quarta-feira, 11 de abril de 2012

A Crucificação na Pintura Universal


 Nossa Senhora e o Menino com Santos e Crucificação (1260-70).
Bonaventura Berlinghieri (activo em 1230).
Têmpera sobre madeira (103 x 122 cm).
Galleria degli Uffizi, Florence.

Segundo os Evangelhos, Jesus foi condenado a morrer na cruz numa sexta-feira e o responsável pela sentença foi Pôncio Pilatos, prefeito da província romana da Judeia entre os anos 26 e 36 d.C. apesar de não ter encontrado nele nenhuma culpa. Todavia os líderes judeus queriam a sua morte, por considerarem blasfémia Jesus dizer-se filho do Messias. Vejamos o que nos dizem os Evangelhos.
Jesus foi preso no Jardim de Getsémani (Marcos 14:43-52) e foi submetido a seis julgamentos – três por líderes judeus e três pelos romanos [João (18:12-14), Marcos (14:53-65), Marcos (15:1), Lucas (23:6-12), Marcos (15:6-15)]
Pilatos tentou negociar com os líderes judeus ao permitir que flagelassem Jesus, mas eles rejeitaram a proposta por não os satisfazer e pressionaram Pilatos a condená-lo à morte. Pilatos entregou-lhes então Jesus a fim de ser crucificado tal como eles pretendiam (Lucas 23:1-25). Os soldados escarneceram Jesus e vestiram-lhe um manto escarlate e impuseram-lhe na cabeça uma coroa de espinhos. (Mateus 27:28-31)
Jesus veio a ser crucificado num lugar chamado Gólgota, que quer dizer “Lugar da Caveira”. Por cima da sua cabeça puseram uma tabuleta com o motivo da sua condenação: “JESUS NAZARENO, O REI DOS JUDEUS” [João (19,19), Lucas (23,38)]. Na ocasião foram também crucificados dois ladrões, um à direita e outro à esquerda de Jesus. (Mateus 27:33-38). A escuridão cobriu então o céu durante três horas (Lucas 23:44), até que Jesus deu um forte grito: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito”. Dizendo isto, expirou. (Lucas 23:46). Os relatos evan¬gé¬licos mos¬tram que Jesus entregou livremente a vida a Deus pela redenção da humanidade.
O sentido espiritual da cruz indicado pelo pró¬prio Jesus (Mateus 10:38), fez com que ela passasse a ser sinal sagrado e objecto de culto.
A crucificação de Jesus serviu de tema a grandes nomes da pintura universal, que o representam ora sofredor ora já no repouso da morte. Desses nomes destacamos, associados por épocas/correntes da pintura:
- Idade Média: Bonaventura Berlinghieri (activo em 1230), italiano; Guido da Siena (activo na 2ª metade do séc. XIII), italiano; Pietro Cavallini (activo em 1273-1308), italiano; Duccio di Buoninsegna (c. 1255-1319), italiano; Gioto di Bondone (1267-1337), italiano; Don Silvestro dei Gherarducci (1339-1399), italiano; Andrea da Firenze (activo em 1343-1377), italiano; Francesco di Vannuccio (activo em 1356-89), italiano; Niccolò di Pietro Gerini (activo em 1366-1415), italiano.
- Renascença: Jan van Eyck (antes de 1395-1441), flamengo; Hieronymus Bosh (c. 1450-1516), holandês; Sandro Boticelli (1445-1510), italiano; Lucas Cranach, O Velho (1472-1553), alemão; Albrecht Altdorfer (c. 1480-1538), alemão; Bernardino Luini (1480-1532), italiano; Maerten van Heemskerck (1498-1574), holandês; Lucas Cranach, O Jovem (1515-1586), alemão; Tiziano Vecellio (1490-1576), italiano.
- Maneirismo: Tintoretto (1518-1594), italiano; Paolo Veronese (1528-1588), italiano; El Greco (1541-1614), espanhol; Pieter Brueghel, O Jovem (1564-1638), flamengo.
- Rococó: Annibale Carracci (1560-1609), italiano; Simon Vouet (1590-1649), francês; Sir Anthony van Dyck (1599-1641), flamengo; Nicolas Tournier (1590-c. 1638), francês; Francesco Conti (1681-1760), italiano; Franz Christophe Janneck (1703-1761), austríaco; Franz Anton Maulbertsh (1724-1796), austríaco.
- Romântico: Pierre-Paul Prud'hon (1758-1823), francês.


Crucificação (1270).
Guido da Siena (activo na 2ª metade do séc. XIII).
Têmpera sobre madeira.
Pinacoteca Nazionale, Siena. 
Crucificação (c. 1308).
Pietro Cavallini (activo em 1273-1308).
Fresco.
San Domenico Maggiore, Naples. 
Crucificação (1310).
Duccio di Buoninsegna (c. 1255-1319).
Painel (60 x 38 cm).
City Art Gallery, Manchester. 
Crucificação (1330).
Gioto di Bondone (1267-1337).
Têmpera sobre madeira (39 x 26 cm).
Musées Municipaux, Strasbourg. 
Crucificação (c. 1365).
Don Silvestro dei Gherarducci (1339-1399).
Têmpera sobre painel (137 x 82 cm).
Metropolitan Museum of Art, New York. 
 Crucificação (1370-77).
Andrea da Firenze (activo em 1343-1377).
Têmpera sobre madeira (33 x 22 cm).
Pinacoteca, Vatican.
Crucificação com Doador (1380).
Francesco di Vannuccio (activo em 1356-89).
Madeira de álamo (39 x 23 cm, com moldura).
Staatliche Museen, Berlin. 
 Crucificação com a Virgem e São João (1390-95).
Niccolò di Pietro Gerini (activo em 1366-1415).
Têmpera sobre painel (86 x 53 cm).
The Hermitage, St. Petersburg.
Crucificação (1420-25).
Jan van Eyck (Antes de 1395-1441).
Óleo sobre madeira transferido para tela (56,5 x 19,5 cm).
Metropolitan Museum of Art, New York. 
Crucificação com um Doador (1480-85).
Hieronymus Bosh (c. 1450-1516).
Óleo sobre madeira de carvalho (74,7 x 61 cm).
Musées Royaux des Beaux-Arts, Brussels.
Crucificação (c. 1497).
Sandro Boticelli (1445-1510).
Têmpera sobre tela (73,5 x 50,8 cm).
Fogg Art Museum, Harvard University, Cambridge. 
Lucas Cranach, O Velho (1472-1553).
Crucificação (1500-03).
Óleo e têmpera sobre madeira de tília (59 x 45 cm).
Kunsthistorisches Museum, Vienna. 
Crucificação (c. 1526).
Albrecht Altdorfer (c. 1480-1538).
Painel forrado (29 x 21 cm).
Staatliche Museen, Berlin. 
Crucificação (c. 1530).
Bernardino Luini (1480-1532).
Óleo sobre tela (90 x 74 cm).
The Hermitage, St. Petersburg. 
Crucificação (1543).
Maerten van Heemskerck (1498-1574).
Óleo sobre painel (334 x 270 cm).
Museum voor Schone Kunsten, Ghent. 
 Crucificação (1555).
Lucas Cranach, O Jovem (1515-1586).
Madeira.
Stadtkirche Sankt Peter und Paul, Weimar.
Crucificação (1558).
Tiziano Vecellio (1490-1576).
Óleo sobre tela (371 x 197 cm).
Museo Civico, Ancona. 
 Crucificação (c. 1560).
Tintoretto (1518-1594).
Óleo sobre tela.
Santa Maria del Rosario (Gesuati), Venice.
Crucificação (c. 1582).
Paolo Veronese (1528-1588).
Óleo sobre tela (102 x 102 cm).
Musée du Louvre, Paris. 
Crucificação (1596-1600).
El Greco (1541-1614).
Óleo sobre tela (312 x 169 cm).
Museo del Prado, Madrid. 
Crucificação (1617).
Pieter Brueghel, O Jovem (1564-1638).
Óleo sobre madeira (82 x 123 cm).
Szépmûvészeti Múzeum, Budapest. 
Crucificação (1583).
Annibale Carracci (1560-1609).
Óleo sobre tela (305 x 210 cm).
Santa Maria della Carita, Bologna. 
Crucificação (1622).
Simon Vouet (1590-1649).
Óleo sobre tela (375 x 225 cm).
Chiesa del Gesù, Genova. 
Crucificação (c. 1622).
Sir Anthony van Dyck (1599-1641).
Óleo sobre tela.
San Zaccaria, Venice. 
Crucificação (c. 1635).
Nicolas Tournier (1590-c. 1638).
Óleo sobre tela (422 x 292 cm).
Musée du Louvre, Paris. 
Crucificação (1709).
Francesco Conti (1681-1760).
Óleo sobre tela (320 x 216 cm).
San Lorenzo, Florence. 
Crucificação (1730).
Franz Christophe Janneck (1703-1761).
Óleo sobre tela (50 x 41 cm).
Colecção privada. 
Crucificação (1758).
Franz Anton Maulbertsh (1724-1796).
Fresco.
Parish Church, Sümeg.
Crucificação (1822).
Pierre-Paul Prud'hon (1758-1823).
Óleo sobre tela (278 x 166 cm).
Musée du Louvre, Paris.

domingo, 8 de abril de 2012

Provérbios de Abril


ABRIL - Iluminura do “Livro de Horas do Duque de Berry” (Século XV), manuscrito
com iluminuras dos irmãos Paul, Jean et Herman de Limbourg, conservado no
 Museu Condé, em Chantilly, na França.

- A água com que no Verão se há-de regar, em Abril há-de ficar.
- A água de Abril é água de cuco, molha quem está enxuto.
- A água que no Verão há-de regar, em Abril e Maio há-de ficar.
- A água, em Abril, carrega o carro e o carril.
- A aveia até Abril, está a dormir.
- A carranca é mãe do cuco, vem ao princípio de Abril e diz ao Maio que seu filho está para vir.
- A geada de Março tira o pão do baraço e a de Abril nem ao baraço o deixa ir.
- A invernia de Março e a seca de Abril põe o lavrador a pedir.
- A sardinha de Abril é vê-la e deixá-la ir.
- A ti, chova todo o ano, e a mim, Abril e Maio.
- A três de Abril, o cuco há-de vir e, se não vier a oito, está preso ou morto.
- Abril chove para os animais e Maio para as bestas.
- Abril chuvoso e Maio ventoso fazem o ano formoso.
- Abril com chuvadas, mentes amuadas.
- Abril e flores, alergias e suas dores.
- Abril e Maio são as chaves de todo o ano.
- Abril e Maio, chaves do ano.
- Abril frio dá pão e vinho.
- Abril frio e molhado, enche o celeiro e farta o gado.
- Abril frio traz pão e vinho.
- Abril leva as peles a curtir.
- Abril mete a ovelha no covil.
- Abril molhado, ano abastado.
- Abril molhado, sete vezes trovejado.
- Abril queima-se o carro e o carril.
- Abril vai a velha aonde há-de ir e a sua casa vem dormir.
- Abril, Abril, está cheio o covil.
- Abril, Abrilete, é o mês do ramalhete.
- Abril, águas mil e em Maio três ou quatro.
- Abril, águas mil, cabem todas num barril.
- Abril, águas mil, coadas por um funil.
- Abril, águas mil, peneiradinhas por um mandil.
- Abril, águas mil, quantas mais puderem vir.
- Abril, águas mil.
- Abril, cheio o covil.
- Abril, espigas mil.
- Abril, frio e molhado, enche o celeiro e farta o gado.
- Abril, queijos mil e em Maio, três ou quatro.
- Abril, tempo de cuco, de manhã molhado e à tarde enxuto.
- Agosto, engravelar; Setembro, vindimar;
- Água de Abril, peneirada por um mandil.
- Água de Maio e três de Abril valem por mil.
- Água que em Abril ficar, no Verão há-de regar.
- Água que no Verão há-de regar, em Abril há-de ficar.
- Águas de Abril são moios de milho.
- Águas de regar, de Abril e Maio hão-de ficar.
- Altas ou baixas, em Abril vêm as Páscoas.
- Antes a estopa de Abril, que o linho de Março.
- Ao princípio e ao fim, Abril costuma ser ruim.
- As manhãs de Abril são boas de dormir.
- Aveia até Abril está a dormir.
- Borreguinho de Abril, tomaras tu mil.
- Camponês em Abril tem bagaço no cantil.
- De grão te sei contar que em Abril não há-de estar nascido nem por semear.
- De Março a Abril há muito que pedir.
- De Março a Abril há pouco que rir.
- Depois de Ramos, na Páscoa estamos.
- Do pão te hei-de contar, que em Abril não há-de estar nascido, nem por semear.
- É mau por todo o Abril ver o céu a descobrir.
- É próprio do mês de Abril, as águas serem mil.
- Em Abril a velha sai e volta ao seu covil.
- Em Abril abre a porta à vaca e deixa-a ir.
- Em Abril ainda queima a velha o carro e o carril e deixa um tição para Maio, para comer as cerejas ao borralho.
- Em Abril cada pulga dá mil.
- Em Abril corta um cardo, nascerão mais de mil.
- Em Abril dá a velha a filha, por um pão a quem lha pedir.
- Em Abril deita-te a dormir.
- Em Abril dorme o moço ruim e em Maio dorme o moço e o amo.
- Em Abril e Maio moenda para todo o ano.
- Em Abril guarda o gado e vai onde tens de ir.
- Em Abril lavra as altas, mesmo com água pelo machil.
- Em Abril o boi bebe no rio.
- Em Abril pelos favais vereis o mais.
- Em Abril queijos mil e em Maio, três ou quatro.
- Em Abril queima a canga e o canzil.
- Em Abril queima a velha o carro e o carril e deixa um tição para Maio, para comer as cerejas ao borralho.
- Em Abril queima a velha o carro e o carril e o que ficou, em Maio o queimou.
- Em Abril queima a velha o carro e o carril, uma camba que ficou, ainda em Maio a queimou e guardou o seu melhor tição para o mês de São João.
- Em Abril queimou a velha, o carro e o carril; e uma cambada que ficou, em Maio a queimou.
- Em Abril quer-se águas mil coadas por um mandil.
- Em Abril, a Natureza ri.
- Em Abril, a rês perdida recobra vigor e vida.
- Em Abril, a velha vai e volta ao seu covil.
- Em Abril, abre a porta à vaca e deixa-a ir.
- Em Abril, águas mil e em Maio, três ou quatro.
- Em Abril, águas mil que caibam num barril.
- Em Abril, águas mil, coadas por um funil.
- Em Abril, águas mil, coadas por um mandil.
- Em Abril, águas mil, que caibam num barril.
- Em Abril, águas mil.
- Em Abril, cada pulga dá mil.
- Em Abril, cavar e rir.
- Em Abril, corta um cardo e nascerão mil.
- Em Abril, de uma nódoa tira mil.
- Em Abril, enchem o covil.
- Em Abril, espigar.
- Em Abril, guarda o teu gado e vai aonde tens de ir.
- Em Abril, lavra as altas, mesmo com água pelo machil.
- Em Abril, mau é descobrir.
- Em Abril, o cuco há-de vir.
- Em Abril, pelos favais vereis o mais.
- Em Abril, queijos mil e em Maio, três ou quatro.
- Em Abril, queijos mil.
- Em Abril, queima a canga e o canzil.
- Em Abril, queima a velha, o carro e o carril.
- Em Abril, queima a velha, o chambaril.
- Em Abril, queima o velho o carro e o carril e uma camba que guardou, ainda em Maio a queimou.
- Em Abril, queima-se o carro e o carril.
- Em Abril, queimou a velha o carro e o carril; e uma cambada que ficou em Maio a queimou.
- Em Abril, sai a bicha do covil.
- Em Abril, sai a velha do seu covil, dá uma volta e torna a vir.
- Em Abril, sai o bicho do covil.
- Em Abril, um pão e um merendil.
- Em Abril, vai a velha aonde há-de ir e torna outra vez ao seu covil.
- Em Abril, vai a velha aonde tem de ir e vem dormir ao seu covil.
- Em Abril, vai a velha onde quer ir e a sua casa vem dormir.
- Em Abril, vai a velha onde quer ir e a sua casa vem dormir.
- Em Abril, vai aonde hás-de ir e volta ao teu covil.
- Em Abril, vai onde deves ir, mas volta ao teu covil.
- Em Janeiro junta a perdiz ao parceiro, em Fevereiro faz um rapeíro, em Março faz o covacho, em Abril enche o covil, em Maio, pi-pi-pÍ para o mato.
- Em Janeiro seca a ovelha no fumeiro, em Março no prado e em Abril se vai medir.
- Em Janeiro seca a ovelha suas madeixas ao fumeiro; em Março, no prado e em Abril as vai urdir.
- Em lua de Abril tardia, nenhum lavrador confia.
- Em Março queima a velha o maço e em Abril, os arcos e o barril.
- Em Março, merenda o pedaço e em Abril, merenda o merendil.
- Em tempos de cuco, de manhã molhado, à tarde enxuto.
- Entre Abril e Maio, moenda para todo o ano.
- Entre Março e Abril, o cuco há-de vir ou o fim do mundo está para vir.
- Entre Março e Abril, o cuco há-de vir.
- Entre Março e Abril, o cuco ou é morto ou está para vir.
- Enxame de Abril para mim; de Maio para o meu irmão.
- Enxames em Abril, mil; em Maio, apanhai-os; pelo São João, apanhai-os ou não.
- Estação primaveril, cravos de Abril.
- Fevereiro couveiro, faz a perdiz ao poleiro; Março, três ou quatro; Abril, cheio está o covil; Maio pio-pio pelo mato; Junho como um punho; em Agosto as tomarás a cosso.
- Fevereiro recoveiro faz ir a perdiz ao poleiro, em Março, três ou quatro.
- Flores de Abril, coração gentil.
- Guarda pão para Maio e lenha para Abril.
- Horas de Abril ensolaradas põem mulheres descascadas.
- Inverno de Março e seca de Abril, deixam o lavrador a pedir.
- Janeiro geadeiro, Fevereiro aguadeiro, Março chover cada dia seu pedaço, Abril águas mil coadas por um funil. Maio pardo celeiro grado, Junho foice em punho.
- Janeiro gear, Fevereiro chover. Março encanar, Abril espigar, Maio engrandecer. Junho ceifar, Julho debulhar, Agosto engavelar. Setembro vindimar, Outubro revolver, Novembro semear, Dezembro nasceu Deus para nos salvar.
- Janeiro gear. Fevereiro chover, Março encanar, Agosto recolher. Setembro vindimar.
- Janeiro geoso, Fevereiro gravanoso, Março amoroso e Abril ventoso fazem o ano formoso.
- Janeiro geoso. Fevereiro nevoso. Março frio e ventoso. Abril chuvoso e Maio pardo, fazem um ano abundoso.
- Lama de Abril vale por mil.
- Mais vale uma chuvada entre Março e Abril, do que o carro, os bois, a canga e o canzil.
- Manhãs de Abril, boas de andar e doces de dormir.
- Manhãs de Abril, boas de andar, doces de dormir.
- Março ventoso e Abril chuvoso, do bom colmeal farão astroso.
- Março ventoso, Abril chuvoso, fazem o ano formoso.
- Março ventoso, Abril chuvoso, Maio florido e formoso.
- Março ventoso. Abril chuvoso, de bom colmeal farão desastroso.
- Março, encanar; Abril, espigar.
- Mau é Abril ver o céu a descobrir.
- Mau é por todo o Abril ver o céu a descobrir.
- Moinha de Abril vale por mil.
- Morraceira de Abril vale por mil.
- Não há mês mais irritado que o Abril zangado.
- Negócios no mês de Abril, só um é bom entre mil.
- Nevoeiro de Março não faz mal, mas o de Abril leva o pão e o vinho.
- No fim de Abril ninguém gabe madressilva nem desfolhe malmequeres.
- No princípio ou no fim, Abril sói ser ruim.
- No princípio ou no fim, costuma Abril a ser ruim.
- No saber trabalhar, amar e sofrer, está a arte de bem viver.
- Nódoa de Abril não há mês que a tire.
- Nunca a chuva de Abril é mau tempo.
- O grão em Abril, nem por semear nem nascido.
- O que Abril deixa nado, Maio deixa-o espigado.
- O vinho de Abril é gentil
- Pelo São Marcos (25/4) o trigo sacho, nem nabo, nem saco.
- Por Abril corta um cardo, nascerão mil.
- Por Abril dorme o moço madraceirão e por Maio, dorme o moço e o patrão.
- Por Abril, dorme o moço ruim e por Maio, dorme o moço e o amo.
- Por onde Abril e Maio passou, tudo espigou.
- Por onde Abril passou, tudo espigou.
- Por São Marcos (25/4), bogas e sáveis nos barcos.
- Por todo o Abril não te descobrir.
- Por todo o Abril, mau é descobrir.
- Primeiro de Abril, mentiras mil.
- Quando chegar Abril, tudo vai florir.
- Quando Março sai ventoso, sai Abril chuvoso.
- Quem caracóis come em Abril, aparelhe cera e panil.
- Quem em Abril não merenda, ao cemitério se encomenda.
- Quem em Abril não varre a eira e em Maio não rega a leira, anda todo o ano em canseira.
- Quem mata uma mosca em Abril, mata mais de mil.
- Quem me vir e ouvir, guarde pão para Maio e lenha para Abril.
- Ramos molhados, são louvados.
- Rês perdida, em Abril cobra vida.
- Rir e cantar em Abril faz saltar.
- Sáveis por São Marcos (25/4) enchem os barcos.
- Se chover em Maio, carregará el-rei o carro e em Abril, carril e entre Abril e Maio, o carril e o carro.
- Se chover entre Maio e Abril, carregará o lavrador o carro e o carril.
- Se entre Março e Abril o cuco não vier, o fim do Mundo está para vir.
- Se não chove em Abril, perde o lavrador couro e quadril.
- Se não chove em Abril, perde o lavrador o carro e o carril.
- Se não chover entre Maio e Abril, dará el-rei o carro e o carril, por uma fogaça e a filha a quem a pedir.
- Se não chover entre Março e Abril, podes vender o carro e o carril.
- Se não chover entre Março e Abril, vende o lavrador os bois e o carril.
- Se não chover entre Março e Abril, venderá el-rei, o carro e o carril.
- Se o cuco não vem entre Março e Abril, ou é morto ou está para vir.
- Se o vires em Março, apanha-o no regaço, se o vires em Abril, deixa-o ir; se o vires em Maio, agarrai-o; se o vires em Junho, nem que seja como um punho.
- Seca de Abril deixa o lavrador a pedir.
- Sol de Abril aquece e o trabalho esquece.
- Sol de Abril, quem no vir, abra a mão e deixe-o ir.
- Sono de Abril deixa-o a teu filho dormir.
- Tarde acordou quem em Abril podou.
- Trinta dias tem Novembro, Abril, Junho e Setembro; de vinte e oito, só há um, e os mais têm trinta e um.
- Uma água de Maio e três de Abril, valem por mil.
- Uma gota de Abril, vale por mil.
- Uma invernia de Janeiro e uma seca de Abril, deixam o lavrador a pedir.
- Vento de Março e chuva de Abril, vinho a florir.
- Vento de Março, chuva de Abril, fazem o Maio florir.
- Videira em Abril a florescer, uvas em Agosto a amadurecer.
- Vinha que rebenta em Abril, dá pouco vinho para o barril.
- Vinho de Abril é gentil.
- Vinho de Março não vai ao cabaço e vinho de Abril não enche cantil.