28 Fevereiro
No dia 28 de Fevereiro comemora-se O Dia Mundial das Doenças Raras, o qual
é comemorado em mais de 60 países e pretende alertar e consciencializar a
população para a existência deste tipo de doenças e para as dificuldades que
os doentes enfrentam. Designam-se por doenças raras aquelas que afectam
um pequeno número de pessoas quando comparado com a população em geral
e são levantadas questões especificas relativamente à sua raridade. Na Europa,
uma doença é considerada rara quando afecta 1 em 2.000 pessoas. Uma doença
pode ser rara numa região, mas comum noutra (como é o caso da Lepra).
Segundo o Portal da Saúde, em 2011 conheciam-se cerca de sete mil doenças
raras, estimando-se a existência de muitas mais, que afectavam entre seis a oito
por cento da população na União Europeia – entre 24 e 36 milhões de pessoas.
Regularmente são descritas novas doenças raras na literatura médica. As doenças
raras mais frequentes são as genéticas, mas existem outras como as doenças
infecciosas muito raras, as doenças auto-imunes e cancros raros. São doenças
crónicas e progressivas graves, muitas vezes com risco de vida. Os doentes
afectados por estas doenças enfrentam problemas de acesso ao diagnóstico,
falta de conhecimentos científicos e médicos e consequente dificuldade ou
inexistência de tratamento, informação e acompanhamento. (Texto da
responsabilidade dos Serviços Sociais da Administração Pública).
27 de Fevereiro
A 27 de Fevereiro de 1500, nasce D. João de Castro (1500-1548), que seria
cartógrafo e administrador colonial português. Foi governador e capitão general,
13.º governador e 4.º vice-rei do Estado Português da Índia (1545-1548).
RETRATO DE D. JOÃO DE CASTRO (1561). Gravura a buril e água-forte de Lucas
Vorsterman (1595–1675), pertencente à Sociedade Martins Sarmento, Guimarães.
26 de Fevereiro
A 26 de Fevereiro de 1883, morre em Lisboa, Miguel Ângelo Lupi (1826-1883),
professor de pintura histórica na Academia de Belas Artes de Lisboa e um dos
mais destacados pintores portugueses da época romântica. MIGUEL ÂNGELO LUPI –
retrato de Rochini. Revista Occidente, Volume VI, Nº 153 de 21 de Março de 1883.
25 de Fevereiro
A 25 de Fevereiro de 1855, nasce em Lisboa, o poeta Cesário Verde (1855-1886),
que morre prematuramente com 31 anos de idade, vítima de tuberculose. No ano
seguinte Silva Pinto organiza “O Livro de Cesário Verde”, compilação da sua poesia
publicada em 1901. Ao retratar a Cidade e o Campo, que são os seus cenários
predilectos, no seu estilo delicado, Cesário empregou técnicas impressionistas,
com extrema sensibilidade.
24 de Fevereiro

A 24 de Fevereiro de 1777, morre D. José I (1714 - 1777), O Reformador, que
reinou desde 1750 até à sua morte, sendo o seu reinado marcado pelas políticas
do seu primeiro-ministro, o Marquês de Pombal (1699-1782), que reorganizou
as leis, a economia e a sociedade portuguesas, transformando Portugal num país
moderno. D.JOSÉ I (c.1773) - Pintura a óleo de Miguel António do Amaral
(1710 - 1780). Museu Hermitage, São Petersburgo.
A 23 de Fevereiro de 1987 morre em Setúbal, José Manuel Cerqueira Afonso dos
Santos, conhecido por Zeca Afonso (1929-1987), poeta, compositor e cantor
português cuja canção “Grândola, Vila Morena", utilizada como senha pelo
MFA se transformou em símbolo da revolução de Abril.
22 de Fevereiro

A 22 de Fevereiro comemora-se o Dia Europeu da Vítima do Crime. Este dia foi
instituído pelo fórum europeu Victim Support Europe, que reúne serviços de
apoio à vítima de crime em mais de 21 países europeus e visa recordar os
direitos de quem é vítima de crime.
21 de Fevereiro
A 21 de Fevereiro, comemora-se O Dia Internacional da Língua Materna, data
instituída em 17 de Novembro de 1999 no decurso da 30ª sessão da Conferência
Geral da UNESCO, com a finalidade de promover o multilinguismo e a diversidade
linguística e cultural. A data é comemorada anualmente pelos estados membros da
UNESCO.
20 de Fevereiro
A 20 de Fevereiro comemora-se desde 2009, o Dia Mundial da Justiça Social.
A data foi instituída pela Assembleia Geral das Nações Unidas, face à
necessidade de promover esforços para enfrentar situações como a pobreza,
a fome, o desemprego e a exclusão social, Com este dia, a Assembleia
"reconhece a necessidade de consolidar os esforços da comunidade
internacional na batalha pela erradicação da pobreza, promovendo o pleno
emprego e trabalho digno, a igualdade entre géneros e o acesso ao bem
estar social e à justiça para todos".
19 de Fevereiro

A 19 de Fevereiro de 1975, morre em Lisboa, o arquitecto Francisco Keil do Amaral
(1910-1975), fundador da moderna arquitectura paisagística portuguesa, autor de
projectos relevantes, entre os quais, do parque de Monsanto (1942), do aeroporto
de Lisboa (1942), do Parque Eduardo VII (1948), da Feira das Indústrias de Lisboa
(1951) e da rede do Metropolitano de Lisboa (1959). FRANCISCO KEIL DO AMARAL.
18 de Fevereiro
A 18 de Fevereiro de 1850, Almeida Garrett (1799-1854), Alexandre
Herculano (1810-1877), Latino Coelho (1825-1921), Lopes de Mendonça
(1826-1865) e José Estêvão (1809-1862), subscrevem um manifesto
público contra a proposta de Lei de Imprensa do Governo de Costa
Cabral (1803-1899), a chamada "lei das rolhas", que viria a ser aprovada
a 3 de Agosto. ALMEIDA GARRETT, ALEXANDRE HERCULANO E JOSÉ
ESTEVÃO DE MAGALHÃES. Pormenor de óleo sobre tela, concluída em
1926 por Columbano Bordalo Pinheiro (1857-1929). Passos Perdidos,
Assembleia da República.
17 de Fevereiro
A 17 de Fevereiro de 1927 tem lugar em Lisboa, uma manifestação de apoio ao
governo da Ditadura Nacional. A manifestação foi organizada por dois movimentos
civis: a “Confederação Académica da União Nacional” e a “Milícia Lusitana”,
contando com o apoio do jornal “Correio da Manhã” (órgão monárquico) e de
“A Voz” (órgão católico). A manifestação surgiu no rescaldo das goradas
revoltas militares contra a ditadura, ocorridas no Porto (3 de Fevereiro) e
em Lisboa (7 de Fevereiro).
16 de Fevereiro

A 16 de Fevereiro de 1931 surge o Movimento Renovação Democrática, no qual
se destacava o filósofo, escritor e crítico Álvaro Ribeiro (1905-1981). “O movimento
da Renovação Democrática, embora não tivesse alcançado grande projecção, reuniu,
no seu seio, os mais importantes intelectuais da época, assumindo-se, em pleno
exercício da ditadura de Salazar, como Movimento socializante, laico, reformista e
republicano, anti liberal e anti corporativo, que em termos doutrinais, queria continuar
a desbravar o caminho iniciado pelo escol da Renascença Portuguesa. Os principais
proponentes do Movimento da Renovação Democrática foram Pedro Veiga, Álvaro
Ribeiro, António Alvim e Eduardo Salgueiro que assinaram em Lisboa, em 1932, a sua
carta de apresentação. Contudo, desde a primeira hora, o Movimento contou com a
colaboração de destacados membros como José Marinho, Delfim Santos, Mário de
Castro, Domingos Monteiro, Lobo Vilela, entre outros. Os filósofos e ideólogos do
Movimento democratista foram Álvaro Ribeiro, José Marinho e Delfim Santos, que,
efectivamente, pertenceram ao escol que a primeira Faculdade de Letras da
Universidade do Porto teve o raro privilégio de ajudar a formar. O grande ideólogo
desta faculdade foi o seu fundador, o filósofo criacionista Leonardo Coimbra.
Afirmando-se como movimento social e político, a Renovação Democrática suportou
a acção reformista a que se propunha nos três Manifestos que lançou, respectivamente,
no campo da organização política, no campo da organização económica e no campo
da organização pedagógica que, no entender dos seus membros, mais convinham a
Portugal”. (Texto transcrito com a devida vénia de “O PROJECTO DE REFORMA DO
ENSINO SUPERIOR NO MOVIMENTO DA RENOVAÇÃO DEMOCRÁTICA (1932). Artur
Manso Universidade do Minho – IEP in Actas do IX Congresso Internacional
Galego-Portugués de Psicopedagoxía – 2007”). ÁLVARO RIBEIRO.
15 de Fevereiro
A 15 de Fevereiro de 1931 começa a publicação clandestina do “Avante”, órgão
oficial do Partido Comunista Português. De acordo com o website deste partido
“O «Avante!» foi o jornal comunista clandestino que em todo o mundo, durante
mais tempo, foi sempre produzido no interior de um país dominado por uma
ditadura fascista. Durante décadas – de 15 de Fevereiro de 1931 ao 25 de Abril
de 1974 – o órgão central do PCP orientou e mobilizou as lutas da classe operária
e de todos os trabalhadores em pequenas e grandes batalhas contra o capital e
contra o regime fundado por Salazar e prosseguido por Caetano, orientou e
mobilizou sectores democráticos que perfilharam, com os comunistas, uma
política de unidade antifascista visando o derrubamento da ditadura terrorista
dos monopólios e dos latifúndios aliados ao imperialismo e a conquista da
liberdade e da democracia”. AVANTE!, SÉRIE I, N.º 1 (15 FEV. 1931).
14 de Fevereiro
A 14 de Fevereiro comemora-se o Dia de São Valentim, sacerdote cristão e
mártir que teria sido morto a 14 de Fevereiro de 269 d.C., por realizar
casamentos em sigilo absoluto, violando um decreto do imperador romano
Claudius II, que proibia os casamentos, para assim angariar mais soldados
para as suas frentes de batalha. São Valentim tornou-se assim o patrono
dos namorados e o Dia de São Valentim é considerado o Dia dos Namorados.
13 de Fevereiro
A 13 de Fevereiro de 1668, D. Pedro II (1683-1706) de Portugal e Carlos II de
Espanha (1665-1700), subscrevem o chamado “Tratado de Lisboa de 1668”,
no qual é reconhecida a total independência de Portugal, pondo assim fim à
Guerra de Restauração. Esta consistiu num conjunto de confrontos armados
travados entre os reinos de Portugal e Espanha, com excepção do principado
da Catalunha, no período compreendido entre 1640 e 1668. Os confrontos
tiveram início no golpe de estado da Restauração da Independência de 1 de
Dezembro de 1640, que pôs termo à monarquia dualista da Dinastia Filipina,
iniciada em 1580. A Guerra da Restauração arrastou-se por 28 anos, tendo
sido travadas as seguintes batalhas, todas elas vitoriosas para o exército
português: Montijo (1644), Arronches (1653), Linhas de Elvas (1659),
Ameixial (1663), Castelo Rodrigo (1664), Montes Claros (1665).
EMTRADA DO EXERCITO DEL REY DE CASTELLA, GOVERNADO POR
D. IOAM DE AVSTRIA, NO REINO DE PORTVGAL, COM SETTE MIL CAVALLOS,
DOZE MIL INFANTES E VINTE PESSAS DE ARTILHARIA. Excerto de gravura a
água-forte (32,5 cm x 49,5 cm), descritiva da Batalha do Ameixial datada
do séc. XVII (entre 1663 e 1670). Biblioteca Nacional, Lisboa.
12 de Fevereiro