segunda-feira, 5 de maio de 2025
Dia Nacional do Azulejo - 2025
sexta-feira, 2 de maio de 2025
Israel, minha Vaga Estrela – François Truffaut, Cineasta Marrano
terça-feira, 15 de abril de 2025
Benfica - Arouca
O emproamento verbal de quem se regozija com o empate Benfica-Arouca, leva-me a concluir que “A mau falar, boa resposta dar”, acrescido de “Quem muito fala, pouco acerta” e como nada está decidido, remato proclamando: “Bom é saber calar até ser tempo de falar”.
segunda-feira, 7 de abril de 2025
Estremoz - Recolha e preparação do barro para a cerâmica
Nos dias 11 e 12 de Abril, o Museu Municipal Prof. Joaquim Vermelho, em Estremoz, receberá o workshop de Recolha e Preparação do Barro para a Cerâmica, iniciativa integrada no projeto 2LEGACY, financiado pelo laboratório associado IN2PAST.
O projecto 2LEGACY, liderado pelo laboratório HERCULES da Universidade de Évora, conta com a parceria do Lab2PT da Universidade do Minho, do CRIA da FCSH da Universidade NOVA de Lisboa e do VICARTE da Universidade NOVA de Lisboa, bem como com o envolvimento indispensável do Município de Estremoz e da ADOE. O projeto investiga a importância da argila local na cerâmica tradicional, analisando o seu papel no passado e a sua aplicação em práticas contemporâneas em Estremoz e Barcelos, contribuindo para a ligação entre investigação, património e inovação.
Com o apoio do Centro Ciência Viva de Estremoz (CCVE), este workshop oferece uma oportunidade única para aprofundar e documentar os processos de recolha e preparação da argila, essenciais para a preservação do saber-fazer tradicional e a valorização dos recursos locais. Ao destacar a riqueza da argila endógena e das técnicas cerâmica tradicionais, a iniciativa contribui para a dinamização do património cultural de Estremoz.
Dia 11 de abril, o público inscrito, deve reunir-se no CCVE, pelas 11:00 horas, para transporte para o local da cava do barro e, no dia seguinte, os trabalhos decorrerão no Museu Municipal a partir das 9:30 horas.
Inscrições, até dia 9 de abril em: https://forms.gle/x1QJY5bjE55KgSvL7
terça-feira, 1 de abril de 2025
Rua de Santo André em Estremoz vai ter cara lavada
Estremoz, 1 de Abril de 2025
Foi tornado público que o Município de Estremoz deliberou
recentemente regularizar a intransitável calçada da Rua de Santo André, bem
como combater o estacionamento selvagem ali patente.
Trata-se de um gesto de elevada compreensão pelas
dificuldades sentidas pelo trânsito pedonal naquela artéria citadina.
Trata-se igualmente de um gesto magnânimo relativamente aos
peões que por ali se vêem forçados a transitar, não só moradores como também clientes
dos estabelecimentos comerciais instalados naquela via urbana.
Pessoalmente, congratulo-me com o alcance social das providências
tomadas pelo Município.
Bem hajam!
domingo, 16 de março de 2025
Espiga Pinto, presente!
A Obra de Espiga Pinto na sua
fase dos anos 60 do século 20, interpreta duma forma magistral as mais variadas
cenas da vida agro-pastoril do Alentejo de antanho. Por isso, os seus trabalhos
são um reflexo da identidade cultural alentejana. Daí a emoção estética e
regionalista que a sua obra desperta.
Os sobrenomes “Espiga” e “Pinto”,
atribuídos na pia baptismal, terão sido, porventura, o prenúncio de que a sua obra de artista plástico, iria abordar o “agro” (Espiga) e o “pastoril” (Pinto).
Espiga Pinto (1940-2014), natural
de Vila Viçosa, pintor da 3ª Geração Modernista e da fase tardia do
Neo-realismo, foi professor na Escola Industrial e Comercial de Estremoz
(1960-1965), era eu adolescente e já admirava a sua Obra. Muitos anos mais
tarde e já neste século, tive o privilégio de falar com ele algumas vezes em Estremoz.
Uma das suas preocupações na época era a dificuldade que estava a sentir com a
Câmara Municipal de Vila Viçosa, no sentido de esta lhe assegurar um edifício
que pudesse funcionar como espaço exposicional, o qual permitisse alojar o seu
legado, de modo que o público pudesse usufruir do conhecimento da sua Vida e da
sua Obra.
Neste momento, parece que o
actual executivo municipal de Vila Viçosa está interessado em concretizar a
intenção do artista. Vejamos o que o futuro nos reserva.
A importância da obra de Espiga
Pinto é consensual entre “quem percebe da poda” e justifica plenamente o
empenhamento da comunidade no sentido de que o desejo do artista se torne
realidade.
A exposição “Espiga Pinto –
Memórias do Alentejo”, promovida pela Galeria Howard’s Folly e o Legado de
Espiga Pinto, no espaço daquela Galeria, por ocasião da celebração do 85º
aniversário do nascimento do artista, decerto que irá aumentar e reforçar as
hostes dos admiradores da sua Vida e da sua Obra, o que constituirá um
justificado motivo de júbilo para o universo dos seus admiradores, entre os
quais humildemente me posiciono.
sábado, 15 de março de 2025
Tocador de ronca
No Alentejo de outrora, grupos de homens agasalhados do
frio, percorriam as ruas dos povoados em compasso lento e solene, entoando
cantares de Natal ou das Janeiras. Paravam aqui e ali, para dedicar os seus
cantos aos moradores de determinadas casas. Os cantares eram acompanhados pelo
som, grave e fundo, das roncas percutidas por tocadores. A ronca é um
instrumento musical tradicional do Alentejo, pertencente à classe dos
membranofones de fricção. Ainda pode ser encontrado na zona raiana (região de
Portalegre, Elvas, Terrugem e Campo Maior).

















