quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Efemérides de Dezembro (Nova versão)


31 de Dezembro
A 31 de Dezembro de 1917, nasce em Leiria, o professor universitário, ensaísta e
historiador de literatura portuguesa, António José Saraiva (1917-1993). Entre as
suas obras mais conhecidas, poder-se-ão citar as seguintes: “O Crepúsculo da Idade
Média em Portugal”, “História da Cultura em Portugal”, “A Inquisição Portuguesa”,
e “História da Literatura Portuguesa”, esta última em parceria com Óscar Lopes.
30 de Dezembro
 A 30 de Dezembro de 1951 é inaugurada pelos então Presidente da República Craveiro
Lopes (1894-1964) e Primeiro-Ministro Oliveira Salazar (1889-1970), a Ponte de Vila
Franca de Xira ou Ponte Marechal Carmona sobre o rio Tejo e que une Vila Franca de
Xira a Porto Alto. Tem 1224 m de comprimento com um tabuleiro central de 524 m,
dividido em cinco vãos de 104 m.
29 de Dezembro 
 
A 29 de Dezembro 1911, nasce em Vila Franca de Xira, o escritor Alves Redol
(1911-1969), considerado um dos expoentes máximos do neo-realismo português.
A sua obra distribui-se por romances, teatro, contos, literatura infantil e estudos.
Dela destacamos: Glória: Uma Aldeia do Ribatejo (1938), Gaibéus (1939),
Avieiros (1942), Fanga (1943), Anúncio (1945), Porto Manso (1946), Forja (1948),
Cancioneiro do Ribatejo (1950), Olhos de Água (1954), Vida Mágica da Sementinha
(1956), A Barca dos Sete Lemes (1958), Barranco de Cegos (1961), Constantino,
guardador de Vacas e de Sonhos (1962), Romanceiro Geral do Povo Português
(1964), O Muro Branco (1966).
A 28 de Dezembro de 1775, nasce em Lisboa, João Domingos Bomtempo (1775-1881),
compositor, pianista e professor de música, de projecção internacional. JOÃO DOMINGOS
BOMTEMPO (1814). Autor desconhecido. Óleo sobre tela (87 x 65 cm). Museu da Música,
Lisboa.
27 de Dezembro
A 27 de Dezembro de 1703 é assinado entre Inglaterra e Portugal, o Tratado de
Methuen, também referido como Tratado dos Panos e Vinhos. Foram seus
negociadores, o embaixador extraordinário britânico John Methuen (1650-1706),
por parte da Rainha Ana da Inglaterra (1665-1714), e D. Manuel Teles da Silva
(1641-1709), Marquês de Alegrete, em representação do Rei D. Pedro II
(1648-1706) de Portugal. Nos termos do acordo, Portugal comprometia-se a
consumir os têxteis britânicos, dos quais teria facilidades na compra. Em
contrapartida a Inglaterra comprometia-se a consumir os vinhos portugueses,
dos quais teria igualmente facilidades na compra. Com três artigos apenas,
o Tratado de Methuen é o texto mais reduzido da história diplomática europeia.
CONDUÇÃO DAS UVAS PARA O LAGAR - Painel de azulejos da estação da CP de
Pocinho, na linha do Douro.
26 de Dezembro
A 26 de Dezembro, a Igreja Católica celebra o dia de Santo Estêvão (? – 34 a 40 d.C.),
 primeiro mártir do cristianismo, vítima das perseguições que tiveram início logo após a
Ressurreição de Jesus e cuja vida vem relatada nos capítulos 6 e 7 do livro "Actos dos
apóstolos", no Novo Testamento. SANTA EUCARISTIA (SÉC. XVIII) – Painel de
 azulejos no Largo de Santo Estevão, Lisboa.
25 de Dezembro
A 25 de Dezembro de 320 é instituída pela Igreja Católica, a data de nascimento
de Jesus Cristo (7-2 a.C – 30-33 d.C.), acontecimento relatado nos Evangelhos de
S. Mateus, S. Marcos, S. Lucas e S. João. ADORAÇÃO DOS PASTORES – Jorge Afonso
(c.1470 – c.1540).  
24 de Dezembro
 
A 24 de Dezembro de 1524, morre em Cochim, na Índia, o navegador português
Vasco da Gama (c. 1460/60 – 1524), pioneiro do caminho marítimo para a Índia.
VASCO DA GAMA (c.1845). Maurício José do Carmo Sendim (1786-1870). Biblioteca
Nacional de Portugal, Lisboa.
23 de Dezembro

A 23 de Dezembro de 2003, o Teatro Nacional de D. Maria II, em Lisboa, é
convertido em sociedade anónima de capitais públicos.
22 de Dezembro

A 22 de Dezembro de 1969, morre José Régio (1901-1969), poeta, dramaturgo, romancista,
novelista, contista, ensaísta, cronista, crítico, autor de diário, memorialista, epistológrafo e
historiador da literatura, editor e director da revista literária Presença, desenhador, pintor e
grande coleccionador de arte sacra e popular.
21 de Dezembro
 A 21 de Dezembro de 1805 morre em Lisboa, o poeta Manuel Maria Barbosa l'Hedois
u Bocage (1765-1805), considerado por muitos o maior representante do arcadismo
lusitano. Legou-nos obras como: Elegia que o Mais Ingénuo e Verdadeiro Sentimento
Consagra à Deplorável Morte do Illmo. e Exmo. Sr. D. José Tomás de Menezes (1790);
Rimas – 1º tomo (1791); Queixumes do Pastor Elmano contra a Falsidade da Pastora
Urselina (1791); Idílios Marítimos (1791): Eufémia ou o Triunfo da Religião (1793);
Elogio poético ao capitão Vicente Lunardi, o primeiro nauta que fez uma ascensão
aerostática em Portugal (1794); Rimas – 2º tomo (1799); Elogio aos Faustíssimos
Annos do Serenissimo Principe Regente Nosso Senhor; Rimas – 3º tomo (1804);
Epicédio na Sentida Morte do Ilustríssimo, e Excelentíssimo Senhor. D. Pedro José
de Noronha, Marquez de Angeja (1804); Improvisos de Bocage na sua mui perigosa
enfermidade (1805); A Gratidão (1805); Novos Improvisos de Bocage na sua moléstia
(1805); A Saudade Materna (1805); Mágoas Amorosas de Elmano (1805); A Virtude
Laureada (1805). É de realçar ainda a sua intensa actividade como tradutor.
MANUEL MARIA DE BARBOSA DU BOCAGE (c. 1868?). Joaquim Pedro de Sousa
(1818-1878). Gravura a buril e água-forte (11,2x11,2 cm). Biblioteca Nacional, Lisboa.
20 de Dezembro
A 20 de Dezembro celebra-se anualmente O Dia Internacional da Solidariedade
Humana. A efeméride foi instituída pela Organização das Nações Unidas em 2005,
quando da celebração da primeira década das Nações Unidas para a Erradicação
da Pobreza (1997-2006). A celebração da data visa destacar a importância da acção
colectiva para superar os problemas mundiais e alcançar os objectivos mundiais de
desenvolvimento, de modo a construir um mundo melhor e mais seguro para todos.

19 de Dezembro

A 19 de Dezembro de 1924, nasce, em Lisboa, Alexandre Manuel Vahía de Castro
O'Neill de Bulhões (1924-1986), auto-didacta e poeta surrealista português de
ascendência irlandesa. Como publicitário inventou o conhecido lema “Há mar e
mar, há ir e voltar”. Foi várias vezes preso pela polícia política, a PIDE. 
18 de Dezembro

A 18 de Dezembro celebra-se o Dia Internacional dos Migrantes, data proclamada
em 4 de Dezembro de 2000 pela Assembleia-Geral das Nações Unidas, ante o
aumento dos fluxos migratórios no mundo, proclamou o Dia Internacional dos
Migrantes (resolução 55/93). Dez anos antes, no mesmo dia, em 1990, a
Assembleia adoptara a Convenção Internacional sobre a Protecção dos Direitos
de Todos os Trabalhadores Migrantes e dos Membros das suas Famílias
(resolução 45/158). Os Estados Membros da ONU e as organizações
intergovernamentais e não-governamentais, celebram este Dia Internacional,
difundindo informação relativa a direitos humanos e liberdades fundamentais
dos migrantes, o resultado de suas experiências e novas medidas que podem
ser implementadas para os proteger.
 

17 de Dezembro
A 17 de Dezembro de 1734, nasce em Lisboa, D. Maria I (1734-1816), filha de D. José I
(1714-1717) e de D. Mariana Vitória de Bourbon (1718-1781), que ficaria conhecida
pelo cognome de “A Pia”, em virtude da sua  extrema devoção religiosa à Igreja
Católica. O seu primeiro acto como rainha foi a demissão e exílio da corte do Marquês
de Pombal (1699-1782). Amante da paz e dedicada a obras sociais, concedeu asilo a
numerosos aristocratas franceses fugidos à Revolução Francesa (1789-1799). O seu
reinado foi de grande actividade legislativa, comercial e diplomática, na qual se
pode destacar o tratado de comércio que assinou com a Rússia em 1789. Desenvolveu
a cultura e as ciências, com o envio de missões científicas a Angola, Brasil, Cabo Verde
e Moçambique, e a fundação de várias instituições, entre elas a Academia Real das
Ciências de Lisboa (1779) e a Real Biblioteca Pública da Corte (1796). No âmbito da
assistência, fundou a Real Casa Pia de Lisboa (1780). Fundou ainda a Academia Real
de Marinha (1799) para formação de oficiais da Armada. D. MARIA I (1783) –
Giuseppe Troni (1739-1810). Óleo sobre tela (detalhe). Palácio Nacional de Queluz.
16 de Dezembro

A 16 de Dezembro de 1515, morre em Goa, Afonso de Albuquerque (1453-1515),
fidalgo, militar e Vice-Rei da Índia, cujas acções militares e políticas foram
determinantes para o estabelecimento do império português no oceano Índico.
AFONSO DE ALBUQUERQUE (1964) - Jaime Martins Barata (1899-1970).
Fresco (4,00 m x 4,75 m). Palácio de Justiça de Vila Franca de Xira.
15 de Dezembro

A 15 de Dezembro de 1640 foi aclamado solenemente em Lisboa, D. João IV
(1604-1656) - “O Restaurador”, que iniciou a quarta e última dinastia real,
a Dinastia de Bragança. A cerimónia decorreu num grande palco de madeira,
revestido de ricos panejamentos, contíguo à varanda do Paço da Ribeira,
donde saiu o novo rei, que perante a Nobreza, o Clero e o Povo de Portugal,
jurou manter, respeitar e fazer cumprir os tradicionais foros, liberdades e
garantias dos Portugueses, profanados pelo seu antecessor estrangeiro.

COROAÇÃO DE D. JOÃO IV (1908). Quadro de Veloso Salgado (1864-1945).
Óleo sobre tela (325 x 285 cm). Museu Militar (Sala Restauração), Lisboa.
Representa a aclamação de D. João IV no Terreiro do Paço, tendo o Tejo
como fundo e os chefes da conspiração em frente do novo rei.
14 de Dezembro

A 14 de Dezembro de 1745, um incêndio destrói o Paço da Ribeira, em Lisboa,
localizado à margem do rio Tejo, na Ribeira de Lisboa. Consistia num luxuoso
palácio real erguido a partir de 1498, por determinação de D. Manuel I, no
contexto da descoberta do caminho marítimo para a Índia e do monopólio
português do comércio das especiarias do Oriente com a Europa. Foi
totalmente destruído no grande terramoto de 1 de Novembro de 1755, o
qual foi seguido de um ainda mais arrasador maremoto sobre a zona baixa
da cidade. No local situa-se actualmente o complexo ministerial do Terreiro
do Paço. TERREIRO DO PAÇO EM 1650 – Quadro a óleo de Dirk Stoop
(c.1610-1686). Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa
13 de Dezembro
 
A 13 de Dezembro de 1521 morre em Lisboa, El-Rei Manuel I de Portugal (1469-1521),
“O Venturoso”. Aclamado em 1495, logo demonstrou a intenção de prosseguir os
vastos empreendimentos em curso, tanto em África como no Oriente. Em 1497, partia
de Lisboa uma armada comandada por Vasco da Gama (1460-1524), que após longa
viagem, atingia Calcutá e assim abria ao Ocidente o caminho marítimo para a Índia.
No seguimento destas expedições Pedro Álvares Cabral (1467-1520) vem a descobrir
Vera Cruz, em 1500. CASAMENTO DE D. MANUEL I DE PORTUGAL COM A INFANTA
DONA MARIA DE ARAGÃO EM 1482 (séc. XV). Pintura a óleo de Garcia Fernandes 
(c.1514 - c. 1565). Museu de São Roque, Lisboa.
12 de Dezembro
Após uma dissidência nos Bombeiros Voluntários de Lisboa, fundou-se em 12
de Dezembro de 1910, a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários
Lisbonenses, tendo como seu primeiro Presidente da Assembleia Geral,
Eduardo Ferreira Pinto Basto, Carlos Vasques como Presidente da Direcção e
Eduardo Augusto Macieira como seu primeiro Comandante. GRUPO DE
PRIMEIROS BOMBEIROS E DIRIGENTES DA ASSOCIAÇÃO HUMANITÁRIA DE 
BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS LISBONENSES (1910). 
11 de Dezembro

A 11 de Dezembro de 1946 é criada a UNICEF, agência das Nações Unidas que tem
como objectivo promover a defesa dos direitos das crianças, ajudar a dar resposta
às suas necessidades básicas e contribuir para o seu pleno desenvolvimento.
A UNICEF rege-se pela Convenção sobre os Direitos da Criança, e trabalha para que
esses direitos se convertam em princípios éticos permanentes e em códigos de
conduta internacionais para as crianças. A UNICEF é a única organização mundial
que se dedica especificamente às crianças. Em termos genéricos, trabalha com os
governos nacionais e organizações locais em programas de desenvolvimento a longo
prazo nos sectores da saúde, educação, nutrição, água e saneamento e também em
situações de emergência para defender as crianças vítimas de guerras e outras
catástrofes. Actualmente, trabalha em 158 países de todo o mundo (Texto transcrito
com a devida vénia de UNICEF / PORTUGAL -   http://www.unicef.
10 de Dezembro
A 10 de Dezembro de 1998, José Saramago (1922-2010) recebe em Estocolmo, das
mãos do rei Carlos Gustavo da Suécia, o Prémio Nobel da Literatura desse ano,
que lhe fora outorgado pela Academia Sueca a 8 de Outubro. Segundo a Academia
Sueca, responsável pela atribuição do Prémio, Saramago recebe-o por uma obra
 "…cujas parábolas, respaldadas por imaginação, piedade e ironia, nos permitem
apreender de forma contínua uma realidade ilusória.". Sobre a atribuição do Nobel
a Saramago muito foi dito. Destacamos apenas: ”Por tudo quanto escreveu e como
escreveu, a justiça do Prémio Nobel a José Saramago é devida e justificada. Afora
a regularidade da sua produção, a maneira singular de transformar o comum em
essencial, no que tange ao mais profundo, dramático e impronunciável do ser
humano; a provocadora e instigante forma de repensar a história e de projectar
o futuro, fazem-no merecedor do Prémio - o primeiro concedido a um escritor de
Língua Portuguesa.” (Maria de Lourdes Simões, ensaio publicado em “A Tarde
Cultural”. Salvador, 5 de Dezembro de 1998). JOSÉ SARAMAGO A RECEBER O
PRÉMIO NOBEL ENTREGUE POR CARLOS GUSTAVO DA SUÉCIA. FOTO "FLT-PICA".

9 de Dezembro
O dia 9 de Dezembro foi designado pelas Nações Unidas como o Dia Internacional
contra a Corrupção, por referência à assinatura da Convenção da ONU contra a
Corrupção, que ocorreu na cidade de Mérida, no México. Nessa ocasião, no dia 9
de Novembro de 2003, mais de uma centena de países assinaram este instrumento
jurídico, que entrou internacionalmente em vigor no dia 14 de Dezembro de 2005.
A Convenção é o mais completo e abrangente instrumento internacional
juridicamente vinculativo nesta matéria prevendo, entre outros aspectos,
a criminalização da corrupção - quer no sector público, quer no privado - e outros
comportamentos que lhe estão associados, como é o caso do branqueamento de
capitais e da obstrução à justiça. Além disso, inclui disposições sobre cooperação
interna, entre as diferentes autoridades nacionais, e cooperação internacional,
nomeadamente sobre auxílio judiciário e extradição, instando também os Estados
a prestarem assistência técnica a outros Estados que a requeiram (Texto transcrito
com a devida vénia de DIRECÇÃO-GERAL DA POLÍTICA DE JUSTIÇA:
http://www.dgpj.mj.pt ). O combate à corrupção passa pela aprovação
no Parlamento de projectos-leis que a combatam.
8 de Dezembro
 A 8 de Dezembro, a Igreja Católica comemora a Festa da Imaculada Conceição,
definida como uma festa universal em 28 de Fevereiro de 1476 pelo Papa Sisto IV
(1414-1484). De acordo com o dogma católico, a Imaculada Conceição é a concepção
da Virgem Maria sem mancha ("mácula" em latim) do pecado original. O dogma diz
que, desde o primeiro instante de sua existência, a Virgem Maria foi protegida por
Deus, da falta de graça santificante que atormenta a humanidade, porque ela estava
cheia de graça divina. Proclama igualmente que a Virgem Maria viveu uma vida
isenta de pecado. A Imaculada Conceição foi solenemente definida como dogma pelo
Papa Pio IX (1792-1878) na sua bula “Ineffabilis Deus” em 8 de Dezembro de 1854. A
encarnação de Jesus no ventre da Virgem Maria exigia que ela estivesse completamente
livre de pecado para poder gerar seu Filho. A Igreja Católica considera que o dogma é
apoiado pelos textos bíblicos [Gênesis (3:15), Cântico dos Cânticos (4:7), (Êxodo 25:10-11),
(Jó 14:4), (Deuteronómio 10:3) e (Apocalipse 11:19)], bem como escritos de Padres da 
Igreja, como Irineu de Lyon (c. 130-202) e Ambrósio de Milão (340-397). IMAGEM DE
NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO DE VILA VIÇOSA. 
7 de Dezembro
A 7 de Dezembro comemora-se o Dia Internacional da Aviação Civil, o qual foi
celebrado pela primeira vez a 7 de Dezembro de 1994, para assinalar o 50º
aniversário da assinatura da Convenção sobre a Aviação Civil Internacional.
Em 1996, a Assembleia-geral das Nações Unidas reconheceu oficialmente a
data de 7 de Dezembro como o Dia Internacional da Aviação Civil. A PRIMEIRA 
TRAVESSIA AÉREA DO ATLÂNTICO SUL – Álbum da autoria de Vassalo de Miranda,
editado pelas Edições Culturais da Marinha, em 2012. 
6 de Dezembro
A 6 de Dezembro de 1910, o Governo da I República Portuguesa (1910-1926) reconhece
o direito à greve e regulamenta o seu exercício, uma vez que logo nos momentos
posteriores à revolução, eclodiram inúmeras greves, a demonstrar que o operariado e
o movimento sindicalista não se dispunham a esquecer as penosas condições de vida
dos sectores mais desfavorecidos da população. Todavia, não era essa a opção da
grande maioria dos dirigentes republicanos que assumiram o poder após o 5 de Outubro.
Os seus desígnios não eram realizar ou dar cobertura a uma revolução de carácter social,
mas apenas a uma mudança nos órgãos e no regime político. Deste modo, o direito à
greve não ficaria consignado como direito constitucional na Constituição de 1911.
O QUARTO ESTADO (1901) - Giuseppe Pellizza da Volpedo (1868–1907). Óleo sobre
tela (293 × 545 cm). Museo del Novecento, Milano.
5 de Dezembro
Em 5 de Dezembro de 1496, Dom Manuel I (1469-1521) assinou um decreto de
Expulsão de hereges (mouros e judeus) do território nacional, concedendo-lhes
prazo até 31 de Outubro de  1497 para que deixassem o país. A medida foi
consequência do contrato celebrado com a princesa Isabel de Aragão e Castela
(1470-1498), que continha essa cláusula, a qual colocou o rei numa situação
delicada, uma vez que necessitava do capital e dos conhecimentos técnicos
dos judeus, ao serviço do seu projecto de  desenvolvimento  do país. Daí que
tenha permitido que optassem entre a conversão e o desterro, crendo assim
que muitos se baptizassem, ainda que apenas “pro forma”. Os judeus, no
entanto, não se deixaram convencer e a grande maioria optou por abandonar
o país. O rei, ao ver desmoronar a sua estratégia e visando contrariar a fuga,
ordenou o encerramento de todos os portos de Portugal, à excepção do de
Lisboa. Aqui se concentraram cerca de 20 mil judeus, aguardando transporte
para sair do país. Em Abril de 1497, o rei ordena o sequestro de crianças
judias menores de 14 anos, a fim de serem criadas por famílias cristãs, o que
foi concretizado com grande violência. Em Outubro de 1497, os que ainda
resistiam à conversão forçada foram compelidos à pia baptismal pelo povo
acirrado por clérigos fanáticos e com a condescendência das autoridades.
Desses baptismos forçados e em massa, surgiram os marranos (cripto-judeus)
que secretamente praticavam o judaísmo, ainda que publicamente
aparentassem professar a fé católica. Estes "cristãos novos" nunca foram bem
aceites pelos "cristãos velhos", desconfiados da boa-fé dos convertidos. Ess
desconfiança transformou-se em violência explícita em 1506, quando sobreveio
o Massacre de Lisboa. A peste lavrava na cidade  desde Janeiro, causando dezenas
De vítimas  por dia. Em Abril, mais uma vez instigados  por clérigos fanáticos, que
incriminavam os "cristãos novos" pela calamidade, o povoléu investiu contra eles,
matando mais de dois mil, entre homens, mulheres e crianças. A EXPULSÃO DOS
JUDEUS -  Ilustração de Alfredo Roque Gameiro (1864-1935), para a obra “Quadros
da História de Portugal” de Chagas Franco, também ilustrada por Alberto de Souza
e dada à estampa em 1917.
4 de Dezembro
A 4 de Dezembro de 1992, Álvaro Cunhal (1913-2005) abandona o cargo de
Secretário-geral do PCP, que passa a ser ocupado por Carlos Carvalhas
(1941- ) e é eleito pelo Comité Central para o então criado cargo de
Presidente do Conselho Nacional do PCP. O CONFRONTO – Desenho de
Álvaro Cunhal executado na prisão. 
3 de Dezembro
 
A 3 de Dezembro comemora-se o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência. A
efeméride foi implementada em 1998 pela Organização das Nações Unidas (ONU)
visa promover uma maior compreensão dos assuntos referentes à deficiência e
mobilizar a defesa da dignidade, dos direitos e do bem-estar das pessoas. Procura
ainda aumentar a consciência pública dos benefícios trazidos pela integração dos
deficientes nos múltiplos aspectos da vida política, social, económica e cultural.
O CEGO (pormenor) - Jaime Martins Barata (1899-1970). Aguarela sobre papel.
2 de Dezembro
A 2 de Dezembro comemora-se o Dia Internacional da Abolição da Escravatura, efeméride criada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1949. Todavia, a escravatura enquanto prática desumanizada conheceu novas manifestações no século XXI. Todos os dias, em todas as regiões do mundo, há mulheres que são traficadas, vendidas e trancadas em bordéis para exploração sexual. Meninas pequenas são submetidas a casamentos forçados, abusadas sexualmente e utilizadas como trabalhadoras domésticas. Há crianças que trabalham em minas, a programar explosivos e a inalar substâncias tóxicas. Outras são raptadas e transformadas em soldados, obrigadas a matar e a torturar. Há homens que, separados das suas famílias, são obrigados a trabalhar em plantações ou fechados em fábricas clandestinas sem qualquer salário que lhes permita pagar as dívidas infinitas. O movimento contra a escravatura uniu a comunidade internacional, que proclamou que as práticas de escravatura constituem uma afronta à Humanidade e que nenhum ser humano deve ser propriedade de outro. Hoje, os governos, a sociedade civil e o sector privado devem unir-se para erradicar todas as formas contemporâneas de escravatura (Texto adaptado da Mensagem do Secretário-Geral da ONU no Dia Internacional para a Abolição da Escravatura, 2 de Dezembro de 2012).  MERCADO DE ESCRAVOS EM ROMA(c. 1884) – Jean-Léon Gérôme (1824-1904). Óleo sobre tela (92 x 74 cm).
Hermitage, São Petersburgo, Rússia.
1 de Dezembro
Em 1 de Dezembro de 1640, dá-se a Restauração da Independência de Portugal em
relação ao Reino de Espanha, terminando assim o período de 60 anos em que o Reino
de Portugal, foi governado pela dinastia de origem austríaca dos Habsburgos, com o
fim do reinado de D. Filipe III (conhecido como Felipe IV em Espanha). Como
antecedentes da Revolução do 1º de Dezembro de 1640, há a salientar que
“Os Conjurados”, um grupo de 40 portugueses, membros da aristocracia do País,
se organizou de forma a preparar um plano de libertação de Portugal. Assegurados
do apoio popular e de grande parte da aristocracia de Portugal, os Conjurados
dirigem-se ao Paço da Ribeira, aniquilam o secretário de Estado, o traidor Miguel de
Vasconcelos (1590-1640) e intimam a Duquesa de Mântua (1589-1655), Vice-rainha de
Portugal, a renunciar ao poder, proclamando a Independência de Portugal e aclamando
João, Duque de Bragança, como rei D. João IV de Portugal (1604-1656), com o cognome de
“O Restaurador”, iniciando assim a quarta e última dinastia real, a Dinastia de Bragança.
COROAÇÃO DE D. JOÃO IV (1908). Quadro de Veloso Salgado (1864-1945). Óleo sobre
tela (325 x 285 cm). Museu Militar (Sala Restauração), Lisboa.

Hernâni Matos