quarta-feira, 7 de março de 2012

As Virtudes nos paineis azulejares da Igreja Matriz de Moura

PRUDÊNCIA
Painel de azulejos do séc. XVII. Igreja Matriz de São João Baptista, Moura. Fotografia (1960-1970) de João Miguel dos Santos Simões (1907-1972), pertencente ao Arquivo Digital da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa.
 
A Igreja Matriz de São João Baptista, de Moura, data do início do século XVI, já que foi em 1502 que D. Manuel I mandou edificar de raiz um novo templo, cujo arquitecto se desconhece, mas cuja direcção de obras foi de mestre Cristóvão de Almeida.
A capela-mor e as duas capelas colaterais encontram-se decoradas com azulejos polícromos de manufactura seiscentista, tendo o revestimento azulejar sido patrocinado por Rui Lourenço da Silva, fidalgo da casa de D. João IV, a quem foi doada em 1650 por alvará régio.
O revestimento azulejar inclui painéis alusivos às virtudes cardinais e às virtudes teologais.
Para a Igreja Católica, a virtude é uma qualidade moral que induz uma pessoa a praticar o bem, existindo uma vasta gama de virtudes derivadas da razão e da fé humanas. Estas virtudes humanas regulam as paixões e a conduta moral, sendo as mais importantes delas, as quatro virtudes cardinais:
- A Prudência, que ajusta a razão, de modo que esta possa distinguir em quaisquer circunstâncias o verdadeiro bem, assim como a escolher os meios legítimos para o atingir;
- A Justiça, que é uma inalterável e forte intenção de dar aos outros o que lhes é devido;
- A Fortaleza que assevera a firmeza nas dificuldades e a insistência na procura do bem;
- A Temperança que afrouxa a atracção dos prazeres, assegura o domínio da vontade sobre os instintos e faculta o equilíbrio no uso dos bens criados.
Para a Igreja Católica, o alcance da plenitude das virtudes humanas, exige que elas sejam vivificadas e animadas por virtudes que têm como origem, motivo e objecto imediato o próprio Deus. São as três virtudes teologais:
- A , através da qual os cristãos crêem em Deus, nas revelações divinas e nos ensinamentos da Igreja;
- A Esperança, por meio da qual, os crentes, aguardam a vida eterna e o Reino de Deus;
- A Caridade, através da qual devemos amar o próximo como a nós próprios.
Hernâni Matos
BIBLIOGRAFIA

Catecismo da Igreja Católica (http://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/prima-pagina-cic_po.html)
IGESPAR
(http://www.igespar.pt/pt/patrimonio/pesquisa/geral/patrimonioimovel/detail/70424/)

JUSTIÇA
Painel de azulejos do séc. XVII. Igreja Matriz de São João Baptista, Moura. Fotografia (1960-1970) de João Miguel dos Santos Simões (1907-1972), pertencente ao Arquivo Digital da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa.
FORTALEZA
Painel de azulejos do séc. XVII. Igreja Matriz de $ão João Baptista, Moura. Fotografia (1960-1970) de João Miguel dos Santos Simões (1907-1972), pertencente ao Arquivo Digital da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa. 
TEMPERANÇA
Painel de azulejos do séc. XVII. Igreja Matriz de São João Baptista, Moura. Fotografia (1960-1970) de João Miguel dos Santos Simões (1907-1972), pertencente ao Arquivo Digital da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa. 
Painel de azulejos do séc. XVII. Igreja Matriz de São João Baptista, Moura. Fotografia (1960-1970) de João Miguel dos Santos Simões (1907-1972), pertencente ao Arquivo Digital da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa. 
ESPERANÇA
Painel de azulejos do séc. XVII. Igreja Matriz de São João Baptista, Moura. Fotografia (1960-1970) de João Miguel dos Santos Simões (1907-1972), pertencente ao Arquivo Digital da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa. 
CARIDADE
Painel de azulejos do séc. XVII. Igreja Matriz de São João Baptista, Moura. Fotografia (1960-1970) de João Miguel dos Santos Simões (1907-1972), pertencente ao Arquivo Digital da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa.