quinta-feira, 18 de abril de 2013

Estremoz - Rota do Azulejo

Batalha do Ameixial em 1663 (séc. XVIII). Painel de azulejos de uma das salas do Palácio Tocha,
construído no início do século XVIII para residência do capitão Barnabé Henriques e sua família.
No interior sobressaem azulejos que representam cenas campestres, mitológicas ou de batalhas
da História Regional. O actual proprietário é Joe Berardo e o edifício classificado como de
interesse municipal, está encerrado ao público, não sendo visitável.


Ao longo de mais de cinco séculos, o azulejo tem sido usado em Portugal, como elemento associado à arquitectura, não só como revestimento de superfícies, mas também como elemento decorativo.
Pela sua riqueza cromática e pelo seu poder descritivo, o azulejo ilustra bem a mentalidade, o gosto e a História de cada época, sendo muito justamente considerado como uma das criações mais singulares da Cultura Portuguesa e um paradigma da nossa Identidade Cultural Nacional.
O património azulejar da cidade de Estremoz é riquíssimo e está maioritariamente distribuído pelos seguintes edifícios: Convento dos Congregados do Oratório de São Filipe de Néri, Ermida de Santo Cristo, Convento das Maltesas, Convento de São Francisco, Palácio Tocha, Igreja do Anjo da Guarda, Antigo Hospital da Misericórdia, Convento de Nossa Senhora da Consolação, Passos da Irmandade do Senhor Jesus dos Paços, Armaria de D. João V (Pousada da Rainha Santa Isabel), Igreja de Santa Maria, Capela da Rainha Santa Isabel, Igreja de São Tiago, Estação da CP de Estremoz, Quinta de Nossa Senhora do Carmo, Ermida de Nossa Senhora da Conceição e Ermida de Nossa Senhora dos Mártires.
A apetência dos turistas nacionais e estrangeiros para visualizarem e apreciarem os nossos painéis azulejares é grande. Um indicador disso é a página do Facebook “AZULEJOS PORTUGUESES”, dos quais sou um dos gestores, que até hoje já recebeu 19104 “gostos” e que num dia já recebeu 10740 visitas.
Estremoz é uma cidade de serviços e precisa de turistas para animar a frágil economia local, tal como um esfomeado necessita de pão para a boca. Nesta ordem de ideias, não seria possível o Município organizar uma “Rota do Azulejo” e divulgá-la através dos seus Serviços de Imprensa? Aqui fica o alvitre, seguido de algumas sugestões: Um técnico do Município com valência em História de Arte elaborava um guião a ser seguido nas visitas guiadas pelo técnico de turismo que acompanhasse os turistas. Estes, deslocar-se-iam em autocarro do Município e pagariam o serviço que lhes era prestado, incluindo o serviço de Guia. O percurso da rota do azulejo abrangeria a manhã e a tarde e seria interrompido para almoço, confirmado logo de manhã. O almoço-tipo podia ser servido em locais a visitar tais como a Pousada da Rainha Santa Isabel ou a Quinta de Nossa Senhora do Carmo. No final era conferido a cada turista um certificado comprovativo de que tinha conhecido e apreciado o património azulejar de Estremoz.
Como os edifícios, uns são públicos, outros religiosos e outros privados, haveria que limar algumas arestas e estabelecer pontes de entendimento entre as entidades intervenientes. Nada que não possa ser feito. É caso para dizer:
- MÃOS À OBRA! VAMOS DINAMIZAR O TURISMO!

Hernâni Matos

O Milagre das Rosas. Painel de azulejos (126x173,5 cm) de meados do séc. XVIII,
da autoria de Policarpo de Oliveira Bernardes (1695-1778), pintor e azulejista alentejano,
pertencente ao chamado ciclo dos mestres, período em que se produziram as melhores peças
azulejares, do barroco português. Sacristia da Igreja do Convento de S. Francisco, Estremoz. 
Cena de caça (séc. XVIII). Painel de azulejos do Convento dos Congregados de S. Filipe Nery,
actual edifício dos Paços do Concelho de Estremoz. 
Dar de beber a quem tem sede (séc. XVIII). Um dos painéis de azulejos com as
virtudes Cardeais e Teologais, existentes na antiga Igreja da Misericórdia de Estremoz.
Adão e Eva no Paraíso (Séc. XVIII). Painel existente na Capela dos Passos
situada  no alçado exterior direito da Igreja do Convento de São Francisco. 
Milagre da criança salva das águas (c. 1725). Teotónio dos Santos (?). Painel de
azulejos  (2,60 m x 2,40 m). Capela da Rainha Santa Isabel do Castelo de Estremoz.
 Painel de azulejos (séc. XVIII) da Real Fábrica de Cerâmica de Estremoz.
Museu Municipal de Estremoz.
Painel de azulejos policromos de temática mariana (c. 1669).
Ermida de Nossa Senhora da Conceição, templo maneirista
situado nos arredores de Estremoz, edificado no último quartel
do século XVI. 
Painéis de azulejos (meados do século XVIII), saídos de uma grande
oficina lisboeta, cuja temática iconográfica é inteiramente dedicada
a cenas da vida da Virgem e da Infância de Jesus. Ermida de Nossa
Senhora dos Mártires, cuja origem remonta ao reinado de D. Fernando
e terminada pelo Condestável Dom Nuno Álvares Pereira, Senhor
da Vila de Estremoz.
 Estremoz – Mercado de Sábado (1940). Painel azulejar policromático da autoria
de Alves de Sá (1878-1972), fabricado na Fábrica de Cerâmica da Viúva Lamego,
em Lisboa. Estação da CP em Estremoz.