quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Rogério de Carvalho, fotógrafo de Estremoz

Rogério de Carvalho (1915-1988), fotógrafo de Estremoz.

Rogério de Carvalho (1915-1988), foi, sem sombra de dúvida, um grande fotógrafo, não só pela qualidade técnica dos seus clichés, como pela beleza plástica das suas fotografias, assim como pela sua multifacetada obra. Rogério de Carvalho foi em primeiro lugar, um fotógrafo de estúdio, com um dia a dia feito de fotos tipo passe, fotos de família e fotos de personalidades. Mas Rogério de Carvalho foi também um repórter fotográfico. E aqui, foi fotógrafo do social, dos casamentos e dos baptizados. Porém como repórter teve um olhar atento sobre a realidade envolvente de Estremoz e do seu termo. É aqui, que como repórter, Rogério de Carvalho atinge a dimensão do gigante que foi, ao fazer o registo para a posteridade do tecido, quer urbano, quer rural. Tecido urbano, com os monumentos como marco de referência, mas também as gentes, os seus usos e costumes e sobretudo os tipos populares. Tecido rural com a paisagem povoada por ganhões que lavram a terra ou alimentam com molhos de trigo, a goela insatisfeita duma debulhadora a vapor. Ceifeiros reais, mas personagens de Fialho pelo reflexo da luz do calor que mata. Vindimadoras ou apanhadeiras da azeitona, a quem soube fixar a importância fulcral dum gesto.
Rogério de Carvalho foi ainda editor de postais ilustrados onde sobressai a sua dimensão de repórter. Postais ilustrados com os nossos monumentos e com as fainas agro-pastoris do nosso concelho. Postais ilustrados que viajaram e conheceram mundo e que por aí estão um pouco por toda a parte. Por isso Rogério Carvalho é não só património de Estremoz, mas património mundial, já que é património da cartofilia, essa espécie de loucura mansa que povoa o sonho dos coleccionadores.

Hernâni Matos

O pão nosso de cada dia nos dai hoje...( Anos 40 do séc.XX).
Ceifeiros ( Anos 40 do séc.XX).
Carrego ( Anos 40 do séc.XX).
Debulhadores asseando-se para o almoço ( Anos 40 do séc.XX). 
Almiaras ( Anos 40 do séc.XX).
Largo do Espírito Santo (Anos 40 do séc.XX).
Largo do General Graça ( Anos 40 do séc.XX).

26 de Abril de 1974: Honras militares e aclamação do esquadrão do RC3 que
 participou em Lisboa na missão de 25 de Abril de 1974. ( Anos 40 do séc.XX). 
Desfile popular no 1º de Maio de 1974.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Grândola, Vila Morena



Na passagem de mais um aniversário da morte do compositor e cantor Zeca Afonso (1929-1987), convido-vos a ouvir e a cantar "Grândola, Vila Morena", pertencente ao álbum "Cantigas de Maio", editado em 1971.

Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade

Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade

A canção transmitida pela Rádio Renascença, a emissora católica portuguesa, às zero horas e vinte minutos do dia 25 de Abril de 1974, como segunda senha pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), confirmava o início do golpe de estado militar que derrubou a ditadura e instaurou a democracia em Portugal. Como tal, transformou-se em símbolo da revolução de Abril.
Na actualidade, é entoada como forma de protesto contra as políticas económicas do governo e da troika, sendo importante que todos assumamos esta canção como símbolo da luta por um mundo melhor, com justiça social, trabalho e esperança no amanhã.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Nova marca de olaria de Estremoz

 Fotografia de João Pimentão.

A peça que aqui vos mostro é uma peça de olaria muito bela e provavelmente rara, já que não conheço outra com estas características. Trata-se de um pucarinho, decerto para as crianças brincarem, com as seguintes características:
ALTURA: 6,2 cm;
DIÂMETRO EXTERIOR DA BASE: 2, 4 cm;
DIÂMETRO DO BOJO: 5 cm;
DIÂMETRO EXTERIOR DA BOCA: 4,2 cm;
PESO: 68 g;
Apresenta um notável contraste entre o fundo não polido e a decoração polida, conseguido graças à acção miraculosa da patine do tempo.
Para além do seu perfil gracioso, apresenta de um dos lados, na parte posterior do bojo, a marca E.I.A.A.G/EXTREMOZ, inserida numa coroa circular com diâmetro exterior de 1,8 cm e diâmetro interior de 1,3 cm.

Fotografia de João Pimentão.


Trata-se de uma peça fabricada na Escola Industrial António Augusto Gonçalves, criada em 4 de Junho de 1930 e sediada na Rua da Pena, em Estremoz. Para aí entrou como Mestre Provisório de Olaria, em 3 de Dezembro de 1930, Mariano Augusto da Conceição (1903-1959), o “Alfacinha”, que se tornaria Mestre Efectivo da mesma Escola, em 23 de Março de 1936, já sob a direcção do escultor José Maria de Sá Lemos (1892-1971), que viria a ser responsável pela revitalização da manufactura dos bonecos de Estremoz, para o que contou com a “memória” de Ti’Ana das Peles e a magia das mãos e a vontade férrea de Mestre Mariano da Conceição.
Tenho na minha posse uma carta de Sá Lemos, datada de 6 de Maio de 1935, em papel timbrado da Escola Industrial António Augusto Gonçalves, na qual este se dirige ao coronel João de Avelar Pinto Tavares nos seguintes termos:
“Necessitando tentar a confecção de alguns dos característicos e tão interessantes bonecos de Estremoz, recorro a aproveitar a gentilíssima oferta de Vª Exª de cedência por empréstimo de dias, de um ou dois modelos.
Agradecendo desde já a atenção de Vª Exª, confesso-me com subida consideração e respeito.”
Esta carta permite datar em Maio de 1935, os esforços de Sá Lemos, visando recolher exemplares antigos dos bonecos de Estremoz. É plausível que o trabalho de Sá Lemos com ti’ Ana das Peles e Mestre Mariano da Conceição seja posterior a esta data.
A referida carta encontrava-se dobrada dentro dum peça de barro vermelho de Estremoz, que conjuntamente com outras da mesma espécie e brinquedos de louça pintados do séc. XVIII, integrava um lote que adquiri a uma herdeira do coronel.
É plausível que o pucarinho, com esta marca até aqui desconhecida, tivesse sido oferecido por Sá Lemos ao coronel, como expressão de gratidão pela cedência de bonecos antigos para servirem de modelo. De resto e como é sabido, a Escola vendia exemplares de bonecos fabricados por Mestre Mariano e pelos seus alunos, assim como peças de olaria, os quais funcionariam como fonte de receita para a Escola.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Ontem foi dia de aniversário




Este blogue fez ontem três anos, pois surgiu a 19 de Fevereiro de 2010 como blogue pessoal, no qual assumi “A escrita como Instrumento ao Serviço da Libertação do Homem” e centrei a escrita em conteúdos que têm a ver com a Cultura Portuguesa, bem como com o Alentejo, muito particularmente os Usos e Costumes, a Arte Popular e a Identidade Cultural Alentejana. O meu campo de acção centra-se nas coisas “DO TEMPO DA OUTRA SENHORA”. Não todas, mas aquelas que me tocam a alma.
Decorridos que são dois anos de vida, é novamente altura de fazer um balanço, pelo que faz sentido apresentar alguns números relativos a este blogue:
- Um total de 173.853 visitas;
- Uma média diária de 228 visitas;
- Uma duração média de 2 min 44s por visita;
- 306 posts editados com 1296 comentários:
O blogue tem como retaguarda de apoio:
1 - Uma página pessoal no Facebook com 4.975 amigos;
2 - No Facebook, um Grupo de Fãs homónimo do blogue, integrado até ao presente por 1.795 membros;
3 - A divulgação dos textos editados no blogue, realizada através de edições efectuadas nos murais daquelas páginas do Facebook, bem como no Twitter.
O blogue tem 467 seguidores através do “Google Rede Social” e 200 através dos “Networked Blogs”. É transversal à política, ao regime e às capelinhas estético-literárias que por aí há. E assim continuará com o apoio crescente dos amigos e leitores que nos estimulam através dos seus comentários. É pela motivação que temos dentro de nós e pensando neles, que continuaremos o caminho iniciado.   
A todos vós, amigos e leitores, o meu muito obrigado pelo interesse manifestado, que procurarei não desmerecer.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Ruas de Estremoz - Os topónimos que temos


OS TOPÓNIMOS QUE TEMOS
No âmbito das freguesias de Santo André e de Santa Maria de Estremoz, os topónimos podem ser assim sistematizados: 
- AVENIDAS: 25 de Abril, 9 de Abril, Condessa da Cuba, de Santo António, Dr. Marques Crespo, Norton de Matos, Rainha Santa Isabel, Tomaz Alcaide; 
- ESTRADAS: da Estação do Ameixial, de São Domingos, do Caldeiro, Municipal 504, Municipal 508-2, Nacional 18, Nacional 4; 
- LARGOS: da Liberdade, da Praça de Touros, da República, das Portas de Évora, de Santa Catarina, de Santiago, de São José, do Espírito Santo, do Lavadouro, Dom Dinis, dos Combatentes da Grande Guerra, General Graça, Terreiro do Loureiro;  
- PRAÇAS: Luís de Camões;  
- PRACETAS: de Timor, Marechal António Spínola;  
- SERRADOS: da Martinheira, do Polido; 
- TAPADAS: do Assento, do Seruminheiro;  
- TERREIROS: do Barguilha; 
- TRANSVERSAIS: à Rua Frei Agostinho Santa Maria; 
- TRASEIRAS: da Rua Alexandre Herculano, da Rua do Outeiro, da Rua do Peixeiro, da Rua Frei Agostinho de Santa Maria;  
- TRAVESSAS: Brito Capelo, da Levada, da Rua 1º de Maio, da Rua de São Pedro, de São José, do Antigo Caminho da Glória, do Outeiro, do Panaças, do Pintassilgo;  
- URBANIZAÇÕES: de Mendeiros das Vinhas, do Campo da Feira, do Monte da Pistola, do Monte da Razão;  
- VILAS: Celeste, Maria da Boa Fé; 
- ZONAS: Industrial;  
- ROSSIOS: Marquês de Pombal;  
- RUAS: 1º de Dezembro, 1º de Maio, 20 de Janeiro, 31 de Janeiro, 5 de Outubro, Alexandre Herculano, Alves Redol, Américo Carapeto, António Sérgio, Batalha do Ameixial, Bento de Jesus Caraça, Brito Capelo, Capitão Mouzinho de Albuquerque, da Aboboreira, da Caldeira, da Campainha, da Cega, da Cruz Vermelha, da Estalagem, da Frandina, da Freirinha, da Guiné, da Ladeira, da Manutenção Militar, da Misericórdia, da Pena, da Restauração, da Sub-Estação, da Venezuela, das Almas, das Meiras, de Angola, de Diu, de Goa, de Macau, de Moçambique, de Santo André, de Santo Antonico, de Santo António, de São Brás, de São Domingos, de São Francisco Xavier, de São Miguel, de São Pedro, Direita, do Afã, do Alentejo, do Almeida, do Arco, do Arco de Santarém, do Arco Zagalo, do Lavadouro Municipal, do Marmelo, do Nine, do Outeiro, do Peixeiro, do Pintor, Dom Afonso III, dos Banhos, dos Carvoeiros, dos Fidalgos, dos Fundadores, dos Heróis da Índia, dos Malcozinhados, dos Olivais, dos Quartéis, Dr. Afonso Costa, Dr. Gomes de Resende Júnior, Dr. Paulo Lencastre, Florbela Espanca, Frei Agostinho de Santa Maria, General Humberto Delgado, Gonçalo Velho, João de Sousa Carvalho, João Silva Tavares, Joaquim Fortio, José Félix Ribeiro, José Maldonado Cortes, Liberdade da Conceição, Machado dos Santos, Magalhães de Lima, Muralhas de Santarém, Narciso Ribeiro, Nossa Senhora da Conceição, Nova do Castelo, Pablo de Neruda, Património dos Pobres, Pedro Afonso, Porta da Lage, Professor Egas Moniz, Projectada à Tomaz Alcaide, Rainha Santa Isabel, Sebastião da Gama, Senhora do Carmo, Tenente Braga Gonçalves, Timóteo da Silveira, Vasco da Gama, Victor Cordon; 
- BECOS: da Rua de São Pedro, do Bairro Operário;  
- CALÇADAS: da Frandina;  
- FONTES: do Imperador, Nova, Velha; 
- OUTROS TOPÓNIMOS: Azenha do Porto, Bilrões, Casa dos Cantoneiros, Casal de São José, Casas Novas, Ferrarias, Frandina, Mares de Cima, Mártires, Olival da Adega do Perdigão, Outeiro da Cabeça, Pocinho, Sub-Estação da EDP. 
Na parte rural da Freguesia de Santa Maria existem ainda topónimos com designação genérica de HORTAS (8), MONTES (104) e QUINTAS (25), com designações específicas consignadas pela tradição e que pelo seu elevado número, nos dispensamos de enumerar aqui, o que seria fastidioso.

CONTINUA

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

O "Nada" pode ser o "Tudo".

                                     Não acredito em nada. As minhas crenças
                                                 Voaram como voa a pomba mansa;
                                                 Pelo azul do ar. E assim fugiram
                                                 As minhas doces crenças de criança.

                                                    Florbela Espanca in Aos olhos dele.


Por vezes experimentamos um dia de “Nada”, como se o “Vazio” tivesse tomado conta de nós próprios. É um estado de Alma que nos pode consumir e submergir em remoinhos de pensamento que nos conduzem inexoravelmente em direcção às profundidades da escuridão. Todavia, também poderá colher a nossa repulsa, se formos capazes de emergir de tal estado, fruto da intrepidez do nosso querer.
O "Nada" pode ser o "Tudo". Só depende de nós próprios e da força anímica que nos permite dar o “Salto”. E quando sentirmos o "Tudo" bem arreigado no âmago das paredes da nossa “Alma Sideral”, nada nos poderá deter. As fronteiras frementes do Universo em expansão serão, porventura, o único limite físico à nossa acção. Nessa altura, Senhores de Nós Próprios, nada nos deterá, porque nada pode deter, nem o Espaço nem o Tempo, nem esta ânsia que nos vem de baixo, da Matriz Primordial da Terra-Mãe que nos pariu e que nos há-de consumir, porque essa é a essência das coisas que contam. É preciso morrer para renascer de novo. Foi Spartacus que disse na altura da morte:
- Voltarei e serei milhões.
Pela minha parte direi:
- Mulher, gosto de ti!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Carretilhas

Carretilhas em latão. Da esquerda para a direita, Fig. 1 a Fig. 5. Colecção do autor.

A “carretilha” [do castelhano carretilha, segundo (8), citado por (6)] é um ancestral instrumento de cozinha, cujo começo de utilização se perde na memória dos tempos. A primeira referência que conhecemos a este artefacto foi registada por Bluteau (3) que o define assim: “Pequena roda de metal, com seu eixo, que serve para lavrar bolos, pastéis e outras massas”. Segundo Aulete (1), “recortilha” e “cortilha” são sinónimos de “carretilha”.
Trata-se de um artefacto de cozinha constituído por uma roda dentada circular, em forma de roseta, que gira num eixo encabado e que é impulsionado pela mão humana. Com ele se recorta ou pontilha, deixando em lavor, a massa de forrar pastéis, bolos, biscoitos e doces. Como tal é utilizado por confeiteiros, pasteleiros, doceiros ou simples donas de casa.
O recorte ou o pontilhado executa-se colocando a carretilha sobre a massa e fazendo-a avançar através de força exercida no respectivo cabo. A resistência oferecida pela massa é vencida tanto mais facilmente quanto menos inclinado estiver o cabo em relação ao plano de assentamento da massa. Quanto ao recorte é tanto mais acentuado, quanto mais espaçados e fundos forem os dentes. É exactamente o contrário do que se passa com as carretilhas com dentes pouco espaçados e poucos profundos, que assim são mais adequadas para pontilhar a massa.
A massa que sobra após cada recorte é reaproveitada, sendo novamente tendida com o rolo e utilizada no ciclo de confecção.
As carretilhas têm sido confeccionadas nos materiais mais diversos: latão (as mais antigas – Fig. 1 a Fig. 5), marfim, marfim com cabo de madeira (Fig. 6), madeira (Fig. 7) e folha de Flandres com cabo de madeira. Modernamente surgiram integralmente em aço inox ou em aço inox com cabo de plástico.
Naturalmente que independentemente das suas funções equivalentes, as carretilhas mais nobres e imponentes são as mais antigas, de latão, que na sinuosidade do seu recorte, guardarão porventura, entre outros, segredos relativos a doces ou não, que ficaram para todo o sempre confinados às espessas paredes das cozinhas conventuais.


BIBLIOGRAFIA
(1) - AULETE, Caldas. Diccionario Contemporâneo da Língua Portuguesa (1ª edição). 2 vol. Parceria António Maria Pereira, Lisboa, 1881.
(2) - BASTOS, J.T. da Silva. Diccionário Etymológico, Prosódico e Orthográphico da Língua Portugueza (2ª edição). Parceria António Maria Pereira, Lisboa, 1928.
(3) - BLUTEAU, Raphael. Vocabulario portuguez & latino: aulico, anatomico, architectonico ... 8 vol. Collegio das Artes da Companhia de Jesus. Coimbra, 1712 - 1728.
(4) - FIGUEIREDO, Cândido de. Novo Diccionário da Língua Portuguesa (1ª edição). 2 vol. Editora Tavares Cardoso & Irmão, 1899.
(5) - HOUAISS, António e al. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. 6 vol. Círculo de Leitores. Lisboa, 2003.
(6) - MACHADO, José Pedro Machado. Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa (5ªedição). 5 vol. Livros Horizonte. Lisboa, 1989.
(7) - MACHADO, José Pedro Machado. Grande Dicionário da Língua Portuguesa. 6 vol. Publicações Alfa. Lisboa, 1991.
(8) SILVA, Antonio de Moraes. Diccionario da língua portuguesa recopilado dos vocabulários impressos até agora, e nesta segunda edição novamente emendado, e muito acrescentado, por Antonio de Moraes Silva. Typografia Lacerdina. Lisboa, 1813.
(9) - VITERBO, Joaquim de Santa Rosa de. Elucidário das Palavras, Termos e Frases. Edição Critica de Mário Fiúza. 2 vol. Livraria Civilização. Porto, 1966.


Carretilhas em marfim e madeira e em madeira.
Da esquerda para a direita, Fig. 6 a Fig. 7.
Colecção do autor.