sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Efemérides de Dezembro
31 de Dezembro

30 de Dezembro

A 31 de Dezembro de 1917, nasce em Leiria, o professor universitário, ensaísta e
historiador de literatura portuguesa, António José Saraiva (1917-1993). Entre as
suas obras mais conhecidas, poder-se-ão citar as seguintes: “O Crepúsculo da Idade
Média em Portugal”, “História da Cultura em Portugal”, “A Inquisição Portuguesa”,
e “História da Literatura Portuguesa”, esta última em parceria com Óscar Lopes.
Painel de azulejos da Casa da Inquisição, no Centro Histórico da vila de Monsaraz.30 de Dezembro
A 30 de Dezembro de 1951 é inaugurada pelos então Presidente da República Craveiro
Lopes (1894-1964) e Primeiro-Ministro Oliveira Salazar (1889-1970), a Ponte de Vila
Franca de Xira ou Ponte Marechal Carmona sobre o rio Tejo e que une Vila Franca de
Xira a Porto Alto. Tem 1224 m de comprimento com um tabuleiro central de 524 m,
dividido em cinco vãos de 104 m. PAISAGEM DO RIBATEJO – Painel de azulejos da
estação da CP de Vila Franca de Xira.
29 de Dezembro
A 29 de Dezembro 1911, nasce em Vila Franca de Xira, o escritor Alves Redol
(1911-1969), considerado um dos expoentes máximos do neo-realismo português.
A sua obra distribui-se por romances, teatro, contos, literatura infantil e estudos.
Dela destacamos: Glória: Uma Aldeia do Ribatejo (1938), Gaibéus (1939),
vieiros (1942), Fanga (1943), Anúncio (1945), Porto Manso (1946), Forja (1948),
Cancioneiro do Ribatejo (1950), Olhos de Água (1954), Vida Mágica da Sementinha
(1956), A Barca dos Sete Lemes (1958), Barranco de Cegos (1961), Constantino,
Guardador de Vacas e de Sonhos (1962), Romanceiro Geral do Povo Português
(1964), O Muro Branco (1966). BARCOS NO CAIS – Painel de azulejos na estação
da CP de Vila Franca de Xira.
28 de Dezembro
A 28 de Dezembro de 1775, nasce em Lisboa, João Domingos Bomtempo (1775-1881),
compositor, pianista e professor de música, de projecção internacional. LIÇÃO DE
MÚSICA (1720-1730) – Painel de azulejos (83,4 cm x 125,5 cm), fabrico de Lisboa.
Museu Nacional do Azulejo, Lisboa.
27 de Dezembro
A 27 de Dezembro de 1703 é assinado entre Inglaterra e Portugal, o Tratado de
Methuen, também referido como Tratado dos Panos e Vinhos. Foram seus
negociadores, o embaixador extraordinário britânico John Methuen (1650-1706),
por parte da Rainha Ana da Inglaterra (1665-1714), e D. Manuel Teles da Silva
(1641-1709), Marquês de Alegrete, em representação do Rei D. Pedro II
(1648-1706) de Portugal. Nos termos do acordo, Portugal comprometia-se a
consumir os têxteis britânicos, dos quais teria facilidades na compra. Em
contrapartida a Inglaterra comprometia-se a consumir os vinhos portugueses,
dos quais teria igualmente facilidades na compra. Com três artigos apenas,
o Tratado de Methuen é o texto mais reduzido da história diplomática europeia.
CONDUÇÃO DAS UVAS PARA O LAGAR - Painel de azulejos da estação da CP de
Pocinho, na linha do Douro.
26 de Dezembro
A 26 de Dezembro, a Igreja Católica celebra o dia de Santo Estêvão (? – 34 a 40 d.C.),
primeiro mártir do cristianismo, vítima das perseguições que tiveram início logo após a
Ressurreição de Jesus e cuja vida vem relatada nos capítulos 6 e 7 do livro "Actos dos
apóstolos", no Novo Testamento. SANTA EUCARISTIA (SÉC. XVIII) – Painel de
azulejos no Largo de Santo Estevão, Lisboa.25 de Dezembro
A 25 de Dezembro de 320 é instituída pela Igreja Católica, a data de nascimento de
Jesus Cristo (7-2 a.C – 30-33 d.C.), acontecimento relatado nos Evangelhos de S.
Mateus, S. Marcos, S. Lucas e S. João. NATIVIDADE OU ADORAÇÃO DOS PASTORES
(séc. XVI- c. 1580). Painel de azulejos (500 x 465 cm) atribuído a Marçal de Matos.
Museu Nacional do Azulejo, Lisboa.24 de Dezembro
da Gama (c. 1460/60 – 1524), pioneiro do caminho marítimo para a Índia. VASCO DA
GAMA (1892-1896) - Azulejo (14,5 cm x 14, cm). Fabrico do Atelier Visconde de
Sacavém, Caldas da Rainha.
23 de Dezembro
A 23 de Dezembro de 2003, o Teatro Nacional de D. Maria II, em Lisboa, é convertido
em sociedade anónima de capitais públicos. LIÇÃO DE DANÇA - PORMENOR DA CENA
CENTRAL (1707). Painel de azulejos de composição figurativa (170 x 400 cm),
produzido por Willem van der Kloet, Holanda. Museu Nacional do Azulejo, Lisboa.
22 de Dezembro
dos Caminhos-de-Ferro portugueses, antecessora da CP. LOCOMOTIVA –
Painel de azulejos da estação da CP de Ovar.
21 de Dezembro
du Bocage (1765-1805), considerado por muitos o maior representante do arcadismo
lusitano. Legou-nos obras como: Elegia que o Mais Ingénuo e Verdadeiro Sentimento
Consagra à Deplorável Morte do Illmo. e Exmo. Sr. D. José Tomás de Menezes (1790);
Rimas – 1º tomo (1791); Queixumes do Pastor Elmano contra a Falsidade da Pastora
Urselina (1791); Idílios Marítimos (1791): Eufémia ou o Triunfo da Religião (1793);
Elogio poético ao capitão Vicente Lunardi, o primeiro nauta que fez uma ascensão
aerostática em Portugal (1794); Rimas – 2º tomo (1799); Elogio aos Faustíssimos
Annos do Serenissimo Principe Regente Nosso Senhor; Rimas – 3º tomo (1804);
Epicédio na Sentida Morte do Ilustríssimo, e Excelentíssimo Senhor. D. Pedro José
de Noronha, Marquez de Angeja (1804); Improvisos de Bocage na sua mui perigosa
enfermidade (1805); A Gratidão (1805); Novos Improvisos de Bocage na sua moléstia
(1805); A Saudade Materna (1805); Mágoas Amorosas de Elmano (1805); A Virtude
Laureada (1805). É de realçar ainda a sua intensa actividade como tradutor.
BOCAGE - Painel de Azulejos de Louro de Almeida e Rogério Chora (1979), na
entrada do Centro Comercial Bonfim, Setúbal.
20 de Dezembro
Humana. A efeméride foi instituída pela Organização das Nações Unidas em 2005,
quando da celebração da primeira década das Nações Unidas para a Erradicação
da Pobreza (1997-2006). A celebração da data visa destacar a importância da acção
colectiva para superar os problemas mundiais e alcançar os objectivos mundiais de
desenvolvimento, de modo a construir um mundo melhor e mais seguro para todos.
CASAL DE SALOIOS (1999). Azulejo (15 cm x 15 cm) de Gracinda Candeias (1947- ).
Fábrica Rugo, Sintra. Museu Nacional do Azulejo, Lisboa.
19 de Dezembro
O'Neill de Bulhões (1924-1986), poeta surrealista português de ascendência irlandesa.
Como publicitário inventou o conhecido lema “Há mar e mar, há ir e voltar” (Extraído
com a devida vénia de O LEME – http://www.leme.pt) . JARDIM DA MANGA - Painel
de azulejos de Eduardo Nery (1938-2013). Instituto do Emprego e Formação Profissional,
Avenida Fernão de Magalhães, 660 - Coimbra.
18 de Dezembro
A 18 de Dezembro celebra-se o Dia Internacional dos Migrantes, data proclamada
em 4 de Dezembro de 2000 pela Assembleia-Geral das Nações Unidas, ante o
aumento dos fluxos migratórios no mundo, proclamou o Dia Internacional dos
Migrantes (resolução 55/93). Dez anos antes, no mesmo dia, em 1990, a
Assembleia adoptara a Convenção Internacional sobre a Protecção dos Direitos
de Todos os Trabalhadores Migrantes e dos Membros das suas Famílias
(resolução 45/158). Os Estados Membros da ONU e as organizações
intergovernamentais e não-governamentais, celebram este Dia Internacional,
difundindo informação relativa a direitos humanos e liberdades fundamentais
dos migrantes, o resultado de suas experiências e novas medidas que podem
ser implementadas para os proteger. FUGA PARA O EGIPTO (1698) – Painel de
azulejos da autoria de Gabriel del Barco. Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres
- Museu Episcopal, Beja.
17 de Dezembro
A 17 de Dezembro de 1734, nasce em Lisboa, D. Maria I (1734-1816), filha de D. José Iem 4 de Dezembro de 2000 pela Assembleia-Geral das Nações Unidas, ante o
aumento dos fluxos migratórios no mundo, proclamou o Dia Internacional dos
Migrantes (resolução 55/93). Dez anos antes, no mesmo dia, em 1990, a
Assembleia adoptara a Convenção Internacional sobre a Protecção dos Direitos
de Todos os Trabalhadores Migrantes e dos Membros das suas Famílias
(resolução 45/158). Os Estados Membros da ONU e as organizações
intergovernamentais e não-governamentais, celebram este Dia Internacional,
difundindo informação relativa a direitos humanos e liberdades fundamentais
dos migrantes, o resultado de suas experiências e novas medidas que podem
ser implementadas para os proteger. FUGA PARA O EGIPTO (1698) – Painel de
azulejos da autoria de Gabriel del Barco. Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres
- Museu Episcopal, Beja.
17 de Dezembro
(1714-1717) e de D. Mariana Vitória de Bourbon (1718-1781), que ficaria conhecida
pelo cognome de “A Pia”, em virtude da sua extrema devoção religiosa à Igreja
Católica. O seu primeiro acto como rainha foi a demissão e exílio da corte do Marquês
de Pombal (1699-1782). Amante da paz e dedicada a obras sociais, concedeu asilo a
numerosos aristocratas franceses fugidos à Revolução Francesa (1789-1799). O seu
reinado foi de grande actividade legislativa, comercial e diplomática, na qual se
pode destacar o tratado de comércio que assinou com a Rússia em 1789. Desenvolveu
a cultura e as ciências, com o envio de missões científicas a Angola, Brasil, Cabo Verde
e Moçambique, e a fundação de várias instituições, entre elas a Academia Real das
Ciências de Lisboa (1779) e a Real Biblioteca Pública da Corte (1796). No âmbito da
assistência, fundou a Real Casa Pia de Lisboa (1780). Fundou ainda a Academia Real
de Marinha (1799) para formação de oficiais da Armada. D. MARIA I – Painel de azulejos
no Jardim do Palácio Galveias, Lisboa.
16 de Dezembro
fidalgo, militar e Vice-Rei da Índia, cujas acções militares e políticas foram
determinantes para o estabelecimento do império português no oceano Índico.
AFONSO DE ALBUQUERQUE NA BATALHA DE ORMUZ - Painel de azulejos do pintor,
ceramista, ilustrador e caricaturista Jorge Colaço (1868-1942), no Centro Cultural
Rodrigues de Faria, Forjães (Esposende) e executados na Fábrica de Cerâmica
Lusitânia, em Lisboa, entre 15 de Junho e 30 de Setembro de 1933.
15 de Dezembro
(1604-1656) - “O Restaurador”, que iniciou a quarta e última dinastia real,
a Dinastia de Bragança. A cerimónia decorreu num grande palco de madeira,
revestido de ricos panejamentos, contíguo à varanda do Paço da Ribeira,
donde saiu o novo rei, que perante a Nobreza, o Clero e o Povo de Portugal,
jurou manter, respeitar e fazer cumprir os tradicionais foros, liberdades e
garantias dos Portugueses, profanados pelo seu antecessor estrangeiro.
D. JOÃO IV – Painel de azulejos no Jardim do Palácio Galveias, Lisboa.
14 de Dezembro
A 14 de Dezembro de 1745, um incêndio destrói o Paço da Ribeira, em Lisboa,
localizado à margem do rio Tejo, na Ribeira de Lisboa. Consistia num luxuoso
palácio real erguido a partir de 1498, por determinação de D. Manuel I, no
contexto da descoberta do caminho marítimo para a Índia e do monopólio
português do comércio das especiarias do Oriente com a Europa. Foi
totalmente destruído no grande terramoto de 1 de Novembro de 1755, o
qual foi seguido de um ainda mais arrasador maremoto sobre a zona baixa
da cidade. No local situa-se actualmente o complexo ministerial do Terreiro
do Paço. TERREIRO DO PAÇO - Excerto do painel de azulejos “Grande
Panorama de Lisboa” (1700), de Gabriel del Barco, proveniente doo Palácio
dos Condes de Tentúgal, na Rua de Santiago, em Lisboa. Museu Nacional do
Azulejo, Lisboa.
13 de Dezembro
“O Venturoso”. Aclamado em 1495, logo demonstrou a intenção de prosseguir os
vastos empreendimentos em curso, tanto em África como no Oriente. Em 1497, partia
de Lisboa uma armada comandada por Vasco da Gama (1460-1524), que após longa
viagem, atingia Calcutá e assim abria ao Ocidente o caminho marítimo para a Índia.
No seguimento destas expedições Pedro Álvares Cabral (1467-1520) vem a descobrir
Vera Cruz, em 1500. D. MANUEL I – Painel de azulejos no Jardim do Palácio Galveias,
Lisboa.
12 de Dezembro
A 12 de Dezembro a Igreja Católica celebra a festa litúrgica de Nossa Senhora de
Guadalupe, representada como uma imagem da Virgem Maria que teria aparecido
ao índio da tribo Nahua, Juan Diego Cuauhtlatoatzin, em Tepeyac, no noroeste da
Cidade do México, em 9 de Dezembro de 1531. A imagem, na qual a Virgem é
representada como mestiça, é venerada no Santuário de Guadalupe, no México.
A sua festa litúrgica é celebrada em 12 de Dezembro desde 1754, data em que o
Papa Bento XIV (1675-1758) oficializou o título mariano. Além de Padroeira do
México, Nossa Senhora de Guadalupe é também reverenciada como Padroeira
da Cidade do México (desde 1737), Padroeira da América Latina (desde 1945)
e Imperatriz da América”(desde 2000). NOSSA SENHORA DE GUADALUPE –
Painel de azulejos da autoria da ceramista brasileira Alice Candeias Ambrosini.
11 de Dezembrocomo objectivo promover a defesa dos direitos das crianças, ajudar a dar resposta
às suas necessidades básicas e contribuir para o seu pleno desenvolvimento.
A UNICEF rege-se pela Convenção sobre os Direitos da Criança, e trabalha para que
esses direitos se convertam em princípios éticos permanentes e em códigos de
conduta internacionais para as crianças. A UNICEF é a única organização mundial
que se dedica especificamente às crianças. Em termos genéricos, trabalha com os
governos nacionais e organizações locais em programas de desenvolvimento a longo
prazo nos sectores da saúde, educação, nutrição, água e saneamento e também em
situações de emergência para defender as crianças vítimas de guerras e outras
catástrofes. Actualmente, trabalha em 158 países de todo o mundo (Texto transcrito
com a devida vénia de UNICEF / PORTUGAL - http://www.unicef.pt). Painel de
azulejos modernistas da autoria de Alice Jorge e Júlio Pomar (1958). Avenida Infante
Santo, Lisboa.
10 de Dezembro
A 10 de Dezembro de 1998, José Saramago (1922-2010) recebe em Estocolmo, das
mãos do rei Carlos Gustavo da Suécia, o Prémio Nobel da Literatura desse ano,
que lhe fora outorgado pela Academia Sueca a 8 de Outubro. Segundo a Academia
Sueca, responsável pela atribuição do Prémio, Saramago recebe-o por uma obra
"…cujas parábolas, respaldadas por imaginação, piedade e ironia, nos permitem
apreender de forma contínua uma realidade ilusória.". Sobre a atribuição do Nobel
a Saramago muito foi dito. Destacamos apenas: ”Por tudo quanto escreveu e como
escreveu, a justiça do Prémio Nobel a José Saramago é devida e justificada. Afora
a regularidade da sua produção, a maneira singular de transformar o comum em
essencial, no que tange ao mais profundo, dramático e impronunciável do ser
humano; a provocadora e instigante forma de repensar a história e de projectar
o futuro, fazem-no merecedor do Prémio - o primeiro concedido a um escritor de
Língua Portuguesa.” (Maria de Lourdes Simões, ensaio publicado em “A Tarde
Cultural”. Salvador, 5 de Dezembro de 1998). Painel azulejar colectivo, executado
por alunos. Escola Secundária de Monserrate, Viana do Castelo.
9 de Dezembro
contra a Corrupção, por referência à assinatura da Convenção da ONU contra a
Corrupção, que ocorreu na cidade de Mérida, no México. Nessa ocasião, no dia 9
de Novembro de 2003, mais de uma centena de países assinaram este instrumento
jurídico, que entrou internacionalmente em vigor no dia 14 de Dezembro de 2005.
A Convenção é o mais completo e abrangente instrumento internacional juridicamente
vinculativo nesta matéria prevendo, entre outros aspectos, a criminalização da
corrupção - quer no sector público, quer no privado - e outros comportamentos que
lhe estão associados, como é o caso do branqueamento de capitais e da obstrução à
justiça. Além disso, inclui disposições sobre cooperação interna, entre as diferentes
autoridades nacionais, e cooperação internacional, nomeadamente sobre auxílio
judiciário e extradição, instando também os Estados a prestarem assistência técnica a
outros Estados que a requeiram (Texto transcrito com a devida vénia de DIRECÇÃO-GERAL
DA POLÍTICA DE JUSTIÇA: http://www.dgpj.mj.pt ). O combate à corrupção passa pela
aprovação no Parlamento de projectos-leis que a combatam. O MOSTEIRO DE SÃO BENTO
DA SAÚDE (c. 1700) Aqui funciona actualmente o Parlamento. Painel de azulejos atribuído
a Gabriel del Barco (Imagem recolhida com a devida vénia de ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA:
www.parlamento.pt )
8 de Dezembro
A 8 de Dezembro, a Igreja Católica comemora a Festa da Imaculada Conceição,
definida como uma festa universal em 28 de Fevereiro de 1476 pelo Papa Sisto IV
(1414-1484). De acordo com o dogma católico, a Imaculada Conceição é a concepção
da Virgem Maria sem mancha ("mácula" em latim) do pecado original. O dogma diz
que, desde o primeiro instante de sua existência, a Virgem Maria foi protegida por
Deus, da falta de graça santificante que atormenta a humanidade, porque ela estava
cheia de graça divina. Proclama igualmente que a Virgem Maria viveu uma vida
isenta de pecado. A Imaculada Conceição foi solenemente definida como dogma pelo
Papa Pio IX (1792-1878) na sua bula “Ineffabilis Deus” em 8 de Dezembro de 1854. A
encarnação de Jesus no ventre da Virgem Maria exigia que ela estivesse completamente
livre de pecado para poder gerar seu Filho. A Igreja Católica considera que o dogma é
apoiado pelos textos bíblicos [Gênesis (3:15), Cântico dos Cânticos (4:7), (Êxodo 25:10-11),
(Jó 14:4), (Deuteronómio 10:3) e (Apocalipse 11:19)], bem como escritos de Padres da
Igreja, como Irineu de Lyon (c. 130-202) e Ambrósio de Milão (340-397).
Nossa Senhora da Conceição (1650 - 1675).Painel de azulejos (86,6 x 87,7 cm).
Fabrico de Lisboa. Museu Nacional do Azulejo, Lisboa.
7 de Dezembro
A 7 de Dezembro comemora-se o Dia Internacional da Aviação Civil, o qual foicelebrado pela primeira vez a 7 de Dezembro de 1994, para assinalar o 50º
aniversário da assinatura da Convenção sobre a Aviação Civil Internacional.
Em 1996, a Assembleia-geral das Nações Unidas reconheceu oficialmente a
data de 7 de Dezembro como o Dia Internacional da Aviação Civil. PRIMEIRA
TRAVESSIA AÉREA DO ATLÂNTICO SUL POR GAGO COUTINHO E SACADURA
CABRAL (1922) – Painel de azulejos na Escola Naval, Alfeite.
6 de Dezembro
o direito à greve e regulamenta o seu exercício, uma vez que logo nos momentos
posteriores à revolução, eclodiram inúmeras greves, a demonstrar que o operariado e
o movimento sindicalista não se dispunham a esquecer as penosas condições de vida
dos sectores mais desfavorecidos da população. Todavia, não era essa a opção da
grande maioria dos dirigentes republicanos que assumiram o poder após o 5 de Outubro.
Os seus desígnios não eram realizar ou dar cobertura a uma revolução de carácter social,
mas apenas a uma mudança nos órgãos e no regime político. Deste modo, o direito à
greve não ficaria consignado como direito constitucional na Constituição de 1911. A GREVE
DOS RAPAZES EM 1937 - Painel de azulejos existente na Quinta de São José em Sacavém.
5 de Dezembro
de hereges (mouros e judeus) do território nacional, concedendo-lhes prazo até 31 de
Outubro de 1497 para que deixassem o país. A medida foi consequência do contrato
celebrado com a princesa Isabel de Aragão e Castela( 1470-1498), que continha essa
cláusula, a qual colocou o rei numa situação delicada, uma vez que necessitava do
capital e dos conhecimentos técnicos dos judeus, ao serviço do seu projecto de
desenvolvimento do país. Daí que tenha permitido que optassem entre a conversão e
o desterro, crendo assim que muitos se baptizassem, ainda que apenas “pro forma”.
Os judeus, no entanto, não se deixaram convencer e a grande maioria optou por
abandonar o país. O rei, ao ver desmoronar a sua estratégia e visando contrariar a
fuga, ordenou o encerramento de todos os portos de Portugal, à excepção do de
Lisboa. Aqui se concentraram cerca de 20 mil judeus, aguardando transporte para
sair do país. Em Abril de 1497, o rei ordena o sequestro de crianças judias menores
de 14 anos, a fim de serem criadas por famílias cristãs, o que foi concretizado com
grande violência. Em Outubro de 1497, os que ainda resistiam à conversão forçada
foram compelidos à pia baptismal pelo povo acirrado por clérigos fanáticos e com
a condescendência das autoridades. Desses baptismos forçados e em massa, surgiram
os marranos (cripto-judeus), que secretamente praticavam o judaísmo, ainda que
publicamente aparentassem professar a fé católica. Estes "cristãos novos" nunca
foram bem aceites pelos "cristãos velhos", desconfiados da boa-fé dos convertidos.
Essa desconfiança transformou-se em violência explícita em 1506, quando sobreveio
o Massacre de Lisboa. A peste lavrava na cidade desde Janeiro, causando dezenas de
vítimas por dia. Em Abril, mais uma vez instigados por clérigos fanáticos, que
incriminavam os "cristãos novos" pela calamidade, o povoléu investiu contra eles,
matando mais de dois mil, entre homens, mulheres e crianças. D. MANUEL I – Painel
de azulejos no Jardim do Palácio Galveias, Lisboa.
4 de Dezembro
No dia 4 de Dezembro, a Igreja Católica Romana e a Igreja Ortodoxa, comemoram o
dia de Santa Bárbara (c. 280 – c. 317), virgem mártir do século terceiro. Em Portugal
e Brasil, é popular a devoção a Santa Bárbara, invocada como protectora por ocasião
de tempestades, raios e trovões, bem como Padroeira dos artilheiros, mineiros e de
todos aqueles que lidam com fogo. SANTA BÁRBARA – Painel de azulejos da pintora,
desenhadora, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora brasileira, Djanira da
Motta e Silva (1914 - 1974), Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro.
3 de Dezembro A 3 de Dezembro comemora-se o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência. A
efeméride foi implementada em 1998 pela Organização das Nações Unidas (ONU) e
visa promover uma maior compreensão dos assuntos referentes à deficiência e mobilizar
a defesa da dignidade, dos direitos e do bem-estar das pessoas. Procura ainda
aumentar a consciência pública dos benefícios trazidos pela integração dos deficientes
nos múltiplos aspectos da vida política, social, económica e cultural. SANTO ANTÓNIO
E O MILAGRE DA RECONSTITUIÇÃO DE UM PÉ DECEPADO (séc. XVII). Painel de azulejos
da Igreja de Santo António, Recife – Brasil.
2 de Dezembro
A 2 de Dezembro comemora-se o Dia Internacional da Abolição da Escravatura,
efeméride criada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1949. Todavia, a
escravatura enquanto prática desumanizadora conheceu novas manifestações no
século XXI. Todos os dias, em todas as regiões do mundo, há mulheres que são
traficadas, vendidas e trancadas em bordéis para exploração sexual. Meninas
pequenas são submetidas a casamentos forçados, abusadas sexualmente e utilizadas
como trabalhadoras domésticas. Há crianças que trabalham em minas,
a programar explosivos e a inalar substâncias tóxicas. Outras são raptadas e
transformadas em soldados, obrigadas a matar e a torturar. Há homens que,
separados das suas famílias, são obrigados a trabalhar em plantações ou fechados
em fábricas clandestinas sem qualquer salário que lhes permita pagar as dívidas
infinitas. O movimento contra a escravatura uniu a comunidade internacional,
que proclamou que as práticas de escravatura constituem uma afronta à
Humanidade e que nenhum ser humano deve ser propriedade de outro.
Hoje, os governos, a sociedade civil e o sector privado devem unir-se para
erradicar todas as formas contemporâneas de escravatura (Texto adaptado da
Mensagem do Secretário-Geral da ONU no Dia Internacional para a Abolição da
Escravatura, 2 de Dezembro de 2012). ESCRAVIDÃO ANTES DA ABOLIÇÃO – Painel
de azulejos cuja imagem foi reproduzida do blogue http://blog.seniorennet.be .
1 de Dezembro
Em 1 de Dezembro de 1640, dá-se a Restauração da Independência de Portugal em
relação ao Reino de Espanha, terminando assim o período de 60 anos em que o Reino
de Portugal, foi governado pela dinastia de origem austríaca dos Habsburgos, com o
fim do reinado de D. Filipe III (conhecido como Felipe IV em Espanha). Como
antecedentes da Revolução do 1º de Dezembro de 1640, há a salientar que
“Os Conjurados”, um grupo de 40 portugueses, membros da aristocracia do País,
se organizou de forma a preparar um plano de libertação de Portugal. Assegurados
do apoio popular e de grande parte da aristocracia de Portugal, os Conjurados
dirigem-se ao Paço da Ribeira, aniquilam o secretário de Estado, o traidor Miguel de
Vasconcelos (1590-1640) e intimam a Duquesa de Mântua (1589-1655), Vice-rainha de
Portugal, a renunciar ao poder, proclamando a Independência de Portugal e aclamando
João, Duque de Bragança, como rei D. João IV de Portugal (1604-1656), com o cognome
de “O Restaurador”, iniciando assim a quarta e última dinastia real, a Dinastia de
Bragança. RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA A 1 DE DEZEMBRO DE 1640. Painel de
Bragança. RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA A 1 DE DEZEMBRO DE 1640. Painel de
azulejos de Leopoldo Battistini e da Fábrica Constância, c. 1920. Átrio superior do
Palácio Galveias, Lisboa.
Palácio Galveias, Lisboa.
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Filme do dia
Para visualizar o filme do dia,clique na data ou no título do filme.
Filme de 1975 que nos mostra o funcionamento da sociedade portuguesa
e a sua história desde 1910, a ideologia salazarista, o apoio da Igreja, a
repressão e a guerra colonial até à libertação de Abril …(Texto transcrito
com a devida vénia de SAPO CINEMA – http://cinema.sapo.pt).
"Aniki-Bobó"
– fórmula mágica que, nas brincadeiras de crianças, permite
determinar, sem
discussão, quem é polícia e quem é ladrão. O universo
infantil feito de sonhos,
impotências, audácias e medos, generosidade
e mesquinhez... Os bairros
populares do Porto, nas margens do Douro,
onde as crianças são pobres, livres e
aventurosas. [in José de Matos-Cruz,
O Cais do Olhar, 1999 (Texto reproduzido
com a devida vénia de UBICINEMA:
Cortejo comemorativo do VIII Centenário da Tomada de Lisboa aos mouros,
em 1147, pelas forças de D. Afonso Henriques com o auxílio dos Cruzados em
trânsito para a Terra Santa.(Texto reproduzido com a devida vénia de
UBICINEMA: www.cinemaportugues.ubi.pt).
Um belíssimo melodrama, com a grande musa do fado, Amália Rodrigues. Fado...,
conta o percurso de uma fadista da classe operária e cujo namorado, um carpinteiro,
é guitarrista. Ela torna-se famosa, rica e sai do seu bairro. Quando ele se prepara para
emigrar para África, ela regressa e reconciliam-se. O enredo sentimental, a excelente
montagem e os fados cantados por Amália fizeram deste filme um dos maiores sucessos
de bilheteira de todos os tempos. (Texto transcrito com a devida vénia de SAPO CINEMA - http://cinema.sapo.pt).
A tempestuosa existência errante de Luís Vaz de Camões (1524-80), o
grande épico, desde os tempos irreverentes em Coimbra (1542) aos amores
contrariados, como guerreiro da "má fortuna" até ao declínio inglório,
acompanhando a decadência do fausto renascentista e da pátria imperial.
Leitura de "Os Lusíadas" a El-Rei D. Sebastião, em Sintra. O desastre de
Álcacer-Kibir. "De novo tudo funciona apesar dos erros técnicos, de um certo
peso cenográfico, de uma certa confusão narrativa. De novo António Vilar nos
aparece como o melhor instrumento humano da mensagem criadora do
cineasta. Ele será, por muito tempo, reduzindo tudo o resto à sua figura,
o Camões do nosso imaginário, agora com gesto e voz. (...) Claro que Vasco
Santana, claro que António Silva, o génio do povo, estão lá, magníficos cada
um à sua maneira, mas Vilar tudo arrebata, com o talento que lhe valeria as
portas do mundo." (Luís de Pina, in História do Cinema Português, ed.
Europa-América, Lisboa, 1986 – citado por “Amor de Perdição”, blogue da
Associação para a Promoção do Cinema Português).
A vida, os costumes pitorescos, quezílias e paixões dos populares que se
encarregam da lavagem de roupa de lisboetas - indústria artesanal mas
competitiva... A concorrência entre transportadores: o tio Jacinto e a
azougada afilhada, Gracinda, com a viúva Quitéria e o seu filho Luís.
(Texto reproduzido com a devida vénia de “Amor de Perdição”, blogue
da Associação para a Promoção do Cinema Português:
http://www.amordeperdicao.pt).
OBSERVAÇÕES: “A "Aldeia da Roupa Branca" foi o último filme de Chianca
de Garcia antes de emigrar para o Brasil (em 1938). Foi também o último
filme em que Beatriz Costa participou. De assinalar que a história orginal
de Chianca foi planificada pelo escritor José Gomes Ferreira, em mais uma
das suas colaborações com o cinema. "O Velho e o Novo" foi o título dado
originalmente ao projecto. A Censura, cortou uma pequena parte do filme,
por a considerar "imoral". Com A Aldeia da Roupa Branca, Chianca de Garcia
consegue o seu melhor filme, servindo-se de uma Beatriz Costa inspirada
pelos ares da sua terra, a região saloia a norte de Lisboa, e actuando em
estado de graça. (...) O processo de alternância cidade-campo, ou
vida-espectáculo, ou realidade-convenção, se quisermos, concentra-se
finalmente em A Aldeia da Roupa Branca, súmula da obra de Chianca de
Garcia, onde tudo se harmoniza para o êxito conjugado dos elementos
fílmicos: a história - com a sugestão eisensteiniana do "velho e do novo",
colhida na sua "Linha Geral", que faz da camioneta do antigo condutor
da galeras o elemento transformador do núcleo social, como o tractor
daquele filme soviético; as personagens, caracterizadas na sua tipicidade,
sem exagero nem concessões à convenção revisteira; e a acção, com os
dois momentos supremos da desfilada das galeras carregadas de roupa,
tal qual a corrida de quadrigas de "Ben-Hur", e da luta das bandas de
música pelo único coreto da aldeia”. (Luís de Pina, in História do Cinema
Português, ed. Europa-América, Lisboa, 1986 – citado por “Amor de
Perdição”, blogue da Associação para a Promoção do Cinema Português:
http://www.amordeperdicao.pt).
A Exposição do Mundo Português - de que foram Comissário-Geral Augusto
de Castro, Comissário-Adjunto Sá e Melo, Arquitecto-Chefe Cottinelli
Telmo. Inauguração pelo Chefe de Estado Óscar Carmona, acompanhado
pelo Presidente do Concelho Oliveira Salazar e pelo Ministro das Obras
Públicas Duarte Pacheco. Outras personalidades, como o Cardeal Gonçalves
Cerejeira. O interior de cada pavilhão - repositório ilustrado da História de
Portugal, desde a fundação da nacionalidade. O Pavilhão do Brasil – único
país estrangeiro ao qual foi concedido figurar. Aldeias indígenas no Jardim
do Ultramar, anexo à Exposição. (Texto reproduzido com a devida vénia de
“Amor de Perdição”, blogue da Associação para a Promoção do Cinema
Português: http://www.amordeperdicao.pt)
A consumidora paixão entre D. Pedro I e D. Inês é brutalmente interrompida
em consequência da intriga política e em nome do interesse do Reino.
D. Pedro, irremediavelmente ferido, persegue o único objectivo de vingar o
seu amor. Captura e mata os executores e obriga a nobreza a reconhecer
D. Inês como sua mulher e rainha de Portugal. (Texto reproduzido com a
devida vénia de UBICINEMA: www.cinemaportugues.ubi.pt).
A população de Lourenço Marques, em 1894, sob os frequentes ataques das
hordas vátuas. Projectos iniciais de Campanha Africana, por António Enes e
seus colaboradores. As façanhas de Caldas Xavier, Ayres Ornelas, Eduardo
Costa, Paiva Couceiro, Freire de Andrade e, mais tarde, Galhardo, Mouzinho de
Albuquerque, para libertarem Moçambique. Grandes jornadas de guerra:
arracuene, Magul, Coolela, incêndio de Manjacaze. Chaimite (rapto de
Gungunhana), Macontene... Paralelamente, o amor de dois soldados
pela mesma rapariga (Texto reproduzido com a devida vénia de “Amor de
Perdição”, blogue da Associação para a Promoção do Cinema Português:
http://www.amordeperdicao.pt).
“A Hora da Liberdade” é uma ficção documental emitida pela SIC em 1999
que retrata os diversos acontecimentos que pautaram o golpe militar de 25
de Abril de 1974, responsável pela instauração da Democracia em Portugal.
É da autoria de Emídio Rangel, Rodrigo Sousa e Castro e Joana Pontes que
assegurou, igualmente, a realização.
César Valente, perigoso agitador,
regressa do exílio para desencadear a
insurreição a 28 de Maio, no décimo
ano da Revolução Nacional. A polícia
limita-se a vigiar, deixando-o agir
livremente, até descobrir todos os
pormenores da conspiração e os seus
cúmplices. O conhecimento duma
linda rapariga, Maria Clara, e a
constatação das transformações sociais e
económicas operadas no país durante a
sua ausência, suscitam enfim, em
César Valente, o milagre da
evidência... (José de Matos-Cruz, O Cais do
Olhar. edição da Cinemateca
Portuguesa, 1999 – citado por UBICINEMA:
www.cinemaportugues.ubi.pt).
A vida de Fernando Farinha, desde miúdo em que fugia da escola para
cantar o fado, e a condescendência dos progenitores, embora aspirando
a que ele tenha um emprego "honesto". Empregado numa filial lisboeta
duma grande firma estrangeira; actuação na Adega Mesquita; a atracção
pelo profissionalismo do fado, devido à influência de Chico das Fragatas,
que se torna seu agente e depois o abandona, cabendo a Rosa promover
a reconciliação familiar... OBSERVAÇÕES: "Caso singular no cinema
português (uma ficção que se afirma baseada na vida do protagonista),
O Miúdo da Bica marca o arranque comercial do chamado nacional-
cançonetismo no cinema (empreendido pela Cinedex). Depois de Fernando
Farinha vieram Calvário, Tony de Matos, Madalena Iglésias, Paula Ribas...
A ideia era conquistar mercado, desdenhando os louros (despontava a geração
do Cinema Novo). O Miúdo da Bica não é nem melhor nem pior que a restante
produção afim: é igualmente medíocre no convencionalismo serôdio do
argumento e dos diálogos (surpresa é ver o nome de Sttau Monteiro neste
campo), no arrepiante trabalho técnico, no incrível conjunto de actores."
[Jorge Leitão Ramos, in Dicionário do Cinema Português 1962-1988,
Editorial Caminho, Lisboa, 1989. (Texto reproduzido com a devida vénia de
“Amor de Perdição”, blogue da Associação para a Promoção do Cinema
Português: http://www.amordeperdicao.pt)].
Belinha herdou a Quinta de Vilar do Tejo, uma propriedade ribatejana onde
o seu pai mantinha um negócio de bovinos. Cumprindo a sua vontade, a jovem
nomeia António maioral dos touros, provocando a discórdia entre os
trabalhadores da quinta. Miguel, antigo maioral, e Fernando, cínico administrador
e pretendente de Belinha, arquitectam um plano para retirar a António o poder
que lhe foi atribuído. E é aí que começam os graves problemas... (Texto transcrito
com a devida vénia de SAPO CINEMA – http://cinema.sapo.pt).
Crónica bairrista do Porto, através de uma aguarela viva de costumes
populares em que se sublinha a faina ribeirinha e o formigueiro humano
da laboriosa cidade. Paralelamente, desenvolve-se uma acção típica
entre a gente humilde e, em particular, no mundo fresco e colorido
dum "atelier" de alta costura, uma frágil e ingénua história de amor,
de que é protagonista Aurora, uma das jovens tripeiras que participam
no Concurso do Vestido de Chita. (Texto reproduzido com a devida
vénia de “Amor de Perdição”, blogue da Associação para a Promoção
do Cinema Português: http://www.amordeperdicao.pt).
Dois garotos, o Carlitos (Horácio Silva) e o Eduardinho (António Santos),
gostam da mesma rapariga, a Teresinha (Fernanda Matos). Um é audacioso,
brigão, atrevido; o outro é de carácter tímido, bom, sossegado. A rivalidade
vai-se acentuando e, um dia, para agradar à sua apaixonada, Carlitos rouba
uma boneca. Teresinha sente-se inclinada para ele até que um dia, numa
inocente brincadeira, Eduardinho escorrega por um talude e cai ao lado de
um comboio que passa. Todos pensam que Carlitos o empurrou e todos
passam a afastar-se dele, enquanto Eduardinho sofre numa cama de hospital.
Carlitos pensa em fugir num barco ancorado no cais de Massarelos, mas tudo
se esclarece por intervenção do dono da “loja das tentações” que vira o
acidente e que, no final, tira todas as suspeitas de cima do jovem Carlitos.
E os garotos lá puderam de novo jogar aos polícias e ladrões, ao jogo do
Aniki-Bobó…(Texto transcrito com a devida vénia de SAPO CINEMA –
http://cinema.sapo.pt).
Alberto Ribeiro e Mariana Villar protagonizam um maravilhoso melodrama
popular ambientado em Alfama, o mais castiço dos bairros típicos de Lisboa,
e que conta a história de uma jovem órfã, Tosa que foi recolhida por uma
família de pescadores e criada pelo pai viúvo com os seus dois filhos, Renato
e José. Mas um dia Renato, jovem inconsciente e fanfarrão, seduz Rosa e
engravida-a recusando-se a assumir a responsabilidade dos seus actos. E só a
grandeza e humanidade de José, que se prontifica a casar com a rapariga e a
assumir a paternidade da criança, poderá salvar aquela família. A não ser que o
nascimento do menino venha ajudar a resgatar Renato de uma vida de perdição...
(Texto transcrito com a devida vénia de SAPO CINEMA - http://cinema.sapo.pt).
Este documentário é uma análise da cidade de Lisboa, feita por
António Lopes Ribeiro, de quatro perspectivas: habitação, circulação,
trabalho e, espaços de lazer. São divididas por quatro partes, cada uma
com 10 minutos de duração. Num Portugal indirectamente devastado
pela Segunda Guerra Mundial, este filme apresenta aquilo que já pudera
ser feito e, tudo o que estava planeado fazer para tornar Lisboa numa
cidade pioneira ao nível dos quatro pilares referidos (Transcrito com a
devida vénia de WIKIPÉDIA - http://pt.wikipedia.org)
Ao contrário da versão muda de 1919, que transpôs a acção do romance
para a época do filme, esta mantém-se fiel ao livro, ambientando a trama
durante a guerra civil dos anos trinta, século XIX, numa aldeia do litoral
do Minho. Os amores mal pressagiados entre Rosa, costureira modesta,
e Fernando, médico e miguelista ferrenho, ficando na sombra a paixão
fatídica de António (um liberal) pela jovem. Rosa sofre quando Fernando
vai para o Porto, na altura em que o cerco da cidade atinge o auge, e onde
se apaixona por Deolinda, filha da baronesa de Fonte Arcada. António
torna-se um atormentado defensor de Rosa, sabendo que afinal é sua irmã
e – para salvar a rapariga, que definha – dirige-se ao Porto, num gesto
cavalheiresco, a fim de tentar reconduzir Fernando para junto da que um
dia confiou nas suas juras…([Fonte: José de Matos-Cruz, O Cais do Olhar.
Edição da Cinemateca Portuguesa, 1999. Texto reproduzido com a devida
vénia de UBICINEMA: www.cinemaportugues.ubi.pt).
O professor de moral Plácido Mesquita vem a Lisboa visitar o seu sobrinho
Eduardo para o resgatar de uma vida condenável de maus vícios e encontra-o
dividido entre a paixão pela sua vizinha do lado, a jovem Mariana, e a relação
amorosa que mantém com Isabel Moreira, artista de variedades arrojada e
muito determinada. O vizinho Saraiva e o porteiro Jerónimo contribuem para
a confusão que se instala no prédio e contagia o professor, que vê o objectivo
da sua viagem ser radicalmente alterado (Texto transcrito com a devida vénia
de SAPO CINEMA - http://cinema.sapo.pt).
Lisboa, 1989: Um pobre diabo de meia-idade vive no quarto de uma pensão
barata e familiar, na zona velha e ribeirinha da cidade. Atormentado pela
doença, e por vicissitudes de ordem vária, o idiota, que se alimenta de
Schubert e, quiçá, de uma vaga cinéfila como forma de resistência à miséria,
é posto no olho da rua, após tentativa frustrada contra o pudor da filha da
dona da pensão. Sozinho, e privado de quaisquer recursos, vê-se confrontado
com a dureza do espaço urbano, e é internado num hospício, de onde sairá
por ponderada decisão de homem livre, para cumprir uma missão "rica e
estranha" que lhe é indicada por um velho amigo, doente mental como ele:
"Vai, e dá-lhes trabalho!". E aqui para nós, a rir a rir, algum tem dado...
(Texto reproduzido com a devida vénia de “Amor de Perdição”, blogue da
Associação para a Promoção do Cinema Português:
http://www.amordeperdicao.pt).
Cipriano Lopes e Rosa Gonçalves, lojistas na mesma rua, detestam-se
comercialmente. Os respectivos filhos, Geninha e Óscar, amam-se
apaixonadamente e ambos gostam de música - tendência partilhada
por Cipriano e odiada por Rosa. Para raiva de Rosa, Cipriano lança
mãos na criação dum Rádio Clube da Estrela, onde Geninha provaria
os seus dotes musicais, graças ao talento, como compositor, de Óscar.
Mas as coisas complicam-se entre ciúmes, raivas e invejas, para o que
contribui a entrada em cena do cantor Fernando Verdial e de Teresa
Waldemar, vedeta da Emissora. OBSERVAÇÕES: Prémio SNI ao Melhor
Actor - António Silva. (Texto reproduzido com a devida vénia de “Amor
de Perdição”, blogue da Associação para a Promoção do Cinema
Português: http://www.amordeperdicao.pt). "O tema do filme,
concebido como comédia musical, foge um pouco aos rodriguinhos
habituais, pois pretende chamar a atenção e criticar, mesmo que
levemente, a "mania da rádio" que neste tempo se apossara dos
lisboetas, com os famosos programas da Emissora, os serões para
trabalhadores e as variedades ao vivo. (...). Mistura de "O Pai Tirano"
com "O Costa do Castelo", sobretudo no final, o filme tem como
principal interesse, já que o cómico parece não ser o seu forte,
a descrição do mundo da rádio, com as suas vedetas, os seus
locutores (...), os seus concursos e as suas orquestras. Num breve
apontamento Arthur Duarte chega a idealizar um aparelho de
televisão, mercê de um truque bem realizado que poucos notaram."
(Luís de Pina, in História do Cinema Português, ed. Europa-América,
Lisboa, 1986 – citado por “Amor de Perdição”, blogue da Associação
para a Promoção do Cinema Português:
http://www.amordeperdicao.pt).
Maria Papoila, uma rapariga humilde e de bom coração, vem servir para
Lisboa. Aqui conhece Eduardo, um recruta por quem se apaixona e que
julga ser da sua condição social. Namoram até descobrir que afinal
Eduardo não só é um rapaz rico como também tem namoro com uma
rapariga da sua classe, Margarida Noronha Baptista. Um dia de manhã,
a mãe de Margarida nota que as suas jóias foram roubadas durante a
noite, precisamente a noite em que Eduardo foi visto ao redor da casa
- depois de acompanhar, em segredo, Margarida. Eduardo é preso mas
Margarida, para salvar a sua honra, nega o incidente. Quando nada
parece salvar Eduardo da prisão, Maria Papoila descobre o verdadeiro
ladrão, Carlos, filho da sua patroa, e apresenta-se em Tribunal,
dizendo que passara a noite com o arguido. Eduardo é libertado e
Maria Papoila decide regressar à sua terra, magoada, achando que
Lisboa não é lugar para ela. Mas, assim que sobe para o comboio...
Texto reproduzido com a devida vénia de “Amor de Perdição”,
blogue da Associação para a Promoção do Cinema Português:
http://www.amordeperdicao.pt).
Documentário de Jorge Campos para a RTP sobre a vida e a obra do
Pintor Nadir Afonso (1920-201390. “O pintor Nadir Afonso, de 93
anos, faleceu hoje no Hospital de Cascais, disse à agência Lusa fonte
da família. Nascido em Chaves, em 1920, o pintor, arquitecto e pensador
Nadir Afonso Rodrigues tinha completado o 93º aniversário a 04 de
Dezembro. Diplomou-se em arquitectura na Escola Superior de Belas
Artes do Porto e trabalhou com arquitectos de renome como Le
Corbusier e Oscar Niemeyer, mas viria a trocar esta área pela pintura,
alcançando reconhecimento internacional. Foi distinguido em 1967
com o Prémio Nacional de Pintura e em 1969 com o Prémio Amadeo
de Sousa-Cardoso, e condecorado com o grau de Oficial (1984) e de
Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada (2010)
(Notícia transcrita com a devida vénia do JORNAL DE NEGÓCIOS
- http://www.jornaldenegocios.pt/).
Um documentário sobre o escritor José Saramago, falecido a 18 de Junho
de 2010: a sua vida, as suas viagens, a sua relação de amor com Pilar del
Río, sua companheira até ao fim da vida. Filmado entre 2006 e 2009 e com
a criação do romance "A Viagem do Elefante" como pano de fundo, mostra
o quotidiano de um dos mais importantes escritores contemporâneos, na
sua relação com Pilar, o público e a vida. (Texto transcrito com a devida
vénia de CINEMAX - http://www.rtp.pt/cinemax)
A tempestuosa paixão de um jovem amador dramático, caixeiro nos
Grandes Armazens Grandela, por uma simpática empregada da
Perfumaria da Moda, Tatão, cinéfila incondicional assediada por
Artur de Castro, um cínico sedutor (Texto reproduzido com a
devida vénia de “Amor de Perdição”, blogue da Associação para
a Promoção do Cinema Português: http://www.amordeperdicao.pt).
OBSERVAÇÕES: "Para além dos méritos do script - O Pai Tirano – é
basicamente um filme de argumento - três actores geniais: Ribeirinho,
Vasco Santana e Teresa Gomes - ajudaram poderosamente a levar este
curiosíssimo exemplo de teatro filmado e de filme teatral (o argumento
funciona tanto sobre a representação de uma peça como sobre a oposição
teatro/cinema no interior da representação que a envolve) à quintessência
do género. O resto (...) é uma questão de timing e aí chapeau para Lopes
Ribeiro, na melhor prestação da sua carreira." (João Bénard da Costa, in
Histórias do Cinema, Sínteses da Cultura Portuguesa, Europália 91,
Imprensa Nacional-Casa da Moeda, Lisboa – citado por “Amor de Perdição”,
blogue da Associação para a Promoção do Cinema Português: http://www.amordeperdicao.pt).
Jorge, dirige o departamento de Hematologia do Instituto de Oncologia de
Lisboa. Um dia, chega Clarisse, que sofre de leucemia em estado avançado.
Apaixonam-se. Jorge tenta salvá-la. Clarisse morre, apesar de todos os
esforços de Jorge - que, cada vez mais desencantado, prossegue os seus
trabalhos, com experiências de rotina, que sabem serem inúteis... Texto
reproduzido com a devida vénia de “Amor de Perdição”, blogue da
Associação para a Promoção do Cinema Português:
http://www.amordeperdicao.pt). OBSERVAÇÕES: "Domingo à Tarde”
ultrapassa imediatamente as dificuldades surgidas na adaptação e, na sua
concepção estética, na sua novidade formal, até na sua ousadia, vai bem
mais longe do que, no plano literário, o romance de Fernando Namora.
Ainda com uma forte componente experimental, é obra fria, neutra,
dominada pela morte que persegue a personagem do médico no seu
trabalho do Instituto de Oncologia, e fornece a Macedo amplas
oportunidades para revelar o seu interesse pelo mundo - ele também,
figura em certa medida, marginal e de gostos esotéricos – conseguiu
dominar, melhor do que os outros, certas deficiências técnicas e,
servindo o livro, deu dele uma adaptação que à generalidade do público
pareceu singularmente escorreita (João Bénard da Costa, in Histórias do
Cinema, Sínteses da Cultura Portuguesa, Europália 91, Imprensa
Nacional-Casa da Moeda, Lisboa – citado por “Amor de Perdição”, blogue
da Associação para a Promoção do Cinema Português:
http://www.amordeperdicao.pt).
O crime do Padre Amaro é um filme português realizado por Carlos Coelho
da Silva, adaptado da obra homónima de Eça de Queirós por Vera Sacramento.
Este filme bateu todos os recordes de bilheteira de filmes portugueses em
Portugal. O filme adapta a história do livro, da cidade de Leiria de 1875
para um bairro social de Lisboa de 2005, cheio de problemas de marginalização
e socioculturais. Inclui várias cenas de sexo arrojadas que receberam particular
atenção da imprensa e público. Nele são também acentuadas as criticas a homens
do clero que a obra de Eça não ficcionava. (Texto reproduzido com a devida vénia
da “Wikipédia”: http://www.wikipedia.org/).
A família Silva ambiciona ter uma casa. A herança de uma tia, que se finou
na Argentina, vem realizar este anseio, mas levanta novos problemas...
Contra as desditas do acaso e as prepotências de um merceeiro rico,
Guimarães, nasce o projecto duma cooperativa popular. (Texto reproduzido
com a devida vénia de “Amor de Perdição”, blogue da Associação para a
Promoção do Cinema Português: http://www.amordeperdicao.pt).
Na Madragoa, Zé Luís, um homem do povo apegado ao seu trabalho,
Gosta de Clara, filha do Santana das carnes, seu padrinho e protector,
ue pretende casá-la com D. Eusébio, com intenção de lhe financiar o
negócio. Quando Santana descobre o namoro, despede Zé Luís e força-o
a romper, convencendo-o de que deve casamento a Margarida, uma
jovem da mesma criação. Zé Luís emprega-se no cais, Margarida morre
de doença, Santana vai à falência... Zé Luís apoiá-lo-á com iniciativa e
dinheiro do pai, entretanto regressado de África, acabando por casar
com Clara. [Fonte: José de Matos-Cruz, O Cais do Olhar.edição da
Cinemateca Portuguesa, 1999.].
Portugal,
1976. Rui Tadeu, aliás Kilas, é amante de uma artista de variedades,
Pepsi-Rita,
à custa de quem vive - em casa da Madrinha, uma mulher nostálgica,
que
resgatou o afilhado da infância desvalida. Pela sua esperteza, Kilas lidera
um
grupo de marginais, contratados por um enigmático Major, para vigiarem um
prédio,
onde vão reunir-se personalidades "suspeitas". Quando tal acontece, e
alertado
o Major, uma bomba explode na casa que se anuncia dum conhecido
anti-fascista.
Alarmado, Kilas procura desligar-se - mas o seu destino está já
marcado,
por uma rivalidade passional. (Texto reproduzido com a devida vénia
de
“Amor de Perdição”, blogue da Associação para a Promoção do Cinema
Português:
http://www.amordeperdicao.pt).
Júlio, de dezanove anos, vem da província para Lisboa, tentar a sorte
como sapateiro. No dia da chegada, um incidente leva-o a conhecer
Ilda, jovem da mesma idade, empregada doméstica em casa próxima
da oficina onde Júlio trabalha. Júlio sente-se num ambiente estranho
e hostil, desenrolando-se uma série de peripécias que lhe despertam
a desconfiança em relação a Ilda, que decide romper o namoro.
Impulsivo, Júlio acaba por matá-la. (Texto reproduzido com a devida
vénia de “Amor de Perdição”, blogue da Associação para a Promoção
do Cinema Português: http://www.amordeperdicao.pt).
Daniel aluga um quarto na humilde e simpática casa da senhora
Rita e do senhor Januário, na Costa do Castelo, onde mora
Luisinha - uma jovem bancária, orfã, por quem Daniel se sente atraído
- e um popular professor de guitarra, Simplício Costa. A verdadeira
Identidade de Daniel é desmascarada por Mafalda da Silveira, sua tia,
o que causa grande sarilho na relação entre Luisinha e ele, pois trata-se
de um fidalgo. Graças a um estratagema acabam todos por mudar-se
para o solar da família, nos arredores de Lisboa. (Texto reproduzido
com a devida vénia de “Amor de Perdição”, blogue da Associação
para a Promoção do Cinema Português: http://www.amordeperdicao.pt).
Eduardo, contrariando o desejo de seu pai, Jerónimo de Vinhais, um abastado
lavrador do Ribatejo, recusa ser cavaleiro tauromáquico e parte para Lisboa na
companhia da fadista Maria da Graça. Quando o progenitor lhe nega mais
dinheiro, faz-se toureiro. Maria da Graça resolve enfim abandoná-lo, a pedido
da mãe de Eduardo, e parte saudosa para terras longínquas, a cumprir um
contrato que a fará triunfar. Colhido durante uma exibição, Eduardo é tratado na
recuperação pela "verdadeira" noiva, Isabel, que lhe perdoa o passado escandaloso.
Casarão e Eduardo abandonando as arenas, passa a dirigir as propriedades da família.
(Texto reproduzido com a devida vénia de “Amor de Perdição”, blogue da Associação
para a Promoção do Cinema Português: http://www.amordeperdicao.pt).
Belarmino
aborda o declínio da existência, entre memórias e nostalgia, de um
antigo
campeão de boxe, Belarmino Fragoso - um homem de origem humilde
surpreendido
pelo sucesso, até ao resvalar da sua vida marginária e popular,
pela cidade
em que viveu: Lisboa. (Texto reproduzido com a devida vénia de
“Amor de
Perdição”, blogue da Associação para a Promoção do Cinema
Português:
http://www.amordeperdicao.pt).
Os
sonhos, dissabores, paixões, ciúmes e alegrias de uma pequena
comunidade
de um popular pátio lisboeta. Alfredo, um bom rapaz,
irmão
do estouvado Carlos Bonito, que namora a frívola Amália e é
amado
pela pensativa Suzana, sua irmã; Narciso, bêbado crónico e
"virtuoso"
da guitarra, pai de Rufino, seu "tutor" e sócio da leitaria;
a senhora Rosa, viúva fresca e florista,
disputada por Narciso e o
maniento
Evaristo. (Texto reproduzido com a devida vénia de “Amor
de
Perdição”, blogue da Associação para a Promoção do Cinema
Português:
http://www.amordeperdicao.pt).
A SEVERA
(Leitão de Barros – 1930)
O primeiro filme sonoro português. História passada no século dezanove
que narra as aventuras dum jovem cavaleiro, D. João, Conde de Marialva,
dividido pelo amor da mítica e insinuante cigana Severa - a quem a lenda
consagrou como fadista desditosa - e uma fidalga. Enredo ambientado nas
lezírias e nas touradas. (Texto reproduzido com a devida vénia de “Amor
de Perdição”, blogue da Associação para a Promoção do Cinema Português:
http://www.amordeperdicao.pt).
O LEÃO DA ESTRELA
(Leitão de Barros – 1930)
O primeiro filme sonoro português. História passada no século dezanove
que narra as aventuras dum jovem cavaleiro, D. João, Conde de Marialva,
dividido pelo amor da mítica e insinuante cigana Severa - a quem a lenda
consagrou como fadista desditosa - e uma fidalga. Enredo ambientado nas
lezírias e nas touradas. (Texto reproduzido com a devida vénia de “Amor
de Perdição”, blogue da Associação para a Promoção do Cinema Português:
http://www.amordeperdicao.pt).
O LEÃO DA ESTRELA
Anastácio,
homem modesto, pai de Jujú e Branca, é um ferrenho adepto do
Sporting
e quer ir ao Porto ver o desafio entre o seu clube e o clube da Invicta.
Aproveita
a oportunidade para poder ficar em casa da família Barata, que é
Rica
e cujo o filho namora a sua filha Branca. Durante a estadia, Anastácio faz
crer
à família Barata que é da mesma condição social, possuindo bastantes
bens
e dinheiro. Mas tudo se complica, quando é Barata que lhe anuncia uma
visita
a Lisboa. (Texto reproduzido com a devida vénia de “Amor de Perdição”,
blogue
da Associação para a Promoção do Cinema Português:
http://www.amordeperdicao.pt)
Em Alfama, a cantadeira Ana Maria estreia-se em público num retiro,
seguindo-se o teatro e a boémia com gente da alta. Todavia, não
esquece o seu homem, Júlio Guitarrista, que em vão tentara subtraí-la
dos aplausos. Quando outras sombras se adensam sobre o típico bairro
de Lisboa, e Júlio pensa em partir para África, é a emoção do reencontro.
(Texto reproduzido com a devida vénia de “Amor de Perdição”, blogue
da Associação para a Promoção do Cinema Português:
http://www.amordeperdicao.pt)
A CANÇÃO DE LISBOAseguindo-se o teatro e a boémia com gente da alta. Todavia, não
esquece o seu homem, Júlio Guitarrista, que em vão tentara subtraí-la
dos aplausos. Quando outras sombras se adensam sobre o típico bairro
de Lisboa, e Júlio pensa em partir para África, é a emoção do reencontro.
(Texto reproduzido com a devida vénia de “Amor de Perdição”, blogue
da Associação para a Promoção do Cinema Português:
http://www.amordeperdicao.pt)
(1933 – Cottinelli Telmo).
Vasco Leitão, estudante de medicina, vive da mesada das tias de Trás-os-Montes
e o consideram um aluno cumpridor. Ora, Vasco prefere os retiros e os arraiais,
as cantigas populares e as mulheres bonitas - em particular Alice, uma costureira
do Bairro dos Castelinhos, o que não agrada ao pai, o alfaiate Caetano, sabendo-o
crivado de dívidas... Os azares de Vasco sucedem-se: no mesmo dia em que é
reprovado no exame final,recebe uma carta onde as tias lhe anunciam uma visita
a Lisboa! (Texto reproduzido com a devida vénia de “Amor de Perdição”, blogue da
Associação para a Promoção do Cinema Português: http://www.amordeperdicao.pt)
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