
ameaça que a resistência aos antibióticos representa para a saúde pública,
bem como promover o uso racional de antibióticos. Dados recentes confirmam
que está a aumentar na União Europeia o número de doentes infectados por
bactérias resistentes e que a resistência a antibióticos constitui uma grave
ameaça para a saúde pública. O uso racional de antibióticos pode ajudar a
travar o aumento da resistência bacteriana e a manter a eficácia do uso de
antibióticos em gerações futuras. CLISTER (2º quartel do séc. XVI). Painel
de azulejos (56 x 142 cm) de composição figurativa. Museu Nacional do
Azulejo, Lisboa.
17 de Novembro
A 17 de Novembro de 1717, no reinado de D. João V (1689-1750), “O Magnânimo”,
a cerca de 25 quilómetros de Lisboa, tem início a construção do Palácio-Convento
de Mafra, a qual só terminaria em 1730. É indiscutivelmente o mais importante
monumento do barroco português. CONVENTO DE MAFRA (1934) – Painel de azulejos
da Fábrica Cerâmica de Sacavém, da autoria de Salvador. Estação da CP de Mafra-Gare.
16 de Novembro 
A 16 de Novembro, assinala-se O Dia Nacional do Mar, data comemorativa da
Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), que entrou em
vigor a 16 de Novembro de 1994, tendo sido ratificada por Portugal a 14 de
Outubro de 1997. Um ano mais tarde, em 1998, o dia 16 de Novembro foi
institucionalizado pela Resolução de Conselho de Ministros n.º 83/1998,
de 10 de Julho, como o Dia Nacional do Mar. PÓVOA DE VARZIM – MULHERES
NO SOALHEIRO (costume poveiro que consiste em as mulheres se juntarem
na praia e conversarem sobre a sua vida e a dos outros, enquanto esperam
que os homens venham do mar). Painel de azulejos (séc. XX) da autoria do
pintor poveiro Fernando Gonçalves (Nando), presente no paredão do areal
da Póvoa de Varzim.
15 de Novembro
A 15 de Novembro de 1889 nasce Palácio de Belém, em Lisboa, aquele que
viria a ser o rei D. Manuel II (1889-1932), filho de D. Carlos I (1863-1908) e
de Dona Amélia de Orleães (1865-1951). D. Manuel II subiu ao trono a 6 de
Maio de 1908, com 18 anos apenas, em virtude de seu pai D. Carlos I e o
príncipe herdeiro D. Luís Filipe terem sucumbido no regicídio a 1 de 
Fevereiro de 1908. Tímido, inexperiente, sem gosto nem vocação para a
política, D. Manuel II reinaria durante vinte e nove escassos meses, nos
quais passaram pelo poder seis ministérios, cuja acção não foi além de
pequenas manobras políticas. Seria destronado pelo triunfo da revolução
republicana a 5 de Outubro de 1910. Em 4 de Setembro de 1913 casa com
uma prima, a princesa D. Augusta Vitória de Hohenzollern Sigmaringen,
pertencente à família real alemã e da qual não teve descendência. Viveu
primeiro em Richmond e depois no Palácio de Fulwell Park, em Twickenham,
onde morreu a 2 de Julho de 1932, sufocado por um edema da glote. O
casamento de D. Manuel II com uma princesa alemã, não o impediu de
aconselhar os seus partidários a combater pela causa dos aliados, durante a
I Grande Guerra e de visitar as tropas portuguesas na frente da Flandres.
Perante as incursões monárquicas sempre proclamou que não queria
aventuras, afirmando que a Monarquia se devia restaurar pelo combate no
campo legal. Durante o exílio, consagrou-se à investigação bibliográfica,
tendo publicado a “Livros Antigos Portugueses, 1489-1600, da Biblioteca de
Sua Majestade Fidelíssima, descritos por S.M. El-Rei D. Manuel em Três
Volumes”, editados respectivamente em 1929, 1932 e 1935. A monumental
obra de D. Manuel II descreve 9 incunábulos, 460 livros quinhentistas
impressos em Portugal e 6 no estrangeiro. Na obra indicam-se ainda, o mais
concisamente possível, 3 manuscritos e 112 volumes da camoneana de D.
Manuel II, impressos de 1572 a 1928. Jaz no Panteão dos Braganças, no
Mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa. D. MANUEL II (1908). L. Basto
(Lisboa,  Fábrica de Louça de Sacavém. Azulejo em faiança (15,5 x 15,6 cm).
Museu Nacional do Azulejo, Lisboa.
14 de Novembo
A 14 de Novembro de 1839 nasce no Porto, na antiga Rua do Reguinho, aquele
que viria a ser o médico e escritor Júlio Diniz (1839-1871), pseudónimo literário
de Joaquim Guilherme Gomes Coelho, criador do romance campesino e autor de
obras como: As Pupilas do Senhor Reitor (1869), A Morgadinha dos Canaviais
(1868), Uma Família Inglesa (1868), Serões da Província (1870), Os Fidalgos da
Casa Mourisca (1871), Poesias (1873), Inéditos e Dispersos (1910), Teatro Inédito
(1946-1947). Além daquele pseudónimo usou também o de Diana de Aveleda,
com o qual se iniciou na vida literária e subscreveu crónicas no Diário do Porto
e pequenas narrativas ingénuas como “Os Novelos da Tia Filomena” (1862) e o
“Espólio do Senhor Cipriano” (1863). Viria a morrer a 12 de Setembro de 1871,
com 31 anos, vítima de tuberculose, numa casa da Rua Costa Cabral, no Porto.
AS PUPILAS DO SENHOR REITOR (1940) – um dos painéis de azulejos com cenas
do romance homónimo, que ladeiam um painel com a imagem do escritor na
fonte Júlio Diniz em Ovar.
13 de Novembro
A 13 de Novembro de 1460, morre em Sagres com a idade de 66 anos,
o Infante D. Henrique (1394-1460), filho de D. João I e de D. Filipa
de Lencastre, quinto na ordem de genitura e terceiro entre os que
tiveram biografia. Foi sob a égide do Infante que teve lugar a
primeira fase da expansão marítima portuguesa de que ele foi o
mentor, o impulsionador e o financiador. O INFANTE D. HENRIQUE
NO PROMONTÓRIO DE SAGRES (1922). Painel de azulejos do pintor,
ceramista, ilustrador e caricaturista Jorge Colaço (1868-1942).
Pavilhão Carlos Lopes, Lisboa.
12 de Novembro
A 12 de Novembro de 1877, Alexandre Alberto da Rocha de Serpa Pinto
(1846-1900), militar, explorador e administrador colonial português,
começa a travessia do continente africano. A expedição visava fazer o
reconhecimento e efectuar o mapeamento do interior do continente
africano, para preparar a entrada de Portugal na discussão pela
ocupação dos territórios africanos, até então apenas utilizados como
entrepostos comerciais ou destino de expatriados. A ocupação efectiva
sobre a ocupação histórica, decidida pelas actas da Conferência de
Berlim (1884-1885), obrigou o Estado Português a actuar no sentido
de reclamar para si uma vasta região do continente africano que
uniria as províncias de Angola e Moçambique, através do chamado
"mapa cor-de-rosa", intenção que falhou após o ultimato britânico
de 1890. ALDEIA INDÍGENA -  Painel de azulejos da Fortaleza de São
Miguel em Luanda.
11 de Novembro
A 11 de Novembro, celebra-se o Dia de São Martinho. Segundo a lenda, 
este seria um soldado romano a caminho da sua terra natal. Ao encontrar
um mendigo cheio de frio que lhe pediu esmola, rasgou a sua capa em duas
e deu-lhe uma. De repente o frio parou e o tempo aqueceu. A tradição do
Dia de São Martinho é assar as castanhas e beber vinho novo, produzido
na safra do Verão anterior. Por norma, na véspera e no Dia de São Martinho
o tempo melhora e o sol aparece, acontecimento que é conhecido como
Verão de São Martinho. SÃO MARTINHO – Painel de azulejos de Álvaro Pedro
Gomes (1894-1974), produzidos na Fábrica de Louça de Sacavém. Fonte de
São Martinho em São Martinho de Orgens, construída em 1933, por iniciativa
da Câmara Municipal de Viseu.
10 de Novembro
A 10 de Novembro comemora-se o Dia Mundial da Ciência pela Paz e o Desenvolvimento.
A efeméride, criada pela ONU em 2001, visa incentivar a discussão sobre o papel da
Ciência na construção de um mundo melhor. EXPERIÊNCIA DOS HEMISFÉRIOS DE
MAGDEBURGO - Azulejos Barrocos Joaninos (1744-1749) da Aula de Física da
Universidade do  Espírito Santo (hoje sala 120 da Universidade de Évora) e que atesta
preocupação dos jesuítas com a modernização do ensino científico.
9 de Novembro
A 9 de Novembro de 1967, morre em Lisboa, (Tomás de Aquino Carmelo
Alcaide (1901-1967), cantor lírico português de projecção internacional,
que teve como berço natal a cidade de Estremoz. EUTERPE – Musa grega
da Música (1670-1675) – Painel de azulejos (1,30x0,91 cm). Museu Nacional
do Azulejo, Lisboa.
8 de Novembro
 
A 8 de Novembro de 1951, é inaugurado o Teatro Monumental, em Lisboa.
Construído mediante projecto do arquitecto Raul Rodrigues Lima (1909-1980)
e com fachada principal virada para a Praça Duque de Saldanha., tratava-se
de um complexo que incluía um teatro para 1182 espectadores, um cinema
para 2170, um café-restaurante e uma sala de exposições. MELPÓMENE
(1670-1675) – Painel de azulejos (1,30 x 0,93 m), fabrico de Lisboa,
representando a Musa da Tragédia. Museu Nacional do Azulejo, Lisboa.
7 de Novembro
A 7 de Novembro de 1831 é debatida e aprovada na Câmara dos Senadores
no Brasil, uma lei nacional que visava à proibição do tráfico de escravos e
que surgiu na sequência da abdicação de D. Pedro I. ESCRAVIDÃO ANTES DA
ABOLIÇÃO – Painel de azulejos cuja imagem foi reproduzida do blogue
http://blog.seniorennet.be .
6 de Novembro
A 6 de Novembro de 1656, morre D. João IV (1604-1656), 21º Rei de Portugal
e fundador da Dinastia de Bragança. Trineto de D. Manuel I (1469-1521) e
filho de D. Teodósio II de Bragança (1568-1630) e de D. Ana de Velasco
(1585-1607), casou em 12 de Janeiro de 1633 com D. Luísa de Gusmão
(1613-1666), filha do Duque de Medina Sidónia. Foi o 8º duque de Bragança,
tendo sido aclamado Rei de Portugal em 1 de Dezembro de 1640. O seu
reinado durou até á sua morte, tendo tido como nota reinante o
desenvolvimento da guerra com a Espanha, conhecida por Guerra da
Restauração. D.JOÃO IV -  Painel de azulejos no Jardim do Palácio Galveias,
Lisboa.
5 de Novembro

A 5 de Novembro, o calendário litúrgico da Igreja Católica assinala o
Dia de São Zacarias, sacerdote do Templo de Jerusalém, pai de João
Baptista e esposo de Isabel. De acordo com o Evangelho de São Lucas,
Zacarias e Isabel eram pessoas consideradas justas diante de Deus.
Todavia, não tinham filhos porque Isabel era estéril. Quando o casal
 já se encontrava em idade avançada, o Arcanjo Gabriel apareceu a
Zacarias quando este se encontrava no templo ofertando incenso,
anunciando-lhe que Isabel iria ter um filho e que se chamaria João.
Tendo Zacarias duvidado da promessa, o anjo fez com que ficasse
mudo até ao nascimento da criança. Isabel então concebeu e no sexto
mês de gestação de Isabel, sua prima  Maria também recebeu uma
promessa através do anjo Gabriel e concebeu do Espírito Santo e
quando esperava Jesus em seu ventre, foi visitá-la nas montanhas
de Judá. Segundo Lucas, no momento em que Maria entrou na casa
de Zacarias, ao saudar sua prima, João Batista teria pulado em seu
ventre e ela ficou cheia do Espírito Santo. SÃO ZACARIAS – Painel de
 azulejos na parede de uma casa em Cabeço  de Vide.
4 de Novembro

  A 4 de Novembro de 1877, em cerimónia presidida pelo rei D. Luís I (1838-1899)
e pela rainha D. Maria Pia (1847-1911), é inaugurada a Ponte D. Maria Pia, a
primeira ponte ferroviária a unir as duas margens do rio Douro, entre Vila Nova
de Gaia e o Porto. A estrutura metálica apresenta um tabuleiro com 352 metros
de extensão e sob ele, um arco de forma biarticulada, com 160 metros de corda
e 42,60 metros de flecha. A altura medida a partir do nível das águas, é de 61
metros. A ponte foi projectada pelo Eng.º Théophile Seyrig (1843-1923) e edificada
entre 5 de Janeiro de 1876 e 4 de Novembro de 1877 pela empresa Eiffel
Constructions Métalliques, da qual era sócio com Gustave Eifell (1832-1923).
A empresa teve que recorrer a métodos revolucionários para a época, uma vez
que era o maior vão construído até essa data, dada a largura do rio e as dimensões
das escarpas envolventes. Na obra trabalharam permanentemente 150 operários que
utilizaram 1.600 toneladas de ferro. A ponte, de uma só linha, integrou a linha do
Norte até 1991, ano em que foi desactivada, face à entrada em serviço da Ponte de
S. João. À Ponte D. Maria Pia foram outorgadas as seguintes distinções: - 1982:
Classificada como Monumento Nacional pelo IGESPAR; - 1990: Classificada como
Internacional Historic Civil Engineering Landmark pela American Society of
Engineering (ASCE); - 2013: Considerada pelo jornal The Guardian como uma das
10 mais belas pontes do mundo. VINDIMADEIRAS, BARCOS RABELOS E PONTE D. MARIA
PIA – Painel de azulejos da frontaria da Estação da CP de São Mamede da Infesta.
3 de Novembro
A 3 de Novembro de 1887 é fundada a Associação Académica de Coimbra
(AAC), a mais antiga associação de estudantes de Portugal. Actualmente
representa os cerca de 20 000 estudantes da Universidade de Coimbra,
que são automaticamente considerados seus sócios enquanto estão
inscritos nesta Universidade. A AAC acolhe secções culturais como o
Centro de Estudos Cinematográficos (CEC), a Rádio Universidade de
Coimbra (RUC), a Secção de Jornalismo, a Televisão da Associação
Académica de Coimbra, a secção de fado, o Grupo de Folclore e
Etnografia (GEFAC) e os grupos de teatro (TEUC e CITAC). Acolhe
igualmente secções desportivas que abrangem um vasto leque de
desportos, tais como o hóquei em patins, futebol, andebol,
basquetebol, rugby, canoagem, natação, voleibol, ténis, artes
marciais e xadrez, entre outros. TRAJE ACADÉMICO DO SÉC. XVIII
– Painel de azulejos da autoria do arquitecto, pintor, ilustrador e
caricaturista português, João Abel Manta (1928) assente na fachada
da Associação Académica de Coimbra, tirada para a Avenida Sá da
Bandeira, em Coimbra.
2 de Novembro
A 2 de Novembro assinala-se o Dia de Finados ou Dia dos Fiéis Defuntos. Este
dia é celebrado entre nós com tristeza, pois recordam-se as pessoas de família
e os amigos que já morreram. De acordo com a tradição católica, as pessoas
acorrem aos cemitérios para prestar homenagem aos mortos. Para tal, deixam
ramos de flores nas campas e acendem velas para iluminar os falecidos no
caminho para o Paraíso, ao encontro da comunhão com Deus e mandam rezar
missas em sua memória. O culto aos mortos é ancestral e esteve presente em
quase todas as religiões, tendo inicialmente estado ligado aos cultos agrários
e de fertilidade. Os mais antigos acreditavam que, tal como as sementes, os
mortos eram enterrados com vista à ressurreição. Em Portugal, ainda são
respeitadas  crenças muito antigas, como não caçar nem pescar no Dia de
Finados. Calvário (Primeiro quartel do século XVIII). Painel de azulejos,
fabrico de Lisboa. Arquidiocese de Évora.
1 de Novembro
A 1 de Novembro de 1431, morre no Convento do Carmo, em Lisboa, D. Nuno Álvares
Pereira (1360-1431). Sabe-se que nasceu a 24 de Junho de 1360, em Cernache
do Bonjardim ou Flor da Rosa, filho ilegítimo de D. Álvaro Gonçalves Pereira,
prior do Hospital. Foi para a Corte aos 13 anos, sendo armado cavaleiro por
Dona Leonor Teles com o arnês do Mestre de Avis, de quem se torna amigo.
Adere à causa do Mestre, que o nomeia fronteiro da comarca de Entre Tejo e
Odiana. Vencedor da Batalha dos Atoleiros (6 de Abril de 1384), de Aljubarrota (14
de Agosto de 1385) e de Valverde (15 de Outubro de 1385), D. Nuno Álvares
Pereira desempenhou um papel fundamental na resolução da crise de 1383-1385
com Castela e na consolidação da independência. Por isso foi, desde sempre,
muito justamente considerado como um símbolo da independência nacional.
Nomeado 2º Condestável do Reino e 38º Mordomo-mor, recebeu ainda de D. João I,
os títulos de 3º conde de Ourém, de 7º conde de Barcelos e de 2º conde de Arraiolos.
Em 1388 iniciou a edificação da capela de São Jorge de Aljubarrota e, em 1389, a do
Convento do Carmo, em Lisboa, onde se instalaram os frades da Ordem do Carmo,
no ano de 1397. Após a morte de sua esposa, Leonor de Alvim, com quem casara
em 1376, torna-se Carmelita em 1423, recolhendo ao Convento do Carmo,
em Lisboa, onde ingressa sob o nome de Irmão Nuno de Santa Maria. Ali permanece
até à sua morte em 1 de Novembro de 1431, aos 71 anos de idade e já com fama de
Santo. D. Nuno Álvares Pereira foi beatificado em 23 de Janeiro de 1918
pelo Papa Bento XV e é desde 26 de Abril de 2009, mais um Santo português,
após a cerimónia de canonização em Roma, do Beato Nuno de Santa Maria.
O anúncio fora feito pela Santa Sé, no final do Consistório de 21 de Fevereiro de 2009,
presidido por Sua Santidade o Papa Bento XVI. D. NUNO ÁLVARES PEREIRA (1932).
Painel de azulejos (191,5x114 cm) da autoria de Alves de Sá e produzido
na Fábrica Viúva Lamego. Museu Nacional do Azulejo, Lisboa.