sábado, 25 de fevereiro de 2012

Maio na Pintura Universal


ALEGORIA DE MAIO (1469-1470).
Cosme Tura (c. 1430-1495).
 Fresco (Largura: 400 cm).
Palazzo Schifanoia, Ferrara.

Maio é o quinto mês do ano nos calendários Juliano e Gregoriano e um dos sete meses com 31 dias.
Maio é mês de Primavera no hemisfério norte e de Outono no hemisfério sul.
A designação do mês de Maio provém do nome da deusa grega Maia, identificada com a deusa romana da fertilidade, Bona Dea, cujo festival ocorre em Maio. Todavia, o poeta romano Ovídio (43 a.C. - 17 ou 18 d.C.), sustenta uma etimologia alternativa, segundo a qual o mês de Maio recebe o nome dos “maiores”, designação latina de "anciãos", ao passo que o mês seguinte (Junho) recebe o nome dos “juniores”, designação latina de "jovens" (Fasti VI.88).
Na concordância com o calendário republicano francês, o dia 1 de Maio corresponde ao dia 12 do mês Floreal [1] e o dia 31 de Maio ao 12 do mês Pradeal [2].
Em França, no tempo do antigo regime, era costume plantar um "Maio" ou "árvore de Maio ", em honra de alguém e moços e moças dançavam ao som do pífaro e do tambor, em torno da árvore de Maio.
“Maio” é o tema central de telas criadas por grandes nomes da pintura universal, dos quais destacamos, associados por épocas/correntes da pintura:
- RENASCENÇA: Cosme Tura (c. 1430-1495), italiano; Paul, Jean et Herman de Limbourg (1370-80-1416). holandês; Jean Poyer (activo de 1483 a c/1503), francês; Miniaturista desconhecido (activo 1490-1510), flamengo; Simon Bening (1483/84-1561), flamengo; António de Holanda (?-?), holandês; Oficina de Simon Bening (1483-1561), flamengo; Nicolas Karcher (Activo de 1517 a 1562), flamengo.
- BARROCO: Leandro Bassono (1557–1622), italiano; Francisco Barrera (1595-1658), espanhol; Salomon van Ruysdaelore (c. 1602-1670), holandês; Jean Baptiste Joseph Pater (1695-1736), francês.
- ROMANTIISMO: János Rombauer (1782-1849), húngaro- .
Em geral, dão grande realce às actividades agro-pecuárias ou senhoriais do mês de Maio.

[1] - Floreal (Floréal em francês) era o oitavo mês do Calendário Revolucionário Francês que vigorou em França de 22 de Setembro de 1792 a 31 de Dezembro de 1805. Correspondia, em geral, ao período compreendido entre 20 de Abril e 19 de Maio do Calendário Gregoriano, cobrindo aproximadamente, o período correspondente ao percurso do sol na constelação zodiacal de Touro. A etimologia de “Floreal”, deve-se ao "desabrochar das flores de Abril a Maio", nos termos do relatório apresentado à Convenção em 3 Brumário do ano II (24 de Outubro de 1793) por Fabre d'Églantine, em nome da "Comissão encarregada de elaborar o Calendário".
[2] - Pradeal (Prairial em francês) era o nono mês do Calendário Revolucionário Francês. Correspondia geralmente ao período que mediava entre 20 de Maio e 18 de Junho do Calendário Gregoriano, abrangendo aproximadamente, o período durante o qual o Sol atravessa a constelação zodiacal de Gémeos. O fundamento etimológico entronca na "graciosa fecundidade e ao recolhimento das pradarias de Maio a Junho", nos termos do relatório citado em 1.




MAIO - Iluminura do “Livro de Horas do Duque de Berry” (Século XV),
manuscrito com iluminuras dos irmãos Paul, Jean et Herman de Limbourg,
conservado no Museu Condé, em Chantilly, na França.
MAIO - Iluminura do “Livro de Horas de Henrique VIII” (c/1500),
 manuscrito com iluminuras de Jean Poyer,  que viveu em Tours
e que esteve activo pelo menos de 1483 até à sua morte, c/1503.
Manuscrito conservado na Morgan Library, New York. 
MAIO - Iluminura do “Breviário Grimani” (c/1510),
 da autoria de miniaturista flamengo desconhecido (activo 1490-1510).
Manuscrito conservado na Biblioteca de San Marco em Veneza.  
MAIO – Iluminura do “Livro de Horas da Costa” (c/ 1515).
 Iluminado por Simon Bening (1483/84-1561).
Conservado na Morgan Library, New York. 
MAIO - Iluminura (10,8x14 cm) do “Livro de Horas de D. Manuel I” (Século XVI ),
manuscrito com iluminuras atribuídas a António de Holanda,
conservado no Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa.
Pintura a têmpera e ouro sobre pergaminho.  
 
MAIO - Iluminura (9,8x13,3 cm) do “Livro de Horas de D. Fernando” ,
manuscrito do século XVI com iluminuras da oficina Simon Bening,
conservado no Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa.
 Pintura a têmpera e ouro sobre pergaminho. 
OS MESES DO ANO: MAIO, ABRIL, MARÇO (1552).
 Nicolas Karcher (Activo de 1517 a 1562).
Tela com seda, ouro, prata e lã (269 x 439 cm).
 Galleria degli Uffizi, Florence.

MAIO - Óleo sobre tela (164 x 145,5 cm) de Leandro Bassono (1557–1622),
 pintado cerca de 1595/1600.
Kunsthistorisches Museum, Viena. 
O MÊS DE MAIO (1640-1645).
 Francisco Barrera (1595-1658).
Óleo sobre tela (102 x 155 cm).
Slovak National Gallery, Bratislava. 
TABERNA COM ÁRVORE DE MAIO (1664).
Salomon van Ruysdaelore  (c. 1602-1670).
 Óleo sobre tela (80,5 x 111 cm).
Szépmûvészeti Múzeum, Budapest. 
A ÁRVORE DE MAIO (?).
 Jean Baptiste Joseph Pater (1695-1736).
 Óleo sobre tela (34 x 44 cm).
Pushkin Museum, Moscow. 
MAIO, FLORA OU PRIMAVERA (C. 1830).
János Rombauer (1782-1849).
Óleo sobre tela (46 x 36 cm).
Mestská Galeria, Presov.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Ontem foi dia de aniversário


Este blogue fez ontem dois anos, pois surgiu a 19 de Fevereiro de 2010, como blogue pessoal, no qual assumi “A escrita como Instrumento ao Serviço da Libertação do Homem” e centrei a escrita em conteúdos que têm a ver com a Cultura Portuguesa, bem como com o Alentejo, muito particularmente os Usos e Costumes, a Arte Popular e a Identidade Cultural Alentejana. O meu campo de acção centra-se nas coisas “DO TEMPO DA OUTRA SENHORA”. Não todas, mas aquelas que me tocam a alma.
Decorridos  que são dois anos de vida, é novamente altura de fazer um balanço, pelo que faz sentido apresentar alguns números relativos a este blogue:


O blogue tem como retaguarda de apoio:
1) Uma página pessoal no Facebook com 4.227 amigos;
2) No Facebook um Grupo de Fãs homónimo do blogue, integrado até ao presente por 1.774 membros;
3) A divulgação dos textos editados no blogue, realizada através de edições efectuadas nos murais daquelas páginas do Facebook, bem como no Twitter.
O blogue tem 329 seguidores através do “Google Rede Social” e 207 através dos “Networked Blogs”, Este blogue é transversal à política, ao regime e às capelinhas estético-literárias que por aí há. E assim continuará com o apoio crescente dos amigos e leitores que nos estimulam através dos seus comentários. É pela motivação que temos dentro de nós e pensando neles, que continuaremos o caminho iniciado.
A todos vós, amigos e leitores, o meu muito obrigado pelo interesse manifestado, que procurarei não desmerecer.